Nem tudo que não é proibido é correto. José Dirceu: Um depoimento diverso do “Nada a declarar”, cunhado por Armando Falcão.


Depoimento de José Dirceu na íntegra.

por Marcos Romão

foto da internet

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Considero que independente das opiniões diversas, este vídeo  é um documento inovador na forma que traz ao público em geral, informações em fonte primária, que mostra em parte,  como funcionaram os mecanismos e as relações de poder em um período da história de nossa República, que não é muito diferente dos períodos anteriores e atual.

Acostumados que estão, os cidadãos  da nação, em só tomarem conhecimento de decisões tomadas ou julgadas pelos articuladores e operadores do poder, considero o depoimento de José Dirceu, um excelente precedente para compreensão e julgamento por parte do público, não só de suas ações individuais, como também de todo o círculo de poder, que decidiu e decide os destinos do país.

Este depoimento público é uma inovação desde o famigerado “NADA A DECLARAR”, cunhado pelo de triste memória, falecido ministro da justiça na ditadura civil – militar, Armando Falcão.

É experiência dos povos, que falar de um passado silenciado, que opera no presente, é sempre difícil da primeira vez. A Alemanha levou 45 anos para iniciar, com a queda do muro, ao abrir todos os arquivos, a conversar sobre o seu verdadeiro passado. A Argentina, nossa irmã e vizinha levou menos tempo para botar para fora todos os podres acumulados durante e após a ditadura militar.

O depoimento público e viralizado de José Dirceu, é algo novo no Brasil. Um político com trânsito no poder, fala e ao vivo.    Não são memórias ditadas para um jornalista.

Sem pré – julgamentos, considero este ato em si, este depoimento, um início do descascamento da tinta de uma parede de uma casa chamada Brasil, que está abandonada e em estado precário. Muita gente à direita e à esquerda, tem o que falar em nossa “República do Silêncio”.

Ao ler as memórias de Geisel, na série de livros sobre a ditadura, escrito por Elio Gaspari, Zuenir Ventura comentou:  “Éramos inocentes e não sabíamos”.

Ele se referia ao total desconhecimento que todo o povo brasileiro, inclusive seus intelectuais e jornalistas de oposição, tinha das lutas internas de poder dentro da ditadura civil – militar.

Com este depoimento, para o bem o para o mal, nenhum de nós poderá dizer, não sabíamos. E a inocência ou a culpa passa a ser uma responsabilidade política coletiva. É assim numa democracia. tudo que se cala é suspeito e, inocência só se prova à luz do dia. Nas ditaduras, todos saem culpados do porões com luz fosca.

Somos uma república silenciada desde 1889, esquecemos de abrir a boca em 1988. Corrupção, compadrio, patrimonialismo, enriquecimento ilícito, violência nas cidades, intolerâncias e racismo, cresceram de forma epidêmica em nossa república, através do jeitinho silencioso operado e consentido desde cima até embaixo.

Vejo neste depoimento a chance de cada brasileiro botar as cartas na mesa. É um início. Só isto. Mas pode ser um salto quântico para compreensão que todos temos responsabilidade por nosso país, que nem tudo que não é proibido é correto e, que não podemos passar procuração, nem dar cheque em branco, por simpatias e expectativas, de que alguém irá fazer o melhor por nós.

Daniel Pedreiro da Trindade, torturador e delegado de polícia no Amazonas, não temeu ser exposto na internet e continuou seus crimes


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Delegado-torturador Daniel Pedreiro Trindade-foto internet

Por Marcos Romão

O delegado e mestre em direito Daniel Pedreiro Trindade é apenas um, entre tantos que não sabemos o número e nem queremos imaginar, de torturadores que atuam nas delegacias de polícia e prisões  em todo o Brasil.
O juiz de direito João Batista Damasceno compartilhou um vídeo, em que este delegado e mestre em direito, aparece torturando três presos na delegacia em que o delegado-torturador trabalha. O juiz Damasceno faz um comentário lapidar; ” Isto é comum nas dependências policiais brasileiras.”

