Museu de Rua: Apagaram das ruas de em 2006 a homenagem ao Profeta Gentileza de Niterói


Por Marina Antonioli

profeta gentileza

Gentileza é inspiração para o Museu de Rua, onde pinturas de flores são feitas á céu aberto nas ruas de cidades brasileiras, por crianças e voluntários.
No Rio de Janeiro, em menos de 1 ano cerca de 150 pinturas foram retiradas pelo estado em três cidades.

Apesar do trabalho sofrer paralisação, o Museu de Rua, a comunidade de Santa Rosa – Niterói ainda preserva algumas pinturas.

Niterói e Chicago são as campeãs do Ranking de segregação racial das cidades americanas e brasileiras.


Do original no Nexojornal Mapa revela segregação racial no Brasil

Foto. NEXO

Foto: NEXO

O que o mapa racial do Brasil revela sobre a segregação no país

Pelo menos por um século perdurou no Brasil a ideia de que a democracia brasileira não fazia distinção de cor ou raça e que, por aqui, “todos são iguais”. O mito da democracia racial, hoje, é questionado. E contribui para isso o reconhecimento do problema do racismo pelo governo brasileiro. Observar o mapa da segregação racial (veja MAPA completo na página Nexo), com especial atenção à diferença norte-sul do país e à formação de periferias nas grandes cidades, dá uma ideia de por que essa máxima, que ainda ecoa no senso comum e em alguns discursos, não encontra correspondência no plano real.

Analisar a segregação espacial tomando como base o indicador de raça e cor (colhido pelo IBGE, que classifica as respostas de acordo com a autodeclaração dos entrevistados) em conjunto com outros indicadores se tornou um modo eficiente de demonstrar que para entender as dinâmicas sociais no Brasil, levar em conta sua constituição de raça e cor é fundamental.

Cada um no seu quadrado

Espaços segregados, esteja você olhando para um restaurante ou para uma rua, evidenciam lugares nos quais grupos sociais diferentes não se misturam. Mas quando se analisa uma cidade e seus diversos e distintos bairros, segundo o sociólogo Danilo França, que pesquisa o assunto em relação à cidade de  São Paulo, é possível começar a pensar a segregação como um diferencial seletivo de acesso: a recursos, ao mercado de trabalho, a serviços públicos, equipamentos culturais e de consumo.

MORRO E ASFALTO: OS PRÉDIOS EM SÃO CONRADO VISTOS DA FAVELA DA ROCINHA, NO RIO DE JANEIRO

MORRO E ASFALTO: OS PRÉDIOS EM SÃO CONRADO VISTOS DA FAVELA DA ROCINHA, NO RIO DE JANEIRO-Foto NEXO

 

“Um grupo mais concentrado em bairros periféricos terá menor acesso a certos recursos e a pessoas mais concentrados em bairros centrais. Tais diferenciais de acesso são fatores importantes para os processos de reprodução das desigualdades raciais”, diz França, que cita o caso das autoridades no Rio de Janeiro restringindo o acesso de jovens das favelas cariocas às praias da Zona Sul da cidade. “Trata-se de uma política segregativa uma vez que visa restringir a circulação de grupos específicos em certos espaços da cidade.”

As desvantagens do convívio pouco diverso em grupos mais pobres, segundo pesquisas, apontam para chances menores de mobilidade social. Nas periferias, por exemplo, o baixo acesso a mercado de trabalho, serviços públicos, cultura, escolas de qualidade despontam como barreiras. Assim, o negro pobre segregado tende a continuar negro pobre segregado.

Na comparação com outros países como Estados Unidos e África do Sul, o Brasil aparece com níveis menos graves de segregação entre brancos e negros. Mas, diferentemente daqui, em ambos a segregação teve amparo legal para existir, por meio das leis de Jim Crow em um, e da política do Apartheid no outro.

