Chacina de Belém-A nova fronteira da morte ao vivo anunciada nas redes sociais.


reblogado da UOL

“A noite de terça-feira pra mim foi terrível”, disse à BBC Brasil um morador do bairro do Guamá, em Belém (Pará), que pediu para não ser identificado.

Naquela noite, dez pessoas foram mortas em bairros da periferia após a morte do cabo da Polícia Militar Antonio Marcos da Silva Figueiredo, 44 anos. A polícia investiga se os assassinatos estão conectados.

“Eu estava no ônibus quando minha irmã me ligou avisando que era para eu ter cuidado ao entrar pro nosso bairro, pois tinham matado um policial. Tinham mandado um áudio [com a voz de um suposto policial militar] pelo Whatsapp, [dizendo] que não era para ficar ninguém nas ruas, pois eles estavam atirando em quem estivesse nas esquinas ou tivesse cara de suspeito.”

Entre os mortos há um adolescente de 16 anos que levava a namorada para casa, um cobrador de van de 20 anos e um deficiente físico de 27 anos, que trabalhava em um supermercado. De acordo com a Polícia Civil, pelo menos sete mortes têm características semelhantes.

Em um bairro mais afastado da região onde aconteceram os assassinatos, o estudante João Batista Xavier, de 19 anos, também recebeu de amigos, pelo aplicativo Whatsapp, a mensagem de áudio alertando que moradores dos bairros do Guamá, de Canudos e de Terra Firme não saíssem de suas casas.

PESSOAS SÃO ASSASSINADAS EM BELÉM APÓS MORTE DE PM

assista a reportagem

“Eu fiquei sabendo da morte do policial no meu grupo da faculdade no Whatsapp. Depois, recebi o áudio de três pessoas diferentes. Fiquei com bastante medo. Amigos que moram nesses bairros já receberam mensagens como essas antes, de pessoas ligadas ao crime. Mas eu moro do outro lado da cidade, é a primeira vez que vejo algo assim.”

As aulas da Universidade Federal do Pará, que fica entre os bairros afetados, na mesma rua onde morreu o cabo da PM, foram canceladas na quarta-feira e, na quinta-feira, ainda havia menos alunos do que o normal no campus, segundo Xavier.

O caso expõe o crescente uso do aplicativo de mensagens instantâneas mais popular do Brasil por grupos em ambos os lados da lei. Atualmente, o Whatsapp já é utilizado por polícias em pelo menos 15 Estados, além do Distrito Federal, para receber denúncias de cidadãos e compartilhar informações dentro da corporação.

Investigações em todo o país, por sua vez, têm revelado o uso do aplicativo por facções criminosas. Segundo reportagem do jornal “O Globo”, traficantes no Estado do Rio de Janeiro também estão usando mensagens de áudio para impor toques de recolher a moradores durante brigas entre facções ou confrontos com a polícia.

‘Questão de segurança’

Desde a noite de terça-feira até o dia seguinte, hashtags como #ChacinaemBelém, #Belém e #Guamá estavam entre os assuntos mais populares do Twitter brasileiro. Após a morte do cabo Figueiredo, mensagens e boatos se espalharam rapidamente via Whatsapp e redes sociais por toda a cidade, falando sobre uma possível chacina nos bairros periféricos.

“A morte do policial aconteceu por volta das 20h e em seguida começaram a se espalhar as informações no Whatsapp, os áudios. As primeiras mensagens que eu recebi foram por volta das 22h30. Os portais de notícias na internet só confirmaram a morte do PM por volta da meia-noite”, disse Xavier.

A mensagem de áudio do suposto policial, à qual a BBC Brasil teve acesso, dizia: “Senhores, sério, façam o que for preciso, mas não vão para o Guamá, não vão para o Canudos, nem para a Terra Firme hoje à noite. É uma questão de segurança dos senhores, tá? Mataram um policial nosso e vai ter uma limpeza na área. Ninguém segura ninguém, nem coronel das galáxias. Os meninos estão soltos. E, por favor, fiquem em casa, não vão para a rua, não fiquem em esquinas”.

