Daniel Pedreiro da Trindade, torturador e delegado de polícia no Amazonas, não temeu ser exposto na internet e continuou seus crimes


elegado-torturador Daniel Pedreiro Trindade-foto internet

Delegado-torturador Daniel Pedreiro Trindade-foto internet

Por Marcos Romão

O delegado e mestre em direito Daniel Pedreiro Trindade é apenas um, entre tantos que não sabemos o número e nem queremos imaginar, de torturadores que atuam nas delegacias de polícia e prisões  em todo o Brasil.
O juiz de direito João Batista Damasceno compartilhou um vídeo, em que este delegado e mestre em direito, aparece torturando três presos na delegacia em que o delegado-torturador trabalha. O juiz Damasceno faz um comentário lapidar; ” Isto é comum nas dependências policiais brasileiras.”

Para confirmar esta afirmação sobre a prática de tortura disseminada nas delegacias de polícia e prisões do Brasil, o nosso leitor não precisa ir longe para encontrar, pois os logaritmos de buscas na internet, ao escrevermos palavra como “tortura”, “delegacias”, “prisões”, nos levam a uma grande quantidade de vídeos, em que podemos passar mais de uma semana assistindo as barbaridades cometidas em nome e sob o manto da lei, nos locais do estado que um ministro da justiça, qualificou como masmorras medievais.

Muitas vezes estes vídeos são levados ao ar em programas de TV, nos quais os apresentadores citam como bons exemplos, os delegados ou policiais “linha duras” violentos, revelando um estímulo direto à tortura, torturas que podem ser praticadas tantos pelos agentes da lei, quanto de forma indireta, quando os agentes de lei entregam presos a outros presos para que eles façam o serviço sujo de “punirem” quem caiu em desgraça. Um exemplo está no “Plantão Policial” de Lúcio Maia, como neste link https://youtu.be/vVrsZLKlxEA

O que observamos no momento é um espiral de violência institucional, em que policiais nas redes sociais, são elevados à categoria de heróis por torturarem e matarem presos.

O caso do delegado Daniel pedreiro Tridade, fica aqui como demonstração da ponta do iceberg. Seu perfil no Facebook não está atualizado desde final de outubro, quando ele estava sob ameaça de prisão. Seu destino vamos pesquisar para um próximo artigo.

O que o delegado-torturador fez?

Em uma publicação de 19 de out de 2015, após a repercussão de um vídeo nas redes sociais, em que aparece o delegado Daniel Pedreiro Trindade, atuando como uma espécie de juiz da luta entre presos, na 70ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), no município de Juruá (a 571 quilômetros de Manaus), novamente o delegado surge em outro vídeo, desta vez, agredindo três presos com ripadas nas mãos e na sola dos pés.

O vídeo publicado trás a seguinte informação:

“O delegado da Polícia Civil do Amazonas, Daniel Pedreiro Trindade, lotado na delegacia do município de Juruá, pode ser preso a qualquer momento. Ele que já havia sido denunciado este ao por promover luta entre detentos, agora foi flagrado em um vídeo, torturando detentos com palmadas de “pernamanca” nas mãos e sola dos pés. O caso será investigado e o delegado pode ser excluído dos quadros da polícia e ainda ser preso.”

Outro vídeo do delegado-torturador, também circula pela internet e foi Publicado em 14 de jun de 2015.
Um vídeo que se espalhou pelas redes sociais mostra um delegado estimulando presos a lutarem entre si. O vídeo teria sido gravado na 70ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Juruá (a 571 km de Manaus). Por causa do vídeo, o delegado Daniel Pedreiro da Trindade está sendo investigado pela Corregedoria-Geral.

Pesa também sobre o delegado, acusações de abusos sexual de menores, que ele recrutava em suas palestras “educativa”

Delegado-torturador ministrando aulas para meninas

Delegado-torturador ministrando aulas para meninas

Em outubro segundo A Crítica, de Manaus. a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) informou que o delegado Daniel Trindade também está sendo investigado pela Corregedoria da pasta pelo possível abuso sexual de cinco meninas, todas com idades entre 11 e 16 anos. O processo contra ele segue aberto.

A mãe de uma das supostas vítimas (uma adolescente de 15 anos), que preferiu não se identificar, disse que Daniel Trindade chegou a ameaçá-la por mensagens via aplicativo WhatsApp. “Cheguei a perguntar dele (delegado) se era durante as palestras nas escolas que ele escolhia as vítimas, se passando por autoridade e bom moço”, disse a mãe da vítima.

Poeta é algemado e preso por declamar na terra de Castro Alves: ” Negro intelectual? Teje preso por desacato!” Repetia o PM.


Recebemos na via Facebook a seguinte denúncia sobre truculência policial em Salvador:

ENQUANTO A POESIA FOR UM DESACATO, DESACATAREI – SOU POETA!