AS MAIS SEGREGADAS NOS EUA E BRASIL

Fonte: NEXO

Fonte: NEXO

O ranking foi montado a partir do índice demográfico de dissimilaridade, de 0 a 100, utilizado para comparar a presença de dois grupos distribuídos em pequenas áreas (regiões censitárias) em relação à composição total da cidade. Imaginemos uma cidade que possui 10 setores censitários e é composta por 90% brancos e 10% negros. O índice será 100 se todos os negros estiverem concentrados em apenas um setor e todos os brancos nos demais; e será 0 (zero) se todos os setores censitários tiverem a mesma composição da cidade (no caso, 90% brancos e 10% negros)

Niterói a campeã do Apartheid no Brasil.


fonte: Mapa da Segregação Racial no Brasil

fonte: Mapa da Segregação Racial no Brasil

por marcos romão
Adoro minha cidade Niterói, mas me sinto ainda aos 62 anos de idade, como um estrangeiro, ao caminhar por determinados bairros e ambientes da cidade. Tem espaços então, em que pareço um pingo de cafe em um balde de de leite. saiba mais
É como diz meu amigo advogado da OAB, “Niterói a cidade segregada por interioranos que vieram para a província com suas mentalidades”.
São os interioranos descendentes de escravocratas, que criam muros e ainda dominam as mentes, que estabelecem o racismo geográfico e ambiental e o tratamento diferenciado das pessoas, em nossa cidade de sorriso cínico.
Niterói, a cidade em que o preto tem que saber o seu lugar, ou então ir fazer compras dos outro lado da avenida principal que dá para as Barcas na Praça Araribóia, chamada Amaral Peixoto( o almirante branco), onde pode se sentir mais à vontade e encontrar-se com os negros de São Gonçalo a caminho do trabalho na cidade do Rio de Janeiro.
Aliás, aproveito para perguntar aos meus conterrâneos papa-goiabas:
Alguém por aí conhece algum nome de rua de Niterói que tenha o nome de um negro ou uma negra. afinal o primeiro deputado federal negro do Brasil foi Claudino José da Silva do Morro do Estado? De índio eu sei que tem, mas isto não conta, pois todos já foram expulsos da cidade que os Temiminós fundaram.
Fonte: Mapa da Segregação Racial no Brasil

Elas chegaram. As mulheres Negras estão em Brasília


Redação da Mamapress

eslas chegaram

Diagramação Luiz Carlos Gá

Fonte pagina da marcha

De todos os cantos do Brasil, chegaram hoje em Brasília milhares de mulheres negras que lutam pelo BEM VIVER.

Organizaram-se em comitês em todos os estados do Brasil, e hoje 18 do mês da Consciência Negra assumem o protagonismo da nação brasileira. Esta caminhada vem de longe!

A Marcha foi idealizada, no Tulip Inn Hotel, Salvador-BA, por ocasião do Encontro Paralelo da Sociedade Civil para o Afro XXI: Encontro Ibero Americano do Ano dos Afrodescendentes (16 a 20 de novembro de 2011) e será construída até 18 de novembro de 2015. Trata-se de uma iniciativa de articular as mulheres negras brasileiras. A intenção é aglutinar o máximo de organizações de mulheres negras, assim como outras organizações do Movimento Negro, sem dispensar o apoio de organizações de mulheres e de todo tipo de organização que apoiem a equidade sociorracial e de gênero. Sem dúvida, O PROTAGONISMO É DE MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS.

logo marcha mulheres negrasMarcharemos em homenagem às nossas ancestrais e em defesa da cidadania plena das mulheres negras brasileiras, porque:

