Propaganda de escravidão no Brasil: Ministério Público Federal admoesta Mercado Livre para tomar medidas que coíbam práticas discriminatórias.


por marcos romão

Segundo a TV Justiça o Ministério Público de Brasilia recomendou à página Mercado Livre, que retire imediatamente todo e qualquer anúncio de caráter preconceituoso e discriminatório e informe aos usuários que este tipo de prática é crime e que aprimore o aplicativo DENÚNCIA, o aplicativo de proteção do site. De forma que ao acolher uma denúncia, seja registrado no site e informado ao usuário as providências adotadas.

negro a venda

Nós da Mamapress estamos batendo nesta tecla já faz tempo, ao dizermos que é enxugar com o gelo perseguir práticas racistas se as instituições públicas e privadas, não as coíbem nem tem mecanismos de controle e educacionais para impedir que aconteçam.

Um jovem, já descoberto e apreendido pela polícia colocou um anúncio na página oficial do Mercado Livre, ofertando negros para a venda.

Usuários d página alertaram a Mamapress que espalhou na rede este crime. No país vários grupos tiveram a iniciativa de acionar a justiça para que tomasse providências.

A ouvidoria da Seppir-Presidência, entrou em contato com os responsáveis da página Mercado Livre, que forneceu os dados necessários para que fosse localizado e iniciado um processo de punição do criminoso, além de publicar um nota de repúdio ao ato racista. Em resposta, a página Mercado Livre, publicou uma nota dizendo que cumpriu o pedido judicial e só:

A nota da Seppir-Pr-

“É inconcebível e inaceitável a tentativa de desumanização da população negra, enquadrando seus indivíduos como mercadoria e remetendo os mesmos de volta à escravidão”, diz Carlos Alberto de Souza e Silva Junior, ouvidor da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Segundo a secretaria, não haverá punições ao Mercado Livre. Em nota, o site de vendas afirmou que repudia o anúncio.

A nota do Mercado Livre

“O Mercado Livre informa que entregou, após notificação oficial, os dados cadastrais e de acesso do usuário anunciante às autoridades competentes para que o autor seja investigado. O anúncio foi retirado do ar na segunda-feira, dia 6, assim que denunciado pelos próprios usuários do site”, diz o site.”

A Mamapress não se conformou com o fato da página Mercado Livre tirar o corpo fora de suas responsabilidades e apesar de parabenizar a rápida ação da Seppir-Pr, lembrou que a página Mercado Livre também tinha suas responsabilidades nas manifestações racistas que ocorrem em suas página:

A Mamapress parabeniza a ação rápida da Ouvidoria da SEPPIR e alerta para que na pressa, não se isente a página Mercado Livre de toda a culpa. Que a página faça um pedido de desculpas públicas em seu sítio principal  e crie mecanismos para que  usuário possa denunciar de pronto anúncios discriminatórios de quaisquer matizes. Seria uma punição mínima, por ter relaxado de forma continuada nas suas obrigações com o consumidor, pois o anúncio só foi retirado do ar na data em que o próprio anunciante racista marcara. Nós considerávamos enganosa a nota da página Mercado Livre ao afirmar que possuía um aplicativo de denúncia.

“O anúncio foi retirado do ar assim que denunciado pelos próprios usuários do site, conforme nossas regras e, também, pela inadequação completa aos Termos e Condições de Uso do Mercado Livre. Todos os anúncios publicados no site possuem um botão de Denúncia para que qualquer pessoa possa apontar práticas irregulares ou que causem algum dano aparente”.

A Mamapress lembra que em nenhum de seus botões de reclamação é oferecida a possibilidade de se reclamar do conteúdo ofensivo e discriminatório das ofertas. Limitando-se a oferecer possibilidades de reclamações sobre problemas comerciais, e nada que fale de produtos ou textos discriminatórios e ou racistas.

Nós da Mamapress, um portal antirracista que acredita na defesa da cidadania, nos sentimos contemplados pelas recomendações legais do MPF à página Mercado Livre. Já na em nossa edição de 7 de janeiro, um dia depois do anúncio de venda de negros sair do ar ,alertávamos sobres sobre as responsabilidades da página Mercado Livre, que se cúmplice não o foi, pelo menos facilitou o crime de racismo por parte do jovem.

Nós acreditamos nas transformações de nossa sociedade e das instituições. Consideramos o racismo um mal impregnado em nossa sociedade e que cada cidadão   e cada instituição contribui para que o racismo se perpetue. Esta máquina de perpetuação do racismo precisa ser abolida e banida através da consciência de cada um e ações exemplares de instituições judiciárias, e todas as instituições governamentais e privadas.

