Para Frei David com a saída do Ministro Barbosa, os protestos, as revoltas irão crescer mais. Os políticos e os magistrados precisam refundar o Brasil.


por Frei davida

Joaquim-BarbosaA Família EDUCAFRO agradece ao Ministro Joaquim Barbosa pelos excelentes serviços prestados à nação.

 

Ser autoridade do Judiciário e ter postura isenta custa caro a qualquer cidadão corajoso e o nosso irmão NEGRO, Joaquim Barbosa, não quis continuar pagando este alto preço, prejudicando sua vida e sua saúde.

 

Ele foi ao limite de doação pela ética na Política e na Justiça! Cabe a nós sociedade dar continuidade!

 

Com a saída do Ministro, os protestos, as revoltas irão crescer mais ainda, especialmente se os políticos e os Magistrados não refundarem urgentemente o BRASIL. Temos que sair de uma nação afundada em corrupção e favores. O povo brasileiro acreditou muito em mudanças e não merece ser decepcionado. Queremos urgente reforma politica e na justiça!

 

Joaquim foi uma das poucas autoridades que o povo sentia nos seus olhos o desejo de mudança sincera, sem estar preocupado em agradar à direita ou à esquerda.

Barbosa revelou que sempre votou no PT para a Presidência. A perseguição que o PT fez às Instituições, combatendo e dando outras interpretações às corajosas posições dele, enfraqueceu as Instituições, especialmente o STF.

Um país só será forte quando suas Instituições são respeitadas e por isto, fortes.

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Ponto de partida pelos Douglas jogados como lixo nas escolas do Brasil


Padaria do Povo

Você me faz feliz com este poema

Com as massas tudo, sem as massas nada

ou à massa tudo ou não amassa nada. (samaral, lá pelos 70)

Rede Radio Rádio Mamaterra e SOS Racismo Brasil se solidarizam!
HOJE 24/04, familiares e amigos de Douglas Rafael e Edilson Santos e moradores da comunidade Pavão-Pavãozinho farão uma manifestação em memória e por justiça dos jovens mortos por policiais militares no dia de ontem.

As mortes geraram revolta nos moradores, que realizaram um longo protesto e foram duramente reprimidos pela polícia. A comunidade chegou a ficar sem luz e as entradas bloqueadas.

Não podemos permitir que mais pessoas sejam mortas pela polícia em nossas comunidades. Não há paz sem justiça.

Não admitiremos que nossas vidas sejam levadas por uma guerra que não nos diz respeito.

BASTA DE BARBÁRIE ESTATAL!
Concentração às 13h, na creche situada na Rua Saint Roman (entrada pela Sá Ferreira), em Copacabana e caminhada até o cemitério São João Batista, em Botafogo .

SOS Racismo: “Passar a mão na cabeça do discriminado o ajuda?”


