ZUMBI PEDE SOCORRO: QUEREM ENTERRAR O UMBIGO DA SERRA DA BARRIGA NO RIO DE JANEIRO.

22 mai

por marcos romão

Está chovendo chicote, nas mirradas conquistas do Movimento Negro, que foram promulgadas no Estatuto da Igualdade Racial e  na Constituição dos Cem anos de Abolição em 1988.

Reconhecimento de Zumbi como herói nacional, aniquilamento via AIDINs dos direitos constitucionais dos povos indígenas e quilombolas, ações judiciais contra a ações afirmativas e mais saraivadas de artigos pagos por ruralistas, nas revistas blogs e jornalões, fazem parte do banquete de navio negreiro,  servido à população negra brasileira nos 125 de abolição.

Não bastasse o assassinato sistemático de nossa juventude pelas polícías e milícias em praticamente todos os estados brasileiros.  Aparece agora um advogado do Maranhão, tentando bloquear o primeiro Edital do Minc, que seguindo o Estatuto da Igualdade Racial, aprovado pela Câmara e Senado, pretende distribuir algumas migalhas para artistas e produtores negros, restos do banquete de investimentos, que é servido à empresários falidos, artistas brancos da panelinhas e empreiteiras especializadas em construir 5 estádios em 1, e que ficam prontos para se usar somente uma vez, pois já são construídos para serem reformados, enquanto índio fica olhando debaixo da chuva e gás de pimenta.

Nós da Mamapress, estamos com a impressão que soltaram tudo que é bicho feio,advogados e desembargadores de “porta de cadeia” , para cima de nós negros nos 125 anos de Abolição.

Daqui a pouco vai nos aparecer um causídico propondo revogar a lei Áurea.

Antes que isto aconteça, a Mamapress estará presente, apoiando a convocação da Fundação Palmares-Rio, para nos unirmos para salvar Zumbi e a nossa gente.(MR)

CONVOCATÓRIA

A Fundação Palmares promoverá Reunião dia 23/05, no Rio, sobre ameaças ao dia de Zumbi e Editais de Cultura Negra.

A Presidência e a Representação Regional no Rio de Janeiro da Fundação Cultural Palmares convocam os interessados na preservação e defesa das culturas de matriz africana para uma reunião a ser realizada às 15h do dia 23/05/2013, no DAP/IBGE – Av. Rio Branco nº 257 (esquina com Rua Santa Luzia), salas 605 a 609, Centro, Rio de Janeiro. A reunião terá como temas centrais a defesa do Dia da Consciência Negra e a reafirmação dos Editais Afirmativos do MinC.

A justificativa para tal encontro é a grave ameaça às comemorações do dia de Zumbi, verdadeiro herói da Liberdade brasileira, chefe do Quilombo dos Palmares, ponto de resistência de mais de um século a colonização e escravidão impostas.  O caso se dá por ação da Confederação Nacional do Comércio Serviços e Turismo – CNC, que tenta declarar a inconstitucionalidade da lei 4007/02, que instituiu o dia 20 de Novembro, aniversário de morte de Zumbi, como feriado da Consciência Negra no Rio de Janeiro.  Na reunião serão traçadas estratégias e articulações para o fortalecimento das comemorações e preservação da data, tendo em vista a sua importância.  Sobre os Editais Afirmativos, será debatida a recente suspensão dos mesmos.  Na contramão dos avanços das ações afirmativas e consequente expansão da Democracia, o juiz federal Juiz Federal na 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão José Carlos do Vale Madeira suspendeu os Editais Afirmativos do MinC.  Estes editais, fruto da pressão da classe artística negra, e uma das mais bem sucedidas políticas desta gestão do Ministério da Cultura visam a atenção a Cultura e Arte negras, pelo incentivo aos produtores afrodescendentes.  Apesar serem somente  R$9 milhões colocados à disposição dos proponentes, os Editais de Cultura Negra foram um grande sucesso, tendo recebido mais de 2300 propostas de artistas e produtores afro-brasileiros de todo o país.

A presença de todos os interessados na preservação e fortalecimento da Cultura e Arte negras, bem como aqueles que atuam em prol da expansão da Democracia é de suma importância.  Esta reunião poderá ser um grande momento para que as demandas da Sociedade Civil possam se fazer presentes na política promovida pela Fundação Palmares e o Ministério da Cultura.

reunião palmares

O Racismo Visual no Currículo Lattes.

