Os nazistas brasileiros: Duplo homicídio.


Um duplo homicídio revela a existência de novos seguidores de Hitler no País, com plano político, armas e conexões no Exterior
Suzane G. Frutuoso, de Curitiba, e João Loes

Fonte: Isto É

i114876.jpg
HOMENAGEM Uma festa em comemoração aos 120 anos de Hitler. Acima, Barollo preso
Neuland é uma “nova terra”, onde não falta emprego aos cidadãos e o salário mínimo é de 840 euros (R$ 2,4 mil). Nesta República Federativa, o hino nacional é o último movimento da Nona Sinfonia de Beethoven e a capital foi batizada de Magno – para afirmar sua grandiosidade. Há três prédios interligados, com 200 mil metros quadrados e 160 andares cada um. Neuland poderia ser o país fictício de uma narrativa fantasiosa. Mas a mente de quem criou esta nação-babel, com 20 idiomas oficiais, é a mesma que está sendo acusada de planejar a morte de um rival, motivada por uma ideologia que já foi usada para justificar o assassinato de milhões de pessoas no século passado e se mostra viva no Brasil de 2009: o nazismo.
O paulista Ricardo Barollo, 34 anos, coordenador de projetos especiais da empreiteira Camargo Corrêa, foi apontado como mandante do crime que tirou a vida do estudante de arquitetura mineiro Bernardo Dayrell, 24, e sua namorada, a estudante Renata Waechter, 21, na madrugada de 21 de abril em Campina Grande do Sul, no Paraná, devido a uma disputa de poder. O crime descortinou uma rede organizada de nazistas no País, com ramificações em vários Estados e conexões com outros países.
Barollo e Dayrell eram líderes dos dois maiores movimentos nacionais. Defendiam que a raça branca estava em extinção e, por isso, a miscigenação deveria ter fim. A Neuland seria o país de extrema direita pautado na mesma ideologia que o ditador Adolf Hitler implantou na Alemanha a partir de 1934. Primeiro, o grupo tomaria São Paulo e os Estados do sul do País. Depois, conquistaria o território de 22 países da Europa.
Essa história veio à tona em 1º de maio, quando Barollo foi preso no bairro de Moema, em São Paulo, no apartamento de alto luxo em que morava com os pais – outros cinco acusados de participar do crime também foram detidos no Paraná. A partir daí, a polícia começou a ter acesso ao universo neonazista do qual faz parte o grupo. A rede com ramificações no Sudeste, Sul e Centro-Oeste do País é formada, em sua maioria, por jovens de classe média ou alta, com boa formação intelectual. A exigência é tão grande que, para ser admitido na facção, o candidato precisa passar por uma rigorosa prova.
A avaliação é realizada pelo computador, em um documento enviado por e-mail com uma senha de acesso e 30 perguntas dissertativas como “Os fins justificam os meios?”, “Quem era Adolf Hitler?” e “Quais e como eram os principais governos da Europa na década de 40?”. Quem responde de acordo com o que os fatos históricos comprovam é reprovado. Passa aquele cujas respostas são inspiradas no revisionismo, teoria que, entre outras coisas, nega o Holocausto. Os aprovados são “batizados” num lugar confirmado poucas horas antes do evento – apenas a cidade onde acontece a reunião é divulgada com antecedência. Segurando tochas de fogo, prometem honrar a imagem do Führer e o nacional socialismo.
i114877.jpg
DIVULGAÇÃO Capa de uma revista online mensal criada por Dayrell que prega o nazismo
Tamanha devoção é contida em ações discretas, como uma sociedade secreta. O movimento não tem sede, página na internet, nem nada que o identifique perante a sociedade. Os integrantes preferem se comunicar por e-mail ou mensagens instantâneas. Telefonemas, só em casos excepcionais. Encontros, quando inevitáveis, acontecem sempre em lugares diferentes, para não levantar suspeitas. Não há amadorismo. Os grupos são divididos em células.
A da propaganda serve para divulgar a ideologia por meio de revistas e cartazes. Na política, o foco é a formação de futuros partidos e a conquista de novos membros. Já a paramilitar é o setor armado, que dizem ser para defesa (não há indícios de que participem de algum tipo de treinamento). Mulheres não podem participar.
