Nem tudo que não é proibido é correto. José Dirceu: Um depoimento diverso do “Nada a declarar”, cunhado por Armando Falcão.


Depoimento de José Dirceu na íntegra.

por Marcos Romão

foto da internet

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Considero que independente das opiniões diversas, este vídeo  é um documento inovador na forma que traz ao público em geral, informações em fonte primária, que mostra em parte,  como funcionaram os mecanismos e as relações de poder em um período da história de nossa República, que não é muito diferente dos períodos anteriores e atual.

Acostumados que estão, os cidadãos  da nação, em só tomarem conhecimento de decisões tomadas ou julgadas pelos articuladores e operadores do poder, considero o depoimento de José Dirceu, um excelente precedente para compreensão e julgamento por parte do público, não só de suas ações individuais, como também de todo o círculo de poder, que decidiu e decide os destinos do país.

Este depoimento público é uma inovação desde o famigerado “NADA A DECLARAR”, cunhado pelo de triste memória, falecido ministro da justiça na ditadura civil – militar, Armando Falcão.

É experiência dos povos, que falar de um passado silenciado, que opera no presente, é sempre difícil da primeira vez. A Alemanha levou 45 anos para iniciar, com a queda do muro, ao abrir todos os arquivos, a conversar sobre o seu verdadeiro passado. A Argentina, nossa irmã e vizinha levou menos tempo para botar para fora todos os podres acumulados durante e após a ditadura militar.

O depoimento público e viralizado de José Dirceu, é algo novo no Brasil. Um político com trânsito no poder, fala e ao vivo.    Não são memórias ditadas para um jornalista.

Sem pré – julgamentos, considero este ato em si, este depoimento, um início do descascamento da tinta de uma parede de uma casa chamada Brasil, que está abandonada e em estado precário. Muita gente à direita e à esquerda, tem o que falar em nossa “República do Silêncio”.

Ao ler as memórias de Geisel, na série de livros sobre a ditadura, escrito por Elio Gaspari, Zuenir Ventura comentou:  “Éramos inocentes e não sabíamos”.

Ele se referia ao total desconhecimento que todo o povo brasileiro, inclusive seus intelectuais e jornalistas de oposição, tinha das lutas internas de poder dentro da ditadura civil – militar.

Com este depoimento, para o bem o para o mal, nenhum de nós poderá dizer, não sabíamos. E a inocência ou a culpa passa a ser uma responsabilidade política coletiva. É assim numa democracia. tudo que se cala é suspeito e, inocência só se prova à luz do dia. Nas ditaduras, todos saem culpados do porões com luz fosca.

Somos uma república silenciada desde 1889, esquecemos de abrir a boca em 1988. Corrupção, compadrio, patrimonialismo, enriquecimento ilícito, violência nas cidades, intolerâncias e racismo, cresceram de forma epidêmica em nossa república, através do jeitinho silencioso operado e consentido desde cima até embaixo.

Vejo neste depoimento a chance de cada brasileiro botar as cartas na mesa. É um início. Só isto. Mas pode ser um salto quântico para compreensão que todos temos responsabilidade por nosso país, que nem tudo que não é proibido é correto e, que não podemos passar procuração, nem dar cheque em branco, por simpatias e expectativas, de que alguém irá fazer o melhor por nós.

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Quando vamos acordar? IMAGENS DA CATEDRAL DE DUQUE DE CAXIAS SÃO QUEBRADAS EM ATO DE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA


Por Marcos Romão

O que restou do terreiro atacado em Brasilia-novembro 2015-foto conexão ornalismo

O que restou do terreiro atacado em Brasilia-novembro 2015-foto conexão jornalismo

Quando vamos ver que o fundamentalismo pregado por “adoradores de dinheiro” e que se aproveita de um povo abandonado pelo estado, para criar seus templos do poder, não é nenhuma brincadeira, que é uma coisa muito séria, que gera uma violência sem absolutamente nenhum controle, e que muitos países já não sabem mais o que fazer diante das guerras, que a intolerância religiosa e racista geram?
Se nem o governo federal nem o estadual, tomarem uma posição para cortar este mal pela raiz.
Iremos todos nós pagar um preço muito caro.
O Estado é para proteger o exercício da religiões e só.
E as religiões tem que deixar o Estado em paz e cuidar mais de seus fiéis, esta mistura de religião, poder e estado que estamos vivendo em Brasília, é o prenúncio da guerra fratricidas que já temos aqui embaixo.
Até a pouco os ataques dos fundamentalista eram só no grito, provocações e difamações das religiões de matrizes africanas, nos ônibus, trens, metros, nas televisões e templos fundamentalistas, além de ataques a terreiros e pedradas em mães de santo e suas filhas que andassem paramentadas pelas ruas. Episódios fundamentalistas e racistas com os quais a sociedade não se importa.

