Mais um a menos: compositor da Vila Isabel é assassinado no Rio de Janeiro. Vítima foi alvejada na porta de casa em um dos acessos ao Morro dos Macacos


por marcos romão

“Com sentimentos de consternação, indignação e revolta o Sos Racismo Brasil, lamenta o assassinato nesta manhã de véspera do natal, dia 24 de dezembro, o compositor Leonel. O sambista é um dos maiores vencedores de sambas-enredos da história da agremiação, incluindo a deste carnaval, em que assina o hino da escola”.

O Sos Racismo Brasil e a coletividade negra do Estado do Rio consideram.  que só um levante da cidadania e uma tomada de consciência de toda a sociedade, poderá estancar o sangue que diariamente escorre nas periferias de nossas cidades.

Na última segunda-feira, o Conselho do Negro do Estado do Rio de Janeiro que representa a coletividade negra do RJ, esteve com o governador do estado Luiz Fernando Pezão. A representação das entidades negras do estado do Rio alertou o governador, que a questão de segurança dos cidadãos que vivem nas favelas, comunidades e bairros mais pobres atingiu um grau insuportável de calamidade pública, onde os moradores já não tem mais nenhuma proteção do estado, seja nas ruas, seja nas portas ou dentro de suas casas.

Reiteraram principalmente que segurança da cidadania é ” Coisa de Chefe”, que não pode mais ficar só nas mãos de chefes de polícia, que estão em um beco sem saída e não conseguem mais sair do modus operandis da “política de confronto” permanente, que já se revela inócua.

Como chefe de estado, o governador precisa convocar toda a sociedade civil, para começar a  mudar a mentalidade geradora de violência em nosso estado.

A morte do compositor Leonel, se inclui na lista de mortos compilada esta manhã natalina, em que mais duas crianças foram mortas em tiroteio entre polícia e bandidos na Cidade de Deus no Rio de Janeiro.

Está na hora dos compositores, artistas, religiosos, jornalistas, advogados, donas de casas, trabalhadores e toda a sociedade civil, arregaçar as mangas e sem as luvas das paixões partidárias se juntar para estancar esta ferida sangrenta e aberta em nosso Estado do Rio de Janeiro.

Na letra do Samba da Vila 2016, Leonel previa a necessidade de artistas e intelectuais para as curas das dores.

CARINHOSAMENTE… PAI ARRAIA
NO LUGAR ONDE ARRECIFES DESENHAM A PRAIA
ACOLHI UM MOVIMENTO, REAL SOLUÇÃO
MAIS DO QUE ALENTO, A CURA DOS AIS
LIBERDADE SE CONQUISTA COM EDUCAÇÃO
JUNTANDO ARTISTAS E INTELECTUAIS

Vítima foi alvejada na porta de casa  em um dos acessos ao Morro dos Macacos

fonte: O Dia

RAPHAEL AZEVEDO

Rio – O compositor Leonel, da escola de samba Unidos de Vila Isabel, foi morto a tiros na manhã desta quinta-feira, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. De acordo com as primeiras informações, ele foi alvejado na Rua Petrocochino, em um dos acessos ao Morro dos Macacos. Segundo testemunhas, dois homens em uma moto efetuaram os disparos.

Leonel, Arlindo Cruz, Tunico da Vila e André Diniz comemoram conquista do samba

Foto: Diego Mendes / Divulgação

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime. Leonel é um dos compositores do samba-enredo da Vila Isabel de 2013, quando a escola conquistou seu último título, numa parceria com Martinho da Vila, Tonico da Vila, Arlindo Cruz e André Diniz e integrava a direção de Carnaval da escola. Neste ano, ele também fez parte do grupo que venceu a disputa para o samba de 2016. Ao todo, Leonel venceu a competição da Vila 13 vezes. Ele também venceu a disputa de samba no Salgueiro em três ocasições (2002, 2003 e 2004)

Em nota, a Unidos de Vila Isabel comentou o episódio:

Com muito pesar e consternação profunda, a Unidos de Vila Isabel confirma que foi assassinado nesta manhã do dia 24 de dezembro o compositor Leonel. O sambista é um dos maiores vencedores de sambas-enredos da história da agremiação, com 13 vitórias, incluindo a deste carnaval, em que assina o hino da escola, junto com André Diniz, Martinho da Vila, Mart´nália e Arlindo Cruz. Leonel também integrava a Comissão de Carnaval para o carnaval 2016. O enredo da Vila Isabel para o próximo desfile é “Memórias do Pai Arraia – um sonho pernambucano, um legado brasileiro”, que aborda a cultura pernambucana e o sonho de transformar o Brasil através da educação. Ainda hoje emitiremos nova nota com outras informações

Polícia ou bando de rufiões que espalham o terror de um novo regime?


por marcos romão

Repórter ferido

Repórter ferido

É preciso que analisemos com uma certa distância e sem partidarismos, as imagens e vídeos do que se passou na Praça Saens Pena no último jogo da Copa 2014, que aconteceu no Maracanã.