Ao admoestar a Página Mercado Livre, o MPF deu um exemplo de nova visão de como se combate o racismo, os preconceitos e as discriminações. Não são só os porteiros dos prédios ou  os atendentes de lojas e bancos que devem ser punidos quando acontece um caso de discriminação, mas os responsáveis por estes espaços. Não é só um soldado que mata um jovem negro como se matasse um cachorro com raiva que deve ser punido, mas todo o comando que o formou e adestrou para ser racista.

Histórico dos alerta da Mamapress recomendando ações institucionais educativas para coibir mais este caso de racismo:

6 de janeiro 2014: https://mamapress.wordpress.com/2014/01/06/mercado-livre-vai-para-o-index-do-boicote-popular-faz-propaganda-racista-continuada-e-anuncia-venda-de-meninas-e-meninos-negros-por-1-real/

7 janeiro 2014: https://mamapress.wordpress.com/2014/01/07/negros-seres-humanos-um-pouco-da-historia-mundial-recente-dos-mercados-livres-para-escravizar/

16 de janeiro 2014: https://mamapress.wordpress.com/2014/01/11/identificado-autor-oferta-de-negros-com-diversas-utilidades-para-a-venda-na-pagina-mercado-livre/

Deu no G1, Autor de falso anúncio de venda de negros a R$ 1 é apreendido no Rio. Segundo a polícia, adolescente de 16 anos confessou ter feito a publicação. Ele será encaminhado à Vara de Infância e da Juventude.


por marcos romão

Acabamos de ler no Globo G1, que :


“Um adolescente de 16 anos foi apreendido no Rio nesta quarta-feira (15) pela publicação de um falso anúncio no site Mercado Livre oferecendo a venda de negros a R$ 1. Ele foi localizado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) após denúncia feita pela Ouvidoria Nacional da Igualdade Racial, que é vinculada à Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).
De acordo com o delegado titular da DRCI, Gilson Perdigão, o menor prestou depoimento na unidade acompanhado pela mãe e confessou ser o autor da publicação. O teor do interrogatório não foi divulgado. O caso será encaminhado à Vara da Infância e da Juventude. Segundo a Polícia Civil, ele deverá responder por ato infracional análogo ao crime tipificado pelo artigo da Lei 7.716 (Praticar, induzir ou incitar a discriminação, o preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional).”

Temos reiterado na Mamapress, que a disseminação do racismo no Brasil está aumentando e que redes neonazistas tem se proliferado. Mesmo como menor a ser protegido, desejamos saber o teor de seu depoimento e principalmente se tem ligações com grupos neonazistas na internet. A polícia não precisa dar o nome do garoto, pois é lei, mas o pano de fundo de seu ato criminoso precisa ser revelado, pois nós negros, indígenas, homossexuais, mulheres e discriminados em geral precisamos no proteger. Não nos esquecemos das ligações entre o autor da chacina da escola em Realengo e grupos neonazistas.
o racismo está aí, comendo a cabeça dos adolescentes, seus pais ou não sabem ou são complacentes, como complacente foi a página Mercado livre, que insiste em repetir que possui mecanismos para denúncias, mas deste tipo não tem, e apesar das reclamações durante todo o final de semana só foi tomar providências na segunda feira dia 6.01, se é que as tomou, pois era a data de encerramento anunciada da oferta vil.

Negros seres humanos, um pouco da história mundial recente dos mercados livres para escravizar


Por Marcos Romão

Negros à vendaNestes últimos dias a página da internet “Mercado Livre”, publicou um anúncio colocando à venda no Brasil, jovens negras e negros por 1 real a cabeça, para exercerem as seguintes “funções para negros”:

  • carpinteiros
  • pedreiros
  • cozinheiros
  • seguranças de boates
  • vassoureiros

Racistas perguntavam ao vendedor se os produtos tinham garantia, “pois se sabe como é essa gente”…

Centenas de pessoas encaminharam à página e à polícia federal reclamações contra o racismo e o tráfico de pessoas humanas, mas só neste último domingo quando a imprensa étnica alternativa passou a publicar nas rede sociais e nos blogs étnicos, “blogueiras negras” e “mamapress” foi que a página Mercado Livre, resolveu tomar medidas  para se livrar do racismo e indução ao racismo de que é acusada,

Segundo o jornal o dia, a denúncia do racismo foi encaminhada à Polícia Federal por integrantes do blog ‘blogueirasnegras.org’, que postou a informação na noite de domingo. Em poucas horas, recebeu mais de 1.700 comentários de pessoas chocadas e revoltadas. Uma delas, para ter acesso aos dados do vendedor, ‘comprou’. O vendedor está registrado como ‘SnoopDog 2133043041 sdog.my0bp9@mail.mercadolivre.com’.

