Já sofreu racismo? A pergunta, a pergunta certa é: quando foi que você reagiu ao racismo?


Claudia Silva FerreiraCom os casos Cláudia Ferreira e Vinícius Romão a sociedade brasileira foi provocada em seu racismo escondido e pela primeira vez gritou em uníssono:
FOI RACISMO.
Encontro de emergência do Grande Rio.
Para combater os casos de racismo, que
aumentam e recrudescem
no Grande Rio e em todo Brasil.
O Caso Cláudia Pereira, assassinada pela PM do Rio e os casos de prisões arbitrárias e condenações de jovens negros, causam uma grande indignação na sociedade brasileira.
Depoimento de Marcos Romão
fundador do Sos Racismo nos anos 80;
Ativista do Movimento Negro
Ativista do Movimento Negro
Coordenador da Rede Internacional
Rádio Mamaterra
Assessor da Ceppir-Niterói

Dione Mariano o homem negro morador de rua é o réu da vez. Como no caso Vinícius Romão, primeiro prendem depois investigam.


por marcos romão e sandra martins

Design feito Gá

Design feito Gá

Inocente ou culpado, o procedimento da polícia para prender o homem negro, Dione Mariano, foi igual ao do Vinícius Romão, primeiro prendem depois investigam.
O que está acontecendo com este rapaz, está sendo acompanhado? Está sendo torturado e mal tratado? Está sendo acompanhado pela defensoria pública?
Acho melhor que para ajudar à polícia do Meyer e Todos os Santos, todos nós negros do Rio de Janeiro façamos uma fila em frente à delegacia. Quem sabe assim eles acham um milhão de negros culpados por viverem nesta cidade do Apartheid?

“E o erro continua. A policia “investigou” e encontrou este suspeito – usuário de cocaína e morador de rua – que levou os agentes de segurança publica até seus objetos de uso pessoal.
Lá, os policiais “acharam” uma arma dentro de um tênis. O rapaz assumido usuário de drogas afirmou que a arma não era dele e que os policiais a plantaram.
Estes apresentaram o rapaz como o bandido-facínora-ladrão negro como o réu.
Só que um detalhe: sem reconhecimento da vítima e sem investigações apuradas sobre possíveis denúncias de pequenos furtos praticadas por ele na região, mas sem que houvesse registros infracionais sobre o rapaz.
A policia aposta que não haverá comoção por ser “mais um negro sem ‘pedigree’. Assim todos viveriam felizes para o todo sempre.
Fim”