O que se passou por lá?

Uma manifestação com um número relativamente pequeno de manifestantess, que pelas imagens em nenhum momento constituiam ameaça à segurança pública, passam a ser atacados por bombas de efeito moral, gás colorido e de lacrimogêneo, além de cassetes e spray de pimenta e terminam sitiados por horas sujeitos a todo tipo de violência estatal.

O que a um primeiro momento mais parece um caos sem comando, com policiais que mais pareciam não saberem o que fazer fugindo do gás  e rodando que nem perus sem orientação, revela-se nas imagens uma desordem orquestrada pelas forças da ordem. O ataque a pessoas presas por grades na estação do metrô Saens Pena, o direcionamento das agressões a jornalistas e o disseminado ataque aos moradores da localidade, depreendem uma jogada previamente ensaiada para instalar o terror, além de prenunciarem como  a Secretaria de Segurança e o governo do Estado do Rio vão continuar tratando as questões sociais no Rio.

Pode-se muito bem observar que em meio às tropas, que lá deveriam estar para garantir a ordem pública e segurança dos cidadãos, inclusive dos manifestantes que desarmados não atacavam ninguém, encontravam-se soldados fardados, fazendo o papel de rufiões instigadores e aplicadores de violência, como a exemplo das tropas da SA na década de 30 na Alemanha. Eram policiais militares que estavam ali não para estabelecer a ordem e sim o caos e a violência.

Policial presente em várias ações violentas e "aparentemente" sem controle e comando.

Policial presente em várias ações violentas e “aparentemente” sem controle e comando.

A campanha eleitoral já começou. Nos estados democráticos se preveem em período eleitoral, comícios, caminhadas, discursos nas ruas, protestos e apoios. Eleição é um fenômeno de massas em que cada cidadão passa a ser o governo durante um curto período. É o momento em que manifestar sua opinião e intenção de voto estaria em tese protegida pela constituição, que diz que todo o poder emana do povo.

Caros amigos e amigas que ainda acreditam em cidadania e possibilidade em termos direitos democráticos:
Não é o que o governo, ou o que está por trás do governo do RJ fala que é a verdade. Eles não desejam a ordem democrática e  não estão atrás de “terroristas”. Eles estão querendo calar toda e qualquer oposição  e impedir toda livre discussão democrática, que possibilite mudanças profundas nas relações entre os poderes e direitos dos cidadãos e os poderes do Estado.
O enredo da peça já está montado. Milícias com ou sem fardas irão atuar direto nas campanhas. É necessário que todos os democratas e amantes da liberdade de todos os partidos e sem partidos, acordem para combater a hidra do mal instalada em nosso Estado do Rio.

Enquanto isto não acontece, recomendo aos meus colegas jornalistas, ativistas e cidadãos comuns, que andem sempre com mais de um e nas confusões que apareçam, fiquem de costas uns para os outros para se protegerem com 4 olhos, pois a ordem secreta é caçar todo tipo de oposição. As tropas já saem nas ruas com as fotos dos “inimigos” que vão levar porrada.

Que meus amigos e amigas não percam tempo com discussões teóricas e defendam o seu vizinho, mesmo que tenham discordâncias ideológicas.
Só sobreviveremos em liberdade se estivermos juntos.

Estamos todos no Rio de Janeiro nas mãos de bandidos fardados, com a leniência e comando da justiça e dos governos municipal, estadual e federal.
Nem nas manifestações de 70 vi tantas porradas gratuitas da polícia.  A imagens abaixo demonstram muito bem que “tropas” são estas.

Para o juiz Damasceno: “A polícia fluminense se converteu na ‘polícia Mãe Dinah’, que investiga o futuro”


Juiz João Batista Damasceno: “Revólver apreendido é do pai do adolescente ativista; a mídia sabe, mas não publica”
publicado em 13 de julho de 2014 às 19:59 – por Conceição Lemes

Nessa sexta-feira 11, a 27ª Vara Criminal da cidade do Rio de Janeiro expediu 26 mandados de prisão temporária e dois de busca e apreensão de menores de idade.

A maioria foi detida ontem. Acusação: formação de quadrilha armada, com pena prevista de até três anos de reclusão.

Em entrevista coletiva nesse sábado, o chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Fernando Veloso, justificou: “Estamos monitorando a ação desse grupo de pessoas desde setembro do ano passado. A prisão delas vai impedir que outros atos de violência ocorram neste domingo”.

Veloso disse que a polícia fluminense tem provas “robustas” e consistentes” de que “essa quadrilha pretendia praticar atos violentos se não hoje, amanhã [domingo]”.

Na mesma coletiva , a delegada Renata Araújo, adjunta da Delegacia de Repressão à Crimes de Informática (DRCI), alegou: “Eles planejavam ataques e se aproveitavam de problemas reais para fazer manifestações onde usavam artefatos para incendiar ônibus, depredar agências bancárias, entre outros”.