Mas é permitido que elas frequentem as festas, onde a bebida é controlada e as drogas são proibidas. Negros também podem ingressar no movimento, mas precisam ser “puros”, sem mistura de raças. E jamais chegariam a líderes.
O detalhado plano da Neuland foi apresentado por Barollo aos seus seguidores em setembro de 2008. Primeiro, o grupo elegeria vereadores e o prefeito no Balneário Piçarras, em Santa Catarina. Em alguns anos, fortalecido, tomaria os Estados do Sul e São Paulo, num movimento separatista que criaria o novo país.
As fronteiras, porém, seriam fechadas a imigrantes. Barollo confirmou essas informações à polícia no dia da prisão, quando vestia uma camisa da seleção de futebol alemã. O que não contou é que o objetivo do grupo era bem mais ousado. Neuland, uma “terra prometida” fundamentada em “união, justiça e liberdade”, ocuparia países que fazem parte da União Europeia, como Alemanha, Dinamarca, Espanha, Itália, Polônia, Suécia, entre outros.
Está tudo documentado como um plano de governo em pastas às quais ISTOÉ teve acesso. Barollo seria o presidente, com um salário de 10.560 euros (R$ 30 mil). Superior aos R$ 8.348,95 que ele recebia na Camargo Corrêa. Seu aniversário, 18 de julho, constaria como feriado nacional. Bandeiras, ministérios, empresas, cargos e leis também já estavam definidos.
i114878.jpg
TESTEMUNHA Ex-membro do grupo de Barollo confirma luta pela pureza da raça branca
Além de Dayrell, a polícia já sabe que mais dois possíveis líderes estavam marcados para morrer por divergirem de Barollo: um na cidade gaúcha de Caxias do Sul e outro na capital paulista. O grupo detido também teria apoio de lideranças no Chile e na Inglaterra. Da Argentina, onde há uma rede neonazista com três mil membros, vieram as armas do crime. No Brasil, até onde se sabe, a maioria luta pela ideologia e defende a estratégia, não o uso de armas, para que com o tempo o neonazismo ganhe força. A violência seria o último recurso, diferentemente dos skinheads, que têm como principal estímulo a agressão às minorias, como nordestinos e homossexuais.
A reportagem de ISTOÉ entrevistou três jovens dos grupos neonazistas – dois detidos, acusados pelo assassinato de Dayrell, e um dissidente que será testemunha de acusação. Todos na faixa dos 20 anos. Eles se mostraram arrependidos de entrar na facção, mas confirmaram suas crenças. “A extrema direita faz as coisas ficarem mais firmes”, acredita Gustavo Wendler, 21 anos, um dos presos. Também ressaltaram que tinham amigos negros, judeus e estrangeiros. Até conheciam homossexuais. “Só não permito que eles invadam meu espaço”, disse Rodrigo Mota, 19 anos, outro detido.
Além de Wendler e Mota, foram presos Jairo Fischer, 21 anos, Rosana Almeida, 22, e João Guilherme Correa, 18. Segundo o delegado Francisco Caricati, do Centro de Operações Policias Especiais (Cope), em Curitiba, eles apontaram Barollo como o mandante. O advogado dele, Adriano Bretas, disse à ISTOÉ que seu cliente não concederia entrevista, que nega todas as acusações e só falará em juízo.
Na noite do crime, o grupo de Dayrell organizou uma festa numa chácara em Campina Grande para comemorar os 120 anos do nascimento de Hitler. Os acusados atraíram Dayrell e Renata, que saíram de Minas para participar do evento, para uma emboscada na BR-116. Todos eram amigos, apesar de fazerem parte de facções rivais. “Eles vão a júri popular e podem pegar até 72 anos de prisão por duplo homicídio qualificado, motivo torpe e apologia ao nazismo”, afirma Caricati. Na casa dos envolvidos e de pessoas que participaram da festa, foi encontrado material referente à ideologia de Hitler, como bandeiras, cartazes, revistas, livros e broches.
i114879.jpg
