“Operation Trojaner T-Hemd”, legt Neonazis rein


Aus der Sueddeutsche Zeitung Von Marc Felix Serrao

foto:sueddeutsche.de

“So abgebrüht und witzig hat lange keiner das deutsche Neonazi-Milieu übertölpelt: Begeistert griffen die Besucher eines Rechtsrock-Konzerts in Gera zu kostenfreien T-Shirts mit martialischem Aufdruck. Doch nach dem ersten Waschgang gaben die Shirts ihre wahre Botschaft preis.” mehr

Nossa correspondente Julia descobriu esta: Em um concerto neonazista de rock em Gera na Alemanha, foram presenteadas  por um “fã” anônimo dos nazistas, 250 camisetas com a caveira do nazismo e a frase “Hardcore- Rebeldes nacionais livres”. Depois da primeira lavada aparecia a mensagem escondida: “O que sua camiseta pode, você pode também. Ajudamos você a se livrar da extrema direita”.
Os carecas pagaram o maior mico.

Esta foi uma iniciativa da organização contra a extrema direita com seu programa para Neonazistas-arrependidos “Exit-Deutschland”, que aconteceu em um concerto de rock do  partido neonazista NPD  no último sábado na cidade de Gera em Turinger

A organização de Berlim ( Initiative)enviou para a sede do partido pouco antes do concerto, 250 T-Shirts. Uma doação camuflada como presente de um nacionalista simpatizante. As “T-Hemden”, como são conhecidas os T-Shirts no jargão nacional-socialista, pareciam ao primeiro olhar com as camisetas usadas pelos carecas. A camisetas que tinham imprimidas uma caveira símbolo da SS e a frase: “Hardcore Rebeldes – National e Livre”, foram distribuidas com satisfação e o público neonazista presente, só faltou sair no tapa na disputa por este brinde-troféu.

A armação só apareceu depois da segunda ou terceira lavada, imginem a reação do pessoal em casa com a frase no peito convocando os nazistas a abandonarem o partido:“O que sua camiseta pode, você pode também. Ajudamos você a se livrar da extrema direita”.

O truque deu certo, 250 supostos “Rebeldes Hardcore” desfilaram pelas ruas de Gera, com um síblo antinazista escondido no peito…

fonte:sueddeutsche.de

A professora alemã de pandeiro, a copa e as olimpíadas no Brasil


A cada ano no carnaval do Rio tem a discussão, se o samba tá pasteurizado ou se as socialites que dão de cabrochas, sabem dançar.

Ricardo Leão-foto ripada

No carnaval aqui de Hamburgo nos últimos dez anos também tem muita polêmica. Primeiro se alemão sabe tocar samba. Digo logo. Há dez anos atrás não sabia, mas com apostilas,  métodos “Tacas-Tacas” de finais de semana  e muita disciplina, muitos agora já sabem muito mais que antes…

O pé é mais complicado, pois tem que combinar com as ancas, ombros e sorrisos, aí nem apostila “neurolinguísticosambista” dá jeito.

Mas vale o esforço, até porque samba apesar do que se diz na linguagem comum, num tá no sangue, tá no convívio, tá nos bate-papos de final de semana, tá na tradição cultural de um povo.

Mas se todo o  mundo aprendeu a rappear feito um negro do Harlem, porque não também com o samba?

Pelo menos aqui na Europa,  os catarinenses e mato-grossenses e até paulistas tão provando que sambar e fazer feijoada também se pode aprender no avião de migrante. Afinal já dizia minha avó, samba tá no ar…

A copa de 2014 vem aí, Dilma vem na Alemanha em 2012, as olimpíadas vão rolar em 2016 e ainda por cima 2013 será o ano Brasil-Alemanha, com todos os salamaleques culturais, políticos, econômico e sambistas que se tem direito.

Feito no futebol, já tem olheiro inglês rodando o Brasil, atrás do novos ritmos do samba, novos “designer” de fantasias e tudo mais. Samba vai ser o grande negócio da década, pois é esportivo, saudável e a transpiração além de ecológica não inunda terras indígenas.

Vamos aqui na mamapress começar este debate sobre as raízes do samba com humor e carinho, tamos na época de trocas culturais aceleradas, já tou vendo alemão chegar no Rio e fazer concorrência com camelôs na venda de caipirinha original alemã, feita “manualmente” com máquinas industriais, e claro, com “ISO” e todas a normas de higiene do mercado comum europeu. Vão se preparando.

Vai rolar muito assunto sambático aqui na mamapress, afinal o Brasil passou a ser um global “Sambaplayer” entre os grandes do mundo. Obama que se cuide.

O ator Ricardo Leão parece que já estava prevendo isto tudo, porisso demos uma xupada pirata em seu vídeo publicado no youtube. Curtam.

A cabrocha da Romênia entre as brasileiras no carnaval de Hamburgo


foto:ortrun gutke

O carnaval de Hamburgo acontece em setembro, tempo de verão com chuva amazônica. Já rola a 11 anos. Começou com as “Bahianas da Rosário” no Spassparade de Altona, mudou de nome pra Stamp depois de chegar a ter dois apelidos, a “Altonale” e o “Karneval der Kulturen”.  Em matéria de nome os burocratas alemães são tão inventivos, quanto a turma da corda na Bahia e os prefeitos do Rio de Janeiro.
As bahianas sempre incentivadas por Cecília Simão e pela Rádio Mamaterra, viraram marca da cidade, e neste ano a Rainha das Bahianas Rosário Jungreiter e Agostinha Reis Hampel, a Rainha dos Brasileiros da Alemanha, foram homenageadas pela Escola de Samba Unidos de Hamburgo, que quando voltarem a se entender com os músicos brasileiros da cidade, vão ficar melhor ainda.

foto:ortrun gutke

Foi uma festa que na emoção a Cecília Simão disse:  “nesta praça Romão, deportavam judeus e opositores do nazismo, aqui era muito triste quando chegamos, nós trouxemos alegria prá esta cidade, nós fizemos renascer o acreditar no amor entre os seres humanos, um dia vão botar uma placa prá gente aqui”.
A cabrocha que veio da Romênia, que aprendeu a sambar vendo filmes de Holywood, já sacou isto e pegou o avião. Ela veio especialmente para vir dançar com a gente e com a força e o axé destas mulheres brasileiras!