“Do ponto de vista substancial, não há como defender a legalidade de tais prisões”, denuncia o juiz João Batista Damasceno, membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD). “Violou-se o direito constitucional de liberdade de manifestação do pensamento e direito de reunião.”

“Na prática, implementaram-se medidas típicas de um Estado de Sítio, sem que ele tivesse sido decretado. Isso é crime de responsabilidade”, alerta. “Num Estado de Direito efetivo, as autoridades envolvidas numa situação como essa seriam chamadas a se explicar e poderiam, eventualmente, ser responsabilizadas.”

“A polícia fluminense se converteu na ‘polícia Mãe Dinah’ que investiga o futuro”, critica Damasceno. “Seria cômico não fosse trágico ao Estado de Direito e não representasse um perigo de volta ao tempo sombrio da ditadura militar, notadamente quando vigente o AI-5, que suprimira o habeas corpus.”

A propósito. Entre as coisas apreendidas pela polícia do Rio de Janeiro na residência dos presos, há máscaras contra gás lacrimogêneo, viseiras, máscaras de carnaval, computadores, livros de capa vermelha e um revólver.

“O revólver foi apreendido na casa de um adolescente que milita politicamente. Só que é do pai do ativista, que tem porte legal de arma. A mídia tradicional tem a informação, mas não publica”, denuncia Damasceno.

“A prisão de máscaras de carnaval, bandeiras vermelhas e até livros de literatura — pelo simples fato de terem a capa vermelha — é a prova do retorno da estupidez às práticas policiais dos tempos de ditadura”, vai mais fundo. “Mudou-se o nome, mas a política é a mesma.”

Juiz João Batista Damasceno

Juiz João Batista Damasceno

Segue a íntegra da nossa entrevista com João Batista Damasceno, que é juiz no Rio de Janeiro, doutor em Ciência Política e membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD).

Viomundo – Segundo o chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, as prisões seriam para impedir que atos de violência ocorressem neste domingo. A lei permite isso?
João Batista Damasceno – A Constituição dispõe que ninguém será considerado culpado sem que haja sentença condenatória transitada em julgado. Neste momento, estamos vivenciando casos de responsabilização antes que a pessoa cometa o fato tido como criminoso.

Não se trata apenas de prisão temporária, visando à apuração do fato cometido. Nem prisão preventiva, para proteção do processo, ou seja, das testemunhas e garantia da execução penal, caso o acusado seja condenado.

Trata-se de prisão antecipada ao fato, que não se pode afirmar que aconteceria. A militante Elisa [Elisa Quadros, conhecida como Sininho] estava no Rio Grande do Sul e certamente não viria ao Rio de Janeiro para as manifestações de encerramento da Copa.

No Rio de Janeiro, já tivemos um chefe de polícia que se envolveu com o crime organizado internacional, no caso a máfia espanhola, apontada, na época, como responsável pelo tráfico internacional de drogas.

Seria um absurdo defender a prisão do atual chefe de polícia a fim de evitar que pudesse – no futuro – cometer os mesmos crimes que teriam sido cometidos por aquele chefe de polícia no final do século XX.

Perante a lei, o atual chefe de polícia merece a mesma consideração que os demais cidadãos brasileiros. A violação ao direito de uns permite que o direito de outros também seja violado, inclusive do próprio chefe de polícia.

Mas é preciso lembrar que tais prisões foram decretadas pelo poder Judiciário, que tem funcionado como auxiliar da polícia e do governo na violação aos direitos dos cidadãos. Assim, não se espera que funcione como órgão garantidor dos direitos.

Viomundo – Essas prisões são ilegais então?
João Batista Damasceno – Elas foram efetuadas a pedido da polícia, mas por decretação do Judiciário.

Do ponto de vista formal, a polícia fez o que o Judiciário autorizou. Claro que na execução da medida no Rio Grande do Sul os policiais fluminenses não poderiam ter atuado. Eles agiram fora do limite territorial do Estado do Rio de Janeiro. Atuaram com excesso de poder.

O delegado encarregado da diligência gravou vídeo da prisão da militante no Rio Grande do Sul, expondo indevidamente sua imagem, e disse estar em auxílio à polícia gaúcha. Mas vendo o vídeo percebe-se que toda a diligência foi efetuada pela polícia fluminense.

Trata-se de uma polícia, que, desde a condecoração dos homens do Esquadrão da Morte nos anos 60 pelo governado Carlos Lacerda, atua à margem da lei.

Do ponto de vista substancial, não há como defender a legalidade de tais prisões.

Em entrevista, o chefe de polícia do Rio de Janeiro disse que tais militantes vinham sendo monitorados desde setembro de 2013 e que as prisões evitariam que participassem de manifestações neste domingo, final da Copa.

Porém, violou-se o direito constitucional de liberdade de manifestação do pensamento e direito de reunião.

Na prática, implementaram-se medidas típicas de um Estado de Sítio, sem que ele tivesse sido decretado. Isso é crime de responsabilidade. Num Estado de Direito efetivo, as autoridades envolvidas numa situação como essa seriam chamadas a se explicar e poderiam, eventualmente, ser responsabilizadas.