Pelo Twitter, moradores também reproduziam o que diziam ser mensagens postadas por policiais militares no Twitter e no Facebook. Em uma mensagem, um sargento da PM convoca outros a “dar uma resposta” ao crime naquela noite. O policial, no entanto, nega ter incitado ações ilegais.

De acordo com o tenente-coronel Leno Carmo, porta-voz da Polícia Militar do Pará, a corregedoria investiga a autoria das mensagens – algumas das quais já teriam sido deletadas, mas continuaram a ser replicadas nas redes sociais.

“Estamos primeiro analisando o fato, se realmente a autoria dessas mensagens foi de policiais ou de um fake [usuário falso] usando o nome de um policial. E também se o conteúdo dessas mensagens contribuiu de alguma forma para alguma ação policial fora dos limites legais”, disse à BBC Brasil.

Informações e boatos

Para o morador do Guamá que deu seu depoimento sobre a noite de terça-feira à BBC Brasil, o aplicativo também foi uma forma de se comunicar com amigos sobre a situação no bairro.

“Ao chegar em casa trancamos tudo e ficamos apreensivos. De repente muitas motos começaram a passar na frente de casa com homens de preto, encapuzados e fortemente armados atirando para o alto e a esmo. Ouvimos muitos tiros. Tenho vários amigos em outras ruas aqui do Guamá, nós ficávamos trocando fotos, vídeos e áudios pelo Whatsapp”, afirmou.

Algumas dessas imagens, que mostravam o que seriam alguns dos corpos encontrados separadamente no bairro e a reação de familiares ao encontrá-los, foram publicadas no Twitter. “As que eu publiquei são todas reais, algumas fui eu que tirei. (Descobri que) duas eram fakes (falsas), mas assim que soube eu as apaguei.”

A circulação de imagens falsas e de estimativas de mortos que iam de 35 a cerca de 100 pessoas causaram pânico na população de Belém e serão investigadas, segundo o delegado Samuelson Igaki, da Divisão de Repressão e Prevenção a Crimes Tecnológicos da Polícia Civil paraense.

“A polícia vai realizar todas as investigações necessárias para encontrar quem deu causa e quem propagou essas informações inverídicas, que não refletiram a realidade, como ‘não saiam de suas casas, a cidade está em pânico, a cidade vive uma guerra civil'”, disse à BBC Brasil.

“Algumas fotos de corpos do incêndio da boate Kiss foram compartilhadas como fotos de Belém. Isso é uma falsa comunicação de crime.”

Igaki diz ainda que não tem conhecimento do uso anterior do Whatsapp para toques de recolher impostos por criminosos e afirma que “foi a primeira vez” que a cidade viveu pânico generalizado por causa de mensagens espalhadas através do aplicativo. Ele também recebeu muitas delas em seu celular.

O cabo Figueiredo foi morto a tiros por três homens ainda não identificados. Segundo as autoridades, ele respondia a um processo por homicídio na Justiça comum e estava afastado do trabalho por razões de saúde.

“O clima por aqui ainda é de insegurança total, pois ainda não prenderam os verdadeiros assassinos do policial e enquanto isso não acontecer todos estamos com medo tanto da polícia como dos bandidos”, disse à BBC Brasil o morador do Guamá.

‘Nova fronteira’

O Whatsapp tem cerca de 600 milhões de usuários ativos no mundo, mais de 40 milhões deles no Brasil. Em uma pesquisa com quase 4 mil usuários de smartphones em cinco países, a consultoria britânica OnDevice, especializada no mercado de dispositivos móveis, afirmou que o aplicativo está em 72% dos telefones brasileiros, mais do que qualquer outro do tipo.

