Agostina Reis Hampel faleceu em Hamburgo. Luto dos Brasileiros Migrantes


Os Brasileiros do Mundo estão sem palavrasagostina lu ivoneide
Recebo a notícia de Agostina Reis, co-fundadora com 12 anos de idade do Teatro Experimental do Negro no Brasil, faleceu após um mes em coma na Alemanha.

Agostina Reis é um pedaço da história do Negro no Brasil. Vivemos em um mundo de dentro do Brasil e infelizmente em um mundo paralelo com nossas histórias, vidas invisíveis que formam a alma de nosso povo, mas que ninguém vê ou dá importância.
Agostina aprendeu desde criança a ter autoestima, aprendeu de sua mãe, a Maria Bahiana que montou o primeiro tabuleiro de quitutes bahianos no Largo do Machado em frente ao clube do Abacate, que reunia os trabalhadores negros do Bairro. Foi lá que conheceu Abdias Nascimento, que me confessou ele próprio, que quando chegou no Rio era para lá que ia, e uma vez ou outra escutava os conselhos de Dona Maria e também comprava fiado…

Agostina foi para a Alemanha na década de 50, com o grupo de artistas negro Brasilianas. Por lá casou e tem um filho advogado que lhe deu um neto.

Agostina é o coração de Hamburgo. Agostina Hampel Reis é mais um coração do Brasil!

Carnaval do Clube Brasileiro de Hamburgo este ano é no “Sporting”


Queridos sócios e amigos do Clube Brasileiro!
Gostaríamos de comunicar que nosso tradicional baile de carnaval será realizado esse ano no Restaurante Sporting  no dia 25 de fevereiro de 2012 !
O motivo para a mudança de local é a interdição do salão de festas do Germania Ruder Club, aonde já festejamos nosso carnaval há 42 anos.  Essa medida foi decretada pela Secretaria de Obras de Hamburgo, para que intensas e urgentes reformas estruturais possam ser realizadas.
O Sporting Clube de Hamburg fica localizado no Wandalenweg 4,  20097 Hamburgo  (veja convite em anexo).  O local oferece um fácil acesso com as linhas de metrô 2 e 3, descendo-se na estação de Berliner Tor e S-Bahn Hammerbrook.
Temos toda a certeza de que a mudança de local do baile não diminuirá a empolgação e alegria, que todos os foliões sócios e convidados trazem ao carnaval do Clube Brasileiro todos os anos !
A Diretoria.

Quando?- 25 de fevereiro de 2012 a partir das 20 horas
Aonde? – Restaurante „Sporting „, Wandalenweg 4
20097 Hamburg – (Metro linha  2 e 3 Berliner Tor/ ou S-Bahn Hammerbrook)

HAVERÁ CONCURSO DE FANTASIAS SOMENTE PARA OS SÓCIOS!
Entrada: para sócio €  12,00  VVk  – não sócio € 16,00 VVk
no dia da reunião do clube no Pro-Linguis, dia 20.01.2012

Na portaria: para sócio € 16,00 e  não sócio € 20,00
Estudante € 8,00 – com  apresentação da carteira!

Favor confirmar sua presença c/Yara-Tel.470517(yf-cbh@t-online.de) ou Elisabeth-Tel.82 69 27 (E.vonblittersdorff@web.de)

PEDIMOS O FAVOR DE NÃO TRAZER CONFETES, SÓ  AS PLUMAS DE PRAXE. Obrigado!

A professora alemã de pandeiro, a copa e as olimpíadas no Brasil


A cada ano no carnaval do Rio tem a discussão, se o samba tá pasteurizado ou se as socialites que dão de cabrochas, sabem dançar.

Ricardo Leão-foto ripada

No carnaval aqui de Hamburgo nos últimos dez anos também tem muita polêmica. Primeiro se alemão sabe tocar samba. Digo logo. Há dez anos atrás não sabia, mas com apostilas,  métodos “Tacas-Tacas” de finais de semana  e muita disciplina, muitos agora já sabem muito mais que antes…

O pé é mais complicado, pois tem que combinar com as ancas, ombros e sorrisos, aí nem apostila “neurolinguísticosambista” dá jeito.

Mas vale o esforço, até porque samba apesar do que se diz na linguagem comum, num tá no sangue, tá no convívio, tá nos bate-papos de final de semana, tá na tradição cultural de um povo.

Mas se todo o  mundo aprendeu a rappear feito um negro do Harlem, porque não também com o samba?

Pelo menos aqui na Europa,  os catarinenses e mato-grossenses e até paulistas tão provando que sambar e fazer feijoada também se pode aprender no avião de migrante. Afinal já dizia minha avó, samba tá no ar…

A copa de 2014 vem aí, Dilma vem na Alemanha em 2012, as olimpíadas vão rolar em 2016 e ainda por cima 2013 será o ano Brasil-Alemanha, com todos os salamaleques culturais, políticos, econômico e sambistas que se tem direito.

