Rio+20-Offenes Plenum für antirassistische Arbeit-Klimawandel und Flucht – globale Auswirkungen wirtschaftlicher Gewinnmaximierung und Ausbeutung

21 mai
flüchtlingsrat hamburg

Offenes Plenum für antirassistische Arbeit

 

am 6. Juni 2012 von 18:00-22:00 Uhr,

Cafeteria der Stadtteilschule St. Pauli, Berhard-Nocht-Str. 12, Hamburg

 

mit
- Prof. Dr. Jürgen Scheffran (KlimaCampus Universität Hamburg);
- Sven Harmeling, Germanwatch (angefragt);
- Peter Wahl, WEED;
- Dorothee Braun, Rat für nachhaltige Entwicklung;
- Ska Keller, Mitglied der Grünen im Europäischen Parlament;
- Shah Sayed, Hamburger-Klimaschutz Fonds

 

Im Juni 2012 findet in Rio de Janeiro der Weltgipfel Rio +20 zu den Bereichen Klima und Nachhaltigkeit statt. Die Auswirkungen des Klimawandels auf die Lebensbedingungen der Menschen, insbesondere in den Ländern des Südens, werden immer gravierender.  Bereits jetzt sind Millionen von Menschen aufgrund sich ausweitender Dürre- und Überflutungsgebiete weltweit auf der Flucht. Prognosen reden von bis zu 200 Millionen Menschen, die deshalb im Jahre 2050 ihre Herkunftsregionen verlassen müssen.  Die Veranstaltung soll den Zusammenhang zwischen Klimawandel und Flucht thematisieren sowie deren globale Ursachen aufzeigen.

Im Informationsteil der Veranstaltung wird auf die weltweite Klimaentwicklung, ihre Folgen und Ursachen eingegangen.  Es geht um die Rolle global agierender Wirtschaftsunternehmen und nationalstaatliche Interessen der Industrienationen in den Ländern des Südens und die damit zusammenhängende wirtschaftliche Ausbeutung und Umweltzerstörung. Die daraus resultierende Zerstörung der Lebensgrundlagen der betroffenen Menschen, die Änderung sozialer und politischer Strukturen, Verfolgung, Kriege und Vertreibung führen  zu Flucht und Migration aus den betroffenen Regionen.

Bei der anschließenden Diskussion wird es u.a. um die Frage gehen, ob die der Asylgesetzgebung zugrunde liegende Definition des politischen Flüchtlings angesichts der durch Klimawandel, wirtschaftliche und neokoloniale Ausbeutung sowie durch die Umweltzerstörung verursachten Veränderungen von Lebensräumen angemessen  ist.

Veranstalter: Flüchtlingsrat Hamburg und Initiative: Moorburgtrasse stoppen Continue reading 

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Velho Recife Novo. “O animal comendo a própria cauda”.

21 mai

Recebi aqui em Niterói no Grande Rio, de João Trindade Jr. a informação da existência deste vídeo que conta como acontece a expansão imobiliária de Recife.

Depois de 25 anos fora de minha cidade natal, me descubro sem poder caminhar pelas calçadas, os carros ocupam tudo, atravessar as ruas só de “mãos dadas” com extranhos, também temerosos em atravessarem as ruas com carros bufando em nossos cangotes e motos caindo dos céus co motoqueiros prontos para nos dar porrada se não sairmos debaixo.

Quando acho que cheguei a alguma esquina segura, me deparo com betoneiras gigantes alimentando os arranhas-céus que crescem feito o pé-de-feijão das lendas de nossas infâncias.

Mesmo assim é melhor andar a pé quando possível. Ao pegar um ônibus-caminhão, esbarro em roletas que me imprensam oprimem, me sinto levando uma geral em alguma cadeia. Tenho que gritar para o motorista abrir a porta da frente para a velhinha e a senhora grávida com outra criança na mão, entrarem pela porta da frente.

Dentro do ônibus que solavanca para “arrumar” os passageiros, o único prazer com a desgraça dos outros, é ver as madames e executivos, ficarem batendo no volante de seus carros refrigerados mas que também não andam.

No único parque público do meu bairro, cercado por grades de ferro e somente com duas entradas, aos sábados vejo familias, quase que fazendo filas, para terem um pouquinho de verde.

Em tudo quanto é esquina, vejo garotas e garotos como estandartes e bandeiras anunciando o morar verde.

