Jornalista e cineasta inglesa detida durante 7 horas por 3 homens da “Lapa Presente”, no caminho de casa


Vik Birbek já em casa pela manhã de 26.04.2015 acompanhada de sua advogada

Vik Birkbek em frente ao anexo da  5aDP, pela manhã de 26.04.2015 acompanhada de amigas solidárias

Rio de Janeiro/Berlim

por Vik Birbek, Ras Adauto e Marcos Romão

Vik Birkbek, jornalista e cineasta inglesa radicada no Brasil há mais de 40 anos. foi detida sem explicações por três homens da operação policial Lapa Presente na noite de 25 de abril, em Santa Teresa, nas escadas em frete a sua moradia.

Levada para uma delegacia, depois de ser revistada, ameaçada de deportação, humilhada e levada para um sala suja para ser revistada nua por uma inspetora, foi salva pelo telefonema providencial de sua amiga Paula Kossatz que logo entrou em contato com grupos de Advogada de Direitos Humanos . O Telefonema fez os policiais refletirem sobre o grau de arbitrariedade que estavam cometendo, quando recuaram da pressão e ameaça à integridade moral e física de da cineasta.

Este é o terceiro caso recente que tomamos conhecimento de ameaças aos jornalistas, fotógrafos e cineastas que cobrem as situações de violações de direitos civis e humanos no Rio de Janeiro, e postam nas redes sociais e na grande imprensa, os resultados de suas investigações.

O jornalista Francisco Chaves, que colabora com várias redes de jornalistas com Coletivo Mariachi  e Radio Mamaterra, foi ameaçado de morte na porta de casa por cobrir a aldeia Maracanã, e o fotógrafo Fabiano Rocha do Extra, foi ameaçado através das redes sociais, por postar nas redes sociais a foto de um soldado do BOPE usando uma peruca Ninja.
Cineasta internacional, Vik Birbek, tem se destacado no últimos tempos, pelas postagens nas redes sociais de suas coberturas de protestos contra os arbítrios cometidos nas zonas de pacificação das Upps. Não só ela, mas vários jornalistas do Rio de Janeiro, tem manifestado a suspeita de estarem sendo monitorados ilegalmente nas redes sociais, tendo seus passos seguidos.

A rede Rádio Mamaterra, recebeu nas últimas horas, manifestações de jornalistas do Brasil e do Mundo.

Destacamos a postagem do jornalista brasileiro, radicado em Berlim, Ras Adauto, que já na década dos 80, atuou com Vik Birbek na promoção da cidadania de negros e minorias registradas pela Cultne, além denúncias das arbitrariedades e racismo durante a ditadura.

A Rede Radio Mamaterra, e o Sos Racismo Brasil, com quem Vik Birkbek colabora, estão preocupadas, com a suas segurança e integridade física e moral

Prisão por Desobediência Civil!

A minha amiga e parceira a cineasta e ativista Vik Birkbeck foi presa ontem à noite no caminho dos Arcos da Lapa, quando descia de sua casa em Santa Tereza. Porque resistiu à abordagem estranha de 3 homens do Lapa Presente e queriam de toda maneira revistá-la. Vejam o que ela conta – Negra Panther.

Vik Birkbeck relata:

5ªDP, resistência nossa de cada dia!

“Desobedecendo” a estupidez de Estado — com Vik Birkbeck, Felipe Coelho, Daniela Fi e Katja Schilirò.

Numa semana em que 5 mulheres foram assassinadas no Rio pelos seus “companheiros” e uma matéria do Dia informou que enquanto a taxa dos homicídios no Rio como todo baixou em 25%, nas áreas dos UPPs – ou seja com guarnição permanente da PM, a taxa de homicídios aumentou em 38%, fui descer a rua debaixo da minha casa as 10 horas da noite e tive o meu caminho barrados por três homens da Lapa Presente. Queriam revistar a minha bolsa. Como estava sozinha, não estava fazendo nada de errado e a rua, já meio escura, bastante deserta, achei excessivo. Disse que só queria fazer isso em presença duma mulher. Quando insistirem sugeri que fossemos a delegacia. Tentarem ainda me convencer, disseram que como estrangeira seria levada a policia federal, podia ser deportada … e eu insisti em ir na delegacia. Seguiu uma longa espera na esquina “para aguardar o transporte”. Na delegacia uma inspetora mandou entregar a bolsa ao policial para revista. Fiz o que pediu. Na bolso tinha um lenço, um molho de chaves e umas moedas. Decepção geral. “Vou revistar a senhora, disse a inspetora, me levando para um pequeno banheiro sujo. Tira a roupa toda.” Nesse momento a Paula Kossatz liga para mim e relato para ela o que está rolando. Ao ouvir eu relatando pelo telefone, a inspetora muda de idéia, diz que não será mais preciso tirar a roupa – só o sapato….. espera o próximo capitulo … em todo durou 7 horas – preciso dormir! Gracias ao imenso carinho e apoio das amigas Paula Kossatz, Katja Schilirò advogada Daniela Fi e Felipe Coelho.