Viomundo – A Justiça determinou a prisão temporária. Por quê?
João Batista Damasceno — A prisão temporária, de discutível constitucionalidade, visa restringir a liberdade de uma pessoa a fim de coletar prova de crime que se tenha cometido.

A prisão temporária é uma prisão para preservar as provas, após a ocorrência de um crime. Trata-se de medida emergencial, por isso se afasta o suposto criminoso da cena do crime para a produção probatória necessária à sua acusação.

No caso presente, os militantes estavam sendo monitorados desde setembro de 2013. Não havia prova a ser coletada emergencialmente.

Fica cada vez mais evidente o reforço do Estado Policial, com exercício arbitrário do poder da polícia. Voltamos ao Brasil da Primeira República, quando a política se fazia com a polícia à frente. O estopim para a Revolução de 30 foi uma ação policial na casa da namorada de João Dantas, adversário do candidato a vice-presidente de Getúlio Vargas, João Pessoa.

Viomundo — A polícia do Rio apresentou várias coisas que teriam sido apreendidas nas residências presos. Pelas fotos publicadas na mídia, dá pra ver máscaras contra gás lacrimogêneo, viseiras, um revólver…
João Batista Damasceno — O revólver foi apreendido na casa de um adolescente que milita politicamente. Só que o revólver é do pai desse ativista político, que tem porte legal de arma. A mídia tradicional tem a informação, mas não publica, legitimando a atuação da polícia.

A polícia tratou o adolescente como se ele fosse o dono da casa. E diante da demonstração de que seu pai era o detentor de porte legal de arma, lavrou-se um registro de omissão de cautela. É uma forma de justificar a apreensão de uma arma que não poderia ser apreendida.

A polícia buscou dar um aparato legal à apreensão, sob o fundamento de que aquele que tem a posse legal da arma, não a guardou adequadamente, tornando-a passível de apreensão. Mas isto não foi levado ao conhecimento da sociedade.

Viomundo – Pesa o fato de estarmos em ano eleitoral?
João Batista Damasceno — Com certeza, e a polícia quer mostrar eficiência na intimidação de opositores das políticas públicas lesivas aos interesses do povo.

Curiosamente, essa mesma polícia que prendeu os jovens militantes não se moveu diante do que não foi apurado na CPI do Cachoeira. Tampouco diante do furto das vigas do elevado da Perimetral, no Rio de Janeiro. Eram vigas com cerca 20 toneladas! Essa mesma polícia não foi capaz de esclarecer a autoria do furto, apesar de do grande volume e notável valor econômico.

Igualmente não foram esclarecidos pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) os crimes cometidos por policiais. E a DRCI é que está atuando contra os militantes presos.

Viomundo – Explique melhor isso.
João Batista Damasceno — Computadores de juízes fluminenses foram invadidos e hackeados e o fato somente se comprovou porque o Ministério Público o esclareceu. A delegada titular de então direcionou a investigação para as vítimas.

No ano passado, crimes contra um magistrado, praticados por policiais pela internet, igualmente terminaram sem qualquer apuração. De nada adiantou a reunião do delegado titular da DRCI no gabinete da então chefe de polícia, Martha Rocha. Nada se apurou. As investigações são seletivas.

Desde a morte do jornalista Tim Lopes formou-se uma perversa aliança da mídia com a polícia. Já não se denunciam as arbitrariedades policiais como se fazia antes. O fato se agravou com a morte do cinegrafista Santiago de Andrade durante uma manifestação recente.

Não se registrou a morte do Santiago como uma fatalidade; nem que ele trabalhava sem os equipamentos de proteção que lhe deveriam ser fornecidos pela empresa de comunicação que o empregava.

A morte dele foi consequência da irresponsabilidade de militantes, que não desejavam sua morte, mas também da culpa grave do empregador que não lhe forneceu os meios adequados para proteção na cobertura de uma manifestação que se sabia poderia resultar confronto ou conflito, como ocorre no restante do mundo.

A polícia fluminense se converteu na ‘polícia Mãe Dinah’, que investiga o futuro. Seria cômico não fosse trágico ao Estado de Direito e não representasse um perigo de volta ao tempo sombrio da ditadura militar, notadamente quando vigente o AI-5, que suprimira o habeas corpus.

A prisão de máscaras de carnaval, bandeiras vermelhas e até livros de literatura — pelo simples fato de terem a capa vermelha — é a prova do retorno da estupidez às práticas policiais. Durante a ditadura, a mesma polícia, fazia apreensão de livros pela cor da capa. Naquela época, não era a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, mas o DOPS, Departamento de Ordem Política e Social. Mudou-se o nome, mas a política é a mesma.

Viomundo – O que representam essas prisões?
João Batista Damasceno – O apogeu da escalada do Estado Policial. Mas não é coisa que tenha sido formatada apenas pelo atual chefe de polícia. É parte de uma política federal de repressão aos movimentos sociais. A atuação tem sido similar em outros Estados. No Rio de Janeiro e em São Paulo ocorre maior repercussão. Mas esse tipo de atuação se intensificou após reunião dos secretários de Segurança dos estados no Ministério da Justiça.