Para Carlos Affonso Pereira de Souza, diretor do Instituto Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS), o uso do Whatsapp por criminosos é uma consequência de sua popularidade no país.

“O uso da internet no Brasil migra cada vez mais para o uso de dipositivos móveis, quando, na década passada, o principal instrumento de inclusão foram as lan houses. Se temos uma população que passa boa parte do seu tempo de navegação no celular, é natural que todas as atividade, lícitas ou ilícitas, acabem acontecendo via celular”, disse à BBC Brasil.

A facilidade de atingir instantaneamente um grupo grande de pessoas também é atraente tanto para fins positivos quanto negativos, segundo Souza.

“Por mais que o número de pessoas nos grupos seja limitado, o app faz com que a comunicação seja mais instantânea, diferentemente de um email. Por estar no celular, a pessoa obrigatoriamente vê a mensagem em qualquer lugar. Ele não exige uma conduta ativa dos usuários para receber informação. Além disso, há a facilidade de encaminhar as mensagens. Se você quer atingir um número grande de pessoas, aplicativos como esse são a escolha natural no Brasil.”

No entanto, Souza acredita que a popularidade também faça do Whatsapp uma “nova fronteira da investigação por condutas ilícitas na internet”.

“É uma plataforma que não tem ainda a experiência de decisões judiciais e uma metodologia de investigação da materialidade dos crimes, que já está consolidada nas redes sociais. O Google tem um termo de conduta com o Ministério Público. O Facebook já está acostumado a cooperar com as autoridades para investigar condutas ilícitas. O Whatsapp, embora comprado pelo Facebook, traz novos desafios técnicos.”

 

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Não sei o que escrever. Meu amigo, jornalista “Chiquito” Francisco Chaves está ameaçado de morte!


por marcos romão
É complicado, muito complicado mesmo. O fotógrafo e jornalista Francisco Chaves é um amigo muito próximo. São mais de 40 anos que trocamos figurinhas da vida. E como gostamos da vida, do prazer da vida, de nossos amigos e dos nossos povos do mundo.
Chiquito como é conhecido, está aposentado, mas jornalista investigativo nunca se aposenta, está preparado até para fotografar o próprio epitáfio.
Sua câmara tem acompanhado os acontecimentos candentes dos últimos 2 anos no Rio de Janeiro. Jornalista ativista, ele denomina a si próprio. Jornalista cidadão eu chamo o meu amigo Francisco.
Fotógrafo jornalista da velha escola em que o povo leitor é o patrão.
Está tudo muito perto, apesar do calejamento de já ter perdido amigos próximos, ameaçados de morte por políticos, policiais, bandidos e milicianos, não pela ordem e muitas vezes tudo na mesma pessoa de um mesmo algoz, me balança uma situação como esta.
Sei que está tão próximo, como um mês antes conversei com Tim Lopes, e coincidentemente também um mês antes conversei com Chico Mendes, que havia junto comigo ganho uma bolsa de ajuda de grupos de direitos humanos. Ajuda para sobreviver. Para eles não deram certo todos os avisos.
Nem sempre acontece um final trágico, tudo depende da mobilização popular e da ação preventiva das autoridades, como foi positivo o desfecho das ameaças que o sucessor na época de Chico Mendes, o meu amigo Osmarino Amâncio Rodrigues, que assumiu a liderança do sindicato, após o assassinato do Chico Mendes. Tive a oportunidade em março de 89 de participar de uma operação de resgate de Osmarino em Brasiléia. Resgate organizado pela rede de direitos humanos informal entre Movimento negro e os Povos das Florestas, que nós participávamos.
Mas estamos no Rio de Janeiro, a Capital da Copa 2014 e não no meio da floresta amazônica, sem telefone e sem internet. Entretanto me parece mais complicado manter Francisco Chaves vivo..
Francisco Chaves foi ameaçado por um possível miliciano bombeiro na esquina de onde mora. Foi humilhado diante de seus vizinhos, sofreu um linchamento moral,  além de ameaça de morte e viu sua esposa e neta à 50 metros sem poder contatá-las, para não as por em risco.
O motivo da ameaça teria sido um entrevero que teve com este suposto bombeiro, quando cobria a desocupação da Aldeia Maracanã em 2013.
Estamos no Rio de Janeiro, onde as milícias pms, fantasiadas de seguranças de lojas, tomaram conta das cidades.