20 mai ripado da página do CNPQ

por marcos romão

Minha avó sempre me dizia para não procurar chifre em cabeça de cavalo. Ela desconhecia, que o paquiderme palomino do racismo brasileiro, possui um chifre invisível, que distribui chifradas nas horas que você baixa a guarda.

Feliz, em uma manhã de segunda-feira, comecei a registrar a minha cor em meu “Currículo Lattes”, no Portal do CNPQ, a porta visual da nata profisional e produtora do conhecimento do meu imenso Brasil.

Já não era sem tempo. Sociólogo  há 35 anos, com registro profissional nº 99 na carteira de trabalho e negro há mais tempo, morro de curiosidades em saber a cor dos outros primeiros cem sociólogos, que tiveram o privilégio de poderem exercer a profissão, assim que ela foi reconhecida pelo governo brasileiro, ainda em plena ditadura militar.

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ripado da página do CNPQ

Saber a cor dos meus parceiros de profissão é uma curiosidade científica, mas sobretudo afetiva e política.

Minha turma na UFF formou-se em 1978. Éramos éramos tres negros que cursavam a egrégia e perseguida, escola fluminense de ciências sociais, que cultivava as mentes, dos futuros produtores do conhecimento de meu país. Nossa turma teve como homenageado, o AI5, que não precisou ser convidado, pois sempre esteve presente.

Éramos uma Marlene e dois Joãos, Oliveiras, Paivas e Romãos. Todos pertencentes à plebe ignara, que assanhada, começava a falar  por todo Brasil, que era negra e vinha para balançar o coreto da academia dos brancos contentes consigo mesmo.

O outro João não estava lá, soube que completou o curso depois. Carioca do subúrbio, teve problemas com os costumes racistas de Niterói, minha cidade natal.

Foi namorar logo a filha de um juiz, que apesar de esquerda, era um juiz de Niterói. Dançou, pois ficou visível demais. Nós negros não caíamos pela politica, fichinhas que éramos, bastava plantar um dólar de maconha em nossos bolsos, para aniquilar nossas carreiras. Todos fumavam, mas ó nós dançávamos por sermos “maconheiros plebeus” metidos a dormir com as filhas dos fidalgos.

Fiquei feliz em saber anos atrás, que o meu amigo João completara o curso depois da cadeia foi para São Tomé. A ONU e o “exílio permanente” sempre arranjam um emprego para os cérebros negros brasileiros, ainda bem. Está vivo, creio eu.

ripado da página do CNPQ

ripado da página do CNPQ

Marlene de Oliveira, mulher e negra, não teve a nossa sorte de homens negros, que aprenderam os truques para enganar o racismo  acadêmico e chegar aos 60 cheios de gás para continuarem pensando . Marlene morreu.

Fundadora do grupo produtor de novos conhecimentos sobre o Brasil, o ” Grupo de Estudos André Rebouças” da UFF, ela que era a grande acadêmica entre nós três, morreu de pós-parto e sangramento na flor da idade.

Fruto do investimento de gerações seculares, a mulher negra e acadêmica Marlene, morreu como morrem milhares de negras, por incúria e racismo institucional dos hospitais.

Solidária como sempre, acadêmica, continuou negra e morreu como uma igual. Abandonada pela sistema, que nunca reparou que ela existia.

ripado da página do CNPQ

ripado da página do CNPQ

O racismo brasileiro, está melhorando. Melhorou pois mostra a sua cara, ou as suas mãos sempre lavadas da omissão.

A omissão dos produtores do conhecimento no Brasil em relação ao racismo e as desigualdades raciais é tão gritante, que não bastam números, estatísticas e denúncias para fazê-los acordarem.  A impressão que se tem é que não querem mesmo ver o racismo. Ver o racismo é ver como agem os produtores de textos e de artes visuais e responsáveis por suas edições (friso isto para que não culpem seus estagiários da programação).

Racismo no Brasil existe e chifre em cabeça de cavalo cientista também. Minha avó e a cientista social Marlene de Oliveira, se vivas, poderiam confirmar:

Na chamada principal do portal feito pelo CNPQ, para que  anunciemos ao mundo a nata da produção epistemológica brasileira, o CNPQ nos demonstra o racismo institucional, que de subliminar, só tem o cavalo, pois o chifre está escancarado.