por marcos romão

RACISMO, PASSAR A MÃO NA CABEÇA DO DISCRIMINADO O AJUDA?
surpresa-racismoParece que cada vez que a gente passa a mão na cabeça do negro que aceita a discriminação fica pior.
Racismo feito estupro é crime público, não precisa a vítima fazer BO. Qualquer Cidadã ou Cidadão pode denunciar. E o MP investigar;
O Caso Tinga agora é público, caiu na rede e agora ele está nas mãos da Globo, prestando um desserviço a toda a luta contra o racismo, com seus depoimentos que a cada dia ficam pior.
Sou da opinião, que ele tinha era que tirar os óculos cor de rosa e falar com o juiz para parar o jogo.
Desde hoje de manhã quando escutei o Tinga na Globo, guardei este texto, que tinha dúvidas se iria publicar, para não correr o risco de ofender ninguém pessoalmente, mas ao ler tanta solidariedade ao Tinga que mais camufla que expõe e ataca a peçonha do racismo no Brasil, vejo o poder de destruição que a defesa da omissão coletiva na hora que acontece o racismo pode causar.
Claro que todos nós já engolimos sapos e não reagimos na hora certa, não é para atirar a primeira pedra, mas também não é para continuarmos fazendo a apologia do botar a viola no saco.
Aí vai o texto pra Tinga que me vejo obrigado a publicar, para eu também não botar a viola no saco, espero que chegue até ele:
“Alô amigos de Minas Gerais, tem alguém por aí que tem acesso pessoal ao jogador Tinga?
O cara caiu nas mãos da Globo e está falando um monte de besteiras sobre relações raciais para a população brasileira.
De discriminado sem consciência dos seus direitos trabalhistas, pois deveria ter parado de jogar já na primeira ofensa de racistas feita por uma parte dos torcedores do estádio peruano (diga-se de passagem não são os pobres indígenas que tem acesso aos estádios), ao invés disso aceitou a humilhação e agora serve de Pai João para a Globo ao dizer que os racistas nos estádios são ignorantes.
Não os racistas nos estádios não são ignorantes, os racistas nos estádios fazem parte de uma classe média neocolonial que em toda a América Latina imita o que há de pior na Europa e odeia negros e indígenas.
Tinga, se você por desconhecimento, não aprendeu ainda a respeitar os negros do Brasil, respeite ao menos seus filhos, que precisam escutar a verdade de que o racismo é brutal e que eles precisam aprender a se defender, antes que seja tarde como aconteceu com você.
Procure alguém do movimento negro aí em Minas, um pastor, um pai de santo, um padre, um psicólogo ou um outro jogador negro, alguém que você confie. Pare de deixar brancos racistas da Globo botarem palavras em sua boca.
Falo isto como um pai negro e com o maior respeito e amor que tenho por todos os brasileiros discriminados.
Um amor que se transforma em ira, quando vejo um irmão destruindo a si mesmo, em nosso nome, em nome de nossa cor e da luta contra o racismo.
Se dê um tempo, reflita antes de falar. Silencie quando necessário. E na dúvida procure conselhos para se orientar.
Não entendo de futebol, mas como pessoal humana, vejo com este episódio, que este é o jogo de sua vida. Ser um homem negro inteiro, ou uma pessoa condenada a viver pela metade o resto da vida.”
#marcosromaoreflexoes

Racismo nas altas esferas, quem tem medo de um negro que sabe? Professor Kabengele Munanga quebra o silêncio acadêmico.


por marcos romão

Professor Kabengele Mulanga

Professor Kabengele Munanga

O Professor  Kabengele Munanga foi preterido na seleção dos 59 estudiosos que foram beneficiados pela bolsa do programa “Professor Visitante Nacional Sênior ” da Capes.

Kabengele havia aceito a sondagem da Professora Georgina Gonçalves dos Santos, para atuar na jovem Universidade do Recôncavo Bahiano -UFRB-, através de uma posssível bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Kabengele foi preterido, foi desmeritado na alta esfera de decisão, na cúpula do poder que decide no Brasil, quem foi, é e será beneficiado por bolsas para aprender ou distribuir seus conhecimentos.

Segundo palavras do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio à Kabengele para reivindicar a bolsa:

“Com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição político-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, docência e pesquisa, talvez Kabengele fosse o único estudioso negro ou um dos pouquíssimos pesquisadores negros a concorrer a essa bolsa. Por coincidência, esse único negro foi o menos qualificado, por comparação. Estranha e triste coincidência!”

Kabengele quebra o silêncio em uma área extremamente delicada que é área de financiamento da produção intelectual do conhecimento no Brasil. Poucos ou nenhum negro ou negra brasileira, pode se arriscar ou se arriscou na área acadêmica, à questionar o possível racismo que nós da Mamapress, consideramos estar entranhado no meio acadêmico brasileiro, racismo que se tornaria visível, diante de qualquer pesquisa séria feita por qualquer aprendiz de Ciências Sociais. O endocolonialismo ou sub-colonialismo interno consegue no Brasil ser mais branco e europeu do que os europeus desejaram na década de 30, e hoje, graças as deuses africanos, esqueceram e mudaram.

Ao contrário da falácia que o negro precisa estudar para ter o seu lugar na sociedade, nós da Mamapress afirmamos, quanto mais o negro souber, em qualquer área, mais ele será uma ameaça e mais ele será discriminado.