Nosso gritos ninguém ouve. Mas estamos sempre lembrando, que o “bicho, tá crescendo e tá pegando”.

Igrejas católicas, sinagogas e mesquitas também estão na mira destes fomentadores de terrorismo religioso. que é um passo além da intolerância, e que qualquer maluquinho alucinado pela lavagem cerebral que recebe, que a gente vê entrando nos ônibus de trens de nossa cidade, pode nos atacar tanto individualmente como coletivamente, quer tenhamos religiões, que não as tenhamos.
Pois para um fiel de cabeça-lavada por verdadeiros “bandidos da palavra”, todos nós que não rezam de seu livro-cartilha, somos os representantes do mal, que na cabeça deles, não só precisam ser eliminados ou no mínimo neutralizados.

A maioria dos ataques tem sido contras os terreiros e seguidores do Candonmblé. Umbanda e afina, mas estão crescendo, os intolerantes… Sentem-se no poder.
‪#‎marcosromaoreflexoes‬
‪#‎sosracismobrasil‬

IMAGENS DA CATEDRAL DE DUQUE DE CAXIAS SÃO QUEBRADAS EM ATO DE INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Fonte:Diocese de Duque de Caxias

O que restou de uma imagem santa em Caxias-RJ-foto Diocese de Caxias

O que restou de uma imagem santa em Caxias-RJ-foto Diocese de Caxias

No fim da tarde de terça-feira (26.01) um jovem de 13 anos entrou na igreja Catedral de Santo Antônio, situada à Avenida Governador Leonel de Moura Brizola no centro de Duque de Caxias, acompanhado de sua mãe e após interpelar uma fiel que orava no templo sobre sua conduta religiosa dirigiu-se às imagens de Nossa Senhora Imaculada Conceição e do Sagrado Coração de Jesus que ficavam nos altares laterais da igreja-mãe da Diocese de Duque de Caxias, derrubando-as no chão, quebrando-as irreparavelmente.

Por meio do seu Vigário Geral, Padre Renato Gentile, a diocese acredita que o ato de intolerância religiosa, embora gravíssimo e repudiante, tenha sido uma ação isolada provocada pela distorção da mensagem da Sagrada Escritura e pelo fundamentalismo religioso presente e difundido por algumas igrejas e que não representam a totalidade dos irmãos e irmãs de outras igrejas e doutrinas evangélicas.

O caso foi registrado na 62ª DP de Imbariê, em Duque de Caxias, visto que foi uma apreensão em flagrante e esta deve ser lavrada pela autoridade policial competente, que encontrava-se nessa delegacia.

Daniel Pedreiro da Trindade, torturador e delegado de polícia no Amazonas, não temeu ser exposto na internet e continuou seus crimes


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Delegado-torturador Daniel Pedreiro Trindade-foto internet

Por Marcos Romão

O delegado e mestre em direito Daniel Pedreiro Trindade é apenas um, entre tantos que não sabemos o número e nem queremos imaginar, de torturadores que atuam nas delegacias de polícia e prisões  em todo o Brasil.
O juiz de direito João Batista Damasceno compartilhou um vídeo, em que este delegado e mestre em direito, aparece torturando três presos na delegacia em que o delegado-torturador trabalha. O juiz Damasceno faz um comentário lapidar; ” Isto é comum nas dependências policiais brasileiras.”

Para confirmar esta afirmação sobre a prática de tortura disseminada nas delegacias de polícia e prisões do Brasil, o nosso leitor não precisa ir longe para encontrar, pois os logaritmos de buscas na internet, ao escrevermos palavra como “tortura”, “delegacias”, “prisões”, nos levam a uma grande quantidade de vídeos, em que podemos passar mais de uma semana assistindo as barbaridades cometidas em nome e sob o manto da lei, nos locais do estado que um ministro da justiça, qualificou como masmorras medievais.