A situação enfrentada por Vik Birkbek, merece uma especial atenção dos jornalistas e ativistas de direitos humanos, pela proximidade temporal e relacionamento dessas arbitrariedades com o trabalho realizados pela imprensa, Vik Birkbek, acabara de postar o vídeo sobre o protestos e homenagem a RIP DG,jovem assassinado na comunidade dos moradores do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo. Neste vídeo, uma moradora lembra que o primeiro morto do processo de “pacificação”, aconteceu justamente no Pavão, Pavãozinho  e Cantagalo, quando o jovem trabalhador André foi assassinado pelas ” Tropas de Pacificação”.

Esta situação merece também especial atenção dos turistas e dos consulados estrangeiros no Rio de Janeiro. Vik gritou e soube reagir. Quantos estrangeiros, são humilhados e ameaçados de deportação, por homens da “Paz na Lapa”, e não sabem a quem dar queixa?

Aqui mostramos o último vídeo postado por Vik Birkbek

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Quilombo no Sacopã que é “Zona Nobre” não pode! Desembargadora embarga Cultura Negra.


Quilombo no Sacopã que é “Zona Nobre” não pode! Desembargadora embarga Cultura Negra.

Um relato de um leigo em jurisprudência “cultural carioca”

marcos romão

Como já dizia minha avó Georgina, negro quando está feliz não devia nem dormir, para não acordar e ver a cruel realidade em volta.

Publicado na Revista Raça

Nem completara uma semana da aprovação da lei, em 7 de agosto, que considerava a localização do Quilombo do Sacopã, como “Área Especial de Interesse Cultural”, pela Câmara de Vereadores do Município do Rio de Janeiro, quando nesta segunda feira à noite, Luiz Sacopã telefonou-me para comparecer à 18ª Vara de Justiça do Rio de Janeiro.

A Desembargadoria iria votar o RECURSO DE AGRAVO INTERNO impetrado pelo INCRA, órgão responsável pela demarcação dos quilombos no Brasil, contra a decisão de PROIBIÇÃO TOTAL DE EXPRESSÃO MUSICAL NO QUILOMBO SACOPÃ.

Às  9 horas da manhã de uma terça-feira 14, lá estávamos, Luiz, eu, Dr Tito Mineiro da OAB e o procurador do INCRA, Dr Diogo Tristão para assistirmos a Sessão  da Desembargadoria que iria julgar o mérito da participação do INCRA  como parte interessada no caso, e a remessa do processo para a Justiça Federal.

O que pude assistir foi uma peça digna de Kafka, ou melhor dizendo, um ato de expressão judicial próprio do banido da humanidade, digno do regime do Apartheid na África do Sul.

O desembargador Jorge Luiz Habib, relator do processo e que votara contra a participação do INCRA e pela manutenção do Veto Total às Expressões Culturais do Quilombo do Sacopã, iniciou a sessão e passou a palavra à desmbargadora Helena de Albuquerque, que havia pedido vistas do processo anteriomente.

A desembargadora Leila Albuquerque daria seu voto. Em meia hora de exposição de argumentos, demonstrou que teve tempo suficiente para ler o processo e provou a seus pares, e à pequena e tensa platéia, que esmiuçara com zelo toda a documentação que acompanhava o processo inciado em 1989.

Ao pedir ao desembargador que reconsiderasse seu voto, alegou entre outros motivos:

  • Que a sentença anteriormente proferida estava desde o início incorreta, pois ia além do pedido inicial, que era o de cessar as atividades de uma provável oficina de carros que funcionaria no estacionamento do Quilombo e regular as atividades culturais lá desenvolvidas.
  • Que a sentença anteriomente proferida feria os direitos constitucionais dos moradores do Quilombo do Sacopã, e os discriminava ao impedi-los de exercerem suas atividades culturais básicas, não os reconhecendo como parte integrante do bairro e com direitos iguais.