O inspetor que o atendeu na 26a Delegacia de polícia, lhe recomendou que da próxima vez que ver o cara, “partir prá cima dele ou se mudar de bairro”. Isto no Meyer, na cidade do Rio de Janeiro em um bairro de classe média tradicional.
Chiquito tem um nome, uma família e amigos, Não irá seguir o conselho dado pelo inspetor de polícia. Nesta quarta-feira , 16.04, irá à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa e à OAB, acompanhado da presidente do sindicato de jornalista do Rio, que também foi recentemente ameaçada dentro da sede do sindicato de jornalistas por um PM2, que queria uma carteira de jornalista, para melhor se infiltrar nas manifestações e no meio jornalístico.
Nós da Rede Rádio Mamaterra, assim como as redes sociais em que Francisco “Chiquito” Chaves colabora, seus parentes, amigos e “curtidores” estamos apreensivos. Queremos o Chiquito Chaves sempre vivo.

Abaixo o depoimento de um fotógrafo-jornalista que atuou nas últimas décadas em praticamente toda a grande imprensa do Rio de Janeiro. O depoimento de um homem, de um ser humano com a sua morte anunciada:

VIDA QUE SEGUE?

chiquito e romão

Francisco Chaves cobrindo a manifestação do Movimento Negro em Madureira: “Somos todos Cláudia”

(TUDO ACONTECEU NA VOLTA DO MASSACRE NA FAVELA DA TELERJ)

Quando meus amigos me perguntam se podem utilizar minhas fotografias, a resposta é sempre a mesma: “Claro, meu trabalho imagético é feito para que todos dialoguem com ele”

Agora, quando amigos e interessados em Direitos Humanos querem saber como me sinto após ter sido ameaçado de morte, às 16 horas, na 6ª feira passada, na principal rua do meu bairro, o Méier, respondo meio que angustiado e amedrontado,sim.

Não tenho medo de enfrentar nas minhas coberturas em manifestações, despejos e atitudes violentas contra a vida, policiais fardados; meu temor é quando esses indivíduos, assassinos de aluguel, estão “a paisana”, termo usado por meu agressor para se definir naquela hora.

Aí mora o perigo, você não terá cobertura daqueles que poderiam ou possam ser seus testemunhos, você vira uma caça e o seu interlocutor o caçador; aliás, é incrível verificar que a Rua Dias da Cruz, assim como a maioria das ruas do Rio de Janeiro, estão acobertadas pela pseudo segurança desses bandidos “desfardados”, porém armados e ameaçadores.

Quanto eles ganham para arrebentar, injuriar ou matar um cidadão ou uma cidadã? A resposta varia conforme a importância da vítima, pode-se custar 200 reais ou até 100.000 reais, como pode acontecer de se ser morto gratuitamente, e depois os assassinos, como vários que diariamente sabemos, são acobertados por seus patrões, os políticos, os magistrados, os empresários e essa sociedade hipócrita e covarde, que convive e aprova o arbítrio dessa ditadura político policial que se apoderou do espaço urbano Carioca.

Estou muito preocupado com a situação por vários motivos:

1º Sou um midiativista idoso, tenho 65 anos, sou aposentado com 1 salário mínimo, moro ao lado desse local em que aconteceu a injúria e a ameaça.