– nós mulheres negras (pretas + pardas) somos cerca de 49 milhões espalhadas por todo o Brasil;
– o racismo, o machismo, a pobreza, com a desigualdade social e econômica, tem prejudicado nossa vida, rebaixando a nossa auto-estima coletiva e nossa própria sobrevivência;
– o fortalecimento da identidade negra tem sido prejudicado ao longo dos séculos pela construção negativa da imagem da pessoa negra, especialmente da mulher negra, desde a estética (cabelo, corpo, etc.) até ao papel social desenvolvido pelas mulheres negras;
– as mulheres negras continuam recebendo os menores salários e são as que mais têm dificuldade para entrar no mundo do trabalho;
– a construção do papel social das mulheres negras é sempre pensada na perspectiva da dependência, da inferioridade e da subalternização, dificultando que nós possamos assumir espaços de poder, de gerência e de decisão, quer seja no mercado de trabalho, quer seja no campo da representação política e social;
– as mulheres negras sustentam o grupo familiar desempenhando tarefas informais, que as levam a trabalhar em duplas e triplas jornadas de trabalho;
– ainda não temos os nossos direitos humanos (direitos civis, políticos, econômicos, sociais, culturais e ambientais) plenamente respeitados.

programação bem viverO convite-convocação é geral…

Temos interesse especial em mobilizar: meninas negras, adolescentes e jovens negras, do campo e das cidades; negras enfermeiras, negras professoras, negras empregadas domésticas, negras quilombolas, negras das manifestações e danças tradicionais (carimbo, marabaixo, maracatu, tambor de crioula, jongo e outras), negras do samba (sambistas, passistas, portas-bandeiras), negras prostitutas, negras médicas, negras ligadas às religiões de matrizes africanas (candomblé, mina, quimbanda, umbanda, pena-maracá e outras), negras cujos filhos/as foram assassinados pela polícia, negras lavadeiras, negras cozinheiras, negras da construção civil, negras cristãs (católicas, anglicanas, presbiterianas, batistas, testemunha de Jeová, assembleianas, dentre outras),negras bahaistas, negras nerds, negras punks, negras emos, negras desportista, negras artistas, negras atéias, negras portadoras de deficiência, negras regueiras, negras rapers, negras funkeiras, negras DJs, negras grafiteiras, negras garis, negras empresárias, negras que conseguiram cursar o terceiro grau, negras cujos parentes foram assassinados nos episódios do Carandiru, Candelária, Vigário Geral, Eldorado dos Carajás e outros massacres, negras lésbicas, negras bissexuais, negras transsexuais, negras modelos fashions, negras sem terra, negras atingidas por barragens, negras sem teto, negras-indígenas, negras ribeirinhas, negras extrativistas, negras não alfabetizadas; negras que foram mal atendidas no sistema de saúde). Ou seja, todas as mulheres negras, inclusive, e principalmente, as quem foram e/ou estão sendo discriminadas por vizinhos, por médic@s, por dentistas e outros, mas que têm se sentido impotente diante de tão grande opressão.

O propósito maior…
O processo de mobilização e preparação será um dos maiores ganhos da marcha. Oficinas ligadas às mais diversas expressões da cultura negra de cada estado-município poderão ser realizadas; oficinas ligadas à geração de renda, de apropriação de novas tecnologias e outras, poderão servir de base para o estímulo ao aumento da auto-estima coletiva das mulheres negras deste país. Dessa forma, deverão ser realizadas – em cada município envolvido na marcha – oficinas sobre DHESCAs (direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais) e Negritude Feminina.

Chamamento à solidariedade…

Convidamos todas as mulheres negras brasileiras para construir e participar da Marcha das mulheres negras. Nosso objetivo, entre outros, é dar maior visibilidade a situação de opressão secular da mulher negra, homenagear nossas ancestrais e exigir do Estado brasileiro, bem como de todos os setores da nossa sociedade, respeito e compromisso com a promoção da equidade racial e de gênero, a fim de que possamos exercer plenamente os nossos direitos como cidadãs brasileiras e construtoras históricas deste país chamado Brasil.

O DESAFIO É GRANDE, MAS, ENFRENTAR PROBLEMAS, ATÉ ENTÃO, SEMPRE FOI ESPECIALIDADE DE TODA MULHER NEGRA BRASILEIRA!

A saída de Niterói

PROGRAMAÇÃO EM BRASÍLIA

programaçãoComitê Impulsor da Marcha das Mulheres Negras 2015