Oonde quando menino eu esperava as  mangas cairem nas calçadas para recolhe-las, hoje vejo grades com árvores de plástico a decorar a vida dos  moradores emergentes.

É o Brasil emergente. É a vida e são os pedestres desaparecendo da minha e da sua cidade. marcos romão

Excelente documentário que fala sinteticamente do problema urbanístico pelo qual Recife tem passado, mas que poderia estar falando de qualquer grande cidade brasileira onde a visão de mundo médio-classista é formada pelas objetivos de mercado das grandes construtoras e das montadoras. Um filme que todos os que buscam uma melhor qualidade de vida de sua cidade deveriam assistir. (docverdade)

Sinopse Oficial: Oito especialistas de diversas áreas (arquitetura e urbanismo, economia, engenharia, geografia, história e sociologia) opinam sobre a noção de espaço público na cidade do Recife e destacam temas como: a história do espaço público na cidade, o efeito dos projetos de grande impacto no espaço urbano, modos de morar recifense, a relação entre a rua e os edifícios, a qualidade dos espaços públicos, legislação urbana, gestão e políticas públicas e mobilidade.

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UERJ FIRMA PARCERIA COM UNIVERSIDADE NEGRA NORTE-AMERICANA PARA INTERCÂMBIO DE PROFESSORES E ALUNOS

19 mai

Por Jorge da Silva

Acontecerá no Auditório da Reitoria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Uerj, no próximo dia 21, segunda-feira, às 10:00 h., o Encontro de Trabalho entre a direção da Southern University Batton Rouge / Lousiana – USA e a da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – Uerj. Na oportunidade, o Prof. Dr. James L. Llorens, Chanceller daquela Instituição, e o Prof. Dr. Ricardo Vieiralves de Castro, Reitor da Uerj, assinarão o Memorando de Entendimento – MOU dando início à parceria.

Feliz coincidência. O intercâmbio inicia-se no momento em que os ministros do Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, declaram constitucionais os programas de cotas nas universidades brasileiras.

As duas universidades têm afinidades. A Southern University Baton Rouge, fundada em 1880, foi uma das primeiras universidades voltadas para o desenvolvimento educacional, econômico e social dos negros após a abolição da escravatura naquele País. A Uerj foi a primeira universidade brasileira a implantar um programa de cotas na educação superior para estudantes negros. Em suma, as duas instituições põem foco especial nas questões da diversidade e da igualdade, oferecendo oportunidade de acesso a todos, independentemente de gênero, etnia, religião ou origem.

A programação prevê ainda: no dia 21, a palestra da Profª Drª Mônica Heilbron, Sub-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, sobre a Uerj e suas atividades, e, no dia 22, a da  Profª Drª Lená Medeiros, Sub-Reitora de Graduação, sobre  “Ação Afirmativa e o Sistema de Cotas”.

A parceria é concebida com o objetivo de promover a cooperação mútua nos campos do ensino e da pesquisa, com ênfase nas seguintes áreas: Intercâmbio do corpo docente e estudantes; Atividades conjuntas de pesquisa; Intercâmbio Cultural; Atividades de extensão; Programas acadêmicos especiais de curta duração; participação em seminários e encontros acadêmicos.

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Al Jazeera cobre a primavera negra brasileira. Demétrio consegue traduzir o nada para o inglês.

