Defensoria Pública apura prática de publicidade abusiva pela marca Reserva


defensoria apuraçãoA Defensoria Pública do Rio, através do Núcleo Contra a Desigualdade Racial (Nucora), abriu um procedimento para investigação da possível prática de publicidade abusiva pela grife de roupas Reserva. Acionada pelo movimento SOS Racismo Brasil, a instituição solicitará informações à empresa sobre o uso de manequins de cor preta e amarrados pelos pés, por cordas, na vitrine de uma unidade comercial da marca no Shopping Rio Sul, em Botafogo.

Se confirmado o caráter discriminatório da prática publicitária, a empresa fica sujeita à ação civil pública ajuizada pela Defensoria para a retirada dos manequins, bem como para a reparação dos danos morais coletivos eventualmente causados aos consumidores.

– A conduta narrada pode consubstanciar ofensa aos termos das normas protetivas dos direitos do consumidor; a normas constitucionais, notadamente ao princípio da dignidade da pessoa humana; ao direito à Igualdade e não discriminação; bem como à Convenção Internacional sobre Eliminação de todas as Formas de Discriminação Racial – lista a coordenadora do Nucora, defensora pública Lívia Casseres.

Mais um a menos: compositor da Vila Isabel é assassinado no Rio de Janeiro. Vítima foi alvejada na porta de casa em um dos acessos ao Morro dos Macacos


por marcos romão

“Com sentimentos de consternação, indignação e revolta o Sos Racismo Brasil, lamenta o assassinato nesta manhã de véspera do natal, dia 24 de dezembro, o compositor Leonel. O sambista é um dos maiores vencedores de sambas-enredos da história da agremiação, incluindo a deste carnaval, em que assina o hino da escola”.

O Sos Racismo Brasil e a coletividade negra do Estado do Rio consideram.  que só um levante da cidadania e uma tomada de consciência de toda a sociedade, poderá estancar o sangue que diariamente escorre nas periferias de nossas cidades.

Na última segunda-feira, o Conselho do Negro do Estado do Rio de Janeiro que representa a coletividade negra do RJ, esteve com o governador do estado Luiz Fernando Pezão. A representação das entidades negras do estado do Rio alertou o governador, que a questão de segurança dos cidadãos que vivem nas favelas, comunidades e bairros mais pobres atingiu um grau insuportável de calamidade pública, onde os moradores já não tem mais nenhuma proteção do estado, seja nas ruas, seja nas portas ou dentro de suas casas.

Reiteraram principalmente que segurança da cidadania é ” Coisa de Chefe”, que não pode mais ficar só nas mãos de chefes de polícia, que estão em um beco sem saída e não conseguem mais sair do modus operandis da “política de confronto” permanente, que já se revela inócua.

Como chefe de estado, o governador precisa convocar toda a sociedade civil, para começar a  mudar a mentalidade geradora de violência em nosso estado.

A morte do compositor Leonel, se inclui na lista de mortos compilada esta manhã natalina, em que mais duas crianças foram mortas em tiroteio entre polícia e bandidos na Cidade de Deus no Rio de Janeiro.

Está na hora dos compositores, artistas, religiosos, jornalistas, advogados, donas de casas, trabalhadores e toda a sociedade civil, arregaçar as mangas e sem as luvas das paixões partidárias se juntar para estancar esta ferida sangrenta e aberta em nosso Estado do Rio de Janeiro.

Na letra do Samba da Vila 2016, Leonel previa a necessidade de artistas e intelectuais para as curas das dores.

CARINHOSAMENTE… PAI ARRAIA
NO LUGAR ONDE ARRECIFES DESENHAM A PRAIA
ACOLHI UM MOVIMENTO, REAL SOLUÇÃO
MAIS DO QUE ALENTO, A CURA DOS AIS
LIBERDADE SE CONQUISTA COM EDUCAÇÃO
JUNTANDO ARTISTAS E INTELECTUAIS

Vítima foi alvejada na porta de casa  em um dos acessos ao Morro dos Macacos

fonte: O Dia

RAPHAEL AZEVEDO

Rio – O compositor Leonel, da escola de samba Unidos de Vila Isabel, foi morto a tiros na manhã desta quinta-feira, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. De acordo com as primeiras informações, ele foi alvejado na Rua Petrocochino, em um dos acessos ao Morro dos Macacos. Segundo testemunhas, dois homens em uma moto efetuaram os disparos.

