Estupro é para os homens uma arma política de opressão e controle social sobre todas as mulheres.


Por marcos romão

Não ouso falar das mulheres, quando reflito sobre o grau de perversidade,  que nós homens brasileiros atingimos em 2016.

Nós homens estupramos no Brasil com nossa ação ou silêncio em 2014,  47.646 mulheres, um pouco menos que e em 2013, quando 50.320 mulheres, incluindo crianças e adolescentes, foram atingidas por esta violência contra o corpo e a alma das vítimas provocadas por nós homens.

estupros no brasil

Gráfico do G1

Somente nos primeiros 4 meses de 2016, nós homens fomos responsáveis pelo estupro de 1690 mulheres em nosso estado do Rio de Janeiro, o que dá uma média de 13 estupros por dia, equivalente a mais de um atentado terrorista sexual contra mulheres, a cada menos que 2 horas.***Fonte G1

O estupro é assim um instrumento político de guerra contra as mulheres, que ultrapassa as fronteiras entre o público e o privado.

Pais, tios avós, policiais, intelectuais, pobres, ricos, jornalistas, senadores, porteiros, prefeitos, traficantes, motoristas, líderes religiosos e tudo mais que qualifique um homem, eu incluo no mesmo saco, somos os responsáveis pela ação política criminal, que através da violência sexual, delimitam os espaços e comportamentos que as mulheres podem viver e exercer.
Saiu da linha traçada por nós os homens,  a punição para as mulheres é primeiro o estupro, depois o apedrejamento e assassinato de seu caráter.

É uma prisão mental e de poder masculino tão terrível, que o homem brasileiro não consegue nem pensar no grau de responsabilidade que tem, por sua forma de pensar, de agir, ou silenciar diante deste quadro fantasmagórico, em que o número de mulheres estupradas anualmente, só encontra comparação com o número de jovens assassinados no país todos os anos.

Diante da questão grave do estupro, o máximo que um homem consegue dizer para um outro homem é: ” E se fosse com sua mãe, ou irmã?”. Ou para justificar sua meia indignação contra o estupro, grita a velha cantilena: ” Tem que ser preso para fazer papel de mocinha na cadeia”.

Assim para o homem brasileiro o estupro, tem que ser resolvido por outro estupro, em que o estuprador é punido, aos ser estuprado coletivamente na cela de uma masmorra.

O falo, o falso poder do caralho, não é colocado em dúvida, continua a ser usado como instrumento de guerra, no crime e na punição do crime.

Nós homens temos todos a cara e a cabeça de pau de promotores e carrascos de botequins. E seguimos a vidinha, sem nos questionarmos, que nós homens somos os produtores e responsáveis por toda esta violência contra as mulheres.

Nós homens seguimos com o comportamento e modo de agir, que está bem resumido na postura do delegado, Dr. Alessandro Thiers, que ao ouvir a jovem adolescente vítima de um estupro coletivo, segundo a advogada Eloisa Samy Santiago, perguntou à sua mandante: “Você tem por hábito participar de sexo em grupo?” . Ou pior, “Você foi cooptada pelo tráfico para trabalhar com eles?”

Agora eu entendo quando as mulheres falam de uma cultura de estupro na história de nosso país.  Agora eu entendo  os motivos pelos quais nós homens torturamos e inventamos os esquadrões da morte.

Agora entendo porque tratamos todas as mulheres, sejam mulheres das mais simples até as mulheres que ocupem os mais altos postos da nação, parentes ou não, como animais soltos a serem caçadas em nossas florestas mentais ou como santas em pedestais, que serão protegidas pelo nosso falo político até o próximo estupro.

O estupro funciona assim, em todas as suas formas, como um poderoso instrumento político, para manter 105,5 milhões de mulheres controladas e afastadas do poder e dos espaços exclusivos, reservados para 98,5 milhões de homens.

Finalmente agora compreendo que nós falamos das mulheres, mas não falamos de nós homens. Precisamos nos libertar desta prisão que faz a todos nós homens perversos, por ação ou omissão.