É óbvio que nem tudo é coisa do governo federal; apenas a matriz. As polícias e o próprio Judiciário funcionam nesses episódios como forças auxiliares. O próprio chefe de polícia desempenha papel deste quilate.

O povo, para certo de tipo de político, só é bonito visto do palanque, para onde vai aplaudir o candidato. Assim, pensava Benedito Valadares, velho político mineiro, que cunhou tal frase.

Anastácio Somoza, ditador nicaraguense derrubado pela Revolução Sandinista em 1979, dividia o povo em três segmentos: os amigos, a quem dava ouro; os indiferentes, a quem dava prata e os inimigos, a quem destinava chumbo.

As atuais políticas públicas têm o mesmo viés. Mas quem ficou com o ouro foi a FIFA. Aos que não se domesticaram para receber a prata restou demolições de casas, remoções de suas comunidades, repressão brutal e prisões.

fonte reblogada:
http://www.viomundo.com.br/denuncias/juiz-damasceno.html

Eu, Romão, contra o MP, o PGE, a SEASDH e o Governo do Estado do Rio de Janeiro


por marcos romão

CONF---46Eu Marcos Romão, 60 anos, passei em no concurso público realizado em agosto de 2012, pela SECRETARIA DE AÇÃO SOCIAL DE DIREITOS HUMANOS DO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, para uma das três vagas oferecidas para sociólogos,  2 vagas na geral e uma nas cotas. Como tirei a segunda maior nota, entre nós dois únicos que passamos, fiquei em segundo na geral e primeiro lugar nas cotas. Fiquei feliz à bessa!

Em novembro fui chamado através de publicação em Diário Oficial, para entregar minha documentação e exames médicos para assinar a contratação.

Esperei e esperei até Janeiro, quando fui informado através de uma lacônica nota na página da internet da Uerj, realizadora do concurso, que o concurso havia sido anulado. Mais explicações, nós os concursados e aprovados, não recebemos.

Em fevereiro de 2013 dei entrada com um Mandato de Segurança contra o Estado para assegurar meus direitos.

Sei que neste momento o Estado do Rio necessita de um quadro de funcionários que atuem de forma isenta na defesa dos direitos humanos dos cidadãos. Todos sabem disso.

Tem uma semana que o juiz marcou o julgamento do mérito do caso.

A Procuradoria Geral do Estado,  como é de praxe defende os pontos de vistas do Estado, é sua razão de ser, mas me surpreende que o Ministério Público, que nas últimas semanas recebeu o apoio de milhões de brasileiros, para que atue de forma independente, tenha se limitado a escrever uma frase em meu processo aos ser indagado pelo juiz:

“O Ministério Público segue a opinião da PGE. Que se arquive o processo.”,

Nada mais disseram, creio até que nem leram, pois ordens são ordens.

O Juiz não arquivou, ainda me resta um fio de esperança.

Assim convoco todos os meus amigos:

Quem é de rezar reze, quem é de torcer, torça, quem é de ser solidário presencial, apareça lá no tribunal terça-feira 16/7, como avisou minha jovem advogada Aiani Prudente .
Estamos sozinhos contra o Governo do Estado, a Procuradoria Geral do Estado e também contra o Ministério Público que lavou as mãos e seguiu a orientação da Procuradoria que defende o Estado contra os cidadãos.
Estamos sozinhos com os milhões de cidadãos do Sstado do Rio de Janeiro que clamam por seus direitos humanos.
A sessão de julgamento do seu mandado de segurança será na próxima terça feira, 16/07, a partir das 13 horas. Seu mandado de segurança está na 15ª Câmara Cível

Saiba mais sobre os detalhes deste caso:

https://mamapress.wordpress.com/2013/01/28/pisaram-nos-meus-direitos-humanos-nesta-sexta-feira-anularam-o-concurso-publico-em-que-passei-para-secretaria-de-direitos-humanos/