Tomamos a liberdade de publicar a Carta Aberta do Professor Kabengele Munanga:

CARTA ABERTA DO PROFESSOR KABENGELE MUNANGA

Permitam-me, primeiramente, quebrar meu silêncio, começando por desejar-lhes um feliz 2014, repleto de sucessos e realizações.
Agradeço a solidariedade e o pronto recurso feito por vocês junto à CAPES através da Reitoria da UFRB diante da omissão do meu nome entre os 59 estudiosos beneficiados pela bolsa do programa “Professor Visitante Nacional Sênior (cfr. Edital 28 de 2013)”.
Geralmente, levo tempo para me manifestar em situações aparentemente urgentes como essa que acabamos de viver. Isto é uma das minhas características que, acredito, se não for uma qualidade, é um defeito incorrigível, pois faz parte da minha pequena natureza humana. Creio, agora, que já tive bastante tempo para refletir sobre o acontecido.
Relembrando como todo começou, estava eu na véspera da minha aposentadoria compulsória na USP que aconteceu em novembro de 2012, quando a colega e amiga Professora Georgina Gonçalves dos Santos, me sondou sobre a possibilidade de ser convidado da UFRB através da bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Sem hesitação, aceitei imediatamente e desde então comecei a recusar outros convites que me foram dirigidos depois. Tinha e tenho a convicção de que poderia ser mais útil para uma nova universidade como UFRB do que para as universidades mais velhas que possuem um quadro de pesquisadores e docentes mais estruturado.
Elaborei então uma proposta do programa de atividades a serem desenvolvidas, de acordo com as instruções contidas no Edital 28 do PVNS, proposta esta que foi enriquecida e consolidada pelas sugestões dos colegas Osmundo Pinho e Georgina Gonçalves dos Santos e em última instância pela própria Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFRB, a Professora Ana Cristina Firmino Soares.
Acreditávamos que essa proposta era exequível, de acordo com a demanda do CAHL da UFRB e da minha experiência acumulada durante 43 anos como pesquisador e docente. Uma experiência começada em 1969, na então Universidade Nacional do Zaire, onde fui o primeiro antropólogo formado, passando pela Universidade Católica de Louvain (Bélgica) e pelo Museu real da África Central em Tervuren (Bruxelas), Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro (visitante), Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade de São Paulo (1980-2012), Universidade Eduardo Mondlane, Maputo, Moçambique (visitante) e Universidade de Montreal, Canadá, como Professor associado convidado para orientação de teses (2005-2010). Sem deixar de lado os cargos de direção na USP, como Diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia (1983-1989), Vice-Diretor do Museu de Arte Contemporânea (2000-2004), Diretor do Centro de Estudos Africanos (2006-2010) e participação em diversos conselhos, como o Conselho Universitário da USP etc. Orientei dezenas de teses e dissertações, entre as quais algumas premiadas como a tese de José Luís Cabaço, que ganhou Prêmio da ANPOCS, e recentemente a tese de Pedro Jaime Coelho Jr., que ganhou prêmio de melhor tese em Ciências Humanas, destaque USP 2013.
Modéstia à parte, sem “me achar” e sem exibição, pensava que com toda essa experiência poderia servir para uma nova universidade em construção como a UFRB. Lamento que o sonho não deu certo!
Pelo parecer da Comissão Julgadora (Edital 28- 2013), nosso programa foi deferido e recomendado à bolsa com certo elogio, classificando-me na Categoria I dos pesquisadores do CNPQ. Foi, se entendi bem, na última instância que fomos preteridos, em comparação com os demais deferidos. Em outros termos, tenhamos a coragem de aceitá-lo, nosso programa e meu CV foram considerados inferiores para sermos incluídos entre os 59 bolsistas aprovados.
Por que então tantas lamentações, pois não somos os primeiros, nem os últimos a serem preteridos? Os recursos perpetrados junto à CAPES por outras universidades mostram que outros e outras colegas não contemplado/as pela bolsa não são menos qualificado/as que Kabengele. No entanto, vale a pena, apesar da consciência, divagar um pouco sobre os critérios de comparação, pois foi por ela que fomos eliminados. Pois bem, é possível comparar propostas diferentes sem antes estabelecer entre elas um denominador comum? Qual foi esse denominador? As regras do jogo de comparação não parecem claramente definidas; a subjetividade e a objetividade dos julgadores parecem se misturar. Claro, não há nenhum demérito aos colegas cujos projetos foram beneficiados pelas 59 bolsas atribuídas. Os especialistas da Física Quântica não têm dúvida sobre a subjetividade do observador pesquisador no momento em que ele começa a interpretar cientificamente os fenômenos da natureza por ele obsevados.
Na esteira do raciocínio do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio a mim para reivindicar a bolsa, com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição políico-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, docência e pesquisa, talvez eu fosse o único estudioso negro ou um dos pouquíssimos pesquisadores negros a concorrer a essa bolsa. Por coincidência, esse único negro foi o menos qualificado, por comparação. Estranha e triste coincidência!
Minha consideração especulativa poderia ser enquadrada no chamado discurso da vitimização, o que pouco me importa, pois já estamos acostumados. No entanto, os que detêm o poder de nomear os outros, ou seja, de nos nomear, são os mesmos que nos julgam, pois fazem parte do binômio saber/poder muito bem caracterizada na visão foucaultiana (Ver Michel Foucault). Neste sentido, os argumentos aparentemente científicos escondem uma relação de poder e autoridade difícil de transformar. Por isso, eu nutri certo sentimento de pessimismo que me faz acreditar que o recurso da UFRB e o apoio dos colegas não surtirão efeito de reversão da decisão da CAPES, no sentido de dar outra bolsa além das 59 concedidas. Ou seja, o recurso da UFRB e o documento de apoio do Professor José Jorge de Carvalho, coordenador do INCTI, assinado por demais colegas têm menos probabilidade de ser atendida positivamente.
Por isso, sem esperar o fechamento esperado, sinto-me no momento na simples obrigação moral de agradecer o recurso da UFRB e o apoio de vários colegas encabeçado pelo amigo e companheiro de luta, o Professor José Jorge de Carvalho. Estarei sempre disposto a colaborar com a UFRB, através de convite para participar dos seminários, proferir conferência e palestras, participar de comissões julgadoras de mestrado etc., como já o venho fazendo.
Meu muito obrigado,
Kabengele Munanga