Brasileiros em Hamburgo protestam contra escola de samba que excluiria brasileiros


Recebemos este email de participantes da escola de Samba Unidos de Hamburgo e colocamos no ar;

A rádio mamaterra acompanha há 11 anos as atividades musicais da cidade de Hamburgo. Percebemos que a participação do “SOM” brasileiro é cada vez maior. Notamos também que a participação de brasileiros é cada vez mais diminuta. Quais as são as causas? Vamos seguir este debate que no Facebook já está rolando.

A seguir o manifesto do pessoal:

Conscientização e protesto pacífico hoje no Planten un blomen. Virem as costas pro palco no show da Unidos de Hamburgo.

Conscientização
Esses três primeiros shows valem realmente serem vistos

* MARACATU NATION STERN DER ELBE
* TRIO CAFÉ BRASIL & FREUDEN
* MIRIAM DA SILVA ( TANZ)

Sobre a assim chamada EdS Unidos de Hamburgo eu tenho a dizer, que esse é um grupo que existe desde 2004 e que sistematicamente vem excluindo os seus integrantes brasileiros.
Sendo que hoje já não há mais nenhum sócio brasileiro no grupo.

Caso vocês vejam algum de nossos compatriotas no show tocando ou cantando pra eles podem estar seguros que sao hóspedes de outras cidades e que esses nao estao a par do que acontece dentro do grupo.

Nós, brasileiros no grupo (tirando as baianas essas eram quase 40) éramos em torno de 30 (músicos e passistas).

Eu fui o último a sair, pois tentei de tudo pra intermediar por ser o mais integrado na sociedade pelos conhecimentos de idioma e cultura.

Mas quando finalmente percebi que as intenções da direção só era de nos tolerar, até que o conhecimento tivesse sido absorvido em áreas diferentes (dança, instrumentos, canto, etc…) resolvi sair.

Como protesto deveríamos no 4° Encontro do Planten un Blomen, virar as costas pro palco como protesto por essa política de exclusão.

Obrigado pela atenção.

Saudacoes,

Amiru Sabiá

Assistam a MamaterraTV

Sambagruppe “Virada” feiert 25er Geburtstag am Elbstrand mit 300 Sambistas.


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2 minutos plis–Altonale Ende– Mamaterra


Altonale é uma festa de rua que acontece todos os anos no bairro alternativo de Hamburgo, chamado Altona.
Até tres anos atrás, acontecia nos final da festa, sempre um domingo, um desfile tipo carnaval, no qual se apresentavam as culturas e os povos que aqui vivem.
Isto acabou, a Altonale ficou comportada, não tem mais desfile, e o comécio impera, é mais barato comer num restaurante.
Mas os artistas insistem. No finalzinho, eu já ia prá casa, quando me apareceu uma figura do outro mundo, dois metros de altura, um hábito de monge beneditino, sandálias franciscanas, guizos de Angola nos tornozelos, longos cabelos louros e uma máscara de um porco simpático. Tocava gaita de fole. As crianças o seguiam. Apareceu um pouco de sol. A multiculturalidade ainda está viva em meu bairro.

15 anos Batida do Samba em Hamburgo “Série Memórias da Mamaterra”


Tobias Alegria Lecker Lecker

Mestre Tobia foi o difusor da expressão “lecker, lecker” na Alemanha. “Lecker”, que significa saborosa em alemão, quando lhe perguntei porque sempre falava duas vezes “lecker”, Tobias me respondeu que a palavra parecia com “legal, legal “, depois de esclarecido sobre o verdadeiro siginificado da palavra, ficou mais contente ainda, pois sabia que a sua caipirinha era mesmo muito legal e saborosa!

Se ele fosse chinês, ganhava um prêmio na Praça da Paz, se fosse francês uma um chapéu na Torre Eiffel, alemão se fosse, uma viagem ao Brasil prá assistir ao carnaval.
Aconteceu que Tobias nasceu brasileiro. Ministérios das Culturas e Itamaratys gostavam de outras bossas mais ipanemenhas e, o topete do Tobias não tinha trejeitos de surfista sensação.
Ficou a ver navios com seus projetos de um homem do povo com visão futurista. Veio pretizar com seu sorriso verde amarelo a Alemanha.
Hoje em dia Pitú é marca de limão na Teutônia, e não se dança com o ventre na Turquia, sem antes se tomar uma caipirinha, pois nem os ecologistas, reclamam deste nosso alcool não etanol, que se espalha pelo mundo.
Tobias faleceu numa barraca da Feira Nordestina do Rio de Janeiro,sem bandas de músicas nem carros de bombeiros.
Mais um herói migrante que emigra no anomimato para outro mundo. O Brasil não gosta do Brasil! A Alegria gosta do Brasil. Êta cachaça colonial!
Marcos Romão

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a propósito: lecker pronuncia-se léca.