Marinha afasta militares envolvidos na prisão de quilombolas de Rio dos Macacos, BA


fonte: combate ao racismo ambiental

Recebemos a informação de que finalmente a Marinha Brasileira toma uma punição pré-punitiva em relação à militares da marinha que cometem violências contra quilombolas em todo o país em em especial contra os Quilombolas de Rio dos Macacos na Bahia.

A violência e arbitrariedade da Marinha Brasileira se repete também no Quilombo da Marambaia,RJ, e demonstra que a Marinha, pelo menos em relação às reivindicações negras e quilombolas, funciona como um “Estado dentro do Estado” com leis próprias e códigos de conduta que reportam ao período do império, em que o acesso de negros à marinha estava mil anos aquém da democratização racial do exército(veja em Memórias de um Soldado de Nelson Werneck Sodré).

As denúncias contra a Marinha já se repetem há muito tempo. https://mamapress.wordpress.com/2012/03/07/carta-do-quilombo-de-rio-dos-macacos-bahia/

O fato de até hoje as famílias dos Revoltados contra a Chibata não terem recebido indenização devida e somente duas famílias entraram com processo, demonstra a o caráter especial como a marinha é tratada pelos governos federais do Brasil.

quilombo dos macacos latuff

charge de Latuff

A Marinha precisa se ajustar e seguir a constituição democrática brasileira e obedecer ao Estatuto da Igualdade Racial. (marcos romão)

Nota: ontem, dezenas de entidades, organizações e movimentos repudiaram a agressão e cobraram atitudes imediatas em Manifesto: Prisão de lideranças da Comunidade Quilombola de Rio dos Macacos pela Marinha de Guerra do Brasil foram ilegais, violentas e arbitrárias. TP.

Rose Meire e Ednei: lideranças do Quilombo Rio dos Macacos foram espancadas e presas pela Marinha em Aratu, Salvador.  Foto: Margarida Neide – Ag. A Tarde

Rose Meire e Ednei: lideranças do Quilombo Rio dos Macacos foram espancadas e presas pela Marinha em Aratu, Salvador. Foto: Margarida Neide – Ag. A Tarde

A Tarde

A Marinha decidiu afastar os militares envolvidos no episódio da prisão de dois moradores da comunidade quilombola Rio dos Macacos na última segunda-feira, 6. O comando do 2º Distrito Naval informou, por meio de nota, que o afastamento acontece como medida preventiva.

Para apurar as circunstâncias a Marinha instaurou um Inquérito Policial Militar e afirmou que as demandas do Ministério Público Federal (MPF) também serão atendidas.

Confira na íntegra a nota da Marinha

A Marinha do Brasil (MB), por intermédio do Comando do 2º Distrito Naval, esclarece que, em decorrência do episódio envolvendo a detenção de dois moradores da chamada “comunidade Rio dos Macacos”, no último dia 6 de janeiro, instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos, as circunstâncias e as responsabilidades pelo ocorrido.

O procedimento investigativo contará com a assistência do Ministério Público Militar e será conduzido com transparência e imparcialidade.

Como medida preventiva, os militares envolvidos no episódio foram afastados dos postos de serviço na Vila Naval da Barragem.

Registra-se que as demandas do Ministério Público Federal sobre o tema serão atendidas tempestivamente.

Cabe ressaltar que a MB é uma Instituição secular, com longa tradição no cumprimento de tarefas em apoio às necessidades da população, estando permanentemente comprometida com o Estado Democrático de Direito e com o respeito à dignidade humana, repudiando, portanto, quaisquer atos de violência.

