A professora alemã de pandeiro, a copa e as olimpíadas no Brasil


A cada ano no carnaval do Rio tem a discussão, se o samba tá pasteurizado ou se as socialites que dão de cabrochas, sabem dançar.

Ricardo Leão-foto ripada

No carnaval aqui de Hamburgo nos últimos dez anos também tem muita polêmica. Primeiro se alemão sabe tocar samba. Digo logo. Há dez anos atrás não sabia, mas com apostilas,  métodos “Tacas-Tacas” de finais de semana  e muita disciplina, muitos agora já sabem muito mais que antes…

O pé é mais complicado, pois tem que combinar com as ancas, ombros e sorrisos, aí nem apostila “neurolinguísticosambista” dá jeito.

Mas vale o esforço, até porque samba apesar do que se diz na linguagem comum, num tá no sangue, tá no convívio, tá nos bate-papos de final de semana, tá na tradição cultural de um povo.

Mas se todo o  mundo aprendeu a rappear feito um negro do Harlem, porque não também com o samba?

Pelo menos aqui na Europa,  os catarinenses e mato-grossenses e até paulistas tão provando que sambar e fazer feijoada também se pode aprender no avião de migrante. Afinal já dizia minha avó, samba tá no ar…

A copa de 2014 vem aí, Dilma vem na Alemanha em 2012, as olimpíadas vão rolar em 2016 e ainda por cima 2013 será o ano Brasil-Alemanha, com todos os salamaleques culturais, políticos, econômico e sambistas que se tem direito.

Feito no futebol, já tem olheiro inglês rodando o Brasil, atrás do novos ritmos do samba, novos “designer” de fantasias e tudo mais. Samba vai ser o grande negócio da década, pois é esportivo, saudável e a transpiração além de ecológica não inunda terras indígenas.

Vamos aqui na mamapress começar este debate sobre as raízes do samba com humor e carinho, tamos na época de trocas culturais aceleradas, já tou vendo alemão chegar no Rio e fazer concorrência com camelôs na venda de caipirinha original alemã, feita “manualmente” com máquinas industriais, e claro, com “ISO” e todas a normas de higiene do mercado comum europeu. Vão se preparando.

Vai rolar muito assunto sambático aqui na mamapress, afinal o Brasil passou a ser um global “Sambaplayer” entre os grandes do mundo. Obama que se cuide.

O ator Ricardo Leão parece que já estava prevendo isto tudo, porisso demos uma xupada pirata em seu vídeo publicado no youtube. Curtam.

A cabrocha da Romênia entre as brasileiras no carnaval de Hamburgo


foto:ortrun gutke

O carnaval de Hamburgo acontece em setembro, tempo de verão com chuva amazônica. Já rola a 11 anos. Começou com as “Bahianas da Rosário” no Spassparade de Altona, mudou de nome pra Stamp depois de chegar a ter dois apelidos, a “Altonale” e o “Karneval der Kulturen”.  Em matéria de nome os burocratas alemães são tão inventivos, quanto a turma da corda na Bahia e os prefeitos do Rio de Janeiro.
As bahianas sempre incentivadas por Cecília Simão e pela Rádio Mamaterra, viraram marca da cidade, e neste ano a Rainha das Bahianas Rosário Jungreiter e Agostinha Reis Hampel, a Rainha dos Brasileiros da Alemanha, foram homenageadas pela Escola de Samba Unidos de Hamburgo, que quando voltarem a se entender com os músicos brasileiros da cidade, vão ficar melhor ainda.

foto:ortrun gutke

Foi uma festa que na emoção a Cecília Simão disse:  “nesta praça Romão, deportavam judeus e opositores do nazismo, aqui era muito triste quando chegamos, nós trouxemos alegria prá esta cidade, nós fizemos renascer o acreditar no amor entre os seres humanos, um dia vão botar uma placa prá gente aqui”.
A cabrocha que veio da Romênia, que aprendeu a sambar vendo filmes de Holywood, já sacou isto e pegou o avião. Ela veio especialmente para vir dançar com a gente e com a força e o axé destas mulheres brasileiras!

Alafia–Africa livre em Hamburgo–Eude Attolou Ayeola–Tsunami Band


sein oder nichtsein, ser ou não ser. May Amyin.


sein oder nichtsein   (em português)

in deutschland groβgeworden habe ich gelernt, daβ

afrikaner

stärker transpirieren, das arbeiten

nicht so gewohnt sind

auf einer anderen entwicklungsstufe stehen.

manche sagen auch:

die stinke, sind faul, primitiv

in deutschland grossgeworden habe ich gelernt daβ

rückständigkeit schon von auβen

und von weitem

erkennbar ist:

an der hautfarbe, dem kopftuch, der beschneidung,

dem islam, dem analphabetismus, dem nomadentum,

May Ayim *1960-1996

dem körperbau, der gangart,

den sprachlauten

und daβ man/frau

was tun muβ! retten muβ!

bewundern muβ!