Fomos de Buzão, ver a Escola Quilombola de Caveira Botafogo


por marcos romão

colaborou, ortrun gutke

ortrun caveira botafogoMesmo de Buzão e longas esperas em postos de gasolina nos trevos da vida, chegamos no Quilombo Caveira Botafogo. Qualquer hora, boto o vídeo da entrevista com o líder Quilombola Robertão, que descolou uma carona prá gente de volta. em um caminhão de hortaliças que ia para a Ceasa, “Point -to-Point” ,como diriam as autoridades que só andam de helicópteros.
Em tempo: A ESCOLA MUNICIPAL QUILOMBOLA “DONA ROSA GERALDA DA SILVEIRA” É LINDA, CONFORTÁVEL E TODA EQUIPADA COM CADEIRAS E CARTEIRAS ERGODINÃMICAS, PARA A AUTOSUSTENTABILIDADE DA DIGNIDADE E CABEÇA ERGUIDA QUILOMBOLA.
OS PROFESSORAS E PROFESSORES SERÃO TREINADOS PARA UM ENSINO QUILOMBOLA, O TEMPO SERÁ INTEGRAL E A COMUNIDADE DO ENTORNO DO QUILOMBO CAVEIRA BOTAFOGO PARTICIPARÁ COM SUAS CRIANÇAS DE TODAS AS ETNIAS DESTA INICIATIVA QUE É A PRIMEIRA ESCOLA QUILOMBOLA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
OS QUILOMBOLAS DO QUILOMBO CAVEIRA BOTAFOGO, PROVAM ASSIM MAIS UMA VEZ, QUE TODAS AS INCIATIVAS NO BRASIL EM QUE O COMANDO FOI DE NEGROS, COMO EM PALMARES, TODAS AS OUTRAS ETNIAS FORAM E SÃO AGRACIADAS. CASA DE NEGRO NÃO DISCRIMINA NINGUÉM, COMO O DEMÓSTENES E UM JUIZ FEDERAL DO MARANHÃO INSISTEM EM NOS PICHAR!
robertãio caveira botafogoROBERTÃO AGRADECEU EM MEMÓRIA À DONA ROSA, QUE LHE POSSIBILITOU QUANDO CRIANÇA, APRENDER A LER AS LEIS DOS DONOS DE TERRAS PARA QUANDO ADULTO PODER LUTAR COM A CANETA.
ASSIM OS QUILOMBOLAS DE CAVEIRA BOTAFOGO PUDERAM LUTAR, PARA TEREM DE VOLTA SUAS TERRAS, DAS QUAIS FORAM EXPULSOS PELOS FAZENDEIROS INVASORES E DONOS DAS ESCOLAS.
” TERRA, TER A PROPRIEDADE DA TERRA”, ELE ME DISSE, “É O QUE NOS POSSIBILITARÁ FAZERMOS A NOSSA VERDADEIRA ABOLIÇÃO”.
FALOU, PESSOAL DO QUILOMBO CAVEIRA BOTAFOGO NO KM 118 DA RODOVIA AMARAL PEIXOTO, PERTO DE SÃO PEDRO DE ALDEIA, NO CAMINHO DE QUEM VAI PARA MACAÉ.
FALOU ROBERTAO, FALOU FÁBIO, LÍDER DO GRUPO NA INTERNET ‘”JUVENTUDE QUILOMBOLA CONECTADA“.
GANHAMOS O DIA!

1000 negros à quatro reais por cabeça.Que juiz federal paga mais?


mil negros180 negras e negros ativistas do movimento negro reuniram-se na última quarta-feira, 23.05.2013, no Rio de janeiro, com o presidente da Fundação Palmares.
Assuntos:

1- CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO QUER  ACABAR COM O FERIADO DE ZUMBI DOS PALMARES NO RIO DE JANEIRO, O ÚNICO FERIADO DOS NEGROS BRASILEIROS!

liminar contra zumbi

Dos 5570 municípios brasileiros, segundo a Fundação Palmares, 780 já instituíram o 20 de Novembro, Dia Nacional da Consciência Negra, como feriado em homenagem aos negros brasileiros, que lutaram contra a escravidão durante 388 anos.

A cidade do Rio de Janeiro está entre as primeiras a reconhecer esta data, o Dia Nacional da Consciência Negra, em homenagem ao Herói Zumbi dos Palmares.

Já em 1986, por iniciativa do deputado estadual negro, José Miguel, foi erguida uma estátua na Presidente Vargas, perto da antiga Praça Onze, um dos berços do samba e local emblemático da cultura afro-descendente no Rio de Janeiro.

Em 1988 o Exécito Brasileiro impediu que 30 mil negros, caminhassem até a estátua de Zumbi dos Palmares para denunciarem a farsa da Abolição.

125 anos depois da Abolição da Escravização dos negros no Brasil, os negros do Rio de Janeiro se mobilizam contra a iniciativa da Confederação Nacional do Comércio, que deseja que o STF acabe com o feriado de Zumbi na cidade do Rio de Janeiro.

2-Juiz Federal do Maranhão suspende editais para artistas, produtores e intelectuais negros.

A produção cultural brasileira é majoritariamente negra. O investimento das estatais aos verdadeiros produtores desta cultura é quase igual à ZERO. MÚSICA, TEATRO, DANÇA E TODAS AS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DE MATRIZ ES AFRICANAS, ENCHEM OS BOLSOS DE MILHARES DE PRODUTORES E DIRETORES. CONTA-SE NOS DEDOS DAS MÃOS OS PRODUTORES, DIRETORES ARTISTAS E INTELECTUAIS NEGROS QUE SÃO CONTEMPLADOS PELAS POLÍTICAS PÚBLICAS ATRAVÉS DE SEUS EDITAIS.