Histórico da situação explicada em carta de solidariedade do historiador Jacques Depelchin:

O Professor Kabengele Munanga FOI EXCLUÍDO de uma seleção para professor visitante da UFRB( Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).
Por que tanto medo do Professor Kabengele Munanga? Por que tanta raiva contra alguém que contribuiu tanto na partilha dos seus saberes? Para as pessoas pouco informadas, o Professor Kabengele Munanga se destacou na sua carreira acadêmica na USP.

Em fins de 2013 se aposentou e aceitou o convite para lecionar como Prof. Visitante Sênior na jovem universidade federal do Recôncavo da Bahia(UFRB) Baiano -UFRB. Para isso, se candidatou para uma bolsa da CAPES, Edital 28 de 2013, na Categoria de PVNS Apesar de um parecer favorável e elogioso recomendando a outorga da Bolsa pleiteada, a sua candidatura foi rejeitada, levando a um protesto de vários acadêmicos, incluindo professores da UFRB. Numa carta aberta, agradecendo este ato de solidariedade, o Professor Kabengele Munanga explica historiando o processo em que se deu o que lhe aconteceu (veja anexo em baixo)
Aqui, gostaria de levantar uma pergunta: alguém teria medo do Professor Kabengele Munanga e de onde viria? A necessidade de refletir sobre isso é urgente, não só para os Afro-Brasileiros, mas também para todos os Brasileiros que entendem e agem como membros duma só humanidade, pois o contexto global em que vivemos hoje, exige, com urgência, essa afirmação.
No seu livro Pele Negra, mascaras brancas, Frantz Fanon discute esta questão do medo (pp. 125-6, Edufba, Salvador 2008), focando sobre aspetos bem conhecidos pelos sobreviventes dos legados acumulados da escravidão atlântica e da colonização. Infelizmente, o próprio Fanon não entra na discussão sobre como ele superou o medo.
O medo dos adversários do Prof Kabengele Munanga é o produto, indireto, da serenidade e da franqueza com que ele tem abordado assuntos incomodantes da sociedade Brasileira, em volta das raízes do racismo, das sugestões sobre como solucionar as injustiças cumulativas herdadas dessas violências contra as partes discriminadas da humanidade.
Esse medo, quer da vitima, quer de quem tem medo da resistência das vitimas, nunca é de bom conselho. O medo dos gerentes dum sistema prisional tem uma explicação, mas, como é sobretudo visceral, a explicação a partir da razão não se aplica. Porque, como sempre aconteceu em outros casos históricos, os administradores do sistema não são preparados para enfrentar quem deveria se submeter à suas ordens, mas que, em vez, se levanta e argumenta a partir da sua consciência e com eloqüência e sabedoria uma saída honrosa para todos. Para os gerentes dum sistema injusto, as vitimas tem que se calar. Ir na contra mão dessa ordem informal é geralmente caracterizado de “impertinência” e, por isso, tem que ser punido.
Os administradores/gerentes dum legado histórico profundamente injusto tem dificuldades em parabenizar o Professor Kabengele Munanga decidir, no fim da sua careira, na pratica, dar uma lição de como corrigir as conseqüências, no nível do ensino superior, duma injustiça sistêmica contra as descendentes e os descendentes da escravidão.
Não é difícil imaginar o que se passa na mente dos adversários do Professor Kabengele Munanga. Na peça de teatro Et les chiens se taisaient, Aimé Césaire ilustrou como o rebelde escravo enfrentou o dono, no próprio quarto dele. O que aconteceu ao Professor Kabengele Munanga pode ser lido como a continuação do comportamento típico dos dominantes quando enfrentam um caso de rebeldia contra injustiça: o rebelde tem que ser punido, na medida do possível, duma maneira exemplar (leia severamente) para que outros rebeldes potenciais não sejam encorajados em imitá-lo. Historicamente, os exemplos individuais e coletivos abundam: Kimpa Vita, Zumbi, Geronimo, Abdias Nascimento, Toussaint-l’Ouverture, Cuba, Haiti, Patrice Lumumba, Amilcar Cabral, Salvador Allende, Cheikh Anta Diop, Nelson Mandela, Samora Machel, Thomas Sankara, Steve Biko, Chris Hani, Aristide, para não mencionar mais.
O Professor Kabengele Munanga, de origem Congolesa, nação de Kimpa Vita, Patrice Lumumba e outras e outros, na mente dos seus adversários, por definição, não tem direito à palavra, muito menos quando a sua fala/escrita acaba dando uma lição contundente de como superar legados históricos seculares, no Nordeste Brasileiro, para que qualquer Brasileir@ possa pensar, sonhar, e conseguir ser uma estrela, um craque intelectual.
Desde já, agradecemos a coragem do Professor Kabengele Munanga por ter continuado trilhando os caminhos das benzedeiras e dos benzedeiros sobre os quais o grande autor Ghaneense, Ayi Kwei Armah escreveu com tanta eloquencia no seu livro de ficção The Healers.

