COTAS? É na lei ou na marra. Tá na hora dos acadêmicos se descolonizarem!


Por Marcos Romão

COTAS?

Já que apesar de ser lei, ainda tem gente que quer dar uma de João sem Braço e vir cheios de senões bondosos e capciosos, sigo falando:

Têm sido muito oportunas as visões que falam da falta de acesso à educação de qualidade, que nós negros  somos impedidos de termos desde criancinhas.
Eu acrescento, tipo de ensino, o que é ensinado, e que visão de país sobre o que é conhecimento intelectual e o que é ser acadêmico, precisam ser urgentemente levadas em conta.

Vejam, porque é que nós negros nos últimos 20 anos estamos levando em relação aos brasileiros brancos, uma vantagem relativa em relação ao nosso pequeno número, quando comparamos o amplo acesso de negros brasileiros, aos doutorados nas universidades europeias, com o funil racista intelectual brasileiro?

Nós negros teríamos uma maior Capacidade? Não.

schoko-bananen-kranz

Bolo de chocolate com bananas, concentrado nas mão dos brancos neocolonialistas das academias

 

Capacidade maior ou menor são quesitos individuais, que só interessam a pessoa em causa e não ao conjunto da sociedade.
A resposta, ou as respostas são múltiplas.

Começa que na Alemanha e na França por exemplo, esta coisa de QI (quem indica) é reduzida.
Além do mais, a medição da capacidade do pretendente à vaga, é feita levando em conta, o perfil de vida, o discernimento da sociedade, a aplicabilidade e interesse social do que o cara pretende em sua tese.
De engenharia à medicina, passando pelas ciências sociais a visão do ensino no Brasil, é uma visão de produzir conhecimento para uma elite e, excluir desta produção todos que possam trazer um diferencial. Temos uma visão colonial da academia que se reproduz até o ensino básico.

Assim a segregação começa desde o banco da escola. 99,9% dos amigos que eu consultei, que tiveram a chance como eu de frequentarem as escolas de elite do Brasil, se sentiram segregados desde a primeira série primária ou já no jardim de infância. 

Tínhamos que ser os supra sumos da inteligência, não podíamos dar mole, pois os olhares condoídos dos professores, diziam sem falarem,  quando errávamos uma questão:

” sempre fazem na saída”.

Íamos para as escolas com uma vassoura e papel higiênico para limpar por onde passávamos, para não deixar dúvidas sobre nossa merda de MÉRITO E CAPACIDADE.

Outro fator que leva à universidade é o convívio social, com um meio que estimule a garotada e até os velhos…

Minha geração pertence aquela em que toda a família de negros se juntou, para que UM PRÍNCIPE OU UMA PRINCESA entrasse na universidade.

Hoje tenho o maior orgulhoso de dizer que toda a minha família que veio depois, está na universidade ou já pegou o canudo, como meu falecido pai, que numa inversão do “antes que veio depois”, teve a COTA DO CRÉDITO UNIVERSITÁRIO( EMPRÉSTIMO)) para concluir seu sonhado curso de direito.

Toda a minha família me garantiu meu pedaço de bolo ou cotas, e por obrigação e reconhecimento eu repassei o meu pedaço multiplicado para ela.

Como filho de branco médico, “naturalmente” vira médico e ao terminar a faculdade já tem consultório e clientela cativa das COTAS DO PAI.

O que queremos agora, é ter uma ação coletiva que bote muita gente para sentar na mesas do poder e nas salas de operação, para que quando acordemos da anestesia provocada pela violência racial em que o país está e que nos fez apelar para a OPERAÇÃO COTAS DE EMERGÊNCIA, vejamos que estamos na terra com médicos multicoloridos, e não no céu só com anjo branco.

‪#‎marcosromaoreflexoes‬

Eu, Romão, contra o MP, o PGE, a SEASDH e o Governo do Estado do Rio de Janeiro


por marcos romão

CONF---46Eu Marcos Romão, 60 anos, passei em no concurso público realizado em agosto de 2012, pela SECRETARIA DE AÇÃO SOCIAL DE DIREITOS HUMANOS DO GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, para uma das três vagas oferecidas para sociólogos,  2 vagas na geral e uma nas cotas. Como tirei a segunda maior nota, entre nós dois únicos que passamos, fiquei em segundo na geral e primeiro lugar nas cotas. Fiquei feliz à bessa!

