Golpe frio no Brasil. Deu no Der Spiegel


por  Spiegel

pela tradução Marcos Romão

Os opositores de Lula  conseguiram o que sua frágil sucessora Dilma Rousseff, não conseguiu desde que tomou posse: Eles conseguiram colocar juntos com o governo, a base do Partido dos Trabalhadores, os sindicatos e os movimentos sociais.

Centenas de milhares de apoiadores de Lula protestaram na sexta-feira à noite em todo o país contra a tentaiva de tirar a presidente do cargo por meio de impeachment. (Impeachment) do cargo. Na Avenida Paulista, em São Paulo, que é considerado como um termômetro dos protestos, eles ocuparam onze quadras da cidade da cidade de São Paulo..
As manifestações permaneceram calmas, Lula foi conciliador, ele evitou ataques contra o sistema judiciário e chamou para o diálogo. Dificilmente se ouviu Incitação ao ódio nas manifestações no Rio e em São Paulo.
Ao contrário do protestos contra o governo na semana passada, em que cada vez mais rebeldes, extremistas de direita e caronas da desordem ganham voz. Eles não representam a maioria dos manifestantes, mas eles ganham popularidade. Isto é preocupante para o ainda jovem democracia brasileira.

Pela primeira vez desde o fim da ditadura militar em meados dos anos oitenta, o maior país da América Latina, sofre uma Crise de Estado, que poderia destruir muitas realizações dos últimos trinta anos. Parte da oposição e o Judiciário. juntamente com o grupo da poderosa TV Globo, tem inflamados os ânimos e desencadeado verdadeira uma caça às bruxas contra o ex-presidente Lula.

Sérgio Moro, juíz ambiciosos do sul do Curitiba do Brasil, aparentemente, tem apenas um objetivo: levar o ex-presidente para atrás das grades. Moro comanda os inquéritos do escândalo de corrupção, que envolvem a empresa petrolífera estatal Petrobras, e centenas de gestores, lobistas e políticos, incluindo vários altos representantes do Partido dos Trabalhadores de Lula.

Como um furacão o juíz varreu a elite política e econômica do Brasil. Ele descobriu bilhões desviados. Mais de cem suspeitos estão na prisão, a maioria sem condenação. Muitos brasileiros celebram os juízes-lo como um herói nacional.

As evidência são poucas.

Mas nos últimos meses o sucesso de Moro, aparentemente subiu à sua cabeça. O juiz faz política, que não não lhe seria permitido. A publicação de conversas telefônicas interceptadas entre Lula e Dilma poucas horas antes da nomeação de Lula como primeiro, perseguiu por si só, fins políticos, e foi legalmente duvidosa, para dizer o mínimo.

Moro até agora não tem sido capaz de forjar uma acusação contra Lula, embora dezenas de promotores e agentes federais de Curitiba, vasculhassem as finanças e condições de vida pessoais do ex-presidente durante meses. A evidência é ainda escassa.

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Para aliados de Dilma, Eduardo Cunha protelou início do trâmite na espera de piora no cenário

Lula não tem milhões na Suíça, como o poderoso presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha. Ele é acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, um juiz do Supremo Tribunal de Justiça referiu a ele como um criminoso. Mas isso não impede que Cunha assuma a presidência da comissão, que é responsável pelo impeachment da presidente.

Nesta honrosa comissão de impeachment, senta-se entre outros, um ex-governador de São Paulo, que foi condenado na França por acusações de corrupção, mas não foi entregue pelos brasileiros, porque ele é brasileiro.

O fato de que tais figuras possam dizer palavras decisórias para derrubar um presidente, que até agora não tem nenhuma culpa que a incrimine. destrói a legitimidade de todo o processo.

Seguidores de Lula alertam sobre estar acontecendo um golpe frio contra a democracia brasileira. Vinda do vento, essa preocupação não é.