Em solidariedade,
Jacques Depelchin
Historiador
Salvador-Bahia

How Argentina ‘Eliminated’ Africans From Its History And Conscience


By Palash Ghosh | June 04 2013 5:48 AM

Tens of millions of black Africans were forcibly removed from their homelands from the 16th century to the 19th century to toil on the plantations and farms of the New World. This so-called “Middle Passage” accounted for one of the greatest forced migrations of people in human history, as well as one of the greatest tragedies the world has ever witnessed.

Millions of these helpless Africans washed ashore in Brazil — indeed, in the present-day, roughly one-half of the Brazilian population trace their lineage directly to Africa. African culture has imbued Brazil permanently and profoundly, in terms of music, dance, food and in many other tangible ways.

But what about Brazil’s neighbor, Argentina? Hundreds of thousands of Africans were brought there as well – yet, the black presence in Argentina has virtually vanished from the country’s records and consciousness.

According to historical accounts, Africans first arrived in Argentina in the late 16th century in the region now called the Rio de la Plata, which includes Buenos Aires, primarily to work in agriculture and as domestic servants. By the late 18th century and early 19th century, black Africans were numerous in parts of Argentina, accounting for up to half the population in some provinces, including Santiago del Estero, Catamarca, Salta and Córdoba.

Statue of  "The Slave", by Francisco Cafferata in Buenos Aires, Argentina
http://usslave.blogspot.com
Statue of “The Slave”, by Francisco Cafferata in Buenos Aires, Argentina

In Buenos Aires, neighborhoods like Monserrat and San Telmo housed many black slaves, some of whom were engaged in craft-making for their masters. Indeed, blacks accounted for an estimated one-third of the city’s population, according to surveys taken in the early  1800s.

Slavery was officially abolished in 1813, but the practice remained in place until about 1853. Ironically, at about this time, the black population of Argentina began to plunge.

Historians generally attribute two major factors to this sudden “mass disappearance” of black Africans from the country – the deadly war against Paraguay from 1865-1870 (in which thousands of blacks fought on the frontlines for the Argentine military) as well as various other wars; and the onset of yellow fever in Buenos Aires in 1871.

The heavy casualties suffered by black Argentines in military combat created a huge gender gap among the African population – a circumstance that appears to have led black women to mate with whites, further diluting the black population. Many other black Argentines fled to neighboring Brazil and Uruguay, which were viewed as somewhat more hospitable to them.