Fomos de Buzão, ver a Escola Quilombola de Caveira Botafogo


por marcos romão

colaborou, ortrun gutke

ortrun caveira botafogoMesmo de Buzão e longas esperas em postos de gasolina nos trevos da vida, chegamos no Quilombo Caveira Botafogo. Qualquer hora, boto o vídeo da entrevista com o líder Quilombola Robertão, que descolou uma carona prá gente de volta. em um caminhão de hortaliças que ia para a Ceasa, “Point -to-Point” ,como diriam as autoridades que só andam de helicópteros.
Em tempo: A ESCOLA MUNICIPAL QUILOMBOLA “DONA ROSA GERALDA DA SILVEIRA” É LINDA, CONFORTÁVEL E TODA EQUIPADA COM CADEIRAS E CARTEIRAS ERGODINÃMICAS, PARA A AUTOSUSTENTABILIDADE DA DIGNIDADE E CABEÇA ERGUIDA QUILOMBOLA.
OS PROFESSORAS E PROFESSORES SERÃO TREINADOS PARA UM ENSINO QUILOMBOLA, O TEMPO SERÁ INTEGRAL E A COMUNIDADE DO ENTORNO DO QUILOMBO CAVEIRA BOTAFOGO PARTICIPARÁ COM SUAS CRIANÇAS DE TODAS AS ETNIAS DESTA INICIATIVA QUE É A PRIMEIRA ESCOLA QUILOMBOLA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
OS QUILOMBOLAS DO QUILOMBO CAVEIRA BOTAFOGO, PROVAM ASSIM MAIS UMA VEZ, QUE TODAS AS INCIATIVAS NO BRASIL EM QUE O COMANDO FOI DE NEGROS, COMO EM PALMARES, TODAS AS OUTRAS ETNIAS FORAM E SÃO AGRACIADAS. CASA DE NEGRO NÃO DISCRIMINA NINGUÉM, COMO O DEMÓSTENES E UM JUIZ FEDERAL DO MARANHÃO INSISTEM EM NOS PICHAR!
robertãio caveira botafogoROBERTÃO AGRADECEU EM MEMÓRIA À DONA ROSA, QUE LHE POSSIBILITOU QUANDO CRIANÇA, APRENDER A LER AS LEIS DOS DONOS DE TERRAS PARA QUANDO ADULTO PODER LUTAR COM A CANETA.
ASSIM OS QUILOMBOLAS DE CAVEIRA BOTAFOGO PUDERAM LUTAR, PARA TEREM DE VOLTA SUAS TERRAS, DAS QUAIS FORAM EXPULSOS PELOS FAZENDEIROS INVASORES E DONOS DAS ESCOLAS.
” TERRA, TER A PROPRIEDADE DA TERRA”, ELE ME DISSE, “É O QUE NOS POSSIBILITARÁ FAZERMOS A NOSSA VERDADEIRA ABOLIÇÃO”.
FALOU, PESSOAL DO QUILOMBO CAVEIRA BOTAFOGO NO KM 118 DA RODOVIA AMARAL PEIXOTO, PERTO DE SÃO PEDRO DE ALDEIA, NO CAMINHO DE QUEM VAI PARA MACAÉ.
FALOU ROBERTAO, FALOU FÁBIO, LÍDER DO GRUPO NA INTERNET ‘”JUVENTUDE QUILOMBOLA CONECTADA“.
GANHAMOS O DIA!

Quilombo Sacopã, o mundo não acabou! 2012, Coragem Civil é a Voz de nosso Silêncio.


direito-a-cidadeQuilombo Sacopã, o mundo não acabou!

2012, Coragem Civil é a Voz de nosso Silêncio.
por Marcos Romão(Editor da Mamapress)

Em agosto de 2012 o Quilombo do Sacopã teve uma grande vitória, uma vitória de grande significado para todos os Quilombos Urbanos do Brasil:

SAMSUNGA comunidade do Sacopã ganhou o direito de permanecer no lugar onde vive desde a década de 20. Foi promulgada a lei 5503/2012, de autoria de Eliomar Coelho que transforma o terreno de quilombolas em Área de Especial Interesse Cultural. Agora, o Incra poderá fazer a regularização fundiária que garantirá a permanência das famílias descendentes de escravos.

Desde este momento recrudesceu contra os Quilombolas do Sacopã, a perseguição feita por membros da justiça e da sociedade civil do Rio de Janeiro.

Foram tomadas medidas judiciais para calarem a Voz do Sacopã!

Natal e Ano Novo, centenas de milhares de cariocas e turistas abraçam a Memória dos Antigo Quilombos em volta da Lagoa Rodrigo de Freitas. Soltam fogos, dançam e escutam música com potentes sistemas de som.

Os Remanescentes do Quilombo do Sacopã, estão Condenados ao Silêncio.

Desde agosto de 2012 por ordem e decisão do desembargador do RJ, Jorge Habib estão proibidas todas e quaisquer manisfestações culturais e musicais do Quilombo do Sacopã, a pedido do Condomínio Camburi e da Associação de Moradores da Fonte da Saudade.