19 mai

O inglês do paladino do status quo nas relaçôes raciais no Brasil não é o problema. O problema é simplesmente a sua falta de argumentos na defesa contra cotas e do retrato do Brasil que só ele vê. Ao falar em uma outra língua nós somos obrigados a pensar duas vezes. Aí está a lacuna de Demétrio Mignoli, como traduduzir um assunto, um pensamento, que não existe?
Demétrio Mignoli e sua turma de pensamento rural pré-abolição, ajudou a atrazar por 10 anos a busca de soluções para superação do fosso que separa os brancos e negros do Brasil.
Enquanto negros e brancos antiracistas se esforçavam em criar mecanismos sociais, institucionais e políticos para superar no Brasil a gritante separação entre negros e indígenas de um lado e os Brancos lá nas montanhas, com iniciativas como a Educafro e várias organizações sociais, que partiram para a formação básica de negros, indios e pobres para concorrerem com os brancos com menos desvantagem;
Enquanto os negros batalhavam para se criar um estatuto da igualdade racial;
Enquanto que os negros, índios e antiracistas brigavam em milhares de municípios do Brasil, para diminuirem a segregação racial nas escolas, academias de polícia, universidades, associações de moradores, clubes, bares, locais de trabalho e tudo mais;
Enquanto milhares de pessoas trabalhavam para a reconstrução do país sem as aberrantes segregações raciais, evidenciadas de forma cruel no genocídio institucional e policial perpetrado contra os jovens negros Brasileiros;
Demétrio, e comparsas, com apoio dos dois maiores meios de comunicação brasileira passaram estes mesmos dez anos na contra-mão, a repetir argumentos de palanque, pura propaganda apocalíptica, criando fantasmas e assustando as classes conservadoras as apavorando com o advento de uma possível guerra racial que incendiaria o Brasil.
A desonestidade intelectual de Mignoli e turminha, que cabe numa Van, provocou muitos estragos na sociedade brasileira e atrazaram um debate para resolver finalmente a questão racial brasileira, debate felizmente resgatado de forma positiva pelos juízes do STF, perante milhões de telespectadores que tiverem finalmente depois de 124 de abolição da escravatura, a oportunidade em ouvirem oficialmente, que o Brasil é um país racista.
A desonestidade intelectual desta turma de incapazes, com seus argumentos “científicos”, em verem a realidade crua e nua do racismo à brasileira, os fez criarem o xingamento “racialista” para os antiracistas a favor de ações afirmativas e de reparação para os negros e índios brasileiros.
O que o Mignoli expressou em inglês, não se preocupe quem não entende inglês, foi o mesmo que ele fala em português. Nada, absolutamente nada. Um nada que infelizmente, com o apoio financeiro de fundações racistas nacionais e internacionais alimentou o ódio deste cara e provavelmente sus bolsos, enquando que desgraçadamente milhares de professoras e alunos pelo país afora, sofreram e sofrem na luta contra o racismo e a segregação contidiana.
Morto intectualmente em “Pretuguês” nacional, como diria Lélia Gonzalez, e agora morto epistemologicamente em “Ingrês” internacional, digo eu. El Jazeera cobre a Primavera Negra Brasileira!
O Brasil já está pegando fogo, os helicópteros que passam por cima de nossas cabeças nos prédios de classe média se dirigem para as favelas…
O movimento negro e os antiracistas estão na estrada a muitos anos para apagar este fogo que sangra a juventude e o Brasil. O miolo da questão social brasileira é a questão racial. Estamos aí para enfrentá-la com carinho e coragem.

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O quarto Zumbi. Historiadores da UNESP inventam sua própria história do negro brasileiro

19 mai

Nas ciências sociais domina quem dá o significado aos fatos. A história e seu historiadores não foge a isto. Carlos Nobre nos envia um artigo que é um alerta. Fala do livro recém-lançado em São Paulo Zumbi “Três Vezes”. Fala que tres historiadores querem decepar mais uma vez a cabeça de Zumbi.

Sem apresentarem  fatos novos, sem fazerem novas pesquisas,pretendem desmistificar Zumbi, que cada vez mais ganha contornos de herói nacional, reembrulhado em um novo pacote com um Zumbi domesticado e imaginário como se nunca tivesse existido, só na imaginação, ora dos dominadores, ora na imaginação dos oprimidos.

Mas Zumbi é negro, e isto na opinão de Carlos Nobre, é o que incomoda. ” Neste sentido, acreditamos, começarão a surgir outro tipo de estudos: aqueles tal como fizeram os historiadores da Unesp tentando descaracterizar Zumbi como herói nacional, como símbolo dos oprimidos. A importância de Zumbi como herói nacional cresce a cada dia, mas sua cor é empecilho para tal status” ressalta o jornalista Nobre.

É no estado de São Paulo que mais se resiste às cotas nas universidade. Para o autor do artigo é justamente a derrota sofrida pelos conservadores e mantenedores das desigualdades raciais no Brasil nos STF na questão das cotas, que faz surgir na atualidade uma profusão de artigos e agora um livro estilo pão requentado, que procura destruir a existência real de Zumbi dos Palmares e sua importância na historiografia e identidade nacional brasileira. MR

ZUMBI VEZES TRÊS

por Carlos Nobre

Carlos Nobre

Fiquemos mais atentos: as críticas vão se intensificar. Isto porque avançamos sem que a nova inteligência neoliberal consiga impedir novas discussões para instalação de um novo modelo étnico-democrático para a sociedade brasileira. Um dos golpes mais sentidos por essa nova direita, sempre em cargos estratégicos, foi a aprovação das cotas raciais nas universidades públicas e a declaração de legalidade do Prouni ambas pelo Supremo Tribunal de Federal(STF) em menos de um mês.