Others claim something more nefarious at work.

It has been alleged that the president of Argentina from 1868 to 1874, Domingo Faustino Sarmiento, sought to wipe out blacks from the country in a policy of covert genocide through extremely repressive policies (including possibly the forced recruitment of Africans into the army and by forcing blacks to remain in neighborhoods where disease would decimate them in the absence of adequate health care).

Tellingly, Sarmiento wrote in his diary in 1848: “In the United States… 4 million are black, and within 20 years will be 8 [million]…. What is [to be] done with such blacks, hated by the white race? Slavery is a parasite that the vegetation of English colonization has left attached to leafy tree of freedom.”

By 1895, there were reportedly so few blacks left in Argentina that the government did not even bother registering African-descended people in the national census.

The CIA World Factbook currently notes that Argentina is 97 percent white (primarily comprising people descended from Spanish and Italian immigrants), thereby making it the “whitest” nation in Latin America.

But blacks did not really vanish from Argentina – despite attempts by the government to eliminate them (partially by encouraging large-scale immigration in the late 19th and 20th century from Europe and the Near East). Rather, they remain a hidden and forgotten part of Argentine society.

Hisham Aidi, a lecturer at Columbia University’s School of International and Public Affairs, wrote on Planete Afrique that in the 1950s, when the black American entertainer Josephine Baker arrived in Argentina, she asked the mixed-race minister of public health, Ramon Carilio: “Where are the Negroes?” In response, Carilio joked: “There are only two — you and I.”

As in virtually all Latin American societies where blacks mixed with whites and with local Indians, the question of race is extremely complex and contentious.

“People of mixed ancestry are often not considered ‘black’ in Argentina, historically, because having black ancestry was not considered proper,” said Alejandro Frigerio, an anthropologist at the Universidad Catolica de Buenos Aires, according to Planete Afrique.

“Today the term ‘negro’ is used loosely on anyone with slightly darker skin, but they can be descendants of indigenous Indians [or] Middle Eastern immigrants.”

AfricaVive, a black empowerment group founded in Buenos Aires in the late 1990s, claimed that there are 1 million Argentines of black African descent in the country (out of a total population of about 41 million). A report in the Washington Post even suggested that 10 percent of Buenos Aires’ population may have African blood (even if they are classified as “whites” by the census).

“People for years have accepted the idea that there are no black people in Argentina,” Miriam Gomes, a professor of literature at the University of Buenos Aires, who is part black herself, told the Post.

“Even the schoolbooks here accepted this as a fact. But where did that leave me?”

She also explained that almost no one in Argentina with black blood in their veins will admit to it.

“Without a doubt, racial prejudice is great in this society, and people want to believe that they are white,” she said. “Here, if someone has one drop of white blood, they call themselves white.”

Gomes also told the San Francisco Chronicle that after many decades of white immigration into Argentina, people with African blood have been able to blend in and conceal their origins.

“Argentina’s history books have been partly responsible for misinformation regarding Africans in Argentine society,” she said. “Argentines say there are no blacks here. If you’re looking for traditional African people with very black skin, you won’t find it. African people in Argentina are of mixed heritage.”

Ironically, Argentina’s most famous cultural gift to the world – the tango – came from the African influence.

“The first paintings of people dancing the tango are of people of African descent,” Gomes added.

On a broader scale, the “elimination” of blacks from the country’s history and consciousness reflected the long-cherished desire of successive Argentine governments to imagine the country as an “all-white” extension of Western Europe in Latin America.

“There is a silence about the participation of Afro-Argentines in the history and building of Argentina, a silence about the enslavement and poverty,” said Paula Brufman, an Argentine law student and researcher, according to Planete Afrique.

“The denial and disdain for the Afro community shows the racism of an elite that sees Africans as undeveloped and uncivilized.”

http://www.ibtimes.com/blackout-how-argentina-eliminated-africans-its-history-conscience-1289381#

Prefeita de Traipu Maria da Conceição Tavares, manda parar Banda na festa Quilombola para o “Senhor dos Pobres”.


por Manuel Oliveira, Traipu, Alagoas, Brasil.
Presidente da Associação Clube Jovem Senhor dos Pobres de Traipu