O principal acusador do Quilombo do Sacopã, é um vizinho, que ocupa um prédio em área de litígio com o Quilombo, este vizinho, por coincidências que só acontecem contra pobres e negros, chama-se  Antônio Eduardo Duarte. Ele vem a ser o 3º vice-presidente do Tribunal de Justiça e Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro desde 19 de dezembro de 1995.  É uma coincidência que impede  os moradores do Quilombo do Sacopã, de comemorarem como quaisquer cidadãos brasileiros, garantidos pela Constituição. Azar dos Sacopãs terem justamente como vizinho um desembargador que embarga suas vidas, como nos tempos das capitanias hereditárias.

No dia 25 de dezembro, milhões de compatriotas,  ceiam, cantam e dançam ao ritmo que trouxemos na Travessia do Atlântico, os Quilombolas do Sacopã estão Condenados ao Silêncio.

Cantores negros nacionais e internacionais ensurdecem de prazer milhares e milhares de compatriotas na praia vizinha de Copacabana, o som ecoa por todas as Áfricas do Mundo.

Os Quilombolas do Sacopã estão Condenados ao Silêncio.

Milhares de Remanescentes de Quilombos do Brasil festejam sua liberdade conquistada de 1500 até hoje, evocando com seus cantos e tambores, os momentos em que foram aprisionados na Mãe África e passaram a lutar até hoje por sua liberdade e igualdade.

Os habitantes do Quilombo do Sacopã na Lagoa Rodrigo de Freitas, em Ipanema, cercados por condomínios  e Arranha-Céus invasores, estão condenados a evocarem o momento em que silenciados, foam jogados nos Tumbeiros e transportados para sua nova Pátria chamada Brasil.

Pelo seu exemplo de luta o Quilombo do Sacopã, ganhou em 1° de dezembro de 2012, junto com o Quilombo da Marambaia, o Prêmio do Fundo Brasil Direitos Humanos e da Fundação Ford, para fazerem a Rádio e TV QuiGeral na internet além de uma pasquim informativo mensal chamado “A Voz do Sacopã”. Ao mesmo tempo ganharam através de concorrência pública, o incentivo da Secretaria de Cultura do RJ, para desenvolverem cursos de Capacitação em Ferramentas Mediáticas”, extensivo a todos os Quilombos do RJ de do Brasil em parceria da Associação dos Remanescentes dos Quilombolas do Rio de Janeiro, e a RádioTV Mamaterra de Hamburgo na Alemanha.

O Quilombo da Marambaia  também é oprimido,  só que como está longe das grandes cidades, e poucos sabem que eles estão sob o jugo férreo e usurpador da tradicional Marinha Brasileira, exatamente  como no Quilombo do Rio dos Macacos.

Os brasileiros tem uma presidenta e uma constituição, os cidadãos quilombolas brasileiros que vivem há séculos em suas terra, e que teem agora suas áreas reivindicadas pela Marinha do Brasil, são obrigados a viver sob regimento militar e ao sabor do bom humor de sargentos de plantão.

Os Quilombolas do Sacopã ainda tem a grande sorte, em serem a única Família Quilombola e Negra, que insiste e resiste em viver na cobiçada área da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Fonte da Saudade no Rio de Janeiro.  Área que até a década dos anos 70, estava no meio de milhares de Quilombolas dos Quilombos do Leblon, de Ipanema, de Botafogo, de Copacabana e de Ipanema. Todos removidos para os subúrbios mais distantes da cidade. Os quilombolas do Sacopã são sem sombras de dúvidas os últmos mohicanos, que permanecem em uma região, em que milhares de negros foram removidos de suas casas e mandados para as lonjuras,  em um processo fascista e ditatorial de higienização e segregação racial, de fazer inveja aos mentores do Apartheid na antiga África do Sul.

Mas eles também tem o azar,  em possuirem  dois vizinhos que são legítimos representantes, não só no sobrenome, mas também na sanha e racismo que possuiam,  dos proprietários e traficantes que aprisionaram , escravizaram, e sequestraram de África, milhões de seus ancestrais.

Uma é a presidente há mais de 20 anos da Associação de Moradores e Amigos da Fonte da Saudade, que ironicamente usa como sigla o termo AMOFONTE, que apesar de tão rica, nem uma página que se preze na internet tem.

A presidente(a) da  AMOFONTE  ocupa todo seu tempo, em colocar olheiros e cãmeras para observar os passos dos quilombolas, para pedir constantemente aos tribunais, ordens de prisão para o presidente da Associação Cultural do Quilombo do Sacopã. Só este ano foram 3 vezes.