Surge, agora, articulações mais sofisticadas contra os movimentos sociais negros. Trata-se do livro ” Três vezes Zumbi: a construção de um herói brasileiro”. Os autores – Jean Marcel Carvalho França e Ricardo Alexandre – são historiadores da Unesp ( Universidade do estado de São Paulo). Eles analisam o mito Zumbi no colonialismo, na era imperial e na república. Daí, então, o nome do livro, isto é, três vezes Zumbi.

Eles querem mostrar que Zumbi sempre foi manipulado ou negado ou minimizado pelos seus estudiosos conforme as conjunturas históricas de cada momento. Em suma, estes autores negam a importância de Zumbi como herói nacional, pois, em cada momento histórico, ele teria mudado de configuração. Ou seja, teria sido inventado ou sua importância maximizada.

Vejamos as teses deles:
1.No período colonial, Zumbi e Palmares aparecem nos escritos(viajantes,cronistas,militares, dirigentes etc) como foco de instabilidade para capitania de Pernambuco. Os escritos neste período são lacônicos e de passagem sobre Zumbi/Palmares. O pioneiro historiador Rocha Pita diz que Zumbi é um cargo e não homem, e que o último ocupante deste cargo teria cometido o suicídio. Essa versão da historiografia oficial perdurou até em 1946. Nesse ano, Edison Carneiro publicou o livro ” O quilombo de Palmares”, onde demoliu a versão de Rocha Pita, demonstrando documentalmente que Zumbi fora traído, tivera a cabeça cortada e exibida em Recife.

2.Nas décadas iniciais do século XX, Zumbi/Palmares, asseguram os historiadores, perdem importância, ganham contornos mais negativos e adquirem tons menos grandiosos nos escritos deste período. Palmares passa a simbolizar um “empecilho ao avanço da civilização europeia no Brasil, um cancro que os colonos tiveram de extirpar” (…), alegam os historiadores.

3. Nas ultimas décadas do século XX, Zumbi é tratado como um herói pioneiro da luta pela liberdade no Brasil, um líder das classes oprimidas da colônia, e também um herói afro que lutou pela liberdade e igualdade, ou seja, um herói daqueles que lutaram e lutam contra o caráter excludente da sociedade brasileira.
Então, ok, esta aí a importância do personagem na história, ele mesmo desenhado pelos próprios historiadores que desejam destruí-lo, pois, é motivo de várias visões controversas.

Quem foi Zumbi?

Na verdade, estes novos autores ( não negam suas origens neoliberais, apreciadores dos historiadores das classes dominantes/conservadoras tendo como exemplo nomes como Rocha Pita, Adolfo Vanhargem e outros) são idealistas: eles queriam encontrar Zumbi redondinho na historiografia brasileira, isto é, com uma biografia com início, meio e fim…ingenuidade ou idealismo?

Todos os heróis de uma dada sociedade são inconstantes e as referências a eles sempre contraditórias. Se assim o são, esta sociedade, em determinadas conjunturas, necessita de exemplos redondos de desempenho político, pois, ninguém pode representar esta tarefa sem que não aja danos nas suas relações sociais e políticas.

No entanto, sabemos que os grandes homens e grandes momentos não se apresentam como são idealizados. Isto é: de forma linear e em conjunturas que necessitam de modelos bem arrumadinhos. Pelo contrário. Muitos começam sua trajetória pelo meio. E antes de começar, muitas vezes são questionados, e mais frente, ganham consistência e dimensão impressionante, sem que haja motivos aparente para tal consagração histórica.

Este é o caso de Zumbi.

Na verdade, estes dois autores quiseram demolir o mito Zumbi fazendo uma releitura da historiografia já dada sobre ele. Impossível. O nome Zumbi tem hoje uma penetração impressionante: nome de cidades, bairros, hospitais, aeroportos, ruas, avenidas, universidades… sempre como símbolo de libertação.