Em novembro fui chamado através de publicação em Diário Oficial, para entregar minha documentação e exames médicos para assinar a contratação.

Esperei e esperei até Janeiro, quando fui informado através de uma lacônica nota na página da internet da Uerj, realizadora do concurso, que o concurso havia sido anulado. Mais explicações, nós os concursados e aprovados, não recebemos.

Em fevereiro de 2013 dei entrada com um Mandato de Segurança contra o Estado para assegurar meus direitos.

Sei que neste momento o Estado do Rio necessita de um quadro de funcionários que atuem de forma isenta na defesa dos direitos humanos dos cidadãos. Todos sabem disso.

Tem uma semana que o juiz marcou o julgamento do mérito do caso.

A Procuradoria Geral do Estado,  como é de praxe defende os pontos de vistas do Estado, é sua razão de ser, mas me surpreende que o Ministério Público, que nas últimas semanas recebeu o apoio de milhões de brasileiros, para que atue de forma independente, tenha se limitado a escrever uma frase em meu processo aos ser indagado pelo juiz:

“O Ministério Público segue a opinião da PGE. Que se arquive o processo.”,

Nada mais disseram, creio até que nem leram, pois ordens são ordens.

O Juiz não arquivou, ainda me resta um fio de esperança.

Assim convoco todos os meus amigos:

Quem é de rezar reze, quem é de torcer, torça, quem é de ser solidário presencial, apareça lá no tribunal terça-feira 16/7, como avisou minha jovem advogada Aiani Prudente .
Estamos sozinhos contra o Governo do Estado, a Procuradoria Geral do Estado e também contra o Ministério Público que lavou as mãos e seguiu a orientação da Procuradoria que defende o Estado contra os cidadãos.
Estamos sozinhos com os milhões de cidadãos do Sstado do Rio de Janeiro que clamam por seus direitos humanos.
A sessão de julgamento do seu mandado de segurança será na próxima terça feira, 16/07, a partir das 13 horas. Seu mandado de segurança está na 15ª Câmara Cível

Saiba mais sobre os detalhes deste caso:

https://mamapress.wordpress.com/2013/01/28/pisaram-nos-meus-direitos-humanos-nesta-sexta-feira-anularam-o-concurso-publico-em-que-passei-para-secretaria-de-direitos-humanos/

O Estatuto da Igualdade Racial corre o risco de ser mais uma Lei que não pegou. Para Estatais, não existem consumidores negros no Brasil.


por Washington Lúcio Andrade e Marcos Romão
imprensa_negraMarcos Romão
São 15 anos que a Rede de mídia Étnica Mamaterra, organizada por brasileiros na Alemanha, Suécia e Suiça, participa online da Rede de Mídia Étnica Brasileira, que apesasar de não ser alternativa, é a única alternativa, para que a sociedade brasileira tome conhecimento dos fatos positivos e negativos, do olhar e da expressão cultural, econômica, religiosa e política protagonizadas pelo próprios negros do Brasil.

Cobrimos através de Blogs, redes sociais, Tambores Cibernéticos em Vídeos e Rádios Webs e páginas regulares e diárias, como a Afropress e Àfricas, praticamente tudo que se passa nas vida dos negros no Estado Brasileiro e na Dispersão Africana pelo mundo afora.

Sejam cotas, sejam juízes conservadores racistas no Maranhão ou seja a luta pelo Estatuto da Igualdade Racial, não é raro o fato, de que “pautamos” pela insistência,  as notícias sobre o que acontece com os negros,  que são publicadas no dia seguinte, pelos jornalões e grandes redes de televisão, com os temas e denúncias que publicamos, tendo como fontes, as nossas redes de contatos e listas, via internete  por todo o Brasil. Somos uma Rede Nacional, invisível para o poder. Poder que entretanto, nos monitora diligentemente.