Neste momento pude perceber que o desembargador relator Jorge Habib ficou em dúvida, pois passou a procurar diante de nós o seu próprio voto, já que a argumentação da desembargadora Leila Albuquerque era clara e fundamentada ao relatar que a sentença contra o Quilombo do Sacopã era despropositada e fora dos preceitos jurídicos e constitucionais.

Entra então em cena a desembargadora Helena Candida Gaede. Demonstrando desconhecimento dos autos, pergunta aos seus pares: “onde é esse lugar?”, e folheando os autos lembra-se do local, “que era um terreno em que se realizavam pagodes que infernizavam os vizinhos” e “que ali não era local para tipo de gente“, pois “tempos atrás haviam mais duas outras famílias que foram removidas de área vizinha” e que próximo já funcionou uma boca de fumo e etc. Demonstrando que os autos não a interessavam muito naquele momento, e sim o que já ouvira falar à respeito.

Os contra-argumentos da desembargadora Leila Albuquerque e do desembargador Heleno Ribeiro(sem direito a voto) foram, ironicamente, que com estas medidas discriminatórias a Desembargadoria iria acabar mandando fechar as escolas de samba da cidade, pois ele mesmo mora ao lado da Escola de Samba Salgueiro, que faz barulho até as 3 da manhã.  Isto sem contar os clubes e as festas de rock da zona sul. A desembargadora Gaede não encontrou argumentos que justificassem sua objeção à existência do Quilombo do Sacopã na Lagoa além do seu gosto pessoal e repulsa ao samba. Indagada por seus pares do porque em Madureira e subúrbios pode haver “pagodes” e na Lagoa não, a desembargadora respondeu “que é para lá mesmo que os Quilombolas deveriam ir, pois lá as pessoas já estariam acostumadas”.

Nem a argumentação da desembargadora Leila Albuquerque,  de que a Constituição garantiria os direitos de expressão por parte dos Quilombolas conseguiu demover a irredutibilade da juíza desmbargadora.

A experiência com a discriminação racial  dos Quilombolas da Sacopã na justiça do Estado do Rio de janeiro  se comprovava. Eles já haviam ouvido desta mesma desembargadora o recado dado a um advogado, após uma sessão anterior: ” Está na hora dos negros ajustarem-se à cultura branca”.  Resta apenas recorrer à justiça federal.

Diante do ‘EMPATE TÉCNICO” e do desconforto causado pelas palavras ferinas da desembargadora Helena Gaede, que falava e olhava com desprezo para a pequena platéia, o desembargador relator  propôs que ela votasse “em desconhecimento” com o voto do relator.

Assim terminou uma manhã “clara” nos tribunais do Rio de Janeiro.

Saimos como sonâmbulos daquela sessão. Uma advogada e um advogado que lá estava por outra causa, nos acompanhou e demonstraram solidariade a Luiz Sacopã.  Nos disseram nunca terem presenciado nada igual.

Agora o relato de um advogado da OAB

Lamentável o resultado da sessão do TJRJ da 18ª Câmara Cível ocorrida nessa manhã (14 de agosto de 2012) às 9 horas da manhã,  que não conheceu do Recurso de Agravo Interno do INCRA, do respeitável Procurador Diogo Tristão nem considerou pontos essenciais e raciais outros que indicam o bom senso que deve prevalecer sempre nas decisões judiciais contra a PROIBIÇÃO TOTAL DE EXPRESSÃO MUSICAL NO QUILOMBO SACOPÃ. Em flagrante contradição com a recém LEI MUNICIPAL que considera o QUILOMBO SACOPÃ como Área de Especial Interesse Cultural do RJ, desde 07 de agosto de 2012. Apesar das brilhantes considerações da Desembargadora LEILA ALBUQUERQUE e considerações igualmente irmanadas com visão fraterna do Desembargador Heleno Ribeiro -infelizmente, assim não entendeu a Desembargadora Helena Cândida Lisboa Gaede,  que seguiu à risca o Relator Habib na injusta DECISÃO DA LAVRA DO DESEMBARGADOR JORGE LUIZ HABIB de PROIBIÇÃO TOTAL DA EXPRESSÃO MUSICAL NO QUILOMBO SACOPÃ . É sabido quem em tempos outros  os escravos não poderiam exprimir sua cultura a não ser nas senzalas às escondidas . Assim aos remanescentes quilombolas do QUILOMBO SACOPÃ – o primeiro QUILOMBO urbano do RJ , situado no metro quadrado mais caro da cidade do RJ (LAGOA) , fato que com certeza NEM SE IMAGINA PROIBIR nem se proíbe – festas dos condomínios luxuosos vizinhos – alguém ousaria?!.