Na página do CNPQ aparecem cientistas brancos, estudantes com olhares inteligentes também brancos, mãos brancas que digitam nossos destinos e um negro de outro planeta, que sentado, sorri agradecido, sob o o olhar condescendente de um professor branco.

ripado da página do CNPQ

ripado da página do CNPQ

Negro, Índio, Amarelo: Vamos mostrar a nossa cara no “Currículo Lattes”

19 mai

por marcos romão

Sou negro e neste pequeno avanço da mensuração estatística no Currículo Lattes, marco o ítem preto, que é o mais próximo do que sou.  

Razão: basta de ficar invisível.

Pós-abolição= cor/raça= analfabeto

Após 1985= cor/raça=excluído

Após 2003= cor/raça=inexistente,

2050= Não houve história do Brasil antes disso!

lattesComo parte de nossa academia insiste em provar que não existimos, conclamo a todos os não brancos, que declarem a sua cor/raça, pode ser a sua última oportunidade de entrarmos nos registros científicos.

Caso o cientistas brancos não definam sua cor/raça e os negros, os indígenas e os amarelos declarem o que são. Vai ser fácil até para uma criança que saiba fazer conta, saber o resultado estatístico da pesquisa.

Depois disso, todos nós poderemos saber, quem é que fica com quase todas as cotas, desde a época das capitanias hereditárias.

fonte: Ciência Hoje

A defesa do Estado Laico é para um jornalista, quase que um ato de fé!

17 mai

por marcos romão

Subversivos na Rua da Conceição-Niterói

Subversivos na Rua da Conceição-Niterói

Desnecessário é e foi, o comportamento dos autores da primeira notícia sobre o abraço da virtual  pré-candidata Marina da Silva, ao pinçarem, truncarem e misturarem suas palavras, “lincando-a” ao Inominável, revelando uma clara intencionalidade em queimar politicamente, uma adversária séria de outros pré-candidatos às presidência da república.

O que a separa do Inominável, é a ética de sua política e sua histórica postura em defesa dos direitos humanos.

O tema de meu artigo anterior,  foi a ética jornalística, pois faltam jornalistas e jornais que consigam ir aos fatos sem truncá-los, dando chance a que  suspeite-se, estarem a serviço de marqueteiros do jogo sujo.

Marina da Silva está uma política conservadora, e cada vez mais, conforme se pode ler  do conjunto de suas falas, que foram reveladas. Qualquer jornalista recebe em suas falas, estofo suficiente para falar destes posicionamentos conservadores, que se depreendem do conjunto de seu discurso. Não há necessidade de se inventar.

Faltam escolas de política e, principalmente de “escolas laicas de política”. Marina, como a maioria dos políticos, ainda não sabe no exercício de suas atividades partidárias, como pisar neste terreno escorregadio das “torcidas da fé” .

Criados que fomos na escola da ditadura, só aprendemos a jogar botões com a nós mesmos. Perdemos a vida em só querer ganhar e nos enganamos ao pensar, que estamos ganhando o tempo todo.

Vivemos este momento no Brasil, é fato, de indefinição sobre o papel do “poder de estado”. Mistura-se as calças da ação política com o cós das paixões religiosas e ideológicas.

Aliado à esta confusão que mistura política com religião, ainda deparamos com o absoluto despreparo da “esquerda progressista”, em lidar com este tema, que muitos outros países enfrentam, que é definir a separação entre igreja e estado. Fica sempre difícil  para as esquerdas tratarem deste assunto, até porque em seus projetos de “tomada de poder”,  revelam o mesmo comportamento canonizador, que depreende uma “religiosidade política”, que pouco difere do comportamento dos Inomináveis.

Defender a multidiversidade na política e moral, não é fácil, pois é também quase um ato de fé.

Defender um Estado Laico, é também defender uma república em que os partidos que cheguem ao poder, não confundam e  não misturem as suas máquina partidárias com o estado e o governo.

Vivemos no calor das paixões políticas e por trás do projeto do Inominável está a tomada do poder, para tornar o Brasil, uma república teocrática e corrompida .  .

Caminhamos assim, em fios de seda fina, na busca de uma república em que a multidiversidade seja a base e o fim das relações entre as pessoas e grupos. Pode ser. Embaixo está o precipício do totalitarismo

Se os jornalistas querem isto, ou se podem querer isto dentro dos jornalões , é a questão que coloco.