2º Aqui, todas as lojas possuem seguranças “policiais, bombeiros e gm”, fora que a PMERJ e a GM estão sempre tirando casquinha na padaria, no Rei do Mate, etc. Esse cara também é ligado ao crime organizado, isto é, ele entrou no prédio 505, onde fica um escritório e um ponto de jogo, apesar de estar a dois prédios da escola MAXX, fato preponderante de uma logística criminal.

3º Passo ali duas a três vezes por dia, muitas vezes tarde da noite, eu e minha câmera, fui desmoralizado na frente de mais de uma dezena de pessoas, minha esposa Grace e a minha netinha Laura, 3 anos, estavam a 50 metros do local, esperavam-me, pois fui ao jornaleiro comprar revistinha da “pepa pig”, em uma banca que sempre comprei, desde da infância dos meus 5 filhos, hoje, todos adultos, tenho 40 anos de casado e 4 netos. Lá começou a patética agressão verbal e moral à minha pessoa, culminando com a ameaça. Tentei pedir ajuda no “Rei do Mate”, detalhe, todos me conhecem, mas, debocharam de mim, o jornaleiro me mandou se foder, os PMs, a quem pedi ajuda para poder passar com minha mulher e netinha novamente pelo local, disseram que nada podiam fazer sem testemunhas, todos me ignoraram, só havia o carro do bandido – SIENA LNP 4605 (verde escuro), totalmente fechado.

4º Estou muito aflito, pois, ao fazer o BO, na 26ª DP, o inspetor me disse que se algo voltasse a acontecer, eu corresse ou tacasse um pau no cara, melhor seria eu sumir da área, que provavelmente o BO não daria em nada.

5º Ontem, não saí, não fui naquela área, não fomos comer uma pizza. hoje não pude ir comprar pão. A situação é essa, hoje, e amanhã ou depois?

Francisco”Chiquito” Chaves, jornalista independente é ameaçado de morte!


fonte: Conexão Jornalismo

Em foto tirada por seu neto

Em foto tirada por seu neto

O fotógrafo independente Chiquito Chaves, colaborador de Conexão Jornalismo e que há oito meses registra, com fotografias e vídeos, as manifestações nas ruas do Rio, está sofrendo ameaças de morte. Através da sua página no Facebook, um homem que se identifica como Antônio Zama, postou um texto em que diz para o jornalista tomar cuidado: “aqui é dente por dente, olho por olho!” – Leia mais.

Orientado por advogados, Chiquito Chaves vai registrar a ocorrência de ameaça e denunciar a página do Facebook utilizada pelo ameaçador. O profissional trabalhou nas principais redações de jornais do país como O Globo, Jornal do Brasil e o Dia.

Em texto encaminhado a redação de Conexão Jornalismo, Chiquito disse:

_ Eu aviso a qualquer pessoa ou grupo, com qualquer intenção que seja, que ao acessar essa página, saiba que ela pertence a um cidadão brasileiro, planetário, jornalista profissional ( é só olhar sobre a minha pessoa em meu currículo nessa mesma página do facebook). Além de ser jornalista, sou bacharel em Literatura e semiótica. Tenho um perfil ideológico de esquerda, em luta constante e pacífica contra o capitalismo internacional. Sou filiado a todas as organizações jornalísticas brasileiras – FENAJ, SINDICATO DE JORNALISTAS PROFISSIONAIS DO RIO DE JANEIRO e ABI – portanto me sinto protegido em meus direitos de expor minhas ideias
( poesias, prosas e minhas imagens).
Tenho trabalho, moradia e interesses próprios no que faço. Não sou financiado por nenhum partido, nenhuma ONG, não recebo ajuda monetária de qualquer entidade. Sou um cidadão libertário.

Eis o texto na íntegra.