A historiografia hoje em relação a Palmares se apresenta assim: quem está trazendo novos documentos a respeito de Zumbi/Palmares ? Nesse sentido, o livro “Três vezes Zumbi” não tem nada de novo e importante. Em outras palavras: os autores não estiveram em arquivos brasileiros e europeus para, com novos documentos, demonstrar a fragilidade de Zumbi/Palmares no período colonial brasileiro.

Para que pesquisar se a gente pode fazer uma releitura com que já foi pesquisado?
Então, a debilidade começa aÍ, em relação ao livro dos historiadores da Unesp: não dão nada de novo , ou seja, não exibem documentos novos, nem analisam o fenômeno apresentando as incongruências históricas, não analisam com vigor o processo escravista como grandes autores o fizeram( Flávio Gomes, Kátia Mattoso, Carlos Eugênio Líbano Soares, João José Reis, Maria Viotti da Costa….). Ao contrário, se socorre com o historiador Manolo Florentino (UFRJ), neoliberal e anticotista ferrenho, que, em prefácio, diz que o livro é “uma pequena joia”. Para ele, claro.
Como enfocar o mito Zumbi/Palmares sem se perder pelos caminhos? Tarefa muito difícil, convenhamos.

Um grande problema a enfrentar logo de cara: a marca Zumbi está valendo muito. Ou seja, a sociedade vem sendo engolida pelo fato de Zumbi ter se tornado um herói genuíno das massas de despossuídos ao contrário do heroísmo oficial cujas figuras representativas são bastante questionadas e não atraia atenção da população.

Em relação a Zumbi/Palmares, é bom que se frise que somente na capital e no interior do Rio de Janeiro ( não, em Alagoas, onde o mito nasceu), existem oito monumentos em homenagem a Zumbi. Desde 1986, na Praça Onze, no Rio de Janeiro, na base do monumento, em 20 de novembro ( Dia da Consciência Negra) são organizados atos e manifestações. Isso repercute no Brasil inteiro e deixam os intelectuais conservadores abaladíssimos. Existem aproximadamente mais 1.250 municípios que declararam o 20 de novembro (dia da morte de Zumbi) como feriado em homenagem ao Dia da Consciência Negra. Há dois anos, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva quis transformar o 20 de novembro em feriado nacional. Historiadores de universidades estrangeiras não entendem porque não existem no Brasil pesquisas aprofundadas a respeito Palmares devido à sua importância para os estudos de escravidão colonial nas Américas

Neste sentido, acreditamos, começarão a surgir outro tipo de estudos: aqueles tal como fizeram os historiadores da Unesp tentando descaracterizar Zumbi como herói nacional, como símbolo dos oprimidos. A importância de Zumbi como herói nacional cresce a cada dia, mas sua cor é empecilho para tal status.

O que é difícil para a nova historiografia de revisão ressentida é negar a proeminência deste mito na história brasileira: os documentos coloniais portugueses dos séculos XVII e XVII citam, ele, Zumbi, pedem que negocie e, que seja complacente com os portugueses. Tratam-no como um grande dignitário e não como um fugitivo da escravidão.

Assim, ninguém pode negar que ele nunca existiu. Mas, dependendo das épocas, aparece com rostos multifacetados. Ora é um fugitivo da escravidão, ora um líder radical, ora general poderoso, ora líder pressionado pela ação militar portuguesa.
E nunca apareceu até agora nos documentos portugueses como um conciliador, bandido, ladrão, místico ou farsante. Sempre como um inimigo poderoso a quem os colonialistas inúmeras vezes tentaram atrair com promessas de liberdade que sempre eram rechaçadas.

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Depois de esquecer de “blindar” seu próprio celular. Vacarezza envia nota sobre SMS para Cabral.

19 mai

Recebemos do Deputado do PT  Cândido Vacarezza, ex-líder do governo na câmara, flagrado pelas câmaras da SBT durante a CPI do Cachoeira ao enviar SMS para o governador  Sérgio Cabral,  com o teor camarada e tranquilizador.

O flagrante provocou reações imediatas de repúdio da sociedade civil  e  arranhou a a credibilidade na lisura dos rumos da CPI. Releia o teor da SMS:

” A relação com o PMDB vai azedar na CPI mas não se preocupe você é nosso nos somos teu”.

Abaixo a nota do deputado :

NOTA DO DEPUTADO CÂNDIDO VACCAREZZA


Gostaria de enfatizar que não haverá “blindagens” nos trabalhos da CPMI.