Em política, fala-se o necessário e ou, o conveniente. Se faz necessário no momento, ouvirmos  muitas coisas que são inconvenientes. Aí estão os estofos das matérias.

A leviandade jornalística, é do que menos precisamos agora.

16 mai

por marcos romão

É extremamente leviano, como algumas profissionais se comportam e vivem do “infoentretenimento”, a informação como diversão, e nos casos mais graves como “disversão” dos fatos.
Quem são esses caras e quem paga a eles, as migalhas dadas aos corvos de direita e de esquerda que assombram o nosso Brasil?
Um dia foi Dilma, noutro o Serra e agora a Marina da Silva é queimada no capim do Facebook, mato viral como se diz.
Não sei se voto na Marina, nem na Dilma e nem no Eduardo Gomes,governador da cidade onde Marina teria “saido em defesa de Feliciano”, ainda tenho tempo para avaliar muita gente e atos até 2014.

Quero e sei que o povo brasileiro inteiro, quer infomação fidedigna sobre o que pensam os políticos.
As redes sociais têm prestado um enorme serviço à construção da democracia no Brasil.
Em um momento, em que só se houve falar de troca de favores e mudanças de idéias de um dia para outro. Que solução melhor para saber corretamente das coisas do que a solução de consultar um amigo, mesmoque seja na rede social?

Da esquerda à direita, o fascismo e o fundamentalismo estão grassando no Brasil.
Neste incêndio em capim seco, a primeira vítima a morrer sufocada, é a verdade.
Antigamente, quando eu tinha dúvidas sobre isto ou aquilo e,  vivia em meio à uma ditadura feroz do silêncio mediático, eu ia a um botequim, tomava umas e outras e auscultava o silêncio, para formar  a minha opinião.
Assim votei para prefeito em 74, não no melhor( que hoje se revela que era um gato pardo angorá ruim mesmo), mas no que era oposição e, principalmente contra o voto nulo, que seria a negação da última possibilidade de me expressar, escolher mesmo que escolhesse errado, sempre foi o meu lema.

Hoje, ao invés de botecos, ausculto as redes sociais. Ao pescar aqui e ali informações, vou aperfeiçoando meus conhecimentos sobre as pessoas, em quem eu voto ou deixo de votar.

Mesmo que tenhamos no momento, poucos políticos confiáveis no parlamento brasileiro, a confiabilidade na política, eu ganho a cada dia mais, através da confiança que deposito em meus amigos e meus amigos depositam em mim nestas trocas de conversas informais.

A maioria dos meus amigos e amigas, são antitotalitários, venha de que lado vier o canto da sereia.

Totalitarismo não existe sem a primeira mentira. São irmãs siamesas, a dominação do homem sobre o homem e a mentira.

Mas o que foi que a Marina disse, que não é novidade na cadeia ou “rede” de pensamentos dela?

Segundo o Globo, horas depois da Bruxa Marina ter sido queimada, até em Londres por um apressadinho, podemos ler o segunte:

“A ex-senadora lembrou que foi perguntada na palestra sobre o debate dos temas comportamentais. “Eu disse que o Marco Feliciano deveria ser criticado pelas suas posições equivocadas, pelo seu despreparo para estar à frente da Comissão de Direitos Humanos e não por ser evangélico. Eu sei exatamente o que eu falei. Já pedi para localizar a gravação onde respondo a pergunta para colocar na internet”, explicou, lamentando a repercussão negativa da notícia nas redes sociais.”

Podemos ler então, que ela, evangélica, não se distanciou  de sua religião,  e tampouco do que falou para o público.

Marina da Silva demonstrou coerência e fidelidade com o que pensa e como pensa. Em seus gestos e palavras vejo que na verdade, ela se posicionou à anos luz do famigerado Feliciano. Distanciou-se mesmo, para falar claro.

O que mais se pode pedir de um político, além de que fale claro o que pensa?

Misturar os evangélicos com o que pensa e faz,o Feliciano, é azeitar a máquina de poder da ignorância, que ele e seus asseclas estão montando no Brasil e colocando a nós todos, crédulos e incrédulos, reféns da estupidez, da burrice e da intolerância.

marina da silva

Foto Diário de Pernambuco

Com a foto que acompanha a matéria do Diário de Pernambuco, dá para se ver que era para queimar mesmo. Passei até a gostar de novo dela, pois a estava achando meio messiânica no sentido político, nos últimos tempos, Uma pessoa bem diferente da que conheci nas assembléias acreanas dos tempos de Chico Mendes.

