Beijaço contra a homofobia junta 800 pessoas em Nova Iguaçu


por Felipe Martins

fonte: blogodia

Manifestação foi em apoio ao estudante universitário Vinicius Vieira que relatou ter tido uma arma apontada contra o peito após beijar um rapaz

A Praça do Skate ficou pequena na última sexta-feira. Cerca de 800 pessoas foram ao Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, participar de um beijaço próximo ao bar onde o estudante de Ciências Sociais Vinícius Vieira informou nas redes sociais ter tido contra ele uma arma apontada no peito pelo dono do estabelecimento após se despedir de um rapaz com um beijo na boca, em caso ocorrido no dia 11 de janeiro.

Foto:Yasmin Thayná / Divulgação

Organizado por ativistas ligados aos direitos humanos, o protesto teve que ser iniciado com uma hora de antecedência devido a quantidade de pessoas que compareceram, além do esperado. Vinícius foi à manifestação após prestar depoimento na delegacia da cidade onde o caso é investigado. “Foi um ato de união muito bonito. Essa é uma forma de mostrar que nossa afetividade precisa ser naturalizada, porque é natural. Nós existimos. Todos, gays, lésbicas, travestis, transexuais, somos pessoas antes de qualquer rótulo imposto pela sociedade”.

Entenda o caso

Vinícius disse que um de seus amigos da faculdade decidiu ir embora no início da madrugada, e que eles se beijaram do lado de fora do bar Point da Moto. Momentos depois, o dono do bar os abordou. “Demos um beijo espontâneo. Foi na rua, não dentro do bar. O cara se sentiu incomodado, disse que não aceitava aquilo. Nós rebatemos, ele sacou uma arma e apontou para o meu peito”, contou o estudante.

Segundo o universitário, ele e o grupo ouviram ofensas homofóbicas. Pessoas que estavam próximas se solidarizaram e também deixaram o local. Os donos do bar teriam fechado o estabelecimento após o episódio. “Foi um atentado contra a minha vida porque sou homossexual. Mas não deixarei de ser”, afirmou o universitário, que registrou queixa na 52ª DP (Nova Iguaçu). A Polícia Civil informou que o dono do bar será chamado a depor. Os investigadores ainda vão checar se o fato foi registrado por câmeras do local. O dono do estabelecimento foi procurado, mas não respondeu ao DIA .

Lei que protegia LGBTs de preconceito foi derrubada pela Justiça

Uma das organizadoras do evento e amiga de Vinícius, a produtora cultural Jessica Oliveira, pede a adoção de políticas publicas contra a violência homofóbica. “Esse ato foi um movimento da juventude da cidade para mostrar que a gente se incomoda sim, a gente está na luta. Eu quero que o Vinicius tenha garantido o mesmo direito que eu tenho de beijar meu namorado na boca em qualquer lugar. A gente quer uma politica pública, uma lei que proteja os LGBTs”, disse.

Centenas de pessoas participaram do beijaço  contra a homofobia. Foto: Yasmin Thayná / Divulgação

A proteção pedida por Jessica existiu em todo o estado do Rio entre 2000 e 2012 na forma da lei 3406/2000 que punia donos de estabelecimentos que agissem com discriminação contra LGBTs. Foi derrubada pelo Tribunal de Justiça por um caráter meramente técnico. De autoria do deputado estadual Carlos Minc (PT), a Justiça declarou a lei inconstitucional por entender que esta deveria partir do Executivo por prever punições a servidores publicos.As penas variavam de advertência e multa à cassação da inscrição estadual, o que significava o fechamento do estabelecimento. Em 2013, o governo do estado encaminhou ao Legislativo um projeto de lei substitutivo, que esbarrou na rejeição sobretudo da bancada religiosa que apresentou mais de cem emendas ao projeto, tirando-o da pauta de votação.

'Nós existimos', disse o estudante Vinícius Vieira durante a manifestação. Foto Yasmin Thayná /  Divulgação

“Esse bar deve responder judicialmente em relação a esse ato porque ficamos sabendo de outros casos parecido com o do Vinicius por lá. Então quantas bichas serão hostilizadas nesse bar e eles continuarão dizendo que não são homofóbicos, mas na primeira oportunidade que eles têm, apontamuma arma e expulsam um gay por estar trocando afeto no estabelecimento deles? Não rola, saca? Não passarão!”, disse a universitária Yasmin Thayná.

Não existe previsão para o projeto de lei voltar à pauta de votação na Alerj. No município do Rio e em outras cidades do estado vigoram leis municipais que protegem homosexuais e transexuais de discriminação. Nova Iguaçu não tem uma lei para este tipo de caso.