Muitas vezes estes vídeos são levados ao ar em programas de TV, nos quais os apresentadores citam como bons exemplos, os delegados ou policiais “linha duras” violentos, revelando um estímulo direto à tortura, torturas que podem ser praticadas tantos pelos agentes da lei, quanto de forma indireta, quando os agentes de lei entregam presos a outros presos para que eles façam o serviço sujo de “punirem” quem caiu em desgraça. Um exemplo está no “Plantão Policial” de Lúcio Maia, como neste link https://youtu.be/vVrsZLKlxEA

O que observamos no momento é um espiral de violência institucional, em que policiais nas redes sociais, são elevados à categoria de heróis por torturarem e matarem presos.

O caso do delegado Daniel pedreiro Tridade, fica aqui como demonstração da ponta do iceberg. Seu perfil no Facebook não está atualizado desde final de outubro, quando ele estava sob ameaça de prisão. Seu destino vamos pesquisar para um próximo artigo.

O que o delegado-torturador fez?

Em uma publicação de 19 de out de 2015, após a repercussão de um vídeo nas redes sociais, em que aparece o delegado Daniel Pedreiro Trindade, atuando como uma espécie de juiz da luta entre presos, na 70ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), no município de Juruá (a 571 quilômetros de Manaus), novamente o delegado surge em outro vídeo, desta vez, agredindo três presos com ripadas nas mãos e na sola dos pés.

O vídeo publicado trás a seguinte informação:

“O delegado da Polícia Civil do Amazonas, Daniel Pedreiro Trindade, lotado na delegacia do município de Juruá, pode ser preso a qualquer momento. Ele que já havia sido denunciado este ao por promover luta entre detentos, agora foi flagrado em um vídeo, torturando detentos com palmadas de “pernamanca” nas mãos e sola dos pés. O caso será investigado e o delegado pode ser excluído dos quadros da polícia e ainda ser preso.”

Outro vídeo do delegado-torturador, também circula pela internet e foi Publicado em 14 de jun de 2015.
Um vídeo que se espalhou pelas redes sociais mostra um delegado estimulando presos a lutarem entre si. O vídeo teria sido gravado na 70ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Juruá (a 571 km de Manaus). Por causa do vídeo, o delegado Daniel Pedreiro da Trindade está sendo investigado pela Corregedoria-Geral.

Pesa também sobre o delegado, acusações de abusos sexual de menores, que ele recrutava em suas palestras “educativa”

Delegado-torturador ministrando aulas para meninas

Delegado-torturador ministrando aulas para meninas

Em outubro segundo A Crítica, de Manaus. a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que o delegado Daniel Trindade também está sendo investigado pela Corregedoria da pasta pelo possível abuso sexual de cinco meninas, todas com idades entre 11 e 16 anos. O processo contra ele segue aberto.

A mãe de uma das supostas vítimas (uma adolescente de 15 anos), que preferiu não se identificar, disse que Daniel Trindade chegou a ameaçá-la por mensagens via aplicativo WhatsApp. “Cheguei a perguntar dele (delegado) se era durante as palestras nas escolas que ele escolhia as vítimas, se passando por autoridade e bom moço”, disse a mãe da vítima.

O SOS Racismo Brasil lamenta profundamente a morte do médico Jaime Gold e as mortes por assassinatos nos bairros do Rio de Janeiro


O SOS Racismo Brasil lamenta profundamente a morte do médico Jaime Gold, assassinado à facadas em um latrocínio, na Lagoa Rodrigo de Freitas, Rio de Janeiro.

Nossas sinceras condolências à família de Jaime Gold, que é mais uma vítima da violência que assola o Grande Rio.

São incontáveis os números de mortes por assassinatos e balas perdidas desde janeiro deste ano, que sem contar os assassinatos dos anos anteriores, abalam a sociedade e causam comoção nas famílias, nas redes sociais e na mídia.

A maioria destes assassinatos acontecem nos subúrbios, favelas e comunidades periféricas.

Todo assassinado é igual, todas as famílias das vítimas que sofrem as perdas irreparáveis são iguais. Seja na zona sul, seja na zona norte, a dor é igual e por toda a vida de quem fica.