Qualquer um que tiver relação com a organização criminosa de Carlos Cachoeira será investigado. Por outro lado, não vamos compactuar com a espetacularização ou com o esvaziamento da investigação.

O texto da mensagem captado ontem pela TV refletiu minha preocupação pessoal com tensionamentos pontuais entre o PT e o PMDB. Meu objetivo era deixar claro ao governador Sérgio Cabral que, apesar das discordâncias pontuais, a boa relação entre nossos partidos deve ser mantida.

Gostaria de enfatizar ainda que o governador Sérgio Cabral (PMDB) não foi citado em nenhuma gravação dos inquéritos, conforme atestado nos depoimentos dos delegados da Polícia Federal à comissão. Logo, não tem sentido falar em uma suposta “blindagem”. A situação é diferente no caso do governador Marconi Perillo (PSDB), contra quem pesam suspeitas fortes de que havia uma cota de funcionários do seu governo indicados pela organização criminosa, principalmente na Polícia Civil e no Detran-GO.

Deixamos para o leitor da Mamapress o julgamento do conteúdo da SMS enviada pelo Deputado Cândido Vacarezza.

Em nossa opinião, não há o que explicar, em nome da busca da verdade o deputado Cândido Vacarezza, deveria em atitude exemplar, declarar-se como impedido de participar da comissão de inquérito parlamentar. Deixaria a sociedade civil mais “tranquila”. MR

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Igrejas esto divididas sobre reconhecimento legal de casais do mesmo sexo

17 mai

PANAMÁ

Igrejas estão divididas sobre reconhecimento legal de casais do mesmo sexo
Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC)

Cidade do Panamá, quinta-feira, 17 de maio de 2012 (ALC) – Motivado pelo Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia, lembrado hoje, o presidente do Comitê Ecumênico e bispo da Igreja Evangélica Metodista do Panamá, Pablo Morales, disse que é preciso refletir sobre o tema e não simplesmente copiar leis e decisões adotadas em outros países.

Igrejas panamenhas estão divididas quanto ao reconhecimento de casais constituídos por pessoas do mesmo sexo. Dados da Associação de Homens e Mulheres Novos do Panamá (AHMNP) indicam a existência de 300 mil casais nessas condições, o que representa 10% da população do país.

O porta-voz da AHMNP, Ricardo Beteta, disse que a posição do presidente estadunidense Barack Obama a favor de casais gays fortalece a discussão do tema.

A ex-deputada Teresita Árias entende que se pretendem oferecer uma nova modalidade jurídica ao reconhecer legalmente casais do mesmo sexo, o Legislativo deve analisar como esse processo legal se dá em outros países e adaptá-lo à realidade específica do Panamá.

“Se se quer dar uma opção como essa, é preciso garantir a segurança de todas as partes, as que estão a favor como as que estão na contramão”, defendeu Árias.

O debate sobre o tema vem desde 2010, quando parte da Comissão de Governo apresentou à Assembleia Nacional um projeto de lei conhecido como 206, que procura prevenir qualquer ato de discriminação entre pessoas por razões de orientação sexual e identidade de gênero.

O projeto ainda tramita pela casa, apesar das pressões do AHMNP para que a proposta seja analisada pelo plenário. Beteta denunciou a demissão de homossexuais em empresas privadas e em instituições públicas, o que, aponta, é um descalabro.

O Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia (International Day Against Homophobia) reporta-se a 17 de maio de 1990, quando a homossexualidade foi cortada da lista de doenças mentais pela Organização Mundial da Saúde.

Caso King Kong Clip: Jornalista do SRZD canta Ju Chocolate em plena entrevista.

17 mai

O caso Alexandre Pires e seu montão de King Kongs no Youtube, é um mico de tres pessoas famosas que não precisavam dar uma dessas, mas que já está provocando um série de micos, desde MPs sem objetivos claros, até escorregadelas nas cascas de bananas racistas e sexistas espalhadas nas redações da imprensa brasileira.

Em uma entrevista  entitulada ” Ex-Chan, que participou da “Dança do Kong”, acha que envolver o MP é “exagero”,  o entrevistador Roberto Kuelho, depois das perguntas de praxe tipo, já foi discriminada, acha que foi racismo? E a quele rol de perguntas de quem objetivamente quer descaracterizar qualquer situação racista, partiu para as perguntas sobre carreira e vida sentimental da Ju Chocolate.