Os Quilombolas do Brasil vão comemorar as festas natalinas e o anúncio do ano novo, os brasileiros do Oiapoque ao Chuí vão soltar fogos e dançarem. provavelmente a Presidenta da República irá comemorar mais uma vez comemorar o ano novo, no “Ressort” da Marinha na região do Quilombo dos Macacos.

Os Quilombolas do Sacopã vão comemorar em silêncio. Nem nas prisões brasileiras, consideradas pelo atual ministro da justiça como medievais, isto acontece. Mesmo nas prisões mediavais brasileiras pode-se dançar e cantar no natal e no ano novo.

Os Quilombolas do Sacopã estão nas mãos de um Desembargador que legisla como nos tempos inquisitoriais, estão nas mãos dele e do que  ele pensa ser a justiça do Rio de Janeiro. Isto é o que pensa o desembargador.

Os quilombolas do Sacopã pensam diferente, porque pensam livremente e como quaisquer cidadão sempre encontram seu jeito de manifestarem seu pensamento.

O Quilombo do Sacopã, seguindo a tradição de Zumbi de Palmares lançou em 1º de Dezembro de 2012, o pasquim ” A VOZ DO SACOPÔ.

CURTAM, OS OUÇAM E SEJAM SOLIDÁRIOS COM O DIREITOS DE TODOS À CIDADE.  A+VOZ+DO+SACOPÃ1 cliquem para ler na íntegra a primeira edição da Voz do Sacopã!

AGRADECIMENTOS ESPECIAIS NESTE NATAL:

Agradecemos a todos os que de alguma forma colaboraram com esta edição d’A VOZ DO SACOPÃ e com a nossa Luta: Fundo Brasil de Direito Humanos – Ford Foundation, sra. Letícia Osório, sra. Maria Chiriano e equipe, vereador Eliomar Coelho e equipe, Rosane Romão, Laura Rossi, Antonio Juliano, Fernando Senzala, Yure Romão, Luiz Carlos Ramos, Maria Clara Arruda, Dr. Tito Mineiro-OAB, Zezzynho Andrade, Delani Cerqueira, Creuzely Ferreira, Adriana Baptista, Luiz Carlos Gá, Januário Garcia e a todos irmãos e irmãs Quilombolas da Aquilerj, da CONAQ e a todo apoio no Brasil e no exterior(Luis Sacopã).

Agradecimento mais que especiais para Mãe Beata de Yemanja e em memória ao Quilombola Abdias do Nascimento


No 13 de maio, Quilombo de São José da Serra no RJ pede socorro contra ameaças.


Zezinho de Andrade fotógrafo e parceiro da Mamapress esteve no Quilombo de São José da Serra e nos envia este apelo urgente:
Poucas pessoas sabem como passam os nossos irmãos Remanescentes de Quilombolas residentes em Valença, no Quilombo de São Joseé da Serra.
Por esse motivo vou transcrever um comunicado distribuído antes da festa começar logo após a cerimonia da missa, que é o ato inicial da festividade.
Nessa ocasião Toninho do Canecão, o responsável pelo Quilombo, em discurso deixou bem claro a discriminação sofrida pelos fazendeiros, o descaso das autoridades quanto as respostas de uma ajuda ou parceria com o Quilombo, o descaramento de um fazendeiro(herdeiro), em dizer que enquanto não os vêem fora das terras não sossegará, a ponto de cercar o local de acampamento dos convidados e arar onde se estaciona os onibus, isso para impedir a realização da festa.
Sabemos que existem pessoas engajadas no caso, só que precisamos de mais peito dos nossos” representantes” que estão nos gabinetes e nos conselhos sem fazer nada.(ganhando as custas do nome NEGRO), os Capitães do mato. (a)Zézinho Andrade
O   COMUNICADO
Voce que vem a Festa no Quilombo, precisa saber que a luta não acabou!
A Festa do 13 de maio  é realizada anualmente e organizada pela comunidade negra remanescente do Quilombo S˜åo José da Serra. É importante que voce saiba que esta comunidade, que luta há mais de  dez anos pela terra, ainda não teve o processo de titulação finalizado. Quando tiver, esta será a primeira comunidade, no estado do Rio de Janeiro, que terá passado por todo o processo de titulação do INCRA, inclusive com pagamento de indenizações aos fazendeiros. Até aqui, as poucas comunidades tituladas estavam em terras devolvidas do estado. Com o processo do Quilombo São José as comunidades poderão acreditar que a terra é um direito. Até lá a luta continua!!! No momento a comunidade espera do Juiz de Barra do Piraí, onde tramita o processo a aprovação de duas liminares, uma que dá  a ela a posse da area que ocupa, e a outra que determina a saida do fazendeiro até que o processo seja concluído, para que a comunidade possa viver em paz, sem ameaça, sem pesadelo, sem pressão com liberdade, para cultivar a terra.

