O Deus que você acredita não pode matar o Deus que você não acredita


por marcos romão

Aldeia Maracanã fechada

Aldeia Maracanã fechada

Na ABI-Rio a Sociedade Civil do Estado do Rio de Janeiro encontrou-se para manifestar sua indignação e protestar, contra os arautos do fundamentalismo, o racismo, do sexismo e da homofobia, que deram um golpe nos poderes constituídos do Brasil.
Representantes de todas as religiões e partidos políticos juntaram-se à sociedade civil organizada que através das redes sociais no Brasil e no mundo, manifestaram nas últimas semanas, seu repúdio à tomada do poder da Comissão de Direitos Humanos e de Minorias do Parlamento Brasileiro, feita pela bancada fundamentalista do “Partido Social Cristão”, que indicou para sua presidência o deputado federal Marcos Feliciano, notório fundamentalista, racista, homofóbico, sexista e, contra os princípios da Constituição Brasileira.
Foi um momento de retomada da dignidade do povo brasileiro, que saiu em defesa de nossa Constituição Brasileira ameaçada.
Foi um verdadeiro ato litúrgico em que crédulos e ateus se deram as mãos para barrarem o ovo da serpente nazista e totalitária que penetra a sociedade brasileira.
A Aldeia Maracanã falou. Falou em nome de todos os ameaçados, pois não são só nossas mentes que os fundamentalistas querem possuir, mas principalmente, as nossas terras indígenas e quilombolas.
Ao tomar com suas tropas de assalto a Comissão de Direitos Humanos, o PSC, atinge o cerne da democracia brasileira. Inverte os princípios da defesa dos direitos fundamentais dos seres humanos, pois coloca na mão dos algozes o poder de decidir sobre os direitos das vítimas destes mesmos verdugos.

Racismo à portas fechadas termina em delegacia paulista.


Felipe Hamachi

Um grupo de humoristas racistas, reúne-se para um show em São Paulo. Convidam simpatizantes do racismo, que assinam um termo de compromisso,  em não denunciarem a série de crimes, que irão perpetrar  ao vivo, com suas piadas contra a constituição brasileira, que através da lei 7716, diz em seu artigo 1º: Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Esqueceram-se de avisar  ao músico negro Raphael Lopes, que acompanhava o show, sobre o “ACORDO RACISTA À PORTAS FECHADAS”.

O fato-crime: o “humorista” racista Felipe Hamachi, mostrava como prova que AIDS não era transmitida através de macacos, o fato de “transar” todo dia com um macaco–o foco de luz dirige-se para o músico negro e todos riem, só  o músico negro, não –.

O Músico foi até uma delegacia, e como sempre o delegado comandou a turma do “deixa disso”. Mais uma vez um negro no Brasil é duplamente discriminado. Discriminado quando é vítima de racismo e discriminado quando vai dar queixa. Este é mais um caso para o ministério público assumir.

Esses caras tem mais é que levar um processo, que mexa na parte mais sensível de seus CORPOS racistas, que são os seus bolsos. Imaginem um torturador pedindo ao preso que assine que tortura é brincadeira ou um estuprador apresentando um documento assinado pela vítima dizendo-se –“NÃO OFENDIDA”—. É O FIM DA PICADA! Marcos Romão

Assista o depoimento do Raphael http://r7.com/2DRL

A seguir leiam o editorial de nossa co-irmã, a Afropress.

Basta de humor fascistóide. Não passarão!

Um grupo de pseudo-humoristas sem nenhum talento, com tendências claramente fascistóides resolveu que negros, portadores de deficiência, mulheres, crianças e homossexuais, em suma, os setores sociais mais vulneráveis, tem uma única função: servir de alvo para a expressão da sua mediocridade e da sua total falta de noção quanto aos limites da vida em sociedade e num Estado Democrático de Direito.

Dojival Vieira-Editor da Afropress

O mais recente caso envolvendo o músico Raphael Lopes, comparado a um “macaco” no show de horrores promovido numa casa noturna de S. Paulo, pelo pseudo comediante Felipe Hamachi, expõe e revela que estamos diante, não apenas de uma piada racista (sem a menor graça como toda piada, que tem como fim botar no lixo a dignidade humana) mas de um fenômeno político que se manifesta nesse tipo de humor com traços abertamente fascistóides e nazistóides.

Seu objetivo é depreciar a condição humana, é naturalizar a violência contra negros e demais setores vulneráveis, é banalizar o que há de essencial na vida. Negros, portadores de deficiência, mulheres, crianças são transformados, nesse contexto, na escória, cuja única utilidade é servir de matéria prima do riso fácil para meninos bem-nascidos. É fascistóide precisamente por isso.

É covarde, porque seu alvo são os discriminados, numa sociedade capitalista que se alimenta da exploração e da exclusão. Continuar lendo