A privatização do Movimento Negro


por paulo roberto

paulo bocaA falência que observamos na atuação das organizações negras pelo Brasil afora, sobretudo o desdém operado na área de ‘ defesa de direitos ‘, preocupa e nos leva a pensar que não estamos fazendo a leitura correta do momento histórico em que vivemos.

Os anos 80 e 90 conheceram as grandes campanhas e mobilizações de rua para o enfrentamento das situações de racismo e violações da cidadania negra, sobretudo em nossas comunidades periféricas onde se encontravam ( e se encontram) a maioria negra no maior grau de vulnerabilidade social. Naquela oportunidade, a realização de grandes eventos tais como ‘ Encontros Sul-sudeste ‘ e ‘ Norte-nordeste ‘ eram os  grandes fóruns que abasteciam a ação política de nossas organizações. O debate das grandes plenárias, o acolhimento e a votação das propostas proporcionavam a legitimidade necessária para as ações de caráter político e o combate às ações conservadoras do estado brasileiro.

Essa época já passou, vitórias importantes foram conquistadas (nos governos  FH, Lula e Dilma), mas sabemos o muito que ainda temos que construir. Nessa ‘quadratura’, depois dos momentos de luta e conquista, vivemos o momento que temos que consolidar e defender os direitos conquistados nas barras dos tribunais. E o que temos ? Não temos. Não cuidamos de montar uma adequada estrutura jurídica, mormente em nossas macro-organizações (Conem, Mnu, Cen e outras) com espécies de centrais jurídicas, com financiamento buscado, prioritariamente, nas agências multilaterais de fomento, o que nos proporcionaria maior independência para as ações necessárias, sem, por óbvio e direito, deixar de solicitar (exigir) financiamento público a que temos direito por trabalhadores e pagadores de impostos. 

Uma tal estrutura, com a possibilidade de contratar um quadro suficiente de advogados, somada à assinatura de convênios com universidades públicas e privadas para um programa de estagiários, poderia, com muita probabilidade apontar um caminho correto para a defesa das demandas da comunidade negra nacional, abastecida que está no momento com tantos ‘imbróglios’ – já na corte – e outros a caminho igualmente das barras dos tribunais.

Os organismos-PIR e os Conselhos de Promoção precisam também se apresentar diante desses hodiernos problemas. 

Daqui a alguns meses veremos a realização da ‘ IIIª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial ” precedida das municipais e estaduais. Não podemos deixar de aproveitar o ensejo de estarem as organizações, por seus líderes reunidas, para, em agenda paralela, enfrentar esse grave problema da proteção jurídica, sem o que poderemos iniciar uma nova fase da luta: a privatização do movimento negro.

STF sacode o racismo: Injúria racial virou biombo para esconder racistas, afirma advogado e jornalista da Afropress.


Hoje pela manhã em audiência pública no Senado Federal, convocada pelo senador negro, Paulo Paim, para discutir a aplicabilidade das leis contra o racismo no Brasil, o advogado e jornalista da Afropress, Dojival Vieira defendeu a tese de que é preciso aperfeiçoar a Lei 7716 (apelidada de lei Cáo) e o artigo 140° do código penal de 1941, que qualifica as contravenções de injúrias raciais.

Para o advogado o artigo 140 ° da lei penal feita para coibir o racismo, está servindo para que racistas se utilizem dela, para desqualificarem a lei 7176 que considera o racismo como crime.

“É preciso aperfeiçoar e adequar  a lei aos tempos modernos”, reafirmou o advogado, pois segundo ele a própria Afropress que vem sofrendo ataques racistas  de neonazistas em suas página, se vê obrigada a recorrer a uma lei dos tempos em que não havia nem internete.

O debate que durou 4 horas contou com a presença entre outros da presidente do Senado Marta Suplicy e do ex-presidente Collor de Mello, que manifestaram sua solidariedade ao aperfeiçoamento de leis que coibam o racismo.

Dados trazidos pela Afropress demonstram que 54% dos casos de injúria racial são considerados improcedentes pela justiça, o que corrobora as inúmeras cartas que recebemos na Mamapress, de todo o Brasil , de vítimas do racismo que se sentem duplamente violentadas pelo racismo, a primeira vez quando alguém a ataca, e depois na própria justiça, que pelo código penal deixa para a vítima o ônus da prova.

Para Dojival, em um país em que niguém admite que é racista. As vítimas da discirmanção ficam em um beco sem saída.

Presente, o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães propos à presidente Dilma que nomeie uma magistrada negra para o STF. Propõe também cotas para todos os concursos públicos incusive para a área militar. Prop~eo também que o ministério de educação fosse mobilizado para divulgar o votos dos ministros do STF e o materia de vídeos contra o racismo.

Para a Senadora Marta Suplicy uma mulher e negra no senado, seria um gol de placa da presidente Dilma.

Quilombolas e indios ameaçados, enquanto Wagner e Dilma conversam com Angela Merkel sobre crise na Europa


São situações com estas que nos deixam de cabelo em pé. Enquanto o governador da Bahia Jaques Wagner e a presidente Dilma Roussef, visitam a Europa para “resolverem” a crise de lá. Esbirros armados desrespeitam os direitos fundamentais dos Quilombolas e dos Povos Indígenas Brasileiros. Marcos Romão

A ministra negra da nova República.


A ministra negra da nova República.
Acho o maior barato, estar no Brasil, no momento em que a imprensa investigativa ressuscita.
A Folha, especialista em servir aos porões do SNI, descobriu, que Luiza Bairros, é uma ministra apagada.
Lembrei-me do Rogério Duarte, um delegado do Rio de Janeiro, comparsa do Flávio Cavalcante, que em em 1975 falava na televisão:” toda pessoa.  que não cheira, não fuma nem bebe, é um suspeito em potencial, observe seu filho.”
Este torturador cotumaz, informava à todas as famílias brasileiras no horário nobre:” Caso  o seu filho esteja calado, ele é um suspeito.”
12 anos de governo federal do PT. Cada vez menos ministros  negros.
A ministra mais obsnegra do governo, tem experiência em ser negra desde o tempo, em que era impossível falar-se deste assunto,  tanto para a esquerda, quanto para direita.  Preto que não fosse carregador de mala de aparelhos partidários, era coisa rara nos ministérios do Lula e Sarney.
Com a Dilma, não existem carregadoras de mala para acenderem o fogo dos churrascos na Granja do Torto Figueiredo. Até agora pelo que observo. Isto é um fato.
Como uma Simone de Bevoir, a ministra negra é intelectual e, com passado de atiivista negra, desde o tempo  em que a antiga direita nos temia, é um exemplo que a esquerda peleguista não conhecia no Brasil.
Agora ela encontra a mesma dificuldade em ser aceita que seus antecessores femininos tiveram. Com um agravante- além de ministra preta, é intelectual, no popular, uma mulher ogerizada,  pelos partidos dos homens brasileiros.

Cada preto meirinho carregador de mala, de qualquer partido. sonha em exercer o  poder desta mulher preta.
Com as mudanças ministeriais, Dilma Roussef deve perguntar-se: “encontrarei um pessoa  com este perfil?”
Eu responderia: “Mantenha, Luiza Bairros no cargo,” ajude o Brasil a construir pilares de igualdades com consciência”.
Caso a senhora Luiza, continue no cargo,, é necessário que o foverno federal, demonstre suas ações, caso não, o governo federal vai continuar desprotegendo os negros e os índios e salvarguandando as cotas dos filhos de algo brancos brasileiros..