Quando tres querem, ninguém briga: Quilombo Preto Forro de Cabo Frio recebe título das terras no Palácio Guanabara


Mamapress estará presente neste momento histórico. 124 anos depois da “Abolição”, as familia quilombolas de Preto Forro, em Cabo Frio, receberão no palácio do governo do Rio de Janeiro o título definitivo de suas terras.

É o resultado de um longo e difícil processo na justiça, em que os governos federal, estadual e municipal em ação conjunta, atenderam a reivindicação secular da 14 famílias (60 pessoas) que vivem no Quilombo Preto Forro. Como Mamapress diz, com trabalho conjunto, das 3 esferas governamentais, quem ganha é o povo.

Recebemos o convite oficial que repassamos para nossos leitores:

“No dia 01 de março, às 10 horas no Palácio Guanabara, o Governador do Estado, Sérgio Cabral entregará o Título, com os Secretários de Habitação Rafael Picciani e de Assistência e Direitos Humanos, Rodrigo Neves, acompanhado da Presidenta Mayume Sone do ITERJ, CEDINE, da SUPIR, do INCRA, e da ACQUILERJ além de, possivelmente, a Ministra da SEPPIR Luiza Bairros. Na ocasião também será anunciado os equipamentos e insumos para a produção digna desses merecedores e combativos QUILOMBOLAS. E você é nosso convidado especial.

Estamos próximos de mais uma justiça histórica quilombola.

É amanhã, quinta, 01 de março, aniversário do Rio.”

Assassinada há 17 anos: Movimento Negro homenageia a historiadora Maria Beatriz Nascimento


Assassinada às 17 horas há 17 anos. A historiadora negra e ativista do movimento negro,Maria Beatriz Nascimento, recebeu ontem, 17 horas de 28 de janeiro, as homenagens póstumas no Instituto de Pesquisas das Cultura Negras do Rio de Janeiro.

(por Alex Ratts) Maria Beatriz Nascimento (1942-1995) é intelectual ativista negra contemporânea de Eduardo Oliveira e Oliveira e Hamilton Cardoso. Nasceu em Aracaju, Sergipe e, no final da década de 1940, migrou com a família para o Rio de Janeiro. Em 1971 graduou-se em história pela UFRJ. A partir de 1975 foi uma das principais Construtoras do IPCN onde destacou-se como uma das mais importantes militantes, com destaque por seu trabalho de levar história do negro às Escolas de Samba. Esteve à frente da criação do Grupo de Trabalho André Rebouças, em 1974, na Universidade Federal Fluminense (UFF), compartilhando com estudantes negros/as universitários/as do Rio e São Paulo a discussão da temática racial na academia e na educação em geral, a exemplo da Quinzena do Negro realizada na USP em 1977. Concluiu a Pós-graduação lato sensu em História na Universidade Federal Fluminense, em 1981, com a pesquisa Sistemas alternativos organizados pelos negros: dos quilombos às favelas. Seu trabalho mais conhecido e de maior circulação trata-se da autoria e narração dos textos do o filme Ori (1989, 131 min), dirigido pela socióloga e cineasta Raquel Gerber. Essa película documenta os movimentos negros brasileiros entre 1977 e 1988, passando pela relação entre Brasil e África, tendo o quilombo como idéia central e apresentando, dentre seus fios condutores, parte da história pessoal de Beatriz Nascimento. Através dessa participação percebe-se outra face de suas atividades: a poesia. Ao longo de vinte anos, tornou-se estudiosa das temáticas do racismo e dos quilombos, abordando ainda a correlação entre corporeidade negra e espaço e as experiências de longos deslocamentos socioespaciais de africanos/as e descendentes, por meio das noções de “transmigração” e “transatlanticidade”. Seus artigos foram publicados em periódicos como Revista de Cultura Vozes, Estudos Afro-Asiáticos e Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Isto é, Jornal Maioria Falante e Última Hora. Há também registros dela em entrevistas a jornais e revistas de grande circulação nacional a exemplo do Suplemento Folhetim da Folha de São Paulo, Revista Manchete, além de ensaios e poemas inéditos.

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