Cidinha da Silva lança “Baú de Miudezas, Sol e Chuva”


Enviado por Ana Felipe

lelia gonzales-ana

É neste Sábado, dia 07/06 / das 14h às 17h 

Rio de Janeiro, na sede do IPCN – Instituto de Pesquisas das Culturas Negras
Avenida Mem de Sá, 208, Lapa

cidinha 2013 BA prosadora, como gosta de se definir, Cidinha da Silva apresenta ao público mais um fruto de sua profícua carreira de escritora, iniciada em 2006. Desde então, são oito livros, contando com este último, que passeiam por contos, textos opinativos, crônicas, narrativas infantis…. E são sobretudo crônicas, ou, como percebe o olhar aguçado da prefaciadora Grace Passô, “poesia transfigurada em crônicas”, que formam  o consistente recheio de Baú de Miudezas, Sol e Chuva, lançamento da Mazza Edições, mesma editora na qual Cidinha da Silva começou sua trilha literária.
O interior de Baú guarda 41 miudezas, e não por serem as crônicas, em sua maioria, pequenas em tamanho. Miudezas em função de outra acepção que esta palavra encerra:  delicadeza.  Essa qualidade Cidinha da Silva emprega em todos os textos, mesmo quando se trata de abordar temas nem sempre tão digeríveis, como amores frustrados,  relacionamentos interrompidos ou a busca de liberdade para o amor homoafetivo. Aliás, Baú de Miudezas, Sol e Chuva escancara o amor, com todas as letras e lágrimas e sorrisos que costumam acompanhá-lo. Não há o que se estranhar, afinal, a autora é, declaradamente, uma amante, isto é, alguém que ama “grande” e se incomoda com aquele tipo de amor que se manifesta “apenas na parte interna da orelha dos livros”, como revela a crônica Memória. Sua poética arquetípica dos Orixás impregna sentimentos e personagens, são testemunho do coração livre e libertário de Cidinha da Silva.
Capa bau de miudezas_definitivoComo todo bom/boa cronista, Cidinha da Silva se alimenta, principalmente, do cotidiano, e mais ainda, dos pequenos fatos do cotidiano, a cuja narração empresta leveza, humor e subversão. Baú de Miudezas, Sol e Chuva é daquelas arcas que dão prazer abrir e contemplar os simples e pequenos tesouros que guarda. Mas, que o leitor não se engane, a literatura de Cidinha é “suave como o pássaro que controla o próprio voo”, é prosa poética refinada, corta e perfura tal qual lâmina de adaga.

Ground Zero-Cotas étnicos-raciais são 10-Marco Zero



enviado por Memorial Lélia Gonzalez

Five historical female figures. Rising Thoughts Tour


Rising-Thoughts-Tour

Rising Thoughts Tour:
On five dates and five german cities, five historical female figures who represent the pan-african struggle for freedom will be introduced and celebrated. Besides the band Rising Thoughts as host and main act different local afro german female artists (musicians, poets, dancer etc.) are going to be featured in this event. Flyer in PDF
– 01.09. Kiel, Pholl Komplex / May Ayim
– 03.09. Hamburg, Die Grete / Makeda
– 10.09. Berlin, Werkstatt Der Kulturen / Queen Nanny of Jamaica
– 17.09. Münster, SpecOps / Assata Shakur
– 24.09. Frankfurt, Klosterpresse / Queen Nzingha

open doors: 6pm
Featuring: Bahati, Olumide Popoola, Tess Venier, MaSeHo, Meryl Prettyman, Daniele Daude, Baby Shoo….. and many more..
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A empresa Extrafarma é condenada por fazer escala de turnos baseada na cor do empregado


Rio de jeniero, via Memorial Lélia Gonzalez.
Extrafarma condenada por fazer escala de turnos baseada na cor do empregado

Memorial Lélia Gonzalez

19.08.2011 – 10h24

O Juízo da 4ª Vara do Trabalho de Macapá (AP) condenou a rede de farmácias Extrafarma (Imifarma Produtos Farmacêuticos e Cosméticos S/A) a pagar R$ 30 mil por danos morais decorrentes de discriminação racial contra ex-funcionária.

Na inicial, ela afirmou que a gerente dizia fazer as escalas de trabalho de acordo com a cor de cada empregado, e que ela, negra, devia trabalhar no turno noturno porque “combinava com a escuridão”. saiba mais

Coragem é coisa de mulher!


No 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas, realizado em Santo Domingo (República Dominicana) em 25 de julho de 1992, definiu-se que este dia seria o marco internacional da luta e resistência da mulher negra. E assim o é.
Aproveitamos para perguntar a você, quantas mulheres negras tem ao seu lado no seu local de trabalho?

O Radical Carinhoso e sua Raiva Santa.