Leonel, Arlindo Cruz, Tunico da Vila e André Diniz comemoram conquista do samba

Foto: Diego Mendes / Divulgação

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime. Leonel é um dos compositores do samba-enredo da Vila Isabel de 2013, quando a escola conquistou seu último título, numa parceria com Martinho da Vila, Tonico da Vila, Arlindo Cruz e André Diniz e integrava a direção de Carnaval da escola. Neste ano, ele também fez parte do grupo que venceu a disputa para o samba de 2016. Ao todo, Leonel venceu a competição da Vila 13 vezes. Ele também venceu a disputa de samba no Salgueiro em três ocasições (2002, 2003 e 2004)

Em nota, a Unidos de Vila Isabel comentou o episódio:

Com muito pesar e consternação profunda, a Unidos de Vila Isabel confirma que foi assassinado nesta manhã do dia 24 de dezembro o compositor Leonel. O sambista é um dos maiores vencedores de sambas-enredos da história da agremiação, com 13 vitórias, incluindo a deste carnaval, em que assina o hino da escola, junto com André Diniz, Martinho da Vila, Mart´nália e Arlindo Cruz. Leonel também integrava a Comissão de Carnaval para o carnaval 2016. O enredo da Vila Isabel para o próximo desfile é “Memórias do Pai Arraia – um sonho pernambucano, um legado brasileiro”, que aborda a cultura pernambucana e o sonho de transformar o Brasil através da educação. Ainda hoje emitiremos nova nota com outras informações

Polícia cibernética já tem o nome de 70 suspeitos de racismo contra Tais Araújo. Chegou o momento de punir os racistas na WEB.


por marcos romão (Sos Racismo Brasil)

O caso de racismo virtual contra a atriz Taís Araújo está sendo investigado de maneira exemplar pela Delegacia de Repressão aos Crimes de informática (DRCI) do RJ.
Os casos de agressão racial nas redes sociais tem se multiplicado nos últimos anos. A sensação de impotência é grande, principalmente de jovens negras, que são atacadas por colegas de faculdades, de trabalho ou grupos anônimos, tem levado muitas pessoas a abandonarem os estudos, os trabalho e ambientes sociais.
Casos mais graves têm provocado depressão nas pessoas violentadas no seu íntimo, e com muito custo, grupos de mulheres, e grupos antirracistas como o Sos Racismo Brasil, têm apoiado como podem estas pessoas, evitando a que cheguem a atos extremos como o suicídio.


Já conseguimos ao longo dos anos, que pessoas fossem processadas e até presas, como nas agressões virtuais à Afropress na pessoa de seu diretor Dojival Vieira.
Mas agora finalmente esta luta contra a impunidade dos racistas ganhou destaque na grande imprensa, e vemos uma atuação consequente da polícia contra os racistas.

Que uma cidadã brasileira, com posição de destaque na mídia e na sociedade, tenha feito um ato simples de ir a uma delegacia de polícia pessoalmente, como qualquer pessoa, será um grande estímulo a todas as pessoas que sejam agredidas através das redes sociais.

Afinal de contas, ao entrar via computador na esfera íntima de uma pessoa, xingá-la de p…. macaca, fedida, sub-humana, lixo negro, cotista ladrão de vagas e tudo mais, é como arrombar a sua porta e esfregar a sua cara no chão, por ser de outra cor, gênero, opção sexual, nacionalidade ou religião.

Para a garotada e adultos que as estimulam a praticar agressões raciais, podemos ver que a ação de um polícia técnica, pode muito bem, encontrar os agressores e chamá-los à responsabilidade criminal.
Taís deu seu pequeno passo. Dependerá de todos nós prosseguirmos com nossas ações para banir os atos racistas de nossos espaços de convivência.‪#‎marcosromão‬

“O crime de injúria racial tem pena máxima de três anos, também com acréscimo de um terço em casos específicos. A soma das penas totalizaria 8 anos para adultos. Os menores responderiam de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente.
“As pessoas têm que ter um uso consciente da internet. Serem mais responsáveis quando forem postar algo na internet. E verificar que qualquer comentário pode gerar consequências. Inclusive criminais”, explicou o delegado-titular Alessandro Thiers.
O delegado reforçou ainda que qualquer vítima de injúria racial, ou outros crimes, deve procurar a delegacia.
“Ela (Taís Araújo) veio aqui até a delegacia, fez o seu papel e seguiu sua vida. Ela não está fazendo papel de vítima, de coitadinha. Ela está exercendo um direito dela de cidadã”, acrescentou.”