Por Vinicius Brasilino.vinicius vitalino

Hoje (02/08) por volta da 4h da manhã, na praia do Porto da Barra, sofremos mais uma ação de truculência da PM-BA. Estavamos em um lual, mais de 200 jovens cantando, fazendo rimas e recitando poesias quando em um determinado momento avistamos os policiais abordando aqueles que ali estavam, abordando leia-se: dando pancadas de cacetetes, chutes, derrubando as poucas barracas que estavam lá.
Eram 4 policiais armados para 200 jovens, quando eles detiveram o primeiro jovem fomos questionar a atitude dos respectivos homens da lei, questionar a forma equivocada e violenta de abordagem, pois eles sequer solicitaram nossa documentação na abordagem.
Eles então, com todo o tipo de despreparo, solicitaram para eu afastar-me da viatura, deram uma porrada no meu peito e me empurraram, após este ato, eu olhando nos olhos deles falei: “vocês estao me violentando”. Repeti por três vezes e um deles então rebateu “Vocé é intelectual”.
Eu no mesmo momento recitei o poema que estavamos recitando antes da ação, neste instante um dos soldados colocou a algemas em meus braços, dando-me ordem de prisão por DESACATO.
Solicitei aqueles senhores (assim que tratei a todo momento) que apontassem onde estava o desacato ou o desrespeito proferido contra eles e um deles novamente respondeu ” você é intelectual, por isso vai detido”.
A truculência não acabou por ai, me colocaram no camburão, com mais 5 jovens e ainda adicionaram spray de pimenta.
Pararam em um Departamento Policial na Barra e depois ficaram dando voltas na cidade até chegar na Central de Flagrantes do Iguatemi.
Ainda algemado solicitei que retirassem as algemas pois estas estavam me machucando, um deles disse que deixou a chave na outra guarnição.
Dentro da delegacia não acabou as ameaças, mas mesmo assim a todo o momento questionei e solicitei que apresentassem ao delegado qual o desacato proferido.
Quando o Delegado apareceu, solicitou que eu declamasse o poema e perguntando se éramos artistas de rua, rindo conosco da bizarrice que ele tinha se deparado naquela ação policial.
Depois de meia hora na delegacia convenci o escrivão de livrar-me das algemas, aproveitei e recitei pra ele também.
Enquanto isso mais dois jovens também foram detidos por filmar ação, estes além do crime de desacato tiveram o celular formatado para que não houvesse provas contra a PM. A dona do celular, uma jovem negra, pedagoga, foi xingada varias vezes de “piranha e vagabunda”.
Tentaram nos intimidar por todo instante na delegacia da policia civil, mas por hora nenhuma abaixamos a cabeça e demonstramos medo, a nossa reação foi justamente para mostrar que eles estiveram a todo o momento errados.
No BO eles relataram que o lual estava regado a drogas, para querer ter respaldo, mas não havia consumo de drogas ilícitas e nem eles aprensetaram na delegacia as respectivas drogas.
Tentaram nos amedrontar, nos intimidar e nos constranger como fazem com a maioria da juventude Salvador a fora.
Por fim esqueci de dizer, entrei no camburão algemado e recitando, resistindo e reagindo. E enquanto minha poesia for desacato continuarei desacatando.

Vou deixar aqui a poesia para que reflitam

MELODRAMA

O braço não é mais do lasso
É o passo
O piso e o risco
E o passo não é mais preto
É falso
Mas não sou eu?

Em cada canto
O desencanto
O sustento e o medo
É que te torna cada vez mais hipocondríaco
Veja!

A rua não é mais sua
É do vento
É do tempo
É de quem quer que seja
Veja

O braço
O passo
O canto e a rua

Fique atento
Fique na sua
Pois tudo pode mudar!

Não queres falar?
Não fale
Não queres gritar?
Não grite
Mas preste a atenção e tome muito cuidado
QUERER É PODER
E só vc pode.

Olhar bem o corpo e o copo
Olhar o lodo e a lama
Sentir o Amor e o ódio
Sentir a frieza e o drama

Só vc pode…
O corpo e ocopo
O lodo e a lama
O amor e o odio
A frieza e o drama.

10/08/2010 – Vinicius Brasilino.

Amanhã vou a Corregedoria da PMBA apresentar queixa contra estes policiais, e torcer para que não fique impune.

A juventude não tem direito de desenvolver sua cultura e lazer, mas nós continuaremos lutando em defesa dos nosso direitos.
Foi com esta alegria expressa na foto que dentro da delegacia contestamos a bizarrice da PM.
E ainda pedi o dinheiro da passagem do busão ao delegado, afinal nós estavamos ali por um erro do estado.
Agradeço ao Delegado pela forma em que agiu para entender o caso, a formação de fato é algo fundamental para a melhoria da atuação das policias.
Oito da manhã já estavamos liberados!