Hino da Faculdade de Medicina da USP chama mulheres negras de “imundas” e ‘fedorentas’


Bateria de faculdade de medicina da USP Ribeirão Preto é acusada de racismo. Hino cantado por alunos chama negras de ‘fedorentas’ e ‘imundas’medicina-usp-racismo-batesao-e1415796559514

Nota da Mamapress: Pronunciamentos de professores contra as cotas para negros e afirmações que não gostariam de serem atendidos por médicos negros, ataques neonazistas aos negros e negras nas redes sociais vindos de estudantes universitários, e pixações contra os negros em diversas universidades do Brasil, têm sido a tônica das agressões racistas que ameaçam aos negros e negras do Brasil no ano de 2014.

A tendência é aumentar se não houver um grito de basta na sociedade. Ou a direção das universidades dão um basta nesta ignomía,  ou do contrário teremos que organizar grupos de autodefesa para protegerem nossos parentes, vizinhos e amigos, alunos e alunas que estão sendo discriminados e violentados em sua dignidade humana dentro das universidades.
A violência discriminatória começa já na entrada de alunos negros nas faculdades, e é praticada através de humilhantes e abnormais agressões, nos tristemente famosos ” batizados de calouros”.

A violência e discriminações, que viraram tradição nas universidades, se estendem às mulheres, aos grupos LGBT, aos indígenas e aos estrangeiros. É preciso dar um basta.

Vamos monitorar todo o país e pedimos ajuda a toda a sociedade brasileira, para que no próximo ingresso na universidade, os calouros e calouras sejam protegidos das humilhações e agressões que  têm se repetido a cada semestre. Basta de racismo, xenofobia, sexismo, homofobia.

Exigimos que as associações profissionais tomem uma posição e declarem que formandos com fichas de racistas, xenófobos, sexistas e homofóficos não receberão a habilitação para o exercício da profissão, por serem ameaças à sociedade. São bombas neonazistas e racistas que podem explodir enquanto estamos anestesiados.

Como poderá uma mulher negra, um homossexual, um estrangeiro, ou uma mulher de qualquer cor, entrar em um consultório médico ou em um hospital,  para serem atendidas por pessoas formadas no ódio e racismo contra as minorias?

É um risco de vida deixar-se operar por um futuro médico racista, xenófobo, sexista e homofóbico.

Temos que cortar este mal pela raíz!
Marcos Romão-Redator Chefe da Mamapress, e coordenador a Rede Radio Mamaterra e do Sos Racismo Brasil.

Denúncias de racismo, xenofobia, sexismo, homofobia e outras formas de violência em uma das mais importantes faculdades de medicina do país foram apresentadas nesta terça-feira (11), na Comissão de Direitos Humanos da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), que realizou uma audiência pública para tratar de casos de violações supostamente praticados na FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo).

A “morena gostosa”, a “loirinha bunduda” e a “preta imunda”. É assim que um hino da bateria da faculdade de medicina da USP Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo), chamada Batesão, se refere às mulheres.

A música, que fala de de loira e morena, fica mais agressiva ao se referir à mulher negra, que é tratada como “preta imunda” e “fedorenta”. A música cantada em jogos universitários e durante festas da faculdade e foi divulgada neste ano em um manual para calouros do curso, junto com camisetas da atlética da medicina.

A letra na íntegra não é passível de publicação por causa de seu alto teor sexual.

Ninguém da Atlética Acadêmica Rocha Lima, da medicina, quis se pronunciar sobre o material e as acusações. A Bateria da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (Batesão) publicou uma nota de retratação em sua página no Facebook.

USP repudia discriminação

A USP São Paulo afirmou em nota que é contra qualquer forma de violência e discriminação. De acordo com a universidade, “a cultura da instituição é baseada na tolerância e respeito mútuos, valores que são passados aos seus alunos”.

A instituição ainda diz que foi formada recentemente uma Comissão com docentes, alunos e funcionários com o objetivo de propor ações para resolver problemas relacionados às questões de violência e preconceito, além do consumo de álcool e drogas.