Feito no futebol, já tem olheiro inglês rodando o Brasil, atrás do novos ritmos do samba, novos “designer” de fantasias e tudo mais. Samba vai ser o grande negócio da década, pois é esportivo, saudável e a transpiração além de ecológica não inunda terras indígenas.

Vamos aqui na mamapress começar este debate sobre as raízes do samba com humor e carinho, tamos na época de trocas culturais aceleradas, já tou vendo alemão chegar no Rio e fazer concorrência com camelôs na venda de caipirinha original alemã, feita “manualmente” com máquinas industriais, e claro, com “ISO” e todas a normas de higiene do mercado comum europeu. Vão se preparando.

Vai rolar muito assunto sambático aqui na mamapress, afinal o Brasil passou a ser um global “Sambaplayer” entre os grandes do mundo. Obama que se cuide.

O ator Ricardo Leão parece que já estava prevendo isto tudo, porisso demos uma xupada pirata em seu vídeo publicado no youtube. Curtam.

Agostinha falou,da próxima vez, quero o passaporte do meu neto



Voluntários e voluntárias brasileiras do Conselho de Cidadãos de Hamburgo e funcionários do Consulado Brasileiro de Berlim, estavam no sábado, 3 de setembro, não só para atender no aviamento de documentos, estavam abertos para conversarem com vocês sobre novas idéias em como incrementar o convívio entre nós brasileiros na cidade e na região em nossa volta, como de Lübeck, Kiel, Bremen Hannover.

A Europa, no caso a Alemanha vive uma crise econômica e desemprego, a nossa participação na política e integração na sociedade do país que vivemos, depende em muito da solidariedade entre nós. O conselho de cidadão de Hamburgo veio pra acabar com a „Lei de Gerson“, chega da filosofia na qual “ o negócio é levar vantagem em tudo, certo?
Hamburgo e seu Conselho de Cidadãos solidários, foi colocado na III Conferência de Brasileiros no Mundo, como exemplo a ser seguido pelos mais de tres milhoes de brasilleiros que se que organizam pelo mundo.
Os brasileiros no mundo enfrentam, como todo migrante, incompreensões locais e discriminações generalizadas. Nos organizamos contra estas intolerâncias. Mas nos organizamos principalmente para sermos atendidos pelo estado brasileiro, e superarmos as discriminações entre nós mesmos, aqueles preconceitos que trouxemos de casa e que todo mundo conhece. Racismo, homofobia, discriminações de gênero, econômica e religiosa também existem entre nós. Lutamos para superar isto.

Não é só no Brasil que os interesses econômicos é que mandam. Os conselhos de cidadãos também contam com a oposição de cidadãos e autoridades brasileiras no exterior, que vivem da exploração da nossa falta de cidadania no Brasil e aqui fora.
O Conselho de Cidadão que nós temos em Hamburgo, em cooperação com a embaixada de Berlim e os conselhos de cidadãos de Berlim,Munique, Dresden, Colônia, Sauerlândia e Estocolmo infelizmente não é a regra aceita pelas autoridades das embaixadas, para os cidadãos brasileiros no mundo.
O Conselho de Cidadãos Brasileiros de Estocolmo não foi até agora reconhecido, e o recentemente eleito Conselho de Representantes de Brasileiros no Mundo , mandados por Londres, sempre Londres… desde a “Lei do Encilhamento”, querem criar conselhos biônicos, no qual nós cidadãos tenhamos apenas o papel de dizermos amém à boa vontade dos consulados.

Nós sabemos, entretanto, de todas as nossas dificuldades, e devemos parabenizar o pequeno número de voluntárias e voluntários do Conselho de Cidadãos Brasileiros de Hamburgo, que juntos com abnegados funcionários consulares, teem levado este trabalho para frente, apesar de muitas vezes sofrerem incompreensões por pequenas demoras no atendimento.

Cada brasileiro de Hamburgo e adjacências, do Brasil e do mundo, que apoiar este trabalho, estará apoiando a si mesmo, e impedindo que voltemos a sermos cidadãos de II classe para o nosso próprio país.