Para confirmar esta afirmação sobre a prática de tortura disseminada nas delegacias de polícia e prisões do Brasil, o nosso leitor não precisa ir longe para encontrar, pois os logaritmos de buscas na internet, ao escrevermos palavra como “tortura”, “delegacias”, “prisões”, nos levam a uma grande quantidade de vídeos, em que podemos passar mais de uma semana assistindo as barbaridades cometidas em nome e sob o manto da lei, nos locais do estado que um ministro da justiça, qualificou como masmorras medievais.

Muitas vezes estes vídeos são levados ao ar em programas de TV, nos quais os apresentadores citam como bons exemplos, os delegados ou policiais “linha duras” violentos, revelando um estímulo direto à tortura, torturas que podem ser praticadas tantos pelos agentes da lei, quanto de forma indireta, quando os agentes de lei entregam presos a outros presos para que eles façam o serviço sujo de “punirem” quem caiu em desgraça. Um exemplo está no “Plantão Policial” de Lúcio Maia, como neste link https://youtu.be/vVrsZLKlxEA

O que observamos no momento é um espiral de violência institucional, em que policiais nas redes sociais, são elevados à categoria de heróis por torturarem e matarem presos.

O caso do delegado Daniel pedreiro Tridade, fica aqui como demonstração da ponta do iceberg. Seu perfil no Facebook não está atualizado desde final de outubro, quando ele estava sob ameaça de prisão. Seu destino vamos pesquisar para um próximo artigo.

O que o delegado-torturador fez?

Em uma publicação de 19 de out de 2015, após a repercussão de um vídeo nas redes sociais, em que aparece o delegado Daniel Pedreiro Trindade, atuando como uma espécie de juiz da luta entre presos, na 70ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), no município de Juruá (a 571 quilômetros de Manaus), novamente o delegado surge em outro vídeo, desta vez, agredindo três presos com ripadas nas mãos e na sola dos pés.

O vídeo publicado trás a seguinte informação:

“O delegado da Polícia Civil do Amazonas, Daniel Pedreiro Trindade, lotado na delegacia do município de Juruá, pode ser preso a qualquer momento. Ele que já havia sido denunciado este ao por promover luta entre detentos, agora foi flagrado em um vídeo, torturando detentos com palmadas de “pernamanca” nas mãos e sola dos pés. O caso será investigado e o delegado pode ser excluído dos quadros da polícia e ainda ser preso.”

Outro vídeo do delegado-torturador, também circula pela internet e foi Publicado em 14 de jun de 2015.
Um vídeo que se espalhou pelas redes sociais mostra um delegado estimulando presos a lutarem entre si. O vídeo teria sido gravado na 70ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Juruá (a 571 km de Manaus). Por causa do vídeo, o delegado Daniel Pedreiro da Trindade está sendo investigado pela Corregedoria-Geral.

Pesa também sobre o delegado, acusações de abusos sexual de menores, que ele recrutava em suas palestras “educativa”

Delegado-torturador ministrando aulas para meninas

Delegado-torturador ministrando aulas para meninas

Em outubro segundo A Crítica, de Manaus. a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que o delegado Daniel Trindade também está sendo investigado pela Corregedoria da pasta pelo possível abuso sexual de cinco meninas, todas com idades entre 11 e 16 anos. O processo contra ele segue aberto.

A mãe de uma das supostas vítimas (uma adolescente de 15 anos), que preferiu não se identificar, disse que Daniel Trindade chegou a ameaçá-la por mensagens via aplicativo WhatsApp. “Cheguei a perguntar dele (delegado) se era durante as palestras nas escolas que ele escolhia as vítimas, se passando por autoridade e bom moço”, disse a mãe da vítima.

CIDADE DE DEUS! Grande passeata contra a violência e banalização da vida nas favelas do Rio de Janeiro!