O sentimento de impotência diante da impunidade e da lei não escrita de que a “lei da morte” é que impera, divide a sociedade, gera ódios e desejos de vingança.

São sentimentos humanos que devem ser respeitados. Sentimento de ódio, impotência e vingança existem, mas devem ser refletidas por toda a sociedade as soluções para dar fim a toda esta violência.

Segurança não é só uma questão a ser decidida pelos órgãos de segurança. Segurança é muito mais uma questão para toda a sociedade discutir quando se sente ameaçada.

A segurança tem que ser para todos os cidadãos e cidadãs sem exceção. Só assim retomaremos a viver em uma sociedade solidária, em que todos e todas nos compadeçamos por cada vítima, por cada morte por assassinatos cruéis dos que estão próximos e dos que vivem longe de onde moramos.

Desabafo: Fui violentada e humilhada como advogada negra, por policiais em Brasília


Por Jô Serra

URGENTE. Pessoas, hoje estou me sentindo mais humilhada, dolorida que ontem data do fato. Fui fazer uma audiência ontem na Cidade Ocidental.

Desci na Rodoviária do Plano Piloto e como estava cedo, resolvi ir andando até a sede do PDT. Estava perto da Biblioteca Nacional e vi cinco PMs negros gritando com um jovem negros e duas meninas brancas, as meninas foram liberadas e com o jovem, eles continuaram gritando e jogando as coisas dele no chão.

oabQuando fui passando perto, eu  perguntei para o jovem onde ele morava e disse para ele ir embora, tinha um outro jovem sentado no telefone e passei direto, vi a viatura indo para perto dele, e continuei o meu caminho.

Estou caminhando e ouvi alguém dizer: Senhora pare, continuei porque várias pessoas passaram por mim, mais não eram negras iguais a mim. A pessoa falou novamente e disse que se eu não parasse ela ia atirar, foi aí que virei e vi que era uma policial negra e estava ameaçando de atirar em mim. Aí vi mais mais um policial negro com arma em punho para atirar e falando que eu era surda.

A primeira coisa que eu fiz foi tirar a minha Carteira da OAB/DF, pois ela estava no primeiro bolsinho da bolsa, aí eu perguntei que o estava acontecendo. Esse policial negro falou que era para eu ficar calada, e começou a me arrastar para dentro do Camburrão e disse que precisava falar com alguém.

Ele me tomou o telefone e disse que quem mandava era ele, e o jogou no chão, e eu com a minha carteira na mão. Veio a tenente e a quem os outros obedeciam e falou começando quase tirar a minha roupa e falou, então, essa a “neguinha” é advogada, então, advogado para mim e …….é a mesma coisa, principalmente preta igual você. Cala boca, que os seus direitos a sua família vai ver amanhã, se a gente te jogar dentro da viatura”. Respondi e disse que ia denunciar lá no partido, falei que era candidata e eles falaram que a eleição já tinha passado, eu falei que agora a gente ia trabalhar para eleger o Governador Rollemberg, quado derramaram as minhas coisas todas no chão, e com arma em punho a tenente mandou-me juntar as minhas coisas e disse que não adiantava eu denunciar, pois quem iria acreditar na palavra de uma preta, em confrontação com a dela, e principalmente que eu não tinha testemunhas e lá não tinha Câmera.

Eu sempre defendi direitos, já sofri muita discriminação, mais essa é humilhante, degradante, violenta.

Não tenho medo de morrer, mais ontem fiquei com medo, de ser jogada no Camburrão e só aparecer morta e ainda com drogas e armas dentro da minha bolsa e não ia nem poder me defender, e quem ia acreditar que eu não era traficante, foi isso, que a tenente insinuou. E ainda sai sob ameaça de ser morta, se falar alguma coisa.

Nota da Mamapress: No momento, a advogada Jô Serra, recebe solidariedades de todo o Brasil, e está encaminhando para a OAB-Brasília, SEPPIR-PR e entidades negras. Acompanhe o desenrolar deste caso na página do Sos Racismo Brasil.

 

A cor padrão de Vinicius Romão. Até prova em contrário, fora da telinha todo negro é ladrão.