In deutschland groβgeworden habe ich gelernt, daβ

meine name

“neger(in)” heiβt

und die menschen

zwar gleiche sind, aber verschieden sind

und ich in gewissen punkten etwas überempfindlich bin

in deutschland groβgeworden habe ich gelernt,

zu bedauern

schwarz zu sein, “mischling” zu sein,

deutsch zu sein,

nicht afrikanisch zu sein,

afrikanisch eltern zum haben,

exotin zu sein, frau zu sein.

in deutschland groβgeworden, bin ich unterwegs

weg vom: hautfarbesein,

nacionaliätesein

religionsein, parteinsein

groβsein, kleinsein, intelligentsein,

dummsein

sein oder nicht sein

auf den weg zu mir

auf den weg zu dir.

may amyim

Em português(tradução m.romão)

ser ou não ser

crescida na alemanha aprendi, que

africano

transpira forte, que trabalhar

não está tão acostumado

está em outro grau de desenvolvimento.

alguns também dizem:

eles fedem, são preguiçosos, primitivos

crescida na alemanha aprendi, que

desenvolvimento retadardado já de fora

e de longe

pode se reconhecer:

na cor da pele, no véu na cabeça, no clitóris cortado,

no islã, no analfabetismo, no nomadismo,

na estrutura do corpo, no jeito de andar, no falar alto

e que gente/e mulher

precisa fazer algo! precisa salvar!

precisa admirar!

crescida na alemanha aprendi, que

meu nome

chama-se “negro(a)”

e os seres humanos na ver dade são iguais, mas são diferentes

e que eu, num certo ponto, sou hipersensível

crescida na alemanha eu aprendi,

a lamentar,

ser preta, ser “mestiça”, ser alemã,

não ser africana, ter pais alemães,

ser exótica, ser mulher.

crescida na alemanha, estou a caminho

de ficar longe de: ser cor da pele,

ser nacionalidade, ser religião, ser partido

ser grande, ser pequena, ser inteligente, ser burra

ser ou não ser

a caminho de mim

a caminho de você.

may ayin

may amyin, nacht gesang, canto da noite, editora Orlanda Frauenverlag ISBN 3929823-39-X,1997,Deutschland

Aconteceu a revolta dos Búzios: Olodum sai prás ruas


Agosto de 2011 -A Revolta dos Búzios  213 anos de uma história da Igualdade Prometida no Brasil.

Dia 06 Banda Olodum na Chopada de Medicina em Salvador.

Dia 12 – Passeata em homenagem aos Heróis do Brasil. João de Deus, Lucas Dantas, Manuel Faustino, Luiz Gonzaga das Virgens. 15 h. Piedade.

Dia 14 – Ensaio especial em homenagem aos Pais da Pátria – Largo Pedro Arcanjo – Pelourinho.

De 12 a 28 de agosto de 2011. Uma reflexão da promessa de igualdade no Brasil.

Dia 28 – Olodum bairro a bairro – Dique do Tororó.

Video conferencia sobre a Revolta dos Búzios e a igualdade no Brasil. Olodum & UNEB.

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Visita da Radio Mamaterra ao Olodum.

Betina Bê Ignácio em Hamburgo no Duckstein Festival


foto ortrun gutke

Segundo Keley Wieser do CBH Hamburgo, Betina Ignácio , vive em Konstanz, nasceu em São Paulo e corre o mundo com sua voz que traz o coração de Morro Azul, nome de bairro e do projeto social que ela apoia com seu canto.

Betina  apresentou-se na última sexta-feira no tradicional “Duckstein Festival” em Hamburgo.

RadioTVmamaterra esteve lá para conferir. Betina Bê cantou músicas de seu segundo CD “Mistura Natural”  e deu um canja do novo CD com um clip gravado em Boipeba-BA, que sai em setembro deste ano.

Ankündigung  im   Hamburger Abendblatt: “Auf der schwimmenden Fleetbühne – aus drei herangeschleppten Pontons errichtet – tritt zum Auftakt heute Abend die brasilianische Musikerin Be auf. Eigentlich heißt sie Betina Ignacio und lebt in Stuttgart; in ihrer Heimat und Europa hat sie als Model gearbeitet. In Hamburg will sie die Besucher auch bei kühleren Temperaturen mit ihrem Mix aus Samba, Bossa Nova, Jazz und Reggae erwärmen. “Mistura Natural” heißt ihr zweites Album.”

Hamburgo 40° graus. Hoje, sábado 9, Natiruts vai ser recebida no Fabrik por “Rapaziada do Samba” e galera de músicos brasileiros de Hamburgo


Hamburgo pira no verão!

Rádio Mamaterra vai estar presente!

O calor de Hamburgo Hamburgo está fazendo inveja ao pessoal do Brasil. NATIRUTS  acaba de desembarcar no Porto de Hamburgo. A Banda vai se apresentar hoje a noite às 20 horas, Fabrik.

A “Rapaziada do Samba”, prata brasileira da casa, irá abrir a noite, que promete botar prá dançar até os mais emperdenidos pés-duros.

O DJ Celekta Joel vai dar uma canja junto com o famoso Sérgio-Br.

NATIRUTS JÁ SE SENTE EM CASA E PROMETE ARREBENTAR COM O HIT “LIBERDADE PRÁ DENTRO DA CABEÇA”.

A Gafieira Universal mandou este convite e quem não viver não viverà!
 NATIRUTS & RAPAZIADA DO PAGODE & DJ CELEKTA JOEL além de SÉRGIO-BR !  APRESENTAM-SE 9 de julho 21 horas no Fabrik, em Hamburgo

Hamburgo vai virar Brasil!



Natiruts – quem de nós brasileiros não conhece a música “Liberdade pra
dentro da cabeca”? É um dos maiores hits da banda fundada em 1996! Neste concerto eles estarão apresentando o seu novo album “RAÇAMAN” mixado em Londres, pelo grande DJ “Mad Professor”!

“Rapaziada do Samba” é conhecido e tradicional grupo de SAMBA e PAGODE de brasileiros na Alemanha.
Mais informações: www.gafieirauniversal.de