POR 2 VOTOS A UM … FICA MANTIDA A PROIBIÇÃO JUDICIAL DE EXPRESSÃO MUSICAL NO QUILOMBO SACOPÃ derivada do Agravo 0049997-64.2011.8.19.0000, cujo Relator era o Desembargador Jorge Luiz Habib.

FUNCIONA INCRA E DEFENSORIA , *ACOMPANHA OAB/RJ  – ATRAVÉS DA COMISSÃO DE IGUALDADE RACIAL e amantes do direito.

AINDA CABE RECURSO,  E COM CERTEZA SERÁ BUSCADO EM NOME DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL E SEUS PRINCÍPIOS DE IGUALDADE , DO ESCUDO QUE REPRESENTA O ESTATUTO DA IGUALDADE RACIAL (LEI IGUALMENTE FEDERAL) E DA MEMÓRIA DOS NOSSOS MUITO JUSTOS E MAIS VELHOS REMANESCENTES QUILOMBOLAS E DO RESGATE DA DIGNIDADE DE CADA BRASILEIRO E DA RESPOSTA POSITIVA QUE DEVERIA SINALIZAR A MÁQUINA JUDICIÁRIA NACIONAL QUE DURANTE SÉCULOS, HISTORICAMENTE COMO ENFOCA PINAUD (MALVADOS MORTOS), DEU SUSTENTAÇÃO VERGONHOSA AO ESTADO ATRAVÉS DA ANTI-CULTURA * QUE ESTABELECIA A ESCRAVIDÃO COMO LEI E O RESULTADO FRIO DOS TRIBUNAIS! Com certeza não deixaremos nunca o SAMBA MORRER , pois caso contrário não poderíamos ressuscitar O QUE AINDA NÃO FOI CONQUISTADO –  a PLENA  liberdade almejada.

Att. Tito Mineiro – Membro da Comissão de Igualdade Racial da OAB/RJ … Diretor do Sindicato dos Advogados do Estado do RJ.

Um exército de cervos comandado por um leão é muito mais temível que um exército de leões comandado por um cervo.
Plutarco

REPÓRTER ACUSA A REDE GLOBO | Direto da Redação – 10 anos


Nesta época de tantos grampos em que o jornalismo brasileiro, ou melhor as “redações” de jornalões e revistas, donfrontam-se com uma cachoeira de lama. É sempre vom lembrar que focinho de porco não é tomada.

REPÓRTER ACUSA A REDE GLOBO | Direto da Redação – 10 anos.

A jornalista Cristina Guimarães, da Rede Globo de Televisão, prestou depoimento em sessão especial do Conselho da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) no último dia 9 de julho sobre a ação trabalhista que move contra a emissora sob o argumento de que esta não lhe deu proteção de vida quando passou a ser ameaçada por narcotraficantes da Rocinha depois de fazer a matéria “Feira das Drogas” veiculada no “Jornal Nacional” em agosto de 2001. Naquela ocasião Cristina trabalhou em parceria com o repórter Tim Lopes – assassinado mês passado na favela de Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão – e com ele dividiu o Prêmio Esso de Jornalismo do ano passado. Cristina trabalhou 12 anos na emissora, sendo seis deles no “Jornal Nacional”, depois de passar pelos núcleos do “Fantástico” e do “Globo Repórter”.

Atualmente Cristina está afastada do dia-a-dia da profissão, vive escondida fora do Rio de Janeiro e depende da ajuda da família e dos amigos para se manter. Segundo ela, as ameaças dos narcotraficantes da Rocinha começaram pouco depois da matéria “Feira das Drogas” ir ao ar. Ela pediu providências aos seus chefes na Globo mas como nada foi feito, segundo ela, apesar de reiteradas gestões, decidiu se afastar da emissora e processá-la. Ela relatou que por causa da matéria “Feira das Drogas” foram identificados e presos 18 traficantes na Rocinha e 11 no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio. Continuar lendo

Banzo. Para Isabel Machado. (in memorian)


Cris Sobral e Isabel Machado são duas amigas negras minhas no Facebook.