Defensores da República Brasileira atendendo em Hamburgo

O trabalho do Conselho é voluntário minha gente–o que significa para quem não lembra, trabalho não remunerado. Quando você cidadão/cidadã vem tirar um documento no Consulado itinerante, você está exercendo um direito de sua cidadania que é ser atendido pelos serviços públicos brasileiros sem terceirização.
Vamos agir juntos, ajudar o vizinho do lado a resolver dúvidas e perguntar quando não soubermos preencher um formulário. Somos amigos e amigas uns dos outros, e estamos aqui para nos ajudarmos uns aos outros!
Marcos Romão
Coordenador do Conselhos de Cidadão Brasileiros de Hamburgo

Choque de culturas? Alemão responde no pé, no VI Dia da Cultura Brasileira no “Planten un Blomen” de Hamburgo


Aconteceu mais um Dia da Cultura Brasileira  em Hamburgo, destas vez com algumas polêmicas nas relações entre os sambistas brasileiros e alemães. Afinal de contas até no Rio de Janeiro, se fala na gíria dos preconceitos,  a frase , ” tem alemão nos samba”,  quando pinta algum imblóglio.

Mas na festa organizada com as tripas e coração há 6 anos, sem nem um pingo de ajuda do governo brasileiro, por Cecíla Simão e Miriam da Silva,  o que rolou foi confraternização e o samba com sotaque não atravessou.

Na frase de Thorstens Hinz, podemos resumir o quiproquó cultural que acabou em samba da seguinte maneira: “ou alemão aprende a pensar na bagunça, ou brasileiro consegue se organizar no samba”.

Nosso repórter de todos os assunto que esteve lá presente só tem a dizer, que depois de 10 anos com brasleiros e alemães saindo nas ruas, entre mortos e feridos se salvaram todos. Pois a organização das “meninas”, que fez lotar  debaixo de chuva, a concha acústica do “Planten un Blomen”, botou no chinelo a máquina burocrática alemã: “As  meninas senhoras”, Cecília simão e Miriam da Silva, ensinaram como é que se pode ter harmonia no caos da alegria de viver.

Asé, saravá, shalom, al-agbhar, amém vamos conversar pra cada vez mais ficar mais tudo bem!

mr.

Brasileiros em Hamburgo protestam contra escola de samba que excluiria brasileiros


Recebemos este email de participantes da escola de Samba Unidos de Hamburgo e colocamos no ar;

A rádio mamaterra acompanha há 11 anos as atividades musicais da cidade de Hamburgo. Percebemos que a participação do “SOM” brasileiro é cada vez maior. Notamos também que a participação de brasileiros é cada vez mais diminuta. Quais as são as causas? Vamos seguir este debate que no Facebook já está rolando.

A seguir o manifesto do pessoal:

Conscientização e protesto pacífico hoje no Planten un blomen. Virem as costas pro palco no show da Unidos de Hamburgo.

Conscientização
Esses três primeiros shows valem realmente serem vistos

* MARACATU NATION STERN DER ELBE
* TRIO CAFÉ BRASIL & FREUDEN
* MIRIAM DA SILVA ( TANZ)

Sobre a assim chamada EdS Unidos de Hamburgo eu tenho a dizer, que esse é um grupo que existe desde 2004 e que sistematicamente vem excluindo os seus integrantes brasileiros.
Sendo que hoje já não há mais nenhum sócio brasileiro no grupo.

Caso vocês vejam algum de nossos compatriotas no show tocando ou cantando pra eles podem estar seguros que sao hóspedes de outras cidades e que esses nao estao a par do que acontece dentro do grupo.

Nós, brasileiros no grupo (tirando as baianas essas eram quase 40) éramos em torno de 30 (músicos e passistas).

Eu fui o último a sair, pois tentei de tudo pra intermediar por ser o mais integrado na sociedade pelos conhecimentos de idioma e cultura.

Mas quando finalmente percebi que as intenções da direção só era de nos tolerar, até que o conhecimento tivesse sido absorvido em áreas diferentes (dança, instrumentos, canto, etc…) resolvi sair.

Como protesto deveríamos no 4° Encontro do Planten un Blomen, virar as costas pro palco como protesto por essa política de exclusão.

Obrigado pela atenção.

Saudacoes,

Amiru Sabiá

Assistam a MamaterraTV

Colheita de feijão preto em Hamburgo no Quilombo Multicultural


O Quilombo Brasil de Hamburgo é mais do que a sede da Rádio Mamaterra. Nosso Quilombo no miolo de Hamburgo, direto no mercado de peixes na Beira do Rio Elba, é um ponto cultural de experimentos e cruzamentos de culturas.

Vivemos de projetos e economia solidária, onde o princípio é o da receita da sopa de pedra, quem chega põe o que tem e a panela dá de sobra prá todo mundo.

Ortrun Gutke, nossa supervisora de realizações, é também uma camponesa na alma, dessas de tirar leite das pedras com sua mãos mágicas. Já é o terceiro ano que podemos colher o feijãozinho preto germanicodescedente, em nosso pequeno jardim no meio da calçada.

A Europa precisa de gente assim.

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JARDIM PÚBLCO EM FRENTE AO QUILOMBO BRASIL DE HAMBURGO, OCUPADO PELAS FORÇAS DO BEM.