PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO ESTADUAL DOS QUILOMBOLAS DENUNCIA PREFEITO DE SALVATERRA POR TENTATIVA DE ATROPELAMENTO E AMEAÇA DE MORTE


Paulo Quilombola-Salvaterra, Ilha do Marajó

Paulo Quilombola-Salvaterra, Ilha do Marajó

Paulo Marcelo Braga
Salvaterra, Ilha do Marajó, Pará 06/04/2016

No início desta noite, na 6 rua de Salvaterra, às proximidades do Banco Bradesco, o Sr. Paulo Oliveira, Presidente da FEDERAÇÃO DOS QUILOMBOLAS DO ESTADO DO PARÁ, caminhava com sua esposa e sua filha de menor idade, quando o carro de propriedade do prefeito Valentim Lucas de Oliveira quase atropelava a família quilombola.

Segundo Paulo, o acusado político Valentim teria dado ré no veículo na tentativa de consumar o atropelamento. Com a esquiva dos transeuntes, o prefeito teria descido com um objeto semelhante a uma “arma de fogo” e proferido uma petulante AMEAÇA DE MORTE ao denunciante.

Diante da violência sofrida, Paulo se dirigiu com urgência para a delegacia a fim de registrar a ocorrência devida contra Valentim.

socorroEm companhia de parte de sua confraria, o prefeito também se deslocou para a delegacia onde já havia feito a denúncia de que o líder quilombola estadual, acompanhado de um “pseudo Procurador Federal”, estavam adentrando em repartições municipais sem autorizações legais.

A Guarnição da Polícia Militar esteve presente na delegacia, manteve a ordem no local e evitou o tumulto entre o representante estadual dos Quilombolas e o prefeito municipal.

Segundo Narha Oliveira Diretora etno-cultural da entidade quilombola: “Quem está na cidade é o PROCURADOR FEDERAL PATRICK MENEZES COLARES, com o objetivo de inspecionar cada escola e posto de saúde quilombola, por motivo de denúncias encaminhadas ao Ministério Público Federal”.

Paulo Oliveira já informou o fato a Paulo Maldos, Secretário Nacional de Direitos Humanos e deverá registrar a ocorrência na corregedoria de Polícia Civil, além de procurar a Superintendência da Polícia Federal em Belém, para solicitar a devida providência para resguardar sua vida da violência da AMEAÇA DE MORTE que teria sido proferida pelo prefeito.

Nota da Mamapress:

Através dos grupos em contato com o SOS RACISMO BRASIL,  observamos uma crescente onda de violência contra quilombolas e camponeses por todo o Brasil.

À falta de um comando central devida à crise política no país, pequenos ditadores, às vezes prefeitos, à vezes juízes, quase sempre com policiais a serviço de poderosos grileiros locais de terra,  ameaçam, prendem espancam ou matam as lideranças das pequenas organizações de quilombolas e camponeses locais, que ousam contrariar os interesses latifundiários dos pequenos grandes ditadores locais, ao exigirem o cumprimento das leis e da Constituição. que lhes que deveriam assegurar os seus direitos em um estado democrático.

A Mamapress, está fazendo contatos com as agências de notícias nacionais e internacionais, para que desmandos como o que está acontecendo em Salvaterra, na Ilha do Marajó, sejam denunciados e cheguem ao grande público.

 

Podem até me prender, afirma Luiz Sacopã. Quilombo Sacopã mantém faixa educativa, apesar de proibição judicial. Pod


NEGRO LEVANTE A CABEÇA! DO CONTRÁRIO VÃO CONTINUAR PISANDO EM NÓS( Luiz Sacopã)

Faixa Proibida

Faixa Proibida

por marcos romão

Os moradores do Quilombo do Sacopã fizeram vigília neste final de semana em suas residências, localizadas na área mais cobiçada pela especulação imobiliária na Lagoa Rodrigues de Freitas em Ipanema.
Vizinhos de um prédio que invadiu suas terras, capitaneado pelo Desembargador ainda na ativa, graças a Lei da da Bengala, ANTONIO EDUARDO F.DUARTE, impetraram um mandato judicial para que retirem uma faixa que oferece cursos de tradição africana no Quilombo.

Ameaçados por ordem judicial, os moradores do Quilombo do Sacopã fizeram vigília neste final de semana.
Defensoria Pública, Sos Racismo Brasil, Jornalistas, Quilombolas do Brasil e defensores dos direitos humanos estão em alerta, contra esta violação dos direitos constitucionais dos quilombolas do Sacopã, que estão proibido pelo TJ-RJ de realizarem qualquer manifestação cultural em seu território.
A rede Radio Mamaterra e a Mamaterra TV fizeram uma entrevista com o presidente da Associação Cultural Quilombo do Sacopã.

Luiz Sacopã

Luiz Sacopã

O oficial de justiça não apareceu. Será uma semana pré-natalina tensa para os quilombola. Defensoria Pública, Sos Racismo Brasil, Jornalistas, Quilombolas do Brasil e defensores dos direitos humanos estão em alerta, contra esta violação dos direitos constitucionais dos quilombolas do Sacopã, que estão proibido pelo TJ-RJ de realizarem qualquer manifestação cultural em seu território.

Nayt Junior à direita, Braulio e Luiz Sacopã em vigília

Nayt Junior à direita, Braulio e Luiz Sacopã em vigília

Nayt Junior do Quilombo de