As divergências entre Barollo e Dayrell começaram em 2007, três anos após a formação do grupo. O mineiro teria criado camisetas, bonés e bandeiras com símbolos nazistas para vender. Barollo passou a acusá-lo de capitalista, afirmando que o ideal do grupo era de uma raça pura e de igualdade social. Dayrell chamou o líder de controlador, rígido, excêntrico, e também forjou uma votação autointitulando-se o novo comandante do grupo em Minas Gerais e no Paraná. Tempos depois, Dayrell convidou pessoas que não conseguiram entrar no grupo de Barollo, por causa da dificuldade da prova de admissão, a seguir com ele. A facção de Barollo contabiliza 50 membros. A de Dayrell, 300 pessoas.
Os grupos revelados pelo crime no Paraná não são os únicos do Brasil onde se encontram seguidores de Adolf Hitler. ISTOÉ apurou que há pelo menos mais três facções neonazistas organizadas no País. Uma no Rio Grande do Sul, com 70 pessoas, outra também gaúcha, que existe apenas para importar armas, com 20 membros, e uma terceira em São Paulo, com cerca de 40. Não há dados consolidados de quantos são os neonazistas no Brasil. Mas uma pesquisa da antropóloga Adriana Dias, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), dá pistas. Para sua dissertação de mestrado ela estudou sites que pregavam o neonazismo em português, espanhol e inglês.
Chegou a um total de 13 mil páginas em 2007. “Hoje, são 20 mil, quase o dobro”, diz Adriana. A pesquisa revelou que ocorreram cerca de 150 mil acessos a esses endereços a partir do Brasil. Com a chegada da internet, buscar parceiros que se identificam com a ideologia nazista ficou mais fácil. Entre 2006 e 2008 a Safernet, que combate os crimes cibernéticos, viu aumentar vertiginosamente o número de denúncias de conteúdo de ódio na web.
“A maior parte estava na rede de relacionamentos Orkut, mas também havia fóruns, sites e blogs”, conta Thiago Tavares, presidente da Safernet. Ele conta que diminuíram as denúncias depois de uma grande operação para coibir essas páginas em 2008, mas a atividade online continua. “Os neonazistas são organizados e têm conhecimento técnico para criar mecanismos que escondem a origem das conexões”, conta.
i114880.jpg
Prova disso é a revista online O Martelo, criada por Bernardo Dayrell para divulgar o neonazismo. Na edição de fevereiro de 2009, dez páginas da publicação são dedicadas a um guia de segurança na internet. O texto fala, basicamente, da importância da rede para o movimento Nacional Socialista e explica, passo a passo, como navegar de forma anônima (e assim acessar conteúdo proibido sem ser identificado).
A internet também facilitou a criação de dissidências dos grupos mais conhecidos, como o Front88 e o Valhalla88, por exemplo. Esses dissidentes se anunciam com nomes pomposos e em sites elaborados, mas têm, em média, cinco ou seis membros. “Na rede, vemos grupos surgir e desaparecer rapidamente”, conta Alexandre de Almeida, historiador e mestre em antropologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), autor do estudo Skinheads: os mitos ordenados do Poder Branco paulista.
Especialistas são unânimes: a repressão é o principal caminho para que movimentos neonazistas não se disseminem ainda mais – e ganhem poder como as facções terroristas alcançaram em outros países, tornando-se um risco para a segurança do Estado. Há, porém, uma alternativa que depende exclusivamente da sociedade, que é a educação para a tolerância e a diversidade. “Não se vê isso nas escolas e poucos pais abordam o assunto”, diz a historiadora Maria Luiza Tucci Carneiro, professora da Universidade de São Paulo, especialista em racismo e antissemitismo.
É desde cedo que se ensina respeito pelo outro, afirma o delegado chefe do Cope, Miguel Stadler, que destaca o desconhecimento dos pais dos envolvidos no caso do Paraná – nenhum deles sabia que os filhos tinham simpatia por Hitler. “A discussão sobre preconceito é urgente”, afirma o delegado Caricati. “Quem imaginaria que, décadas depois, uma ideologia baseada em barbárie seria responsável por um crime desses?” Ainda mais no Brasil, onde a miscigenação é uma marca indelével do País.
i114881.jpg
i114882.jpg
i114883.jpg
i114884.jpg
Anúncios