O vice-diretor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Hélio Cesar Salgado, afirmou, em nota, que está surpreso com a existência dessa letra de música. De acordo com Salgado, essa atitude é repudiada e que o fato será devidamente examinado pela direção da faculdade.

com Folha e R7

Arcebispo Tutu disse: “não posso adorar um Deus homofóbico”


agência de notícias AFP
 Extraìdo do Coletivo de Entidades Negras
Da África do Sul, o prêmio Nobel da Paz arcebispo Desmond Tutu disse que nunca vai adorar um “Deus homofóbico” e preferia ir para o inferno.
O arcebispo emérito falava no lançamento de uma campanha apoiada pela ONU na África do Sul para promover os direitos dos gays. Apesar das relações do mesmo sexo, serem legal na África do Sul, ainda tem alguns dos piores casos de violência homofóbica, disse Navi Pillary, chefe de Direitos Humanos da ONU.
Arcebispo Tutu, 81 anos, é um ativista de longa data pelos direitos dos homossexuais.Aposentou-se como arcebispo da Cidade do Cabo em 1996, mas ainda é a consciência moral da nação.
Eu estou tão apaixonado por esta campanha,assim como eu estava na luta contra o apartheid “
Relações do mesmo sexo são ilegais em mais de um terço dos países do mundo e punível com a morte em cinco, Ms Pillay disse.
Na África, os atos homossexuais são ainda um crime em 38 países, de acordo com o grupo de direitos Anistia Internacional.
“Eu me recusaria a ir a um céu homofóbico. Não, eu diria que sinto muito, que gostaria de estar em outro lugar pois seria muito melhor”, disse o arcebispo Tutu, no lançamento da campanha de livres e iguais em Cidade do Cabo.
desmond tutu“Eu não vou adorar um Deus que é homofóbico e é assim que eu me sinto profundamente sobre isso.”
Arcebispo Tutu disse que a campanha contra a homofobia foi semelhante à campanha empreendida contra o racismo na África do Sul.
“Eu sou tão apaixonado por esta campanha, como eu já estava prestes apartheid. Para mim, está no mesmo nível”, acrescentou.
Ms Pillay disse que as pessoas gays e lésbicas na África do Sul tem algumas das melhores salvaguardas legais desde o fim do apartheid em 1994, mas que ainda enfrenta ataques brutais.
No mês passado, uma lésbica foi encontrada morta, depois de ter sido sexualmente agredida com uma escova de vaso sanitário.
“As pessoas estão literalmente pagando pelo seu amor com suas vidas”, disse ela, a agência de notícias AFP.
A ONU vai pressionar para que os direitos dos homossexuais sejam reconhecidos nos países onde eles são ilegais, Ms Pillay disse.
“Eu sempre ouvi governos dizerem ‘, mas esta é a nossa cultura, a nossa tradição e não podemos mudá-la” … Portanto, temos muito trabalho a fazer “, acrescentou.
Arcebispo Tutu ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1984, para fazer campanha contra o governo da minoria branca na África do Sul.

Gêmeos abraçados são confundidos com homossexuais e um deles é morto a pedradas por 8 machistas homofóbicos em Salvador


Recebemos de nossa amiga Elza Larkin Nascimento e de nosso amigo Wilson, esta notícia  tenebrosa, com os seguintes comentários:

que coisa incrível e lamentável!
vi a notícia no jornal O Globo.
o caso nem seria manchete, não fosse o fato de o rapaz que morreu, e o irmão que teve o rosto afundado, não serem homossexuais.
se fossem, virariam mais uma estatística invisível…


Elisa Larkin Nascimento, Ph.D.
Em 27 de junho de 2012 22:26, wilson honorio silva  escreveu:
compas.,

Esta mais recente e asquerosa demonstração de homofobia é um lamentável “lembrete” dos custos da covardia política de Dilma, do PT, PCdoB que, aliados ao que há de mais conservador e podre do cenário político (cristãos fundamentalistas e ruralistas à frente). Amanhã é “28 de junho”. Que todos e todas acordemos com o ódio aos homofóbicos amplificado por este crime absurdo e com mais disposição de luta pra virar o jogo.

Vítima foi morta na madrugada de domingo.

SALVADOR – José Leonardo da Silva, 22 anos, não imaginava que o gesto inocente de caminhar abraçado com seu irmão gêmeo, José Leandro, despertaria a ira de outros homens. Os gêmeos foram espancados por cerca de oito pessoas na madrugada do último domingo (24) quando voltavam do Camaforró, na cidade de Camaçari (Grande Salvador). Leonardo morreu no local ao receber várias pedradas na cabeça, enquanto Leandro foi levado ao Hospital Geral de Camaçari com um afundamento na face, mas já recebeu alta.