Defenderei o meu contrário até a morte, poderia se ler em sua entrevista ao jornal o Globo(vide).

Sou à favor, no campo da moral, de praticamente tudo, que Marina da Silva é contra.

Por suas palavras eu acredito, que ela propõe uma discussão para a sociedade de forma laica e fria, sobre os fundamentalismos que estão tomando conta até das mentes mais sagazes de nossa sociedade.

Resta saber se no Brasil, ainda tem gente querendo conversar.. Mesmo que seja, só nas vielas das redes sociais.

Se a mentira sistemática, dominar às redes sociais, vai ser um diabo que nos acuda!

Dia das Mães, nas vésperas dos 125 anos da Abolição da Escravatura. Mulher destrincha nas alturas, os cabos da comunicação!

12 mai

por ortrun gutke e marcos romão

Mamapress flagrou na manhã deste sábado, uma mulher em sua labuta. Destrinchava  finos cabos telefônicos a quatro metros de altura,

Embaralhados nas árvores depois do vendaval, os cabos cibernéticos impediam que a notícia da abolição da escravatura, que ocorreu há 125 atrás, chegassem às trabalhadoras brasileiras.

Mulher ganha a metade e quando é negra a metade da metade, do que um trabalhador homem e branco ganha. Logo elas que são capazes e trabalham para comprarem os presentes para elas mesmas, quando mães o são.

SAM_0320info@mamaterra.de

Abandonadas pela mãe pátria, abrigo e cela depois de sequestradas em Africa, constroem e destrincham seus próprios cabos de comunicação para a liberdade econômica, política e plena.

Invadem lentamente todos os campos de trabalhos, exigem silenciosamente seu ganha-pão com pago igual.

Flor é bom, me disse uma, mas um bom salário é muito melhor, insistiu sorrindo antes de continuar a desembaralhar, as leis que não as querem reconhecer como empregadas iguais.

2013, 125 anos de Abolição: Moacyr MM ainda precisa brigar com Silvio Santos

10 mai

MM2Moacyr MM, 75 anos, há mais de 20 anos auxiliar de serviços gerais da Câmara de Vereadores de Niterói, é uma das figuras mais simpáticas da casa. Ele cantou seu maior sucesso musical, para a Mamapress, nos corredores da Cãmara de Vereadores de Niterói.

Também prometeu que vai dar uma canja na visita da Ministra da Igualdade Racial, Luiza Helena Bairros, quando ela visitar Niterói depois do 13 de maio, mais precisamente no dia 14 de maio, às 11 horas no Solar do Jambeiro, quando ela irá ser recepcionada pelo Forum da Igualdade Racial de Niterói , pela comunidade negra e por vários artistas da cidade.
Autor de sucessos como Blusa Amarela, que estourou nos anos 80 cantada pelos Originais do Samba, Moacyr MM gravou o samba que arrebentou a boca do balão também nos anos 80, “Mengo Mania”, que lhe rende até hoje uma disputa judicial com o apresentador Silvio Santos, por conta do refrão: ” Lêêêê. lê lê ôôô/ lê lê ôôô/lê lê ôôô/Lêêêê. lê lê ôôô/Mengo”, pois o apresentador canta esta música o tempo todo pra animar o seu programa dominical.

Moacyr MM só luta na justiça por uma reparação financeira, pois ele me diz, que já lá se vão, mais de 30 anos que a música dele é usada indevidamente, e como ele me disse, a grana que o Silvio Santos lhe deve, já pagaria 1/4 de sua abolição e ele poderia finalmente se aposentar, prá se dedicar só a compor.

Alô, Silvio Santos e suas “companheiras de trabalho escravo”, está na hora de  pagar o que se deve!

fonte:Câmara em Revista Ano III nº24 janeiro de 2013

125 de Abolição: Os Deuses estão aborrecidos conosco.

8 mai

por marcos romão

mãe beata 125 anos de aboliçãoEncontramos Mãe Beata:

“Estamos todos com a ilusão de que estamos vivendo muito, mas tudo isto é balela, estamos vivendo mais por que a Era está se encurtando e, portanto os dias estão ficando “menores.”