Não é raro, é mesmo frequente, a grande imprensa nos telefonar, para saber, o que está acontecendo “de verdade” , do Oiapoque ao Chuí. Somos produtores de notícias confiáveis, pois nossas fontes  são a primeira mão. Estamos no meio e vivemos a notícia do mundo negro brasileiro. Somos só cento e poucos milhões negros e negras, que se relacionam e sabem como vivem os outros milhões de brasileiros e brasileiras.

Fazem dois  anos, que a Rede Mamaterra “remigrou” sua central para o Brasil, mais precisamente para Niterói, de onde emite o seu blog de opinião, “Mamapress.org” ,sua Rádio Mamaterra via Hamburgo. e o “Face” QuiGeral, diretamentame do Quilombo do Sacopã no Rio de Janeiro. Berlim e Estocolmo produzem suas próprias matérias e  replicam o que fazemos, via Radio Saci e Radio Made in Brazil.

Globalizamos O Outro Brasil com dinheiro de nossos bolsos vazios. É a notícia dos anos que se repetem.

Perguntamos a nossos parceiros, como funcionam, os financiamentos da Mídia voltada para divulgar a vida e os clamores negros no Brasil. Obtivemos como resposta, a simples e terrível evidência e notícia racista, que não existimos.

Não existimos para o governo brasileiro, nós, população negra brasileira, não existimos na “rubrica de ordenamento de despesas de propaganda oficial”, que agora chamam de “briefing”, asssim como não chegamos às verbas de financiamento da agências propaganda, repassadoras de verbas para a imprensa brasileira.

Bolsa família, Televisores, Minha Casa Minha Vida, Geladeiras, PACs e Pasta de dentes compradas pela Bolsa Família, não fazem parte do universo de público negro, que tenha importância ser divulgado e mediado pela Imprensa Negra. É o fato, a evidência e a notícia, que lamentavelmente temos que publicar em 2013. Como nós vemos o Brasil, não interessa a ninguém. Mas nós vemos, e como!

O sonho de Monteiro Lobato de no futuro chegarmos a um Brasil sem negros, publicado em seu livro, “O Presidente Negro”,  realiza-se 125 anos depois da Abolição, com incentivo estatal através da falta de incentivo para a nossa mídia.

A visão da população que mais sofre os impactos do projeto atual de desenvolvimento, parece não interessar ao Estado Brasileiro. Tanto faz,  que mostremos parte da população que está em dúvidas, no meio  de uma pacificação, quanto quando mostramos alguém, que recebe as chaves de sua casa, nos fala que gostaria de ser perguntado antes, para que lado fica o banheiro, são opiniões que não contam. Estamos dando, aceitem se quiser, Cremos que o Estado Brasileiro não deseja  se tornar em uma grande Princesa Isabel. E o que propomos?

Ao não cumprir o Estatuto da Igualdade Racial em 2013, o Estado  Brasileiro, segue a mema linha eugênica e racista perpetrada pelo Estado à partir do início do século XX. Não deixar que opinem, que manifestem suas culturas diversidades étnicas através de uma imprensa negra forte, é uma forma de “ÉTNOMIDIACÍDIO”. É muito difícil para um povo se amar, quando ele não se vê.

Nossa imprensa negra tem sido o único porta-voz dos clamores negros nacionais nos útlimos 125 anos, Gilma Luiz de Carvalho escreveu sobre isto e todos podem ter acesso ao texto GILMAR_LUIZ_DE_CARVALHO. Mamapress recomenda aos gestores públicos que o leiam e busquem uma nova orientação em seus investimentos de propaganda. Recomenda que parem de dar tiros nos pés do Brasil, ao reforçarem uma visão racista de nossa mídia brasileira. Pois para quem retorna ou vem pela primeira vez ao Brasil, é um verdadeiro “choque cultural”, abrir um jornal ou ligar um televisor e ver mais brancos do que em qualquer canal ou rede de notícias européia.

Reblogamos para insistir o grito de denúncia de nosso parceiro, diretor do Áfricas, Washington Lúcio Andrade

Foto-5-Wash-28maio08-No Brasil temos uma terrível percepção sobre algumas leis que não funcionam e assim o dito popular fala que são “leis que não pegam”. O Estatuto de Igualdade Racial no que diz respeito à mídia, vai ser mais uma?