Manuel Oliveira

Manuel Oliveira

Falta de vergonha na cara a Prefeita de Traipu Maria da Conceição Tavares, chamar a Guarda e a Policia Militar que deveria esta dando proteção ao cidadão para mandar parar uma Banda que estava animando as Festividades de Senhor dos Pobres, alegando politicagem no Quilombo Mumbaça.
É bom lembrar que não é a Primeira vez que esta Prefeita faz isto não contra o Quilombo Mumbaça, desrespeitando os artigos 15 e 16 da Constituição Federal, já que se trata de Cultura e, as festividades de Senhor dos Pobres que não tem nada haver com a política local.
Só que ela se esquece que Mumbaça além de ser Quilombo tem o Estatuto da Igualdade Racial que defende nossos Direitos, além da Convenção 169.
O sargento que comandava ao mandar parar a Banda, chegou inicialmente ainda grosseiro com o Líder da Instituição Local e Coordenador das Comunidades Negras e Coordenador da CONAQ NACIONAL em Alagoas, que alegava que teria comunicado das Festividades ao ministério Público e à Polícia Civil e Militar além do Juiz e, eles nem queriam ouvir.
Após um boa conversa mandaram ao mesmo buscar os documentos que comprovasse as informação e a lei que ampara a cultura Brasileira dos Quilombolas que é uma festa com tradição de Anos.
Além do vexame e a vergonha que o líder teve de enfrentar, eles ainda chegaram mandar ele se calar. É claro que alegava que o Terreno que é da Igreja era da Prefeitura e ai fica a pergunta o Terreno é da Igreja ou da Prefeitura como eles falaram?
É claro que o Terreno é da Igreja, mas o chefe da Guarda, senhor Humberto insistiu para que a polícia mandasse a Banda parar e aí após verem a documentação ele mandaram continuar.
Além do constrangimento com o líder quilombola e é claro o desrespeito a população e aos visitantes que vêm todo ano ao Quilombo Mumbaça, é claro que como sempre, que quem manda na Polícia nem é a Justiça é mas sim a Prefeita, porque se chama pra guarnição ninguém vem, mas para servir a politicagem sim.
Nesse país de Mãe preta e Pai João a injustiça continua e quem tem o direito termina usurpado, só que o Sargento vendo o constrangimento causado ao líder e sua comunidade, falou que uma reunião tem que ser feita para poder ver os Direitos dos Quilombolas melhores e vocês que agora veem essa matéria compartilhe e peçam para os Quilombos serem respeitados, pois a Eescravidão acabou e a prefeita de Traipu ainda acha que somos escravos.

Igreja de Traipu, Alagoas

Igreja de Traipu, Alagoas

A Copa do Apartheid até na música


por marcos romão

fonte: Bhaz

Até na música sem sabor feita em máquina de quermesse européia, esta copa tá pisando na bola.

“Representantes da Fifa e da Sony Music confirmaram, nesta quinta-feira (23), que a música oficial da Copa do Mundo de 2014 será uma parceria entre a cantora Claudia Leitte e os norte-americanos Jennifer Lopez e Pitbull. Após o anúncio, uma versão em baixa qualidade da faixa intitulada “We Are One (Ole Ola)”, gravada no início do mês, se transformou em um dos assuntos mais comentados por internautas de diferentes regiões do país.

Cláudia Leitte e Pitbull posaram com representantes da Fifa e da Sony durante entrevista coletiva. Foto: Divulgação/Fifa

Cláudia Leitte e Pitbull posaram com representantes da Fifa e da Sony durante entrevista coletiva.
Foto: Divulgação/Fifa

Entre elogios e críticas, a canção repercute principalmente devido à letra, que apresenta poucos versos cantados em português. O ritmo é outro motivo de queixa por parte dos usuários das redes sociais.

Alguns deles afirmam que faltaram aspectos mais tradicionais da cultura brasileira na música. Já outros comentam que “Waka Waka”, tema da Copa da África, cantado por Shakira em 2010, é bem melhor pelo fato de possuir elementos próprios do país, como tambores e outros instrumentos.”

Nas redes sociais tá rolando a maior disputa, pois o som da Turma do Passinho tem muito mais a ver segundo os internautas:

“Bem a cara do Brasil colocar a música da Copa com maior parte da letra em inglês”, ironizou um internauta. “Aguentar as falcatruas já é complicado, mas aguentar a música da Copa é o fim da picada”, escreveu outra jovem.

A Copa do Povo das Ruas

(Cortado por excesso de Pixaim)

A copa do Apartheid e do Endocolonialismo. Um verdadeiro balde de leite sem nenhum pingo de café!

fonte: Bhaz