Assassinos do idoso negro condenados a 14 e 15 anos de cadeia


Da Redação da Afropress, com informações do Jornal da Cidade (JC) – Rio Claro

Rio Claro/SP – Helcio Alves Carvalho e Axel Leonardo Ramos, os dois assassinos do guardador de carros, Benedito Santana de Oliveira, à época, em abril de 2013, com 71, foram condenados a penas de 14 e 15 anos e dois meses, respectivamente.

Segundo Silvio Santana, um dos filhos, a família está aliviada porque foi feita Justiça com a condenação dos acusados. Advogados ouvidos por Afropress, porém, consideraram as penas leves diante da brutalidade e da barbárie do crime praticado e da agravante do assassinato ter ocorrido contra um idoso, supostamente por motivação racial.

Como estão presos desde o crime em 2013, já cumpriram dois anos da pena. No caso de bom comportamento podem ser contemplados com os benefícios previstos pela legislação de execução penal e ganhar livramento condicional em, no máximo 5 anos, estarão na rua.

Os dois que, segundo a Polícia pertenceriam a uma célula neonazista da cidade de Ponta Grossa, no Paraná, foram acusados por homicídio triplamente qualificado e poderiam pegar até 30 anos de prisão. O idoso trabalhava como guardador de carros na madrugada do crime e, enquanto o espancavam, os assassinos diziam não gostar de negro e pobre, segundo testemunhas.

O veredito dos sete membros do Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Rio Claro foi anunciado pelo juiz Walter Ariete pouco antes da meia noite desta terça-feira (28/04). O julgamento durou mais de 14 horas.

Barbárie

O idoso morava no bairro de Ipeúna, era casado e tinha cinco filhos. Depois da sessão de espancamentos que sofreu, com chutes por todo o corpo, especialmente na cabeça, ele ainda esboçou uma recuperação e chegou a receber alta. Porém, seu estado de saúde se deteriorou por causa das agressões e ele voltou a passar por mais duas internações. A morte aconteceu em junho do mesmo ano.

O caso do espancamento seguido de morte do idoso teve repercussão nacional e provocou a mobilização da comunidade negra e dos organismos de Direitos Humanos de Rio Claro e de S. Paulo.

Facebook volta atrás e tira do ar página neonazista que atacava mulheres negras.


por marcos romão

Durou quase dez dias a novela racista, que foi a refrega entre usuários indignados com uma publicação neonazista e racista e um Facebook que alegava nada constatar que ferisse a política de conduta, deste instrumento mais utilizado pelos brasileiros para se comunicar nas redes sociais, que é o Facebook.

Foi aberta recentemente a página, “Eu não mereço mulher preta”, pelo caxiense do sul,  Gustavo Rizzotto Guerra, que foi indiciado no processo encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que investiga as declarações de incitação ao racismo, pedofilia e estupro na internet, praticadas por ele em janeiro deste ano.

Após inúmeras reclamações, principalmente por parte de mulheres negras, apoiadas pelo Sos Racismo Brasil, O FACEBOOK , recusava-se a aceitar as denúncias como no exemplo abaixo:

2015.02.08-não-do-facebookA página racista chegou a ficar fora do ar por um pequeno lapso de tempo, voltando logo em seguida, em atendimento ao recurso impetrado pelo racista junto ao Facebook, que está indiciado pela Polícia Federal, como incitador à pedofilia, ao racismo e ao estupro de mulheres.
O pedófilo, racista e estuprador virtual de mulheres,Gustavo Rizzotto Guerra, logo comemorou a vitória de sua “comunidade de criminosos”.

A página voltou!!!! Facebook aceitou nosso recurso.

A página voltou!!!! Facebook aceitou nosso recurso.