CIDADE DE DEUS!bota a cara 1
Grande passeata contra a violência e banalização da vida nas favelas do Rio de Janeiro!

✔ A passeata tem por finalidade manifestarmos mais uma vez repúdio à violência ocorrida na quarta 23 de dezembro que produziu quatro vítimas, incluindo as mortes de Marquinhos de 11 anos e Breno de 17 anos, assim como fizemos no ato “Eu Só Quero É Ser Feliz” que aconteceu na praça da Cidade de Deus no Natal.

✔ Todos de branco novamente pra ocupar as ruas! A nossa manifestação será pacífica, contra a violência e por mais direitos!

✔ Presença de moradores, lideranças locais, artistas e amigos de outras comunidades. É muito importante que haja mobilização de mulheres, mães e crianças para a nossa manifestação!

:: PROGRAMAÇÃO ::

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Atividades:
– Microfone aberto
– Intervenções artísticas

Passeata às 20h30
Trajeto: ao longo da rua Miguel Salazar até a praça da Cidade de Deus

Poesia de Esquina edição ‪#‎BotaCaraCDD‬ às 21h
Praça da Cidade de Deus

Mais um a menos: compositor da Vila Isabel é assassinado no Rio de Janeiro. Vítima foi alvejada na porta de casa em um dos acessos ao Morro dos Macacos


por marcos romão

“Com sentimentos de consternação, indignação e revolta o Sos Racismo Brasil, lamenta o assassinato nesta manhã de véspera do natal, dia 24 de dezembro, o compositor Leonel. O sambista é um dos maiores vencedores de sambas-enredos da história da agremiação, incluindo a deste carnaval, em que assina o hino da escola”.

O Sos Racismo Brasil e a coletividade negra do Estado do Rio consideram.  que só um levante da cidadania e uma tomada de consciência de toda a sociedade, poderá estancar o sangue que diariamente escorre nas periferias de nossas cidades.

Na última segunda-feira, o Conselho do Negro do Estado do Rio de Janeiro que representa a coletividade negra do RJ, esteve com o governador do estado Luiz Fernando Pezão. A representação das entidades negras do estado do Rio alertou o governador, que a questão de segurança dos cidadãos que vivem nas favelas, comunidades e bairros mais pobres atingiu um grau insuportável de calamidade pública, onde os moradores já não tem mais nenhuma proteção do estado, seja nas ruas, seja nas portas ou dentro de suas casas.

Reiteraram principalmente que segurança da cidadania é ” Coisa de Chefe”, que não pode mais ficar só nas mãos de chefes de polícia, que estão em um beco sem saída e não conseguem mais sair do modus operandis da “política de confronto” permanente, que já se revela inócua.

Como chefe de estado, o governador precisa convocar toda a sociedade civil, para começar a  mudar a mentalidade geradora de violência em nosso estado.

A morte do compositor Leonel, se inclui na lista de mortos compilada esta manhã natalina, em que mais duas crianças foram mortas em tiroteio entre polícia e bandidos na Cidade de Deus no Rio de Janeiro.

Está na hora dos compositores, artistas, religiosos, jornalistas, advogados, donas de casas, trabalhadores e toda a sociedade civil, arregaçar as mangas e sem as luvas das paixões partidárias se juntar para estancar esta ferida sangrenta e aberta em nosso Estado do Rio de Janeiro.

Na letra do Samba da Vila 2016, Leonel previa a necessidade de artistas e intelectuais para as curas das dores.