Os agressores, que não tinham passagem na polícia, foram presos no mesmo dia do crime e estão custodiados na 18ª Delegacia (Camaçari). Segundo a delegada da 18ª DT, Maria Tereza Santos Silva, trata-se de um crime de homofobia

– Pensaram que eles fossem um casal homossexual. Os agressores e as vítimas não se conheciam e não tiveram nenhuma briga anterior, por isso acho que a motivação seja a homofobia – explica.

A delegada relata que o grupo desceu de um micro-ônibus ao ver os gêmeos abraçados e iniciou as agressões.

– Eles alegaram que acharam que era um homem e uma mulher brigando – conta Maria Tereza. Após as investigações, ela indiciou três das sete pessoas conduzidas para a delegacia. Douglas dos Santos Estrela, 19; Adriano Santos Lopes da Silva, 21; e Adan Jorge Araújo Benevides, 22; foram autuados em flagrante por homicídio qualificado (por motivo fútil) e formação de quadrilha. Diogo dos Santos Estrela, irmão de Douglas, está foragido.

Segundo a delegada Maria Tereza, durante as agressões, Leonardo reagiu, conseguiu tomar a faca da mão de Diogo e saiu caminhando. Ao ver Leonardo com a faca que pertencia a Diogo, Douglas perguntou onde estava seu irmão.

– Leonardo respondeu que não sabia. Douglas pediu para ele largar a faca e conversar. Depois, Adriano meteu um paralelepípedo na cabeça de Leonardo e Douglas pegou a mesma pedra e golpeou várias vezes a cabeça da vítima – relata a delegada Maria Tereza. Adan foi o que desferiu os socos que provocaram o afundamento na face de Leandro, que sobreviveu.

Para a delegada Maria Tereza, o crime contra os gêmeos mostra um problema social.

– Estamos no século 21 e matar uma pessoa porque é homossexual é um absurdo. Um jovem pagou com a vida porque foi confundido com um gay – destaca a delegada. O presidente do Grupo Gay da Bahia (GGB), Marcelo Cerqueira, afirma que o episódio demonstra claramente o grau de homofobia cultural presente na sociedade.

– Esse caso mostra o perigo que é ser homossexual e demonstrar carinho em público. A gente repudia a situação e chama a atenção para a aprovação da lei que torna a homofobia crime no Brasil. Enquanto isso não acontecer, muitos casos vão se repetir – ressalta.

– Defender os direitos dos homossexuais é defender os direitos humanos – completa.

Em julho do ano passado, um caso semelhante ocorreu no interior de São Paulo, na cidade de São João da Boa Vista. Pai e filho foram espancadosem uma feira agropecuária porque estavam abraçados, assistindo às apresentações, quando um grupo com sete homens se aproximou e perguntou se eles eram gays.

O pai explicou que não, e o grupo foi embora, mas voltou logo depois e começou uma sessão de espancamento contra os dois.

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/abraco-de-irmaos-acaba-em-ataque-homofobico-morte-na-bahia-5330477#ixzz1z9FkBUPg
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Rio devota a idade média que nunca teve: Câmara aprova projeto que proíbe material didático sobre diversidade sexual


Agora, é a vez do SR. Prefeito mostrar
como cuida dos Direitos Humanos da cidade do Rio de Janeiro

Câmara do Rio de Janeiro aprova projeto (PL) que proíbe material didático sobre diversidade sexual


Câmara aprova projeto que proíbe material didático sobre diversidade sexual
enviado por nossa correspondente da Mamapress, Ana Felipe do Memorial Lélia Gonzalez
22/03 às 19h44 – Atualizada em 22/03 às 19h46
Informe JB – Jorge Lourenço

A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou um projeto de lei que proíbe a distribuição, exposição e divulgação de material didático sobre diversidade sexual no Rio de Janeiro. Elaborado pelo vereador Carlos Bolsonaro (PP-RJ), o PL 1082/2011 proíbe até orientações sobre o combate à homofobia e direitos dos homossexuais.

“A distribuição e divulgação de material didático com conteúdo sobre a diversidade sexual, pode ser considerado uma afronta aos conceitos da família tradicional, cabendo, somente à família determinar o momento certo de expor tal assunto aos seus filhos”, justifica Bolsonaro, no texto do projeto. O vereador também propôs o “Dia do Orgulho Hétero” no Rio.

Contra

Os vereadores Brizola Neto (PDT), Reaimont (PT), Andrea Gouvêa Vieira (PSDB), Eliomar Coelho (PSOL) e Paulo Pinheiro (PSOL) bem que tentaram dissuadir os outros parlamentares, mas não deu.
No fim, o projeto de Carlos Bolsonaro foi aprovado por 21 votos contra 9.