O desencanto dos usuários antirracistas com o Facebook foi total, e resolveram contra atacarm ecaminhando a todas as instâncias da justiça brasileira, queixa crime contra o meliante racista e contra o facebook que o acoitava.
Facebook libera publicação neonazista no Brasil
14 de fevereiro de 2015 às 13:27
Sos Racismo Brasil já encaminhou pedido ao Ministério Público Federal para que apure este CRIME.
Solicitamos a todos os antirracistas do Brasil que denunciem esta página, para que o Facebook mais uma vez seja lembrado, que aqui não é os EUA, e que na lei brasileira, apologia do nazismo é crime. Solicitaremos também que o próprio Facebook.com seja criminalizado caso persista na divulgação do ódio e desprezo racial contra sa mulheres negras.
SOLICITAÇÃO E QUEIXA AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL:Informamos a existência da página no Facebook com o título “EU NÃO MEREÇO MULHER PRETA”. criando uma comunidade com o único objetivo de atacar as mulheres negras; Devido a várias reclamações chegou a ficar uns dia fora do ar, mas segundo os autores o facebook aceitou o recurso e eles voltaram mais ferozes incitando ao ódio e ao desprezo às mulheres negrasQue esta página seja retirada do ar e que se identifique seus autores respeitando-se os preceitos da lei LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989.Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)Pena: reclusão de um a três anos e multa.(Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
A drasticidade da ação se fazia necessária, pois ao permitir o retorno deste facínora e sua página racista e sexista além de nazista ele passou a escancara o seu ódio publicando personagens com suásticas e carregando nas tintas racistas.

foto página retorno

Para arrematar, com a leniência e cumplicidade da equipe de gerência do Facebook o meliante publicou um vídeo em que despeja e vomita suas “teorias” racistas, contra negros e judeus e principalmente mulheres negras.
;
Devido a repetição destes fatos racistas, sexistas e neonazistas no Facebook, consideramos que existe a necessidade de se divulgar, quem são os responsáveis pelas análises dos conteúdos denunciados pelos usuários como ofensivos ou infringidores da lei via Facebook.
Somente a transparência permitirá que os usuários tenham certeza, que não existe nenhum simpatizante do neonazismo ou racista em sua cúpula.
Pelos comentários que recolhemos e arquivamos, dos usuários do Facebook que reclamaram desta página, pudemos observar que o Facebook ao tolerar o racismo perdeu a confiança de muita gente e será difícil recuperar.
Um grupo de cidadãos brasileiros já está elaborando uma carta à diretoria da matriz do Facebook, para saber se eles estão acompanhando o que o Facebook Brasil está fazendo.página-indisponível-2

ATUALIZAÇÃO EM 15 DE FEVEREIRO DE 2015 VITÓRIA COMPLETA COM O FACEBOOK MANDANDO A MENSAGEM ABAIXO PARA MILHARES DE RECLAMANTES!2015.02.14-para-web-mulher-

Sindicato dos Jornalistas condena ataque racista ao portal Afropress


afropress nota sindicato jornalistas

Sindicato dos Jornalistas condena ataque racista ao portal Afropress
 

afropress

 

 

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) repudia e se solidariza com a Agência Afroétnica de Notícias (Afropress), que no último sábado (11) teve sua página na internet invadida por “hackers racistas” e “neonazistas”, que na oportunidade postaram imagens em defesa da pedofilia e do estupro de crianças negras, segundo informou o jornalista e editor da Afropress, Dojival Vieira dos Santos, na rede social da agência de notícia.

Em comunicado oficial a Afropress disse que acionou as autoridades policiais e em respeito aos leitores decidiu retirar a página do ar.

 

Leia o comunicado da Afropress:

 

NÃO PASSARÃO!

Depois das providências cabíveis junto às autoridades policiais, ao Ministério Público, e em respeito aos nossos milhares de leitores no Brasil e no mundo, decidimos pedir ao provedor a retirada do ar da página da Afropress – http://www.afropress.com.

Tomamos essa decisão após obter as pistas para identificar e exigir a punição severa dos delinquentes e criminosos racistas e neonazistas que nos atacaram e tomaram o controle da página para postar imagens em defesa da pedofilia, do estupro de crianças negras e outras não menos repugnantes e abjetas, que dão bem uma idéia da natureza do inimigo que combatemos.

Esta não foi a primeira vez que somos alvo desse tipo de violência. Provavelmente não será a última. Mas, também como das outras vezes, voltaremos ao ar com mais vigor e determinação para continuar o bom combate dos que querem um país sem racismo e não se intimidarão diante da ação de criminosos.