CARINHOSAMENTE… PAI ARRAIA
NO LUGAR ONDE ARRECIFES DESENHAM A PRAIA
ACOLHI UM MOVIMENTO, REAL SOLUÇÃO
MAIS DO QUE ALENTO, A CURA DOS AIS
LIBERDADE SE CONQUISTA COM EDUCAÇÃO
JUNTANDO ARTISTAS E INTELECTUAIS

Vítima foi alvejada na porta de casa  em um dos acessos ao Morro dos Macacos

fonte: O Dia

RAPHAEL AZEVEDO

Rio – O compositor Leonel, da escola de samba Unidos de Vila Isabel, foi morto a tiros na manhã desta quinta-feira, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. De acordo com as primeiras informações, ele foi alvejado na Rua Petrocochino, em um dos acessos ao Morro dos Macacos. Segundo testemunhas, dois homens em uma moto efetuaram os disparos.

Leonel, Arlindo Cruz, Tunico da Vila e André Diniz comemoram conquista do samba

Foto: Diego Mendes / Divulgação

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime. Leonel é um dos compositores do samba-enredo da Vila Isabel de 2013, quando a escola conquistou seu último título, numa parceria com Martinho da Vila, Tonico da Vila, Arlindo Cruz e André Diniz e integrava a direção de Carnaval da escola. Neste ano, ele também fez parte do grupo que venceu a disputa para o samba de 2016. Ao todo, Leonel venceu a competição da Vila 13 vezes. Ele também venceu a disputa de samba no Salgueiro em três ocasições (2002, 2003 e 2004)

Em nota, a Unidos de Vila Isabel comentou o episódio:

Com muito pesar e consternação profunda, a Unidos de Vila Isabel confirma que foi assassinado nesta manhã do dia 24 de dezembro o compositor Leonel. O sambista é um dos maiores vencedores de sambas-enredos da história da agremiação, com 13 vitórias, incluindo a deste carnaval, em que assina o hino da escola, junto com André Diniz, Martinho da Vila, Mart´nália e Arlindo Cruz. Leonel também integrava a Comissão de Carnaval para o carnaval 2016. O enredo da Vila Isabel para o próximo desfile é “Memórias do Pai Arraia – um sonho pernambucano, um legado brasileiro”, que aborda a cultura pernambucana e o sonho de transformar o Brasil através da educação. Ainda hoje emitiremos nova nota com outras informações

Presidente pode passar natal na prisão. Quilombo do Sacopã proibido de ter aulas de Jongo


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Carta da festa do reconhecimento federal do Título de Posse do Quilombo do Sacopã em 2014

por marcos romão

“Pô, amigo, estou aqui na cama me recuperando de uma operação e ameaçado de ser preso neste final de semana ou nos próximos dias”.

Este foi o início da conversa, ontem a noite com Luis Sacopã, 70 anos, presidente da Associação Cultural Quilombo do Sacopã, localizado na Lagoa – Ipanema, em um terreno super valorizado e que é cobiçado fazem mais de 40 anos pelo desembargador de justiça Antonio Eduardo Duarte, que usando de seu poder nos meandros da justiça fluminense, tudo tem feito para expulsar as últimas famílias quilombolas, que vivem numa região paradisíaca, que resistiram às remoções das favelas/quilombos da região, que expulsou de Ipanema, Botafogo e Leblon quase 70 mil negros nas década de 70, deste território que possuem um dos m2 mais caros do país.

Luiz Sacopã nos disse:

Avisaram que vão mandar um oficial de justiça prá cá, conosco eles vem até nos finais de semana, como aconteceu quando eles puseram correntes nas entrada de nosso terreno, nos impedindo de entrar ou sair de nossas casas.

O Sos Racismo Brasil junto com seu advogado Tito Mineiro e  Mamapress, está correndo para lá e fará uma vigília;

Luiz Sacopã está decidido até a ser preso, por resistência civil. Disse que não vai retirar da frente do quilombo, como ordenado pela justiça, a faixa convidando estudantes a aprenderem as tradições quilombolas. “Jongo e Samba são patrimônio cultural, nosso Quilombo está protegido pela lei”,  ele afirma ao telefone.