Pensei que que a entrevista ia acabar por aí, pois o papo já estava ficando chato. Mas parece que quando o tema envolve racismo e sexismo e além do mais, mulheres bonitas e famosas, alguns jornalistas perdem a noção de fronteira. Pois não é que o jornalista como que caindo do céu, pergunta a Ju Chocolate o que  um homem precisa ter para conquistar seu coração e arremata perguntando qual seria o ambiente perfeito para passar uma noite de amor?  Perguntas que pelas palavras do  próprio autor, deixaram a moça sobressaltada e envergonhada.

Pois é minha gente leiam a entrevista e me respondam, sobre o que pensa e vai na cabeça de um jornalista que faz uma pergunta destas, em um contexto de uma entrevista em que este não era o assunto. Ou será que pelas respostas de Ju Chocolate, digamos um pouco fora da consciência política dos negros no Brasil atualmente, o Roberto Kuelho achou que era uma presa fácil do racismo cordial brasileiro? Marcos Romão

“SRZD - O que um homem tem que ter para conquistar a Chocolate?

Ju – Acima de tudo tem quer divertido, inteligente, dedicado e disposto 100% a fazer uma mulher feliz.

SRZD - A noite de amor perfeita seria em qual ambiente?

Ju – Pulaaaa… (rindo e visivelmente envergonhada).

SRZD - Já recebeu uma proposta indecente?

Ju – Ih… já! Principalmente de trabalho. As pessoas confundem muito bailarina/dançarina com outras coisas. Nada contra, mas estudei e ralei bastante para fazer tudo que fiz até hoje. Mas, eu não dou brecha e nem oportunidade, porque levo tudo que faço muito a sério, seja no trabalho ou mesmo em um relacionamento.”

Leiam a entrevista completa no SRZD

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Alexandre Pires: Vai chorar no colo do Bush vai…Recado do Diário Preto

16 mai

Via Luh Souza, Mamapress pescou no Facebook esta primorosa análise  de Leandro Freitas do “Caso”- King Kong-Catra-Neimar.

Leandro nos diz que fez uma rápida pesquisa  nos casos de racismo, noticiados na imprensa e se estarreceu com a recorrência da palavra macaco na boca dos racistas brasileiros, seguindo uma onda mundial ao agredirem pessoas negras.

Sobre o clipe Kong do cantor Alexandre Pires nos fala Leandro Freitas:

Pra quem acha que é só uma brincadeira, inclusive é o argumento defendido pelo próprio cantor, no entanto, são essas “brincadeiras” que reforçam esteriótipos, reproduzem preconceitos e, consequentemente, mantem os ciclos viciosos que reproduzem desigualdades, sobretudo as desigualdades raciais.

Ah, antes de falarem que sou exagerado ou estou vendo racismo em tudo.
No começo do ano fiz uma pesquisa sobre as noticias veiculadas na mídia, principalmente a mídia on-line de casos envolvendo denúncias de discriminação racial no ano passado (2011), e percebi que a grande maioria das vítimas são chamados (as) de “Macaco” ou “Macaca”, olha só que “coincidência” ou deve ser coisa da minha cabeça:
Por fim, Leandro de Freitas nos apresenta e vídeo do artista Jairo Pereira na série youtubana, Diário Preto 3 -  com o título “Não somos Macacos”. Uma excelente reposta, bastante educativa, que pode ajudar a formar as novas gerações brasileiras que não sejam racistas,  já que pra racista velho não adianta conversa, só a dura lei, pois são irônicos perversos e safados como o psicanalista de Brasilia, que diante de uma mulher negra na bilheteria de um cinema em Brasília ,  a ofendeu, depois correu, e por fim quando chamado às falas pela justiça, convocou a imprensa para se desculpar rindo e dizer que não era racista. Marcos Romão

Conferir “Mayara Petruso: Justiça condena universitária por preconceito contra nordestinos” em Afrokut

16 mai
Afrokut
Afro-Brasilidade
marcos romao marcos romao Conferir o post no blog ‘Mayara Petruso: Justiça condena universitária por preconceito contra nordestinos’
Racistas tem que pensar duas vezes antes de praticarem crimes.

Mensagem do blog adicionada por Missões Quilombo:

Justiça condena universitária por preconceito contra nordestinos no Twitter A estudante de direito Mayara Petruso foi condenada nesta quart…

Link da mensagem do blog:
Mayara Petruso: Justiça condena universitária por preconceito contra nordestinos

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