O fato de acontecer um estupro em uma favela, atua como controle político e comportamental de todas as mulheres da favela em que isto aconteça, de forma mais eficiente que ocupações por forças armadas, polícias ou milícias.

O segundo estupro que foi o estupro sexual espalhado através da internet, atinge, ameaça, controla e define até onde podem ir e andar em nossa sociedade, 105, 5 milhões de mulheres brasileiras.

Assumamos a nossa responsabilidade de homens e quebremos este espiral de violência.

 

 

A barbaridade sem fim. Jovem diz que foi estuprada por PMs do BOPE. O crime aconteceu na manhã do Natal em beco na comunidade


WILSON AQUINO do original O Dia
Mulher mostra marcas de agressões durante o estupro que denunciou

Foto: Wilson Aquino / Agência O Dia

Rio – A selvageria parece não ter limites. Policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estão sendo acusados de violentar uma moradora da Rocinha em plena manhã de Natal. De acordo com a vítima, o requinte de perversidade foi tanto a ponto de os próprios PMs filmarem o crime com celulares.

A mulher, de 28 anos, 48 quilos e 1,55 m, contou ao DIA que foi agarrada pelos cabelos por dois policiais da tropa de elite da PM, levada para um beco na favela e estuprada.

O crime, segundo ela, aconteceu no Beco do Seu Miro. “Eu voltava sozinha de uma festa. Havia um cadáver no caminho de casa e quatro policiais tomando conta. Eles mandaram que eu entrasse no Beco, porque não podia passar pelo local do crime antes de a perícia chegar”.

Assim que entrou no local, ela foi agarrada com violência. “Eu usava uma roupa folgada, um macaquinho azul. Eles me encostaram na parede, afastaram minha roupa e me estupraram de pé”, contou a vítima, entre lágrimas. Os policiais se revezaram no estupro e quando ela esboçava reação, era agredida com chutes e cotoveladas. “Eles falavam que não adiantava gritar porque ninguém viria me socorrer, e que já iam terminar”.

Depois de consumado o estupro, a vítima foi pedir providências aos outros dois policiais que davam cobertura aos maníacos sexuais, mas acabou sendo ameaçada por eles. No dia 26, ela decidiu dar queixa na 11ª DP (Rocinha). O delegado Bruno Reis encaminhou a jovem para exame de corpo de delito, cujo laudo preliminar confirmou as agressões sofridas.

Na delegacia, a vítima reconheceu, através do álbum de fotos, os dois policiais que não impediram os colegas de cometerem o estupro. Ela disse que está aguardando ser chamada à DP para tentar identificar os estupradores. “Minha vida virou de pernas pro ar. Não consigo mais dormir, comer. Estou com muito medo.” O Bope confirmou que esteve na Rocinha, mas não teve conhecimento da denúncia.

Para líder, PM extrapolou ‘os limites’

O líder comunitário da Rocinha, William de Oliveira, se disse enojado com o crime. “Os PMs extrapolaram todos os limites”, protestou ele.

O presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Alerj, Marcelo Freixo (PSOL) já acionou a Anistia Internacional e agora vai cobrar uma resposta à Corregedoria da Polícia Militar.

“É a coisificação da pobreza. Certos policiais se acham donos dos destinos e, consequentemente, dos corpos das pessoas pobres”, lamentou Freixo.

Facebook volta atrás e tira do ar página neonazista que atacava mulheres negras.


por marcos romão

Durou quase dez dias a novela racista, que foi a refrega entre usuários indignados com uma publicação neonazista e racista e um Facebook que alegava nada constatar que ferisse a política de conduta, deste instrumento mais utilizado pelos brasileiros para se comunicar nas redes sociais, que é o Facebook.

Foi aberta recentemente a página, “Eu não mereço mulher preta”, pelo caxiense do sul,  Gustavo Rizzotto Guerra, que foi indiciado no processo encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), que investiga as declarações de incitação ao racismo, pedofilia e estupro na internet, praticadas por ele em janeiro deste ano.