Tendo como principio básico o respeito aos nossos mais de 750 mil internautas/mês, e querendo prestar cada vez mais um serviço de qualidade, destacamos a ausência de políticas públicas para a mídia e alertamos para uma situação de possível fechamento de alguns meios de comunicação como já tivemos em um passado não muito distante, além da situação dos que se mantém sem estrutura e não tem como investir na qualidade.

As mídias alternativas sobrevivem por conta própria e, na maioria das vezes, são elas que mais atingem o público alvo, sendo que as demais, contam com apoio dos Governos, mesmo divulgando de vez em quando as ações e nem sempre atingindo o publico focado.

Nosso objetivo é contribuir para modificar profundamente esta realidade, podendo, assim, ajudar a todos os nossos meios de comunicação alternativos a prestarem cada vez melhor um serviço profissional e de qualidade.

Agora vamos mostrar algumas formas de atendimento, que as agências de publicidades tem como padrão, sempre com o mesmo resultado: a discriminação.

Como fazemos todos os anos, mapeamos as propagandas publicitárias atuais e localizamos as agências responsáveis, entramos em contato com algumas da iniciativa privada, mas o que é trágico é o que acontece com as que tem as contas do Governo federal.

Escolhemos apenas duas empresas que prestam serviços a Bancos governamentais para ilustrar. Quero destacar que entramos em contato com várias outras ligadas aos ministérios também. Não vamos citar nomes, porque o que acontece é geral e o objetivo não é desmascarar ou humilhar ninguém, mas mostrar a realidade do que passamos no dia a dia com todas agências.

Uma das agências, nos respondeu que, no momento, não teria nenhuma campanha disponível e quando tivesse faria contato. Essa tem sido a resposta padrão nos últimos anos, ou seja: sempre. Detalhe: é só ligar a TV, abrir o Jornal ou mesmo entrar em alguns sites e ver uma nova campanha dos bancos federais, quase que mensalmente. Só essa resposta, que é corriqueira, já poderia nos deixar indignados, mas a coisa pode ser ainda pior. Veja a próxima.

Entramos em contato com outra agência. A resposta que tivemos merece destaque pois nos informou que seu cliente não colocou no briefing (que é uma peça fundamental para a elaboração de uma proposta de pesquisa de mercado) a população negra.

Algumas vezes até nos colocam como classe média, mas as agências de publicidade entendem que o negro ainda não faz parte dessa classe. Isso mostra a visão que ainda existe e é muito forte no meio publicitário, que o negro não consome, e pior, reforçada pelos Governos que não cobram mudança de postura.

Como podem notar, a prática perversa que ainda existe de discriminação na mídia demonstra que o Estatuto da Igualdade Racial  corre o risco de ficar no papel, de ser apenas uma “lei prá não pegar” como as outras muitas existentes no ordenamento jurídico brasileiro. É preciso mudar esta realidade: vamos acabar com o discurso e adotar ações na prática.

Universidades estaduais de São Paulo reafirmam que não vão adotar cotas


São Paulo – A implementação de cotas raciais como ação afirmativa nas universidades paulistas foi o tema da audiência pública ocorrida ontem (22), na Assembleia Legislativa.  Organizada pela Frente Pró-Cotas Raciais do Estado de São Paulo, que reúne pelo menos 40 organizações populares, e com apoio de parlamentares, os movimentos tornaram a se posicionar sobre a questão.

Em declarações públicas sobre o assunto, representantes das universidades de São Paulo (USP), Estadual de Campinas (Unicamp) e Estadual Paulista (Unesp) declararam que não pretendem implementar a política estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no último 26 de abril, que determinou pela constitucionalidade da reserva de vagas em universidades públicas, tendo como base o sistema de cotas raciais.

Segundo o dirigente Douglas Belchior, da Uneafro, nesse momento é importante reafirmar a posição para todo o movimento negro e para a luta contra o racismo em São Paulo. “Ações sociais reparatórias que não tenham como foco a atenção à população negra, não combatem o racismo”, afirmou. Para Belchior, o que deveria ser discutido no momento é como implementar uma lei que foi decidida, como constitucional, pelo STF. O movimento espera maior apoio dos parlamentares da Alesp e critica o governo estadual.  “Mesmo como uma possível aprovação de cotas no estado de São Paulo, algo que não está fácil, o racismo do Brasil não acaba a partir dessas pequenas vitórias. A luta precisa ser permanente.”