– Pedimos a solidariedade ativa de todos (as) os (as) que lutam contra o racismo e por igualdade;

– Exigimos ação das autoridades no sentido da identificação e punição severa dos criminosos racistas e neonazistas que nos atacaram mais uma vez.

ESPERAMOS ESTAR DE VOLTA TÃO RÁPIDO QUANTO POSSÍVEL. ESTAMOS TRABALHANDO PARA ISSO. NEM UM PASSO ATRÁS.

Deu no G1, Autor de falso anúncio de venda de negros a R$ 1 é apreendido no Rio. Segundo a polícia, adolescente de 16 anos confessou ter feito a publicação. Ele será encaminhado à Vara de Infância e da Juventude.


por marcos romão

Acabamos de ler no Globo G1, que :


“Um adolescente de 16 anos foi apreendido no Rio nesta quarta-feira (15) pela publicação de um falso anúncio no site Mercado Livre oferecendo a venda de negros a R$ 1. Ele foi localizado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) após denúncia feita pela Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial, que é vinculada à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).
De acordo com o delegado titular da DRCI, Gilson Perdigão, o menor prestou depoimento na unidade acompanhado pela mãe e confessou ser o autor da publicação. O teor do interrogatório não foi divulgado. O caso será encaminhado à Vara da Infância e da Juventude. Segundo a Polícia Civil, ele deverá responder por ato infracional análogo ao crime tipificado pelo artigo da Lei 7.716 (Praticar, induzir ou incitar a discriminação, o preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional).”

Temos reiterado na Mamapress, que a disseminação do racismo no Brasil está aumentando e que redes neonazistas tem se proliferado. Mesmo como menor a ser protegido, desejamos saber o teor de seu depoimento e principalmente se tem ligações com grupos neonazistas na internet. A polícia não precisa dar o nome do garoto, pois é lei, mas o pano de fundo de seu ato criminoso precisa ser revelado, pois nós negros, indígenas, homossexuais, mulheres e discriminados em geral precisamos no proteger. Não nos esquecemos das ligações entre o autor da chacina da escola em Realengo e grupos neonazistas.
o racismo está aí, comendo a cabeça dos adolescentes, seus pais ou não sabem ou são complacentes, como complacente foi a página Mercado livre, que insiste em repetir que possui mecanismos para denúncias, mas deste tipo não tem, e apesar das reclamações durante todo o final de semana só foi tomar providências na segunda feira dia 6.01, se é que as tomou, pois era a data de encerramento anunciada da oferta vil.

Discriminação racial aprendida.


por hamlet hermann do original traduzido por marcos romão
Recentemente, no pro2998192BB030_Chicago_Cubsgrama de TV ” The Clock” , notei um estudo de percepção racial com crianças dominicanas. Sentado na frente de dois bonecos de borracha , uma pele branca e pele escura, respondeu às perguntas que tentam determinar o valor que essas crianças deram a perguntas sobre a honestidade, a inteligência, a futura carreira , etc . A inocência infantil refletia ali os conceitos aprendidos a partir da mãe dentro de casa, na escola e nas ruas.
Edith Febles e Marinha Zapete opinaram espantados , como em uma idade tão jovem, essas crianças foram doutrinadas com a falsa idéia de que as pessoas de pele clara são superiores às pessoas de pele escura. Infelizmente, a discriminação racial aprendida na infância jamais abandonará aqueles seres que crescem sentindo-se inferiores e traumatizados .
Refleti , em seguida, para confirmar o que tinha causado a decisão do Tribunal Constitucional que retira a cidadania Dominicana para milhares de pessoas de origem haitiana. O autor intelectual desta desgraçada resolução havia sido a discriminação racial aprendida por estes juízes desde que nasceram. Pouco deve ter influído a presença de dois magistrados de origem cocolos (não hispânico afrodescendente), dois provenientes de familias palestinas e a alguns mulatos “mulatos”, outros sem definição precisa e negros.
O veneno vem da fábrica , a denominação de origem de uma identidade construída sobre o reconhecimento da superioridade de outras pessoas com a pele branca. Tudo isso apesar de nenhum dos juízes serem brancos, e todos terem ” o preto atrás da orelha ” .
Por essa resolução , prevaleceu neles algo mais forte do que a Constituição e a lei justa . Predominou na decisão, a obsessão do mulato Rafael Trujillo para “melhorar a raça ” . Eles não devem ignorar , na sua decisão , que tal ideologia foi o que levou ao genocídio de 1937, quando ele matou milhares de seres humanos que não conseguia pronunciar claramente a palavra “perejil” que em português significa a herva “salsa” .
Estes juízes pensaram como o tirano complexado San Cristobal , que optou por importar espanhóis , judeus e japoneses , porque ele tinha vergonha de sua mulatice . Se tivesse vivido na época atual , alimentado por grandes avanços na ciência e tecnologia, não duvido que Trujillo teria seguido o caminho aberrante para branquear a pele, como fariam em seguida, Samuel Sosa jogador de beisebol dominicano e o artista norte-americano Michael Jackson.
Teriam pensado nisto os juízes do Tribunal Constitucional ? Não se esqueça que a ideologia de negar sua própria identidade, começa por  endireitar seu cabelo para parecer branco e depois disso, você nunca sabe até que ponto pode chegar a síndrome esquizofrênica que busca negar a si mesmo .