“Antonio Zama
Se existisse pena de morte neste país com certeza você estaria na fila para ser executado, pessoas como você me faz sentir menos brasileiro, mas por ser patriota e por defender o meu país de pessoas como você que tentam ferir a soberania brasileira, quero lhe dizer o seguinte tome cuidado ao sair as ruas. O povão não aguenta mais ver tanta bagunça desse seu grupinho de baderneiros um bando de vagabundos sem o que fazer que tentam manchar a historia deste país quero te dizer “sua bruxa” que a policia age na legalidade mas o povão de bem que vocês estão tentando falar por ele não é bobo e aqui é dente por dente e olho por olho, cuidado você já esta percebendo no seu dia a dia que o povo não quer mais baderna e por isso que você está sendo hostilizada nas ruas do Rio de Janeiro a se fosse nos EUA você e esse grupinho de vagabundos já estariam presos a muito tempo mas como não tem lei neste país APENAS TE DIGO CUIDADO POIS O POVÃO TA AI e ate o momento vc só tem sido hostilizado por onde passa mas paciência. O que vc está plantando ainda ira receber em troca”.

A P2 e o novo Governo do Estado do Rio de Janeiro


por marcos romão com fotos ripadas do video do Ninja
Flagrante em seus momentos de folga, de milicianos que torturam, matam e desaparecem com corpos no Rio de Janeiro.
Já não precisam de governo. Estão com as “Chaves da Cidade e do Inferno” nas mãos!


“O dia em que a festa do professor acabou em um cruel castigo na prisão ou o dia em que os PMERJ foram salvos pelos BLACK BLOCK” ( a alegoria policial de um governo fascista)


por Francisco Chaves

“O dia em que a festa do professor acabou em um cruel castigo na prisão ou o dia em que os PMERJ foram salvos pelos BLACK BLOCK”
( a alegoria policial de um governo fascista)
povo-salva-pm
Ontem, quando saí de casa para ir ao centro comemorar o DIA DO PROFESSOR, algo me preocupava muito – a conjuntura política de nosso estado – principalmente de nossa cidade, em que seus governantes, políticos bandidos e corruptos são apoiados por seu aparelho midiático, a imprensa corporativa, selvagem, capitalista, sensacionalista e mentirosa, que mantém esse status quo na força assassina de uma polícia pobre, despreparada e trincada.
O tempo nublado e as previsões de tempestades me deixavam mais tenso, pois é, para um fotógrafo ativista, pobre e mal equipado, essa situação do tempo torna tudo muito mais difícil.
Ao pegar minha condução, o ônibus da linha 247, Camarista Méier – Passeio, ia ao encontro do meu amigo Paulo, fotógrafo, também suburbano de Marechal Hermes. Havíamos marcado um encontro na ALERJ, onde estavam os professores do estado, que iriam em passeata para a Candelária encontrar os professores municipais e as outras categorias que davam apoio aos mestres da educação em sua luta e em sua festa.
A passeata/manifestação era uma verdadeira comemoração, tudo muito lindo, coeso e legal. As diferentes bandeiras de congraçamento mantinham-se vibrantes em seus cantos e palavras de ordem; porém, não podia deixar de se fazer notar o forte e exagerado aparato policial – 10.000 policiais foram colocados estrategicamente em diversos pontos do Centro. A guerra unilateral estava declarada, faltava saber o momento, e quando ele chegou, tudo ficou nublado de gases, bombas, sprays e uma chuva torrencial de balas de todos os tipos.
Os carros alegóricos da PMERJ e sua estrutura bélica nos custam bilhões, isso mesmo bilhões de Reais, e as vítimas somos nós mesmos, a população carioca, que é invadida por um carnaval de bandidos fardados e não fardados, os famosos espiões, os P2, eles existem, andam armados, são jovens, mulheres e homens, ao estilo dos manifestantes, que se infiltram e agem a mando de seus comandos, e quem comanda é o governador, já desmascarado, ele não é um BLACK BLOCK, ele é o assassino dos vários Amarildos, o inventor falacioso do simulacro UPP, que foi criada para encher os bolsos da especulação, e tornar essa cidade cada vez mais cara.
Ontem, no dia do professor , a população não teve festa, teve castigo, prisão e uma destruição caracterizada como uma blindagem fútil à estabilidade política desses cruéis facínoras que nos governam.
Ah, o meu querido amigo Paulo, alérgico, foi atingido por bombas e levado passando muito mal por médicos a uma enfermaria. Ali, acabou tudo para nós. Hoje, fiquei sabendo das prisões de meus amigos midiativistas, e dos feridos.