Também foi solicitado o bloqueio e os dados cadastrais dos usuários. Atriz foi alvo de comentários racistas no Facebook no dia 31 de outubro.
G1.GLOBO.COM

Era só um bandido que deu azar de nascer preto! Nós não somos racistas!


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marcos romão

por Marcos Romão
Eles matam e matam e se puderem matam o preto cem vezes.
Era só um bandido que deu azar de nascer preto!
E o editor do Globo vai mandar escrever que é regressão ao tempo colonial, que racismo é coisa de ignorante e problema de certos indivíduos “ignorantes”.
Falácia!
A matança racista tem sua lógica inteligente e cruel.
Primeiro o estímulo da bancada da bala, depois as dicussões “neutras” sobre até que ponto se deve proteger a dignidade humana.
Botam para discutir nos seus editoriais o indiscutível, se torturar pode ser também por “amor” e se pode reduzir a idade permissível para ser torturado.
Primeiro constroem em seus editoriais a “dignidade elástica”, reduzindo a idade para se ter a dignidade “protegida”.
Primeiro insuflam, depois deixam os cachorros soltos!
Condoídos como Eli Kamel, editor do Globo, escreve o livro, “Não Somos Racistas”. Faltou escrever, ” Racistas são os outros”.
Passam a dizer então, “Somos todos Maju”, ” Não somos racistas”, racistas são nossos cachorros soltos.
Racista é canalha que lincha e executa o plano final do genocídio da juventude negra.
Racista é a gentalha que executa a SOLUÇÃO FINAL, desenhada e calculada pelos racistas de caneta! Pelos donos dos cartéis da “imprensa” que a cada dia, torna nosso povo brasileiro mais cruel, bárbaro e “datenado para a crueldade”, como ouvimos no programa diário da rádio globo, que bem cedinho, em sua apologia do assassínio por linchamento, faz uma enquete sobre o criminoso do dia, com a “ingênua” pergunta, ” VAI PARA O TRONCO OU VAI PARA O BURACO?”.
São estes os racistas da caneta, são estes os que despejam a tinta do ódio, são estes os que perpetuam, e estruturam o racismo no Brasil.
Falar de casos de racismo aqui e acolá, é enxugar gelo.
Está na hora de falar que o racismo no Brasil é estrutural e fruto de uma ” inteligência” maléfica que não dá ponto sem nó. Uma elite inteligente e racista que tudo vai fazer, para que os negros fiquem só brigando para não serem chamados de macacos.
Eles, os racistas de caneta que estruturaram e estruturam o racismo no Brasil, não nos querem é nos empregos, nos não querem é nos campos de decisão de poder, que traçam os caminhos do Brasil.
Querem nos manter de fora do Brasil deles até morrermos. E que morramos quantas vezes eles quiserem.
Que nós negros morramos linchados em “slow motion” e fotos repetidas.
E que repitam as fotos, repitam até que fique bem incutida na cabeça de cada criança negra, que mesmo que um dia ela chegue a presidente da república, na primeira escorregada, será chamada de macaca fedorenta, amarrada em um poste e morta centilhões de vezes, em cada clicada dos smartphones dos sádicos racistas.
E não basta. Afinal eles não são racistas.
Era só um bandido que deu azar de nascer preto!

IPCN 40 ANOS Vem Prá Rua! Flashmob Contra o Racismo. 18 horas na Cinelândia!


IPCN 40 ANOS
Vem Prá Rua!