A cobiça em tomar dos quilombolas dos Quilombo do Sacopã, os quase 8 alqueires de terras, de propriedade das famílias quilombolas,  é a razão principal, do inferno em que as famílias quilombolas vivem, diante das ameaças e violências que este desembargador e latifundiário urbano tem organizados contra eles nas últimas décadas. Uma decisão de uma juíza local, a pedido deste desembargador, tem mantido a proibição de toda e qualquer manifestação cultural no Quilombo do Sacopã. saiba mais

O Quilombo do Sacopã já tem reconhecidas sua posse e existência pelos governos municipal, estadual e federal. Direitos que implicam em poderem expressar suas tradições culturais seculares. saiba mais

O principal acusador do Quilombo do Sacopã, é um vizinho, que ocupa um prédio em área de litígio com o Quilombo, este vizinho, por coincidências que só acontecem contra pobres e negros, chama-se  Antônio Eduardo Duarte.  já aposentado e ele foi o 3º vice-presidente do Tribunal de Justiça e Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro desde 19 de dezembro de 1995.  É uma coincidência que impede  os moradores do Quilombo do Sacopã, de comemorarem como quaisquer cidadãos brasileiros, garantidos pela Constituição.

Azar dos Sacopãs terem justamente como vizinho um desembargador que embarga suas vidas, como nos tempos das capitanias hereditárias. saiba mais

As “picuinhas judiciais” levaram à proibição   permanente de atividades culturais do Quilombo do Sacopã pelo TJ-RJ, como vocês podem ler no link abaixo.

QUILOMBO NO SACOPÃ QUE É “ZONA NOBRE” NÃO PODE! DESEMBARGADORA EMBARGA CULTURA NEGRA.

 

 

A tortura coletiva dos jovens negros em São Gonçalo: “Eu amo o 7º Batalhão”. Repetiam de mãos dadas numa corrente humana ao descerem o morro sob ameaças, xingamento e a mira de fuzis


Por Marcos Romão

” Vou tirar o sorriso do seu rosto com uma porrada, ô viado!”

A tortura coletiva dos jovens negros em São Gonçalo que foram obrigados a gritar: “Eu amo o 7º Batalhão”.

Repetiam de mãos dadas numa corrente humana ao descerem o morro sob ameaças, xingamento e a mira de fuzis.

Esta é a mensagem que a Mamapress recebeu via redes sociais, sobre o que está acontecendo com os jovens, em seus momentos de lazer na cidade de São Gonçalo, no Grande Rio.

Com  55,9% de negros numa população com mais de um milhão de habitantes( 2012) e ocupando em 2010 o 573º lugar no RANKING NACIONAL e 12º lugar no RANKING ESTADUAL de Educação, São Gonçalo apesar de ter uma renda per capita média mensal  de de 455 reais (urbana e rural), além de possuir um forte polo industrial, oferece poucas oportunidades de lazer e divertimento para a juventude.

Notícias de violência em geral nos chegam de São Gonçalo, como acontece em todas as cidades do Grande Rio. Temos entretanto relatos de jovens que relatam maus tratos e perseguições por parte da polícia em seus momentos de lazer.

O vídeo que recebemos de jovens de São Gonçalo, segundo pesquisas nossa, foi feito pela repórter bloguista Roberta Trindade, é um vídeo que nos chocou pelo comportamento bárbaro dos policiais. As filas humanas de jovens meninas e de jovens meninos, a maioria de shorts e roupas simples  presentes na diversão acessível do Baile Funk, nos lembram cenas de guerra em que prisioneiros caminham para Guantánamo..

A polícia parou o baile. O fez por algum motivo, como pode acontecer em qualquer lugar do mundo. Normal, poderiam dizer.
O que se seguiu entretanto é apavorante, quando escutamos os xingamentos e ameaças que os jovens recebem.

São humilhados, obrigados a dar as mãos numa fila indiana sem fim. Alguns devem até rir depois ao comentar para amigos a aventura com a polícia.

Mas muitos ficam com raiva, ódio mesmo. É tudo muito triste, muito triste mesmo!

