E não é que a presidente falou?


por Marcos Romão

E não é que a presidente falou?

Dilma Roussef
Pô tava mais que na hora. Não dava nem para opinar sobre o silêncio.
Tava me lembrando de um colega de escola, que era beliscado todo dia pelo colega “santinho” e querido da professora.
Devia estar com medo de reclamar e, a professora não acreditar nele ou acobertar o “beato” hipócrita da turma, além do meu colega beliscado, acabar com fama de dedo-duro e difamador da honra impoluta, daquele filho de samango.
Tínhamos 12 anos de idade, o santinho era mesmo filho de um prócere da repressão na Marinha e, a ditadura só tinha um ano de aniversário, mas já nos educava para silenciar diante da violência e desrespeito.
Falei com ele para abrir a boca, que eu testemunhava. O fez, passamos um tempo na geladeira, junto aos professores, que perderam uma “Santo de Pés de Barro”, que servia de exemplo quando nos chamavam a atenção.
Mas de lá prá cá, desenvolvi um sexto sentido para saber, quando hipócritas violam nossos direitos e os direitos até das pessoas que eu possa discordar;
Aí, a Dilma abriu a boca:
“Outro dia, deram como exemplo de obrigações presidenciais o caso do presidente dos EUA, presidente Nixon. Que que o presidente Nixon fazia? Ele grampeava todo mundo que entrava na sala dele, e todos os telefonemas que eram feitos para ele. Todos telefonemas que recebia ia lá e grampeava. Todo mundo que entrava na sala ele ia lá e grampeava. E aí? E aí não ficou assim não. O que aconteceu? A Suprema Corte dos EUA mandou ele entregar todos os grampos e proibiu ele de grampear. Veja bem, era o presidente grampeando. Ele não pode grampear, porque deu na cabeça dele que ia grampear sem autorização. Então, o exemplo é o seguinte: nem presidente da República pode grampear sem autorização. O que dizer de outras hierarquias? Esse é o exemplo do presidente Nixon. Não é válido o grampo, o grampo é uma forma incorreta, a não ser que a Justiça autorize. No meu caso, eu não sou passível de grampo, a não ser que o Supremo Tribunal Federal da nossa República autorizar. Se não, fere frontalmente a Lei de Segurança Nacional, que protege o presidente.”
Valeu! Quem sabe agora parem de arrombar a porta do nosso barraco?

Em sua primeira viagem após o acirramento da crise política nesta semana, a presidente Dilma Rousseff criticou ter tido sua conversa com Lula divulgada e…
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Golpe frio no Brasil. Deu no Der Spiegel


por  Spiegel

pela tradução Marcos Romão

Os opositores de Lula  conseguiram o que sua frágil sucessora Dilma Rousseff, não conseguiu desde que tomou posse: Eles conseguiram colocar juntos com o governo, a base do Partido dos Trabalhadores, os sindicatos e os movimentos sociais.

Centenas de milhares de apoiadores de Lula protestaram na sexta-feira à noite em todo o país contra a tentaiva de tirar a presidente do cargo por meio de impeachment. (Impeachment) do cargo. Na Avenida Paulista, em São Paulo, que é considerado como um termômetro dos protestos, eles ocuparam onze quadras da cidade da cidade de São Paulo..
As manifestações permaneceram calmas, Lula foi conciliador, ele evitou ataques contra o sistema judiciário e chamou para o diálogo. Dificilmente se ouviu Incitação ao ódio nas manifestações no Rio e em São Paulo.
Ao contrário do protestos contra o governo na semana passada, em que cada vez mais rebeldes, extremistas de direita e caronas da desordem ganham voz. Eles não representam a maioria dos manifestantes, mas eles ganham popularidade. Isto é preocupante para o ainda jovem democracia brasileira.

Pela primeira vez desde o fim da ditadura militar em meados dos anos oitenta, o maior país da América Latina, sofre uma Crise de Estado, que poderia destruir muitas realizações dos últimos trinta anos. Parte da oposição e o Judiciário. juntamente com o grupo da poderosa TV Globo, tem inflamados os ânimos e desencadeado verdadeira uma caça às bruxas contra o ex-presidente Lula.