COR PADRÃO.
É bom que se dê divulgação jornalística sobre os casos de reconhecimento nas delegacias de polícia ou mesmo na área judicial, que não atendam o mínimo da lógica – seja por “capricho” em não admitir erros em o ato de prender ou no caso do judiciário pra não perder tempo com o grande número de processos e detalhes que podem prejudicar o andamento do dia, digamos assim ,ou seja, fator de extrema importância é o aponte de qual roupa a pessoa vestia, se possuía algum sinal na face que recordava.
É também FUNDAMENTAL colocar outra pessoa junto àquele que está sendo acusado pra efeito de reconhecimento visual pra ver se de fato há dúvidas por parte de quem acusa…
Outra situação é até que ponto a vítima tem condições de reconhecer quando alterado seu sistema emocional a tal ponto ou seja pode ser como ventila-se INDUZIDA NAQUELE ESTADO ou mesmo ainda, que na dúvida venha a reconhecer equivocadamente, gerando desgraça pra todo e qualquer acusado injustamente… por isso, DETALHES SÃO FUNDAMENTAIS PRA AUTORIDADE POLICIAL (OU JUDICIAL) NO ATO E A PRISÃO DEVE SER EXCEÇÃO E NÃO REGRA, NOS CASOS DE CONFUSÃO OU POSSIBILIDADE DE ERRO – NOS RECONHECIMENTOS EM GERAL—NA COR “PADRÃO”… Advogado Tito Mineiro

vinicius romao 1

EXIGIMOS A LIBERDADE DE VINICIUS ROMÃO IMEDIATAMENTE

por Francisco Chaves, Marcelo Chaves, Tito Mineiro e Marcos Romão

Esse é o Vinicius Romão, 26 anos, psicólogo, ator e que atualmente trabalha nas lojas Toulon, no Norte Shopping.

Segunda-feira, dia 17 de fevereiro, como fazia diariamente ao sair do trabalho às 22 horas, vinha pela rua Amaro Cavalcante, quando foi abordado por uma viatura do 3° Batalhão da PMERJo:

Os “policiais militares” arrogantemente mandaram ele parar,e se deitar de bruços , apontaram a pistola para sua cabeça, e o prenderam sem nenhuma prova, apenas a acusação de uma mulher em prantos, que estava perto do local, a acusar um negro de cabelo “black”, de bermudas e sem camisa, de tê-la agredido e roubado seus pertences.

Os policiais encaminharam o rapaz para a 25ª DP, onde foi feito um novo “reconhecimento” pela suposta vítima, que trabalha de copeira no Hospital Pasteur. Esse confronto entre “supostos” acusado e vítima, foi feito sem nenhum critério técnico policial, realizado apenas na base do “cara a cara”, para não dizer imposto.

Vinicius foi imediatamente encarcerado, e posteriormente levado para a casa de detenção Patrícia Acioli, em São Gonçalo, na Região Metropolitana de São Gonçalo. Ele está sem poder receber visitas, e sem nenhuma possibilidade de defesa, pois pode ser transferido a qualquer momento para outros presídios do Estado.

Câmeras dos prédios nas proximidades do pseudo assalto, mostram que o ladrão era outro, de bermudas e sem camisa, enquanto Romão vestia uma calça e camisa pretas. Na verdade esse crime contra o direito de ir e vir e da defesa dos direitos que é imputado ao jovem psicólogo; nada mais é do que um caso público de racismo, pois ele estava àquela hora, só, e por ser negro foi acusado e preso por esse detalhe étnico.

Queremos que Vinicius possa imediatamente receber visitas e que seja posto em liberdade já! para que se possa punir essas negligentes e preconceituosos policiais por racismo, calúnia e difamação.