Fila indiana 1

Fila indiana 1

Nos perguntamos, o que o 7° Batalhão está plantando no meio dos jovens gonçalenses? Que finalidade tem esta política de terror, humilhação e tortura moral feita com as ameaças:

” Vou tirar o sorriso do seu rosto com uma porrada, ô viado!”

” Tem que se cuidar quando chegar lá embaixo, porque se não vai morrer amanhã!”, “fala alto porra: eu amo o 7° Batalhão”. são os gritos que podemos ouvir dos policiais.

Respostas dos jovens  já circulam nas redes. São respostas que não falam de amor. São respostas como estas abaixo, que concisas expressam a revolta desses jovens. O que o governador tem a dizer sobre isto é a grande pergunta:

“DEZENAS DE JOVENS TORTURADOS EM SÃO GONÇALO!

fila indiana 2

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Infelizmente é essa a dura realidade que a juventude negra e pobre de São Gonçalo enfrenta diariamente. Tortura, morte e prisões forjadas por uma polícia criminosa! Quem vê essa fila, percebe que séculos após a abolição, a PM segue nos tratando dentro das favelas e periferias, como animais, como se escravos ainda fossemos.

Um crime contra a cidadania, contra a cultura e contra a dignidade de nossa cidade. O que acontece com o funk é o mesmo que acontece(u) com a capoeira, com as religiões e com toda nossa cultura. Acabam com o baile como acabavam com as rodas. Quebram nosso som como quebravam nossos berimbaus e atabaques.

Esse senhor que está a frente do 7º Batalhão tem que ser responsabilizado por essa campanha racista que segue propagando contra o funk de SG. Ele mantém viva uma verdadeira guerra contra o funk e contra a juventude negra.
Suas armas podem nos torturar, nos ferir e até nos matar. Mas enquanto um de nós estiver livre e vivo o grito que vai ecoar da nossa garganta será:

fila indiana 3

Fila indiana com meninas

EU ODEIO O SÉTIMO BATALHÃO! EU ODEIO O SÉTIMO BATALHÃO! EU ODEIO O SÉTIMO BATALHÃO! EU ODEIO O SÉTIMO BATALHÃO! EU ODEIO O SÉTIMO BATALHÃO! EU ODEIO O SÉTIMO BATALHÃO! EU ODEIO O SÉTIMO BATALHÃO!  EU ODEIO O SÉTIMO BATALHÃO! EU ODEIO O SÉTIMO BATALHÃO!”

Fila indiana com meninas negras

Fila indiana com meninas negras

‪#‎PeloFimdaPolíciaMilitar‬.

A cor padrão de Vinicius Romão. Até prova em contrário, fora da telinha todo negro é ladrão.


COR PADRÃO.
É bom que se dê divulgação jornalística sobre os casos de reconhecimento nas delegacias de polícia ou mesmo na área judicial, que não atendam o mínimo da lógica – seja por “capricho” em não admitir erros em o ato de prender ou no caso do judiciário pra não perder tempo com o grande número de processos e detalhes que podem prejudicar o andamento do dia, digamos assim ,ou seja, fator de extrema importância é o aponte de qual roupa a pessoa vestia, se possuía algum sinal na face que recordava.
É também FUNDAMENTAL colocar outra pessoa junto àquele que está sendo acusado pra efeito de reconhecimento visual pra ver se de fato há dúvidas por parte de quem acusa…
Outra situação é até que ponto a vítima tem condições de reconhecer quando alterado seu sistema emocional a tal ponto ou seja pode ser como ventila-se INDUZIDA NAQUELE ESTADO ou mesmo ainda, que na dúvida venha a reconhecer equivocadamente, gerando desgraça pra todo e qualquer acusado injustamente… por isso, DETALHES SÃO FUNDAMENTAIS PRA AUTORIDADE POLICIAL (OU JUDICIAL) NO ATO E A PRISÃO DEVE SER EXCEÇÃO E NÃO REGRA, NOS CASOS DE CONFUSÃO OU POSSIBILIDADE DE ERRO – NOS RECONHECIMENTOS EM GERAL—NA COR “PADRÃO”… Advogado Tito Mineiro