Assim falou mãe Beata para a Mamapress aos seus 80 anos.

125 de Abolição: Para os Quilombolas do Sacopã, VIGORA A LEI DO CALA A BOCA!

7 mai

por marcos romão

Quilombo do Sacopã Pelo Direito à CidadeQuando eu ando pelo Grande Rio e vejo os casarões de luxo construídos nas encostas de morros para ricos morarem, depois de removerem os pobres de lá, através de justicativa de proteção ambiental, através do poder da “justiça deles”, tenho cada vez mais clareza que Barbosa tá mais que certo!

Toda a Lagoa Rodrigo de Feitas já foi uma área de negros. Hoje só restam por lá os negros da Cruzada São Sebastião e do Quilombo do Sacopã.

O Quilombo do Sacopã está sendo massacrado por um desembargador de justiça, que além de ser um vizinho que disputa as terras pertecentes ao quilombo, é um todo poderoso na justiça carioca.
Basta ele dar um telefonema, para que toda a justiça carioca, ataque com as canetas canhonheiras as familias pobres e negras, que vivem no Quilombo do Sacopã.
Já fazem meses que o Quilombo do Sacopã não pode relizar seus eventos e seus habitantes não podem trabalhar!

Bastou a penada de um desembargador “amigo” para aniquilar a existência de várias famílias!
É uma ignomía o qu está acontecendo.

O Quilombo do Sacopã foi proibido de tocar música e realizar seus rituais 24 por dia.

É a “Lei do Silêncio Especial Para Quilombolas” nos 125 anos de Abolição!
A lei do Cala a Boca está vigorando!

Nos 125 da Abolição da Escravatura:Diálogos da Igualdade Racial

7 mai

por marcos romão

Nos 125 da Abolição da Escravatura, convido todo mundo que puder chegar, a participar da série de debates na OAB de Niterói, debates que depois de 23 anos fora da minha cidade, ajudo a organizar com carinho, atenção e o alerta necessário para nunca esmorecer no combate ao racismo e na construção de uma sociedade igual;

DIÁLOGOS DA IGUALDADE RACIAL
SEMINÁRIOS TEMÁTICOS
Objetivos Gerais: Delinear no Município de Niterói a representação Política e Enfrentamento ao Racismo, por parte dos grupos étnicos que compôem a sociedade local.
Preparatório para a III Conferência e Construção do Plano Municipal
10/05 – Desenvolvimento Político e Enfrentamento ao Racismo: Sistema Legal, Educação e Geração de Emprego e Renda da População Negra.
• José Henrique Antunes,presidente Fundação Municipal de Educação (FME
• Maria Celia Vasconcellos – Secretaria Executiva
• Ruth Pinheiro – CADON
• Fabiano Gonçalves – Secretario de Desenvolvimento Economico de Niterói
• Fernando Dias – OAB Niterói

17/05 – Desenvolvimento Político e Enfrentamento ao Racismo: Mulher Negra e Juventude
• Verônica Lima – Vereadora de Niterói
• Moises Alcuña – Educafro
• Thiago Santana – SEAS-DH Superintendente de Juventude
• Ana Cristina – Conselho Nacional de Igualdade Racial
• Marcilene Souto – CODIM
• Ana Cruz – Projeto Mulher Negra Mostra a sua Cara

24/05 – Desenvolvimento e Enfrentamento ao Racismo: Territórios Tradicionais e Culturais
• Mestre Zezeu – Confederação de Capoeira Livre
• Luiz Sacopã – Presidente da ACQUILERJ
• Mãe Adriana de Holanda – Conselho Municipal de Cultura
• Sérgio Ricardo Carneiro – Sambista
• Regina Ungaro- Professora
LOCAL: AUDITORIO DA OAB
Avenida Amaral Peixoto, 507 Centro Niterói
HORÁRIO: 18:00 Horas
Informações: ceppirniteroi@gmail.com
Equipe:
Tatiara Souza – Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Marcos Romão – Assessoria Técnica
Elizabeth Inácio Baptista – Assessoria
Aparêcida Monteiro – Assessoria

Organização CEPPIR Niterói

Rua Consul Francisco Cruz, 49 , centro, Niterói

Telefone:(21) 26180281

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