NEGRAS E NEGROS SÃO CONVIDADOS APENAS ARA ANIMAR AS FESTAS GOVERNAMENTAIS E POSAREM EM PROPAGANDAS PARA ATRAIR TURISTAS. POBRES,RECECEBEM  HOMENAGENS DEPOIS DE MORTOS, COMO CLEMENTINA DE JESUS, CARTOLA , ANTÔNIO VIEIRA(MARANHÃO) E NELSON CAVAQUINHO.
Mariah da Penha, segundo suas palavras PHD em empregada doméstica, artista de rua e de grandes canais de TV, propõe um processo civil, instando este juiz à pagar como indenização, os 4 milhões do edital sustado em liminar racista, aos 1000 artistas lesados por esta decisão.
Em um total de 1000 artistas, cada um receberia por danos morais e racismo,  uma indenização de 4 reais por cabeça.

MEXERAM NUM VESPEIRO! FALA O PRESIDENTE DA PALMARES SOBRE DECISÃO DE JUIZ FEDERAL NO MARANHÃO, CONTRA EDITAIS PARA OS NEGROS NA CULTURA


por marcos romão

MEXERAM NUM VESPEIRO! ASSIM FALOU O PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO PALMARES, NESTE 23.5 PARA 180 ATIVISTAS DO MOVIMENTO NEGRO REUNIDOS NO RIO DE JANEIRO.

DSC01213FOI UM ENCONTRO DE VILENPENDIADOS POR UMA JUSTIÇA DO PERÍODO ESCRAVOCRATA. TODOS ESTAVAM INDIGNADOS COM O RACISMO ESCANCARADO DE UM JUIZ FEDERAL NO ESTADOD COM 70% DE POPULAÇÃO NEGRA QUE É O MARANHÃO. HILTON COBRA SEGUIRÁ EM SUA PEREGRINAÇÃO CONTRA O RACISMO POR VÁRIAS CAPITAIS BRASILEIRAS, COMO SALVADOR, PORTO ALEGRE E SÃO PAULO!
DSC01253O Presidente da Fundação Palmares, ficou indignado com a decisão do Juiz Federal do Maranhão José Carlos do Vale Madeira da 5ª Vara Federal do Maranhão, na última segunda-feira. O magistrado suspendeu os editais direcionados pelo MinC a produtores, pesquisadores e criadores negros.
hilton cobraPara Hilton Cobra esta medida mexeu com um vespeiro. O Presidente da Palmares iniciou neste 23 de abril uma peregrinação por várias cidades para conversar com lideranças do movimento negro e a sociedade civil, sobre as medidas que serão tomadas para derrubar este veto às políticas afirmativa.

Cobrinha, como é conhecido, promete uma gestão pública de Estado, em que será discutido com a sociedade civil, que medidas devem ser tomadas para barrar o racismo na sociedade brasileira.

Já tem marcado visitas a Salvador, São Paulo e Porto Alegre e o movimento negro de São Luiz, já está fazendo contatos com lideranças de outros estados, para recorrem na justiça.
No Rio de Janeiro acorreram ao chamado 180 lideranças do Movimento Negro do Estado do Rio de Janeiro.

A entrevista exclusiva para a Mamapress:

Desembargador que perseguia o Quilombo do Sacopã é aposentado por venda de sentenças.: Perseguição prossegue.


por marcos romão
Nada mudou até hoje, para os quilombolas do Quilombo do Sacopã.na Lagoa Rodrigo de Freitas. Rio de Janeiro, mesmo depois de janeiro deste ano, quando o desembargador do Tribunal de Justiça do Riode Janeiro (TJ-RJ) Roberto Wider, foi condenado por ter nomeado para comandar cartórios do Rio dois advogados sem serem aprovados em concurso público, além de ter favorecido um lobista em decisões judiciais e administrativas.
O ex-desembargador Roberto Wieder foi o mesmo, que à época em que praticava atos ilícitos comprovados, julgou e reverteu a causa ganha anteriomente pelos quilombolas em 1a instância por 3×0, que dava aos descendentes de escravos, o direito às suas terras cobiçadas pelos especuladores imobiliários.
Em revisão sumária o Quilombo do Sacopã perdeu de 0x3, em um processo coberto de irregularidades, que depois dos quilombolas recorrerem, continua até hoje pendente em Brasília. Fato que provoca uma constante insegurança aos habitantes do quilombo devido aos constantes processos de reitegração de posse, movido entre outros, também por um desembargador, par por contemporaneidade e espaço de atuação, deste mesmo desembargador aposentado por corrupção.
Ainda sem a posse definitiva de suas terras, os Quilombolas do Sacopã têm sofrido constantes ameaças à sua sobrevivência física, econômica, cultural e religiosa por parte da alta corte de justiça do Rio de Janeiro.
portão-fechadoEm decisão inédita a Desembargadoria de Justiça do Rio de Janeiro, proibiu aos Quilombolas do Sacopã, que realizem todas e quaisquer atividades culturais e econômicas em seu território.
O ápice desta bizarra situação em que uma desembargadoria se arvorou ao poder de criar uma lei de siêncio especial para o Quilombo do Sacopã, ao proibirem os quilombolas, de realizarem até atos religiosos e festas de aniversário, foi quando ordenaram, que as entradas do Quilombo fossem cerradas com correntes por uma polícia militar fortemente armada, em um ato que lembrou um passado de vergonha do Brasil, que foi o período da escravidão. Durante cerca de 10 dias ninguém entrava ou saía.