Sérgio Moro, juíz ambiciosos do sul do Curitiba do Brasil, aparentemente, tem apenas um objetivo: levar o ex-presidente para atrás das grades. Moro comanda os inquéritos do escândalo de corrupção, que envolvem a empresa petrolífera estatal Petrobras, e centenas de gestores, lobistas e políticos, incluindo vários altos representantes do Partido dos Trabalhadores de Lula.

Como um furacão o juíz varreu a elite política e econômica do Brasil. Ele descobriu bilhões desviados. Mais de cem suspeitos estão na prisão, a maioria sem condenação. Muitos brasileiros celebram os juízes-lo como um herói nacional.

As evidência são poucas.

Mas nos últimos meses o sucesso de Moro, aparentemente subiu à sua cabeça. O juiz faz política, que não não lhe seria permitido. A publicação de conversas telefônicas interceptadas entre Lula e Dilma poucas horas antes da nomeação de Lula como primeiro, perseguiu por si só, fins políticos, e foi legalmente duvidosa, para dizer o mínimo.

Moro até agora não tem sido capaz de forjar uma acusação contra Lula, embora dezenas de promotores e agentes federais de Curitiba, vasculhassem as finanças e condições de vida pessoais do ex-presidente durante meses. A evidência é ainda escassa.

cunhae

Para aliados de Dilma, Eduardo Cunha protelou início do trâmite na espera de piora no cenário

Lula não tem milhões na Suíça, como o poderoso presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Ele é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, um juiz do Supremo Tribunal de Justiça referiu a ele como um criminoso. Mas isso não impede que Cunha assuma a presidência da comissão, que é responsável pelo impeachment da presidente.

Nesta honrosa comissão de impeachment, senta-se entre outros, um ex-governador de São Paulo, que foi condenado na França por acusações de corrupção, mas não foi entregue pelos brasileiros, porque ele é brasileiro.

O fato de que tais figuras possam dizer palavras decisórias para derrubar um presidente, que até agora não tem nenhuma culpa que a incrimine. destrói a legitimidade de todo o processo.

Seguidores de Lula alertam sobre estar acontecendo um golpe frio contra a democracia brasileira. Vinda do vento, essa preocupação não é.

Caso petrobrás influencia:Aécio dispara e abre 17 pontos de vantagem sobre Dilma, mostra pesquisa Istoé/Sensus


 

ISTOÉ Online | 11.Out.14 – 17:12 | Atualizado em 11.Out.14 – 19:51
Aécio dispara e abre 17 pontos de vantagem sobre Dilma, mostra pesquisa Istoé/Sensus

Primeiro levantamento após divulgação de áudios da Petrobrás mostra que escândalo atingiu em cheio campanha da petista

Mário Simas Filho

Primeira pesquisa ISTOÉ\Sensus realizada depois do primeiro turno da sucessão presidencial mostra o candidato Aécio Neves (PSDB) com 58,8% dos votos válidos e a petista Dilma Rousseff com 41,2%. Uma diferença de 17,6 pontos percentuais. O levantamento feito entre a quarta-feira 7 e o sábado 10 é o primeiro a captar parte dos efeitos provocados pelas revelações feitas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre o detalhamento do esquema de corrupção na estatal. “Além do crescimento da candidatura de Aécio Neves, observa-se um forte aumento na rejeição da presidenta Dilma Rousseff”, afirma Ricardo Guedes, diretor do Instituto Sensus. Segundo a pesquisa, o índice de eleitores que afirmam não votar em Dilma de forma alguma é de 46,3%. A rejeição de Aécio Neves é de 29,2%. “O tamanho da rejeição à candidatura de Dilma, torna praticamente impossível a reeleição da presidenta”, diz Guedes. A pesquisa também capta, segundo o diretor do Sensus, os apoios políticos que Aécio recebeu durante a semana, entre eles o do PSB, PV e PPS.