O Radical Carinhoso e sua Raiva Santa.marcos romão

Tres baleiros de rua me cercavam curiosos, com seus parcos panos cobrindo suas pele pretas de seus corpos mirrados. Circulavam em meio àquela pequena multidão de mulheres e homens negros na Cinelândia. Os olhos vivos da menina e dos dois meninos não me pediam trocados. Eram apenas olhares de crianças curiosas ao verem ao mesmo tempo, tantas pretas e pretos juntos e com roupas tão bonitas
A Kombi da funerária chegou em frente das escadarias da Câmara de Vereadores do muncípio do Rio de Janeiro. Trazia o corpo matéria de Abdias Nascimento.
Velhos ativistas do movimento negro brasileiro, escolhidos por antiguidade, preparavam-se para levarem o caixão escada acima em revezamento, para ser velado no saguão da casa dos representantes do povo, da cidade que Abdias ainda jovem, escolhera para ser o palco de seu combate contra o racismo no Brasil.
Não haviam multidões de negros como no paço da princesa Isabel nem na república dos donos de escravos. Não estavam presentes nem as fanfarras oficiais nem guardas de segurança, como seria de praxe para um senador da República. Lá estavam apenas aquele monte de negros e negras paramentadas e os tres Erês curiosos.
É um morto, vão enterrar ali dentro? Me perguntaram. Quem é o morto? Repetiram. Era um homem que defendia os negros, repondi olhando para nossas peles mal cobertas pelos farrapos.
Meu paletó, minha calças, minhas cuecas, minhas meias, camisa e sapatos, não escondiam a minha nudez naquela praça. Éramos todos Pretos Novos, recém-chegados da África, guardando aquele corpo guerreiro, na praça mais famosa de nossa república.
Podemos ficar aqui, podemos ir lá dentro? Me perguntaram. Meu olhar aquiescente não foi necessário, ninguém precisava autorizá-los, eles sabiam que eram convidados de honra do mestre Abdias. Seus olhares tinham aquela certeza de crianças de rua de nosso Brasil, a certeza de que são donos do pouco tempo que teem nesta vida.
Chegaram autoridades, deputados, vereadores, artistas, jornalistas, até o ex-presidente Lula acompanhado pelo governador do estado. Chegaram judeus, muçulmanos e cristãos, todos para reverenciarem aquele homem defensor da religião dos Orişas, que foi o homem de 2 séculos para a maioria do povo brasileiro. Maioria que ganhou algumas liberdades, mas não sabem a quem agradecer, confundidos pelos reis, rainhas príncipes e princesas de plantão, que lhes distribuem pão-dormido.
Foram momentos contritos naquele saguão solene, a menina e os dois meninos estavam paramentados com as roupas de nossa dignidade e suas caixinhas de drops.
A paz do rosto do companheiro Abdias Nascimento, refletia a certeza que em nossa terra estava plantada a raiva santa. Os Erês o protegiam em sua caminhada para o Orum. Sua voz seguirá em uma criança negra que escape ao silvo da bala de aço do racismo à brasileira.

Ipeafro agradece condolências.


Perda para todos nós…
Perda para toda Diáspora Africana
Perda para os povos da Terra Mãe

Militante do antigo PTB; após o golpe de 1964, participa, desde o exílio, da formação do PDT. Já no Brasil, lidera em 1981, a criação da Secretaria do Movimento Negro do PDT.


recebemos do Memória Lélia Gonzalez

Abdias Nascimento: Aquele que Fez a Coisa Certa!


IPEAFRO informa e agradece as mensagens de condolências

Abdias Nascimento

O corpo do Professor Abdias Nascimento será velado na

Câmara Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano nº 1 – Cinelândia),

nesta quinta-feira, dia 26/05, no horário das 18h. às 23h., e
na sexta-feira, dia 27/05,
das 6h. às 11h.

Jornalista e militante do movimento negro, Abdias falece aos 97 anos no Rio de Janeiro

[Extraído de SEPPIR lamenta morte de Abdias Nascimento]

Faleceu na manhã desta terça-feira, 24, no Rio de Janeiro, Abdias Nascimento, grande ativista na luta contra o racismo e as desigualdades raciais no Brasil e no mundo. O paulista que nasceu em Franca, em 1914, cresceu em uma família pobre, porém muito organizada e carinhosa. Formou-se em contabilidade pelo Atheneu Francano, em 1929.

Com 15 anos, alista-se no exército e vai morar na capital São Paulo. Na década dos 1930, engaja-se na Frente Negra Brasileira e luta contra a segregação racial em estabelecimentos comerciais da cidade. Prossegue na luta contra o racismo, organizando o Congresso Afro-Campineiro em 1938. Funda em 1944, o Teatro Experimental do Negro, entidade que patrocina a Convenção Nacional do Negro em 1945-46.

A Convenção propõe à Assembléia Nacional Constituinte de 1946 a inclusão de políticas públicas para a população afrodescendente e um dispositivo constitucional definindo a discriminação racial como crime de lesa-pátria.

À frente do TEN, Abdias organiza o 1º Congresso do Negro Brasileiro em 1950.
Últimas informações sewgundo o CEAP:
O corpo será velado na Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro – RJ, a partir das 18h do dia 26 de maio, até as 11h do dia 27 de maio. Logo depois, Abdias do Nascimento será cremado na Santa Casa de Misericórdia, no bairro do Cajú no Rio de Janeiro/RJ.

Como era desejo dele, as cinzas serão jogadas na Serra da Barriga, em Alagoas, onde foi o Quilombo dos Palmares.

Mais informações no site do CEAP, pelo link