Sammy Sosa

Sammy Sosa

Triste lamentável este fato  que é esta decisão dos juízes da Suprema Corte, que não condiz com a realidade étnica dominicana. Eles foram permanentemente chantajeados pelo grupo fascista anti-haitianos e cederam facilmente à esta turba hipócrita. Tremeram diante do grito permamente de que o país está se “haitianizando”, querendo dizer com isto, enegrecendo-se. Falsidades das falsidade.
Eles buscam ocultar por todos os meios a verdadeira composição racial Dominicana no momento da separação do Haiti e da fundação da República .
Se dermos crédito ao relatório de 1844 elaborado pelo tenente Daniel Dixon Porter, encomendado pelo presidente dos Estados Unidos , John Tyler, comprovaríamos algo diferente. Dixon elaborou um documento que seria necessário um livro com o título “Diário de uma missão secreta para Santo Domingo” .
Neste realtório afirma-se, que naquela época o país tinha 159 mil habitantes. A composição racial foi distribuído em 5, 000 brancos ( 3%) , 60, 000 quartos (38%) , 60.000 pardos (38%) , 14, 000 ” mulato escuro ” (9 %) e 20.000 “Africano ” (12 % ) . Hoje, 169 anos depois, a composição étnica Dominicana foi estabelecido como 11 % das pessoas com pele negra , mulata de 73% e 16% das pessoas de origem caucasiana. Ou o que é o mesmo que dizer , em vez de denegrir , como alegado pelos patrioteiros anti-haitianos, a sociedade dominicana se “aclarou ” em virtude do aumento dos peles brancas.
Definitivamente Trujillo e a discriminação racial aprendida ganharam com este episódio, mas muita água deve rolar debaixo desta ponte/barreira histórica, até que se faça justiça.

Nota: Desde que cheguei de volta ao Brasil, mais precisamente de Hamburgo na Alemanha, espantei-me com a quantidade de gente “aloirada” em minha cidade de Niterói. Quanto mais refinado fosse o bairro que visitasse, maior a quantidade de “loiras”, que sentavam-se ao meu lado nos ônibus. Suas peles eram um triz de cor da minha, algumas mais escuras. Dava par ver e perceber no olhar que se sentiam brancos ou quase brancos.

25 anos fora do Brasil e o ensinado nas televisões, desde 1964, parecem ter surtido efeito. Estamos em uma grande “República Dominicana”, onde o complexo de valorização da superioridade do branco aprendido todo dia, dentro de casa, nas escolas e meios de comunicação estão começando a surtir efeitos e produzem, um novo tipo de racismo, o racismo do ex-preto.(marcos romão)

ps: Mamapressa gradece aos ativistas do movimento negro , Paulo Roberto dos Santo e Carlos Alberto Medeiro, que na Lista Direito e Discriminação Racial, nos chamaram a atenção, pare este artigo.