As 2000 entrevistas feitas em 24 Estados e 136 municípios mostra que houve uma migração do eleitorado à candidatura tucana mais rápida do que as manifestações oficiais dos líderes políticos. No levantamento sobre o total dos votos, Aécio soma 52,4%, Dilma 36,7% e os indecisos, brancos e nulos são 11%, tudo com margem de erro de 2,2% e índice de confiança de 95%. Nos votos espontâneos, quando nenhum nome é apresentado ao eleitor, Aécio soma 52,1%, Dilma fica 35,4% e os indecisos são 12,6%. “A analise de todos esses dados permite afirmar que onda a favor de Aécio detectada nas duas semanas que antecederam o primeiro turno continua muito forte”, diz Guedes. O tucano, segundo a pesquisa ISTOÉ\Sensus, vence em todas as regiões do País, menos no Nordeste. No PSDB, a espectativa é a de que a diferença a favor de Dilma no Nordeste caia nas próximas pesquisas, principalmente em Pernambuco, na Bahia e no Ceará. Em Pernambuco devido o engajamento da família de Eduardo Campos na campanha, oficializado na manhã do sábado 10. Na Bahia em função da presença mais forte do prefeito de Salvador, ACM Neto, no palanque tucano. E, no Ceará, com a participação do senador eleito Tasso Jereissati.

Além da vantagem regional, Aécio, de acordo com o levantamento, supera Dilma em todas as categorias socioeconômicas, o que, segudo a análise de Guedes, indica que a estratégia petista de apostar na divisão do País entre pobres e ricos não tem dado resultado.

PESQUISA ISTOÉ|Sensus

Realização – Sensus

Registro na Justiça Eleitoral – BR-01076/2014

Entrevistas – 2.000, em cinco regiões, 24 Estados e 136 municípios do País

Metodologia – Cotas para sexo, idade, escolaridade, renda e urbano e rural

Campo – de 07 a 10 de Outubro de 2014

Margem de erro – +/- 2,2%

Confiança – 95%

Aécio arranca na frente


Nas Entrelinhas: Luiz Carlos Azedo
publicado no Blog do Azedo: 09/10/2014

 Hoje, serão divulgados os resultados de novas pesquisas, que deverão confirmar o avanço de Aécio. A expectativa é de que o horário eleitoral recomece com os candidatos evitando o confronto direto

 
O candidato do PSDB, Aécio Neves, disparou na frente da presidente Dilma Rousseff (PT), na virada do primeiro para o segundo turno, confirmando a tendência de ascensão que havia registrado no dia da votação do primeiro turno, isto é, no domingo passado. Tanto os trackings das campanhas eleitorais como as pesquisas de opinião já registram essa tendência, na qual Aécio teria de 52% a 56%, e Dilma, de 44% a 48%. As pesquisas mostram também a elevação da rejeição a Dilma Rousseff, acima de 40%, enquanto o tucano estaria com pouco mais de 30%. 

O resultado dessa nova correlação de forças foi a ampliação dos apoios ao tucano. Governadores eleitos do PMDB, como Paulo Hartung (ES), e do PDT, Pedro Taques (MT), embarcaram na campanha de Aécio. No Senado e na Câmara, a rebelião na base governista também não é pequena. O senador capixaba Ricardo Ferraço (PMDB), em debate no plenário do Senado, aparteou o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), que ressaltava o apoio da legenda a Dilma Rousseff, para dizer que parte da bancada de senadores do partido está com o tucano. A bancada da Câmara também está muito dividida.

Os candidatos a presidente Pastor Everaldo (PSC) e Eduardo Jorge (PV) anunciaram a adesão à candidatura tucana ontem. O PSB também decidiu ir de Aécio, embora tenha liberado dois diretórios regionais para apoiarem Dilma Rousseff, casos da Paraíba, onde o socialista Ronaldo Coutinho enfrenta o tucano Cássio Cunha Lima, e do Amapá, onde o PT apoia a reeleição de Camilo Capiberibe (PSB). 

A Rede, de Marina Silva, não vai se posicionar oficialmente porque está muito dividida, mas o apoio da candidata do PSB é esperado para hoje. Dilma tinha a expectativa de receber apoios do PSB, mas fracassou. A candidata do PSol à Presidência da República, Luciana Genro, também anunciou que a legenda não apoiará a presidente da República. “Vamos seguir lutando para mudar o Brasil: Dilma não nos representa. Nenhum voto em Aécio”, divulgou o PSol, no Twitter.