A Rede Rádio Mamaterra e o nosso Blog mamapress.org, tem alertado aos pais e mães de jovens de sucesso com caraterísticas físicas “não brancas”, sobre o aumento o racismo nas cidades. Orientem seus filhos a só andarem à noite prestando mais atenção à polícia do que aos assaltantes. Desliguem o Walktalk para ficarem atentos e se acaso perceberem que serão abordados plea polícia, procurem ficar em frente à prédios iluminados e com porteiros, assim será mais difícil darem um bote ilegal.
Façam também uma cópia desta orientação jurídica abaixo e repassem para seus filhos negros, pois por acharem que tem bom empregos e estarem bem vestido e próximos às suas casas, estaria livres de ações racistas institucionais e acabam literalmente “dançando”:
“quando um cidadão é preso em flagrante – o flagrante deve ser imediatamente comunicado ao Juizo no prazo máximo de 24 horas… ainda que seja sábado , pois, existem juízes de plantão. 
Desde a voz de prisão já são franqueadas ao preso o uso de telefone pra contacto com pessoa que deseja falar. 
Nota de Culpa – o motivo pelo qual ele está sendo detido , etc… esses detalhes nem sempre são respeitados na íntegra – daí o defensor do caso pode requerer desde o relaxamento da prisão, Liberdade provisória ou propor desde logo o HC – Habeas-Corpus.

sos vinicius

Uma guerra particular da marinha com os quilombolas de Rio dos Macacos: “hoje estou com farda, mas amanhã vou estar sem farda, onde encontrar vocês, vou estourar suas cabeças”.


por marcos romão

Rosemeire dos Santos- Quilombola de Rio dos Macacos-BA

Rosemeire dos Santos- Quilombola de Rio dos Macacos-BA

Em vídeo postado no Youtube pelo grupo  “Território Africano TV”, nós da Mamapress mais uma vez tomamos conhecimento de violações dos direitos humanos cometidos por graduados da Marinha Brasileira da da 2ª Base Naval de Aratu.

Pelos relatos de Ednei dos Santos que foi preso e amarrado com fios, levou socos e chutes, e segundo suas palavras foi jogado como porco na caminhonete, pelos sentinelas da marinha que montam guarda na única entrada para o Quilombo de Rio dos Macacos. Estamos diante de uma situação que vai além de um episódio isolado de violência.

Evidencia-se pela sistemática com que acontecem as arbitrariedades, ameaças e violências contra os quilombolas de Rio dos Macacos, a existência de uma ordem silenciosa de vencê-los pelo cansaço e ao arrepio das leis e completamente em contradição com as reuniões oficiais a Marinha com os governos da Bahia e de Brasília. Segundo Rosemeire, “fazem reuniões onde tomam cafezinhos e falam sobre nós, mas não cuidam de dar proteção às nossas vidas e à nossa segurança”

A quilombola Rosemeire dos Santos, de Rio dos Macacos, amarrada e jogada na boleia da caminhonete do Marinha, denuncia: “apanhei o tempo todo da guarida até a base da marinha, um sentou-se meu pescoço com as partes dele em meu rosto e outro sentou-se entre as minhas partes. E aí eu fui tomando tapa daqui até lá, né? Teve um momento em que eu num vi mais nada”.

O sargento Gonzaga falou que qualquer momento em que ele encontrasse a gente ele estourava nossas cabeças. Ele disse, “hoje estou sem farda, mas amanhã vou estar sem farda, onde encontrar vocês, vou estourar suas cabeças”. Tem uns 4 anos que a gente faz estas denúncias  até ao governo federal, e eles pedem provas, e eles continuam aí.

Ednei Messias dos Santos, irmão de Rosimeire, que também foi preso na operação arbitrária, informa que participaram da ação, o sargento Melquisedeque, o sargento Bueno, o sargento Gonzaga e mais o sargento Josué “que ficou ameaçando as crianças que foram lá para a base atrás da gente”.

No dia seguinte em reunião com o comando da base, ao ser tocado no assunto, o almirante se ofereceu para visitá-los e apertar a mão dos quilombolas. Constrangidos se recusaram.

O vídeo testemunho:

Publicado em 11/01/2014

No dia 06 de janeiro de 2014 oficiais da Marinha cometeram crimes de agressão, estupro e tentativa de homicídio contra membros da Comunidade Quilombola Rio dos Macacos. Acontecimentos que marcaram a prisão arbitrária e violenta de Rosemeire dos Santos e Ednei Messias dos Santos. As autoridades brasileiras são coniventes com os constantes atos de violência. Ao longo da história existem informações de outros estupros e assassinatos contra os quilombolas da comunidade.

saiba mais http://www.igualdaderacial.ba.gov.br/2014/01/sepromi-se-reune-com-marinha-e-orgaos-federais-para-discutir-situacao-em-rio-dos-macacos/