Após inúmeras reclamações, principalmente por parte de mulheres negras, apoiadas pelo Sos Racismo Brasil, O FACEBOOK , recusava-se a aceitar as denúncias como no exemplo abaixo:

2015.02.08-não-do-facebookA página racista chegou a ficar fora do ar por um pequeno lapso de tempo, voltando logo em seguida, em atendimento ao recurso impetrado pelo racista junto ao Facebook, que está indiciado pela Polícia Federal, como incitador à pedofilia, ao racismo e ao estupro de mulheres.
O pedófilo, racista e estuprador virtual de mulheres,Gustavo Rizzotto Guerra, logo comemorou a vitória de sua “comunidade de criminosos”.

A página voltou!!!! Facebook aceitou nosso recurso.

A página voltou!!!! Facebook aceitou nosso recurso.

O desencanto dos usuários antirracistas com o Facebook foi total, e resolveram contra atacarm ecaminhando a todas as instâncias da justiça brasileira, queixa crime contra o meliante racista e contra o facebook que o acoitava.
Facebook libera publicação neonazista no Brasil
14 de fevereiro de 2015 às 13:27
Sos Racismo Brasil já encaminhou pedido ao Ministério Público Federal para que apure este CRIME.
Solicitamos a todos os antirracistas do Brasil que denunciem esta página, para que o Facebook mais uma vez seja lembrado, que aqui não é os EUA, e que na lei brasileira, apologia do nazismo é crime. Solicitaremos também que o próprio Facebook.com seja criminalizado caso persista na divulgação do ódio e desprezo racial contra sa mulheres negras.
SOLICITAÇÃO E QUEIXA AO MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL:Informamos a existência da página no Facebook com o título “EU NÃO MEREÇO MULHER PRETA”. criando uma comunidade com o único objetivo de atacar as mulheres negras; Devido a várias reclamações chegou a ficar uns dia fora do ar, mas segundo os autores o facebook aceitou o recurso e eles voltaram mais ferozes incitando ao ódio e ao desprezo às mulheres negrasQue esta página seja retirada do ar e que se identifique seus autores respeitando-se os preceitos da lei LEI Nº 7.716, DE 5 DE JANEIRO DE 1989.Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. (Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)Pena: reclusão de um a três anos e multa.(Redação dada pela Lei nº 9.459, de 15/05/97)
A drasticidade da ação se fazia necessária, pois ao permitir o retorno deste facínora e sua página racista e sexista além de nazista ele passou a escancara o seu ódio publicando personagens com suásticas e carregando nas tintas racistas.

foto página retorno

Para arrematar, com a leniência e cumplicidade da equipe de gerência do Facebook o meliante publicou um vídeo em que despeja e vomita suas “teorias” racistas, contra negros e judeus e principalmente mulheres negras.
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Devido a repetição destes fatos racistas, sexistas e neonazistas no Facebook, consideramos que existe a necessidade de se divulgar, quem são os responsáveis pelas análises dos conteúdos denunciados pelos usuários como ofensivos ou infringidores da lei via Facebook.
Somente a transparência permitirá que os usuários tenham certeza, que não existe nenhum simpatizante do neonazismo ou racista em sua cúpula.
Pelos comentários que recolhemos e arquivamos, dos usuários do Facebook que reclamaram desta página, pudemos observar que o Facebook ao tolerar o racismo perdeu a confiança de muita gente e será difícil recuperar.
Um grupo de cidadãos brasileiros já está elaborando uma carta à diretoria da matriz do Facebook, para saber se eles estão acompanhando o que o Facebook Brasil está fazendo.página-indisponível-2

ATUALIZAÇÃO EM 15 DE FEVEREIRO DE 2015 VITÓRIA COMPLETA COM O FACEBOOK MANDANDO A MENSAGEM ABAIXO PARA MILHARES DE RECLAMANTES!2015.02.14-para-web-mulher-