A situação vexatória pela qual passaram, deixou marcas psicológicas profundas nos moradores do quilombo, que segundo palavras de uma moradora local, a fez sentir em um gueto da segunda guerra mundial no paraíso de Ipanema.BXK1271_LagoaRodrigodeFreitasRJ39800

Segundo os membros da Associação Cultural Quilombo do Sacopã, “ para nós, parece que as coisas pioraram depois que o desembargador Roberdo Wieder foi demitido, pois a impressão que temos é que a máquina de montada por ele, continua funcionando e se vinga contra o lado mais fraco que somos nós, os Quilombolas resistentes do Sacopã.”

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Desembargador corrupto Roberto Wider

Segundo a imprensa o Conselho Nacionalde Justiça (CNJ) puniu, em 2012, seis magistrados com a aposentadoria compulsória,a mais alta puniçãopossível para um juiz. As condenações foram definidas apenas neste ano, após trâmite de processos disciplinares abertos entre 2009 e 2011, para apurar casos de venda de sentenças e favorecimento indevido. Um caso de assédio também foi punido pelo CNJ.

Entre os casos definidos este  ano está o do desembargador do Tribunal de Justiça do Riode Janeiro (TJ-RJ) Roberto Wider, condenado por ter nomeado para comandar cartórios do Rio dois advogados sem serem aprovados em concurso público, além de ter favorecido um lobista em decisões judiciais e administrativas.

Para Luiz Sacopã, presidente da Associação Cultural que defende os direitos das famílias do Quilombo do Sacopã, esta decisão do CNJ chegou com 7 anos de atrazo.

Luis nos informa que em 2005 Roberto Wider era presidente da 5a Câmara Cívil do RJ, que anteriormente havia sido presidida pelo desembargador Antonio Eduardo Duarte, vizinho em litígio pela posse da área do Quilombo do Sacopã.

O vizinho e desembargador Antônio Duarte da Costa, havia sido  anteriormente, terceiro vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o mesmo Tribunal, que em 2012 sentenciou o Quilombo do Sacopã a não poder realizar qualquer tipo de atividade cultural e comercial, que são fundamentais para a sua sobrevivência.

Enquanto presidente da 5a Câmara Cívil em 2005, Roberto Wider pegou em mãos o processo contra o Quilombo do Sacopã, iniciado pelo vizinho  e também desembargador, Antonio Eduardo Duarte, através de uma imobiliária de origem duvidosa.

Esta imobiliária denominada Higienópolis,  não estava presente no processo ganho pelos Quilombolas do Sacopã  em primeira instância.

As denúncias foram feitas pelo GLOBO. Wider sempre se disse inocente. Além dos seis que forama posentados compulsoriamente, dois outros foram condenados à remoção (transferência obrigatória do juiz para outro local) e dois sofreram censura, o terceiro recebeu apenas advertência.

Fonte: passaki

PROCESSOS AINDA EM CURSO

Foram abertos 11 processosadministrativos disciplinaresneste ano, que ainda estão em curso, segundo o balançodo CNJ.

Desses procedimentos,dois foram em tribunaisde Minas Gerais ; dois no Piauí ; um no Rio Grandedo Norte; dois no Tocantins ;dois no Ceará e dois no Maranhão .Atualmente, segundoo CNJ, há 26 processos administrativosem curso noConselho, abertos neste eem outros anos. Além de Roberto Wider, foram aposentados compulsoriamente este ano desembargadoresda Bahia , do Maranhão ,de G oiás e de Tocantins .

Povos Indígenas Retribuem Visita de Quilombolas do Sacopã


por marcos romão
SAM_0104O grupo de indígenas expulsos da Aldeia Maracanã que foi alojado na antiga Colônia de Curupaiti em Jacarepaguá, recebeu a pronta solidariedade dos Quilombolas do Sacopã, que também são ameaçados pela especulação imobiliária que toma conta de todos os espaços do Rio de Janeiro, em que vivam pobres, indígenas e negros.
Em retribuição, os indígenas que receberam a visita, estarão neste dia 28 de abril fazendo um visita de “parentes” aos quilombolas do Sacopã, na Rua Sacopã 250, Fonte da Saudade, Lagoa.
Realizarão a partir das 11 horas o Ritual da Taba, intronizando no Rio de Janeiro a Re-Fundação da “Aldeia Tamoio”.
Em ritual quicentenário, os quilombolas do Sacopã , servirão uma feijoada cozinhada em fogão à lenha.
Repetem assim, o que sempre faziam quando construiam seus quilombos pelo Brasil em terras que os Povos Indígenas permitiam, solidários que sempre foram com os povos de pele preta que fugiam da escravidão colonial.
O Rio de Janeiro está convidado para assistir este encontro cósmico entre duas culturas que se amam.