Trem fantasma

Enquanto as pesquisas parecem até uma montanha-russa para os candidatos, nos bastidores da campanha eleitoral também existe uma espécie de trem fantasma. O mercado financeiro repercutiu, na manhã de ontem, os comentários do marqueteiro de Dilma Rousseff, João Santana, durante a reunião com aliados, segundo os quais a campanha petista teria um arsenal guardado para usar contra Aécio. O boato de que haveria uma denúncia contra o tucano fez a bolsa cair. 

Em contrapartida, o assunto mais badalado à tarde era o suposto envolvimento de aliados do governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel, com lavagem de dinheiro. A Polícia Federal apreendeu R$ 116 mil em um avião no começo da noite de terça-feira. O piloto e o copiloto se recusaram a falar sobre o proprietário do bimotor prefixo PRPEG que transportava três ex-integrantes da campanha eleitoral do petista e o dinheiro. A aeronave está registrada como propriedade de uma pequena empresa de táxi aéreo. Não se sabe também a origem da grana apreendida.

Hoje, serão divulgados os resultados de novas pesquisas, que devem confirmar o avanço de Aécio. A expectativa é de que o horário eleitoral recomece com os candidatos evitando o confronto direto. Mas o PT vai explorar a comparação de indicadores dos governos petistas com o governo tucano de FHC.

No encontro de ontem, com grande número de congressistas no Memorial JK, em Brasília, Aécio ensaiou o discurso que pretende adotar para evitar a pecha de elitista que pretendem lhe impor. Afirmou que, caso seja eleito, será o presidente dos “brasileiros mais pobres”.

O tucano criticou o que considera uma “visão perversa” dos governistas: “Eu não serei presidente de apenas um estado da Federação, serei o presidente de todos os brasileiros e, principalmente, daqueles que mais precisam da ação do Estado. Serei o presidente dos brasileiros mais pobres, por mais que a lideranças do governo, o marketing da campanha oficial, continuem com essa visão perversa de política de Brasil, querendo sempre dividir entre ‘nós’ e ‘eles’”, disse Aécio.

Marina ultrapassa Aécio no primeiro turno e vence Dilma no segundo


republicado do blog do Azedo

Pesquisa da Datafolha publicada hoje mostra virada espetacular de Marina da Silva na Disputa Presidencial, ultrapassando o senador Aécio Neves(PSDB). Que tem 20% dos votos( pela margem de erro de dois pontos percentuais, é empate técnico). A Presidente Dilma Mantém a liderança, com 36% de preferência.

Os demais candidatos, somados, têm 5%: Pastor Everaldo (PSC), 3%; Zé Maria (PSTU) e Eduardo Jorge (PV) 1% cada. Luciana Genro (PSOL), Rui Costa Pimenta (PCO), Eymael (PSDC), Levy Fidelis (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não pontuaram.A eleição será decidida no segundo turno. Na simulação contra Dilma, Marina tem 47% dos votos, contra 43% da presidente (no limite do empate técnico). Na disputa entre Dilma e Aécio, a petista venceria o tucano por 47% a 39%. No levantamento de julho, a presidente teria 44%, e o senador 40% (empate técnico). Sem Marina na disputa, a presidente seria reeleita no primeiro turno.
Dilma tem 34% de rejeição; Aécio Neves, 18%; e Marina, 11%.De acordo com o Datafolha, a avaliação do governo Dilma melhorou em relação à pesquisa de um mês atrás. O índice de ótimo/bom da administração passou de 32% para 38%, enquanto o de ruim/péssimo recuou de 29% para 23%. O Datafolha ouviu 2843 pessoas, em 176 municípios, nos dias 14 e 15 de agosto.

Nota da Mamapress: Um aspecto novo entrou em cena. Os dois partidos que estavam no clima de “já ganhou”, vão precisar conversar com os eleitores, os movimentos sociais e escutarem finalmente as vozes que ecooam das ruas desde junho 2013.

Como resultado de eleições só se sabe quando se abre a caixa preta da urnas, quem sabe até lá o diálogo dos de cima( partidos) com os de baixo (sociedade civil) comece finalmente. A democracia através de cada um um voto poderá avançar e o eleitor só tem a ganhar com isto.