Também ontem (22), a Uneafro lançou uma campanha de coleta de assinaturas que exige a aplicação de uma série de ações afirmativas no estado, em todos os setores, especialmente nos serviços públicos. “O movimento continua as ações, inclusive para pautar as eleições municipais, a partir de julho”, afirmou Belchior.

FONTE: RedeBrasilatual

Al Jazeera cobre a primavera negra brasileira. Demétrio consegue traduzir o nada para o inglês.


O inglês do paladino do status quo nas relaçôes raciais no Brasil não é o problema. O problema é simplesmente a sua falta de argumentos na defesa contra cotas e do retrato do Brasil que só ele vê. Ao falar em uma outra língua nós somos obrigados a pensar duas vezes. Aí está a lacuna de Demétrio Mignoli, como traduduzir um assunto, um pensamento, que não existe?
Demétrio Mignoli e sua turma de pensamento rural pré-abolição, ajudou a atrazar por 10 anos a busca de soluções para superação do fosso que separa os brancos e negros do Brasil.
Enquanto negros e brancos antiracistas se esforçavam em criar mecanismos sociais, institucionais e políticos para superar no Brasil a gritante separação entre negros e indígenas de um lado e os Brancos lá nas montanhas, com iniciativas como a Educafro e várias organizações sociais, que partiram para a formação básica de negros, indios e pobres para concorrerem com os brancos com menos desvantagem;
Enquanto os negros batalhavam para se criar um estatuto da igualdade racial;
Enquanto que os negros, índios e antiracistas brigavam em milhares de municípios do Brasil, para diminuirem a segregação racial nas escolas, academias de polícia, universidades, associações de moradores, clubes, bares, locais de trabalho e tudo mais;
Enquanto milhares de pessoas trabalhavam para a reconstrução do país sem as aberrantes segregações raciais, evidenciadas de forma cruel no genocídio institucional e policial perpetrado contra os jovens negros Brasileiros;
Demétrio, e comparsas, com apoio dos dois maiores meios de comunicação brasileira passaram estes mesmos dez anos na contra-mão, a repetir argumentos de palanque, pura propaganda apocalíptica, criando fantasmas e assustando as classes conservadoras as apavorando com o advento de uma possível guerra racial que incendiaria o Brasil.
A desonestidade intelectual de Mignoli e turminha, que cabe numa Van, provocou muitos estragos na sociedade brasileira e atrazaram um debate para resolver finalmente a questão racial brasileira, debate felizmente resgatado de forma positiva pelos juízes do STF, perante milhões de telespectadores que tiverem finalmente depois de 124 de abolição da escravatura, a oportunidade em ouvirem oficialmente, que o Brasil é um país racista.
A desonestidade intelectual desta turma de incapazes, com seus argumentos “científicos”, em verem a realidade crua e nua do racismo à brasileira, os fez criarem o xingamento “racialista” para os antiracistas a favor de ações afirmativas e de reparação para os negros e índios brasileiros.
O que o Mignoli expressou em inglês, não se preocupe quem não entende inglês, foi o mesmo que ele fala em português. Nada, absolutamente nada. Um nada que infelizmente, com o apoio financeiro de fundações racistas nacionais e internacionais alimentou o ódio deste cara e provavelmente sus bolsos, enquando que desgraçadamente milhares de professoras e alunos pelo país afora, sofreram e sofrem na luta contra o racismo e a segregação contidiana.
Morto intectualmente em “Pretuguês” nacional, como diria Lélia Gonzalez, e agora morto epistemologicamente em “Ingrês” internacional, digo eu. El Jazeera cobre a Primavera Negra Brasileira!
O Brasil já está pegando fogo, os helicópteros que passam por cima de nossas cabeças nos prédios de classe média se dirigem para as favelas…
O movimento negro e os antiracistas estão na estrada a muitos anos para apagar este fogo que sangra a juventude e o Brasil. O miolo da questão social brasileira é a questão racial. Estamos aí para enfrentá-la com carinho e coragem.