UFRRJ-2

Alunos da UFFRJ em seminário com o professor Amauri Pereira, saúdam os “antigos e desejam vida longa para o IPCN

Vamos fazer um Flashmob comemorativo para levantar Astral
8 de Julho 18 Horas no Amarelinho na Cinelândia, Rio de Janeiro
A juventude vai abraçar a Velha Guarda
Comemore onde você estiver, não importa a cidade nem o país!
Bote a foto com seu sorriso aqui neste evento!
CARREGAMOS A ESCOLA DO MOVIMENTO NEGRO CONTEMPORÂNEO, QUE É O INSTITUTO DE PESQUISAS NEGRAS,  NO CORAÇÃO E EM NOSSAS MENTES GUERREIRAS
40 ANOS NA LUTA CONTRA O GENOCÍDIO FÍSICO E CULTURAL DO POVO NEGRO BRASILEIRO.
Rio Janeiro Ipcn
SOS Racismo Brasil

O racismo cordial nos apelidos: O nome da jornalista do “Tempo” é MARIA JULIA COUTINHO


foto gripada de vídeo no youtube

foto gripada de vídeo no youtube

por marcos romão

Quando um apelido deprecia a sua qualificação profissional:

Sei, que é carinhoso, mas a marca do apelido fica no currículo.

Hoje e dia, até jogador de futebol não aceita mais ser chamado de “Cafuné e, pensando na carreira, adota logo um nome duplo e fidalgal- Rodolfo Valentyno, Cristiano de Almeyras e por aí afora. As grandes marcas gostam. Se tiver um “y” no meio ajuda na promoção.

Quando usam apelido, os jogadores da seleção escolhem um codinome, que ressalte suas qualidades, como o fez o exemplar ” Dadá Maravilha”, que só com o alcunha deixava os goleiros embasbacados e a bola entrava.

” Apelido cola para a vida” diziam minha mãe Aurore Florentine e minha avó Georgina Aurore, ” apelido é coisa prá dentro de casa e prá amigos íntimos”, sempre repetiam mãe Flór e vó “Jogina”, sem “gue” e nem “erre”, na minha compreensão de menino.

Por isso nunca aceitei nem na escola, nem no trabalho, que professores e “chefias” me chamassem de apelidos.
Professor ou “chefia” que nos chama por um apelido, nos bota na gaveta que eles nos querem por toda uma vida.

É “condenação perpétua” a ficar no lugar que eles nos reservam.

Isto para discriminado/as no país da dissimulação racista, mantém suas carreiras e ascenções profissionais no limbo, dos sempre elogiados mas nunca promovidos ou aceitos integralmente nos ambientes de trabalho.

É uma cadeia espiritual e cultural racista, que nem babalorixá, padre, pastor, ou psicanalista resolvem.

O silêncio agradecido a que se obriga a vítima do racismo amoroso e cordial, curva o cangote do “abraçado/a” para toda uma vida.

Vejo isto todo dia nos escritórios empresariais, departamentos universitários, departamentos de limpeza urbana, palcos artísticos e, por tudo quanto é canto. Negros e negras trabalhando 30 anos e consolados nos seu cafres, ao verem a troca de seus chefes, sempre de outra cor, que já chegam sabendo o apelido do diligente e simpático negros ou negras que entendem de tudo na “seção”, mas nunca saem do lugar que os apelidos e o racismo lhes reservou.

É o racismo cordial que se manifesta de forma tão penetrante, que apelidadores e apelidados ficam condenados, como água e azeite, a viverem “misturados” se se tocarem nas almas por toda uma vida.

A confiança desconfiada é a marca cruel desta relação, que perpassa a vida de todos os brasileiros e brasileiras das camas ao trabalhos, que vivem em um país em que o racismo não é falado nem enfrentado.

Assim como a psicóloga Rosane Aurore do Sos Racismo Brasil reitera, o nome da jornalista é MARIA JULIA COUTINHO.

Imaginem o “William Bonner “entrevistando o finado “Roberto Pisani Marinho”:
No ar e cheio de intimidades, ao passar as mão nas bochechas do fidalgo Roberto, lhe pergunta:

” E aí “Marinheiro”, cumé que tá o TEMPO?”.

O apelidador teria sua carreira cortada antes mesmo de dizer uma segunda frase em cadeia nacional.

Saiba mais sobre a origem do apelido ” Maju” : ” Chico Pinheiro levou uma bronca por me apelidar, diz “Maju” Coutinho.