SOLTEM NOSSOS PRESOS POLÍTICOS JÁ!
BLACK BLOC É UMA TÁTICA!
A PMERJ É UMA FORÇA ORGANIZADA PARA MATAR!
FORA CABRAL, FORA PAES DILMA VEZ!

MEU AMIGO PAULO DEANDRADE SOFRE UMA ARRITMIA, COM O EFEITO DO GÁS, SOCORRIDO POR SOCORRISTAS VOLUNTÁRIOS, NO MOMENTO ANTERIOR À SUA IDA PARA O HOSPITAL.

MEU AMIGO PAULO DEANDRADE SOFRE UMA ARRITMIA, COM O EFEITO DO GÁS, SOCORRIDO POR SOCORRISTAS VOLUNTÁRIOS, NO MOMENTO ANTERIOR À SUA IDA PARA O HOSPITAL.

Coragem Civil: Dois jovens sem máscaras denunciam terror político das milícias no Rio de Janeiro.


“O método de terror é sempre o mesmo desde o tempo da ditadura militar. Primeiro um aviso indireto de um protetor desconhecido, informando que você está em perigo, depois carros rodam sua casa, e parentes recebem recados. Em seguida acontecem sequestros relâmpagos e o aviso que você é a” bola da vez”.

Miicianos têm “passe-livre” nos altos canais do Estado, recorrer ao MP você não pode pois corre o risco de ser mais criminalizado ainda. 30 milicianos foram pagos para aterrorizar as pessoas que protestavam na Câmara Municipal da Cidade do Rio de Janeiro A Defensoria Pública informou aos jovens que as ameaças são reais e que um dos indentificados como milicianos que estavam nas galerias d Câmara, tem mais de 30 mortes nas costas…”

Parabéns a estes jovens que tiveram a coragem de falarem isto para a sociedade, quem sabe mais pessoas da sociedade em geral e principalmente das comunidades favelas tomem coragem em rompam o silêncio.

Racismo em supermercados. Cárceres privados substituem os porões da ditadura


No ano Internacional do Afrodescendente que foi 2011, várias ocorrências racistas foram registradas em delegacias policiais. Mamapress registrou alguns casos que vieram à tona. Estamos em 2012, 124 anos depois da Abolição da “escravização”, vamos continuar observando.

No início do ano 2011,  um menino foi humilhado e sofreu ameaças por seguranças do supermercado Extra na cidade de São Paulo, o acontecimento teve repercussão nacional.

Este vídeo faz parte da coleção de acontecimentos racistas que estão vindo à tona no Brasil. O aumento de consciência dos discriminados, revela o quanto ainda temos escondido em nossa sociedade brasileira.
A cifra oculta do que acontece pelos supermercados, shoppings e congêneres, nos podem dar idéia grande dimensão que tomaram a verdadeiras “milícias”, sistema paramilitar, para dar o nome aos bois, que tomou conta do país. Acabaram-se os porões da ditadura, que eram secretos e em um número que nem chega aos pés, da quantidade absurda de “cárceres privados” públicos, em mãos de pedófilos, tarados e torturadores, que sem nenhuma atenção do estado e da sociedade crescem e assumem. um poder acima do bem do e mal. Há que se perguntar quantos meninos saem estropiados destes cárceres, direto para as valas comun do esquecimento, nas áreas para indigentes dos cemitérios de nosso país. Quanto aos outros dois meninos que estavam no cárcere privado, não se tem notícias deles. Não mereceram uma linha dos jornais.

Marcos Romão