Advogada criminalista Isabel Machado

Isabel Machado, advogada criminalista, foi assassinada por pistoleiros ontem em sua casa na cidade de Cabo Frio.

Envolvida na luta pelos direitos humanos, Isabel se foi de uma forma cruel e repetida para entrar nas estatísticas da violência e genocído lento e sistemático da mulher negra brasileira. Em sua ascenção social, quando escapa dos hospitail não escapa das balas castradoras de consciências.

Cris Sobral conheço por suas poesias, no grupo negrícia do Rio de Janeiro. Aproximo as duas de forma virtual e ritual, para mostrar a dor de todos nós. Para mostrar a garra que temos em viver e construir um país que nos trata como estranhos nesta terra. MR.

Hoje 15 horas em Berlim: demonstração de solidariedade ao povo de despejado de Pinheirinhos


Berlin

Hoje dia 25 de janeiro às 15 horas em  frente a embaixada do Brasil de Berlim.
Demonstraremos nossa solidariedade com Pinheirnhos . Vamos reafirmar a necessidade urgente de uma política de moradia para todos .
Não às as terras ociosas para fins especulativos.
Traga uma flor branca  e/ou vermelhal!!!! Demom solidariedade , respeito e a internalizacao da Luta!!!!!
É uma vergonha !!!! As pessoas terem seus bens arrastados por tratores …de uma hora prá outra estarem desestabilizadas ,  dormindo no chão, em tendas …
Tudo isso pra proteger a propriedade ociosa !!!!tanta veemência assim, tanta rapidez. Porque essa mesma rapidez não é usada para fixar o ser ao solo com moradias dignas !!!!!!!!Uma vergonha !!!!!!!!
Mostre sua indgnação . Venha dia 25 às 15 horas em frente a embaixada .
Não podemos nos omitir
Sandra Bello
hoje estivemos demonstrando lá no portão de Brandeburgo , um grupo pequeno , mas cada um é um e cada indivíduo se transformou nesse pequeno grupo com uma vontade ENORME.  Com uma indignação GIGANTESCA. Essa vontade estamos desdobrando nesse convite !!!!!!!!!!!
Até lá !!!!!

15 anos Batida do Samba em Hamburgo “Série Memórias da Mamaterra”


Tobias Alegria Lecker Lecker

Mestre Tobia foi o difusor da expressão “lecker, lecker” na Alemanha. “Lecker”, que significa saborosa em alemão, quando lhe perguntei porque sempre falava duas vezes “lecker”, Tobias me respondeu que a palavra parecia com “legal, legal “, depois de esclarecido sobre o verdadeiro siginificado da palavra, ficou mais contente ainda, pois sabia que a sua caipirinha era mesmo muito legal e saborosa!

Se ele fosse chinês, ganhava um prêmio na Praça da Paz, se fosse francês uma um chapéu na Torre Eiffel, alemão se fosse, uma viagem ao Brasil prá assistir ao carnaval.
Aconteceu que Tobias nasceu brasileiro. Ministérios das Culturas e Itamaratys gostavam de outras bossas mais ipanemenhas e, o topete do Tobias não tinha trejeitos de surfista sensação.
Ficou a ver navios com seus projetos de um homem do povo com visão futurista. Veio pretizar com seu sorriso verde amarelo a Alemanha.
Hoje em dia Pitú é marca de limão na Teutônia, e não se dança com o ventre na Turquia, sem antes se tomar uma caipirinha, pois nem os ecologistas, reclamam deste nosso alcool não etanol, que se espalha pelo mundo.
Tobias faleceu numa barraca da Feira Nordestina do Rio de Janeiro,sem bandas de músicas nem carros de bombeiros.
Mais um herói migrante que emigra no anomimato para outro mundo. O Brasil não gosta do Brasil! A Alegria gosta do Brasil. Êta cachaça colonial!
Marcos Romão

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a propósito: lecker pronuncia-se léca.

Abdias chama: Vamos bater os tambores no Quilombo do Sacopã e no mundo inteiro inteiro!


João Jorge com Abdias na vista de Obama

Acabo de receber a notícia da esposa de meu amigo Abdias Nascimento que ele se encontra em intensiva estação, em uma situação delicada com complicações nos pulmões.
Vou pra ladeira do Sacopã, último quilombo urbano da zona sul do Rio. Vou orar por ele.
Asé meu irmão Abdias, resista e insista!
Um dia sairemos deste exílio em nossa própria terra!
Marcos Romão