O link foi encaminhado à 26ª Promotoria de Investigação Penal, que cuida de crimes na internet. O promotor vai analisar o caso e, se necessário, requerer a instauração de inquérito na delegacia.

Hoje em dia não será difícil para a polícia federal descobrir o autor o grupo que esteja por trás desta ignomínia racista perpetrada por uma página tradicional e com milhões de acesso. Também não será complicado para o Ministério Público Federal indiciar a página Mercado Livre, que apesar ter publicado a seguinte nota de repúdio: “O anúncio foi retirado do ar assim que denunciado pelos próprios usuários do site, conforme nossas regras e, também, pela inadequação completa aos Termos e Condições de Uso do Mercado Livre. Todos os anúncios publicados no site possuem um botão de Denúncia para que qualquer pessoa possa apontar práticas irregulares ou que causem algum dano aparente”, não oferece em nenhum de seus botões de reclamação a possibilidade de se reclamar do conteúdo ofensivo e discriminatório das ofertas. Limitando-se a oferecer possibilidades de reclamações sobre problemas comerciais, e nada que fale de produtos ou textos discriminatórios e ou racistas.denunciar como
Completamos 10 anos da Lei LEI 10.639/03 de obrigatoriedade de ensino da História da África nos estabelecimentos de ensino públicos e privados do Brasil. Lei que não está sendo levada a sério na maioria dos estados brasileiros e é aplicada em uma minoria de escolas do país, sejam públicas ou privadas.
Os criminosos racistas quando cometem seus atos discriminatórios na internet, o fazem porque sabem que encontrarão um público que os aplaude seja por serem racistas, ou por por ignorância da gravidade do racismo.

O sistema educacional precisa entrar de sola na educação contra o racismo, pois a aceitação cada vez maior do racismo como uma coisa natural, está se entranhando em nossa sociedade, seja nas discriminações contra jovens negros nos shoppings e universidades, com no recrudescimento do genocídio da juventude negra. Precisamos educar nossos jovens, pois até a ONU nos alerta sobre o racismo estrutural e institucional no Brasil. Todas as escolas brasileiras deveriam se sentir  na obrigação de ensinar História da África e educar contra o racismo e as discriminações. Não deveria haver nem a necessidade de uma lei para isto.

Pergunto, quantas escolas do Brasil tem este vídeo produzido pelo escritório da UNO no Rio?

No filme “A Rota do Escravo – A Alma da Resistência”, a história do comércio de seres humanos é contada através das vozes de escravos, mas também dos mestres e comerciantes de escravos.

Cada um conta sua experiência: da deportação de homens e mulheres para as plantações até o cotidiano do trabalho e os movimentos de abolição.

Produzido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), traduzido e dublado pelo Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC Rio).

“Mercado Livre” vai para o Index do Boicote Popular: Faz propaganda racista continuada e anuncia venda de meninas e meninos negros por 1 real.


por marcos romão

Que horror, que defecação em nossas cabeças,  que excrescência racista está sendo cometida pela página de vendas na internet, “Mercado Livre”negros 4

Recebemos a denúncia de  Rebeca Oliveira Duarte que acusa uma página racista do “Mercado Livre”, que incita à escravidão e utiliza imagens de crianças negras para incitar ao ódio racial.
“Companheirada, vamos fazer uma denúncia em massa do link abaixo, em que, na Mercado Livre, se oferece “negros com diversas utilidades” por R$1,00.
Brasil, o país em que um crime inafiançável e imprescritível se justifica por “brincadeira”.
Nos comentários, colocarei o link para a denúncia na Polícia Federal. É super rápido para fazer, não tem longos questionários para preencher, é só colar o link da página.
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-532869961-negros-com-diversas-utilidades-_JM
http://www.dpf.gov.br/servicos/fale-conosco/denuncias

Na página do “Mercado Livre” foram publicados estas fotos colocando à venda crianças e jovens negras e negros ao preço de R$ 1,00


Apesar de centenas de reclamações de clientes, a administração da página “Mercado Livre” cuidou mais em deletar comentários de clientes indignados e deixar comentários nazistas além de ter duas mil curtidas de aprovação no Facebook.
NÓS DA REDE MAMATERRA CONCLAMAMOS A TODOS OS ANTIRACISTAS DO BRASIL E DO MUNDO, A NUNCA MAIS ACESSAREM NEM REALIZAREM COMPRAS OU VENDAS NESTA PÁGINA.