vinicius romao 1

EXIGIMOS A LIBERDADE DE VINICIUS ROMÃO IMEDIATAMENTE

por Francisco Chaves, Marcelo Chaves, Tito Mineiro e Marcos Romão

Esse é o Vinicius Romão, 26 anos, psicólogo, ator e que atualmente trabalha nas lojas Toulon, no Norte Shopping.

Segunda-feira, dia 17 de fevereiro, como fazia diariamente ao sair do trabalho às 22 horas, vinha pela rua Amaro Cavalcante, quando foi abordado por uma viatura do 3° Batalhão da PMERJo:

Os “policiais militares” arrogantemente mandaram ele parar,e se deitar de bruços , apontaram a pistola para sua cabeça, e o prenderam sem nenhuma prova, apenas a acusação de uma mulher em prantos, que estava perto do local, a acusar um negro de cabelo “black”, de bermudas e sem camisa, de tê-la agredido e roubado seus pertences.

Os policiais encaminharam o rapaz para a 25ª DP, onde foi feito um novo “reconhecimento” pela suposta vítima, que trabalha de copeira no Hospital Pasteur. Esse confronto entre “supostos” acusado e vítima, foi feito sem nenhum critério técnico policial, realizado apenas na base do “cara a cara”, para não dizer imposto.

Vinicius foi imediatamente encarcerado, e posteriormente levado para a casa de detenção Patrícia Acioli, em São Gonçalo, na Região Metropolitana de São Gonçalo. Ele está sem poder receber visitas, e sem nenhuma possibilidade de defesa, pois pode ser transferido a qualquer momento para outros presídios do Estado.

Câmeras dos prédios nas proximidades do pseudo assalto, mostram que o ladrão era outro, de bermudas e sem camisa, enquanto Romão vestia uma calça e camisa pretas. Na verdade esse crime contra o direito de ir e vir e da defesa dos direitos que é imputado ao jovem psicólogo; nada mais é do que um caso público de racismo, pois ele estava àquela hora, só, e por ser negro foi acusado e preso por esse detalhe étnico.

Queremos que Vinicius possa imediatamente receber visitas e que seja posto em liberdade já! para que se possa punir essas negligentes e preconceituosos policiais por racismo, calúnia e difamação.

A Rede Rádio Mamaterra e o nosso Blog mamapress.org, tem alertado aos pais e mães de jovens de sucesso com caraterísticas físicas “não brancas”, sobre o aumento o racismo nas cidades. Orientem seus filhos a só andarem à noite prestando mais atenção à polícia do que aos assaltantes. Desliguem o Walktalk para ficarem atentos e se acaso perceberem que serão abordados plea polícia, procurem ficar em frente à prédios iluminados e com porteiros, assim será mais difícil darem um bote ilegal.
Façam também uma cópia desta orientação jurídica abaixo e repassem para seus filhos negros, pois por acharem que tem bom empregos e estarem bem vestido e próximos às suas casas, estaria livres de ações racistas institucionais e acabam literalmente “dançando”:
“quando um cidadão é preso em flagrante – o flagrante deve ser imediatamente comunicado ao Juizo no prazo máximo de 24 horas… ainda que seja sábado , pois, existem juízes de plantão. 
Desde a voz de prisão já são franqueadas ao preso o uso de telefone pra contacto com pessoa que deseja falar. 
Nota de Culpa – o motivo pelo qual ele está sendo detido , etc… esses detalhes nem sempre são respeitados na íntegra – daí o defensor do caso pode requerer desde o relaxamento da prisão, Liberdade provisória ou propor desde logo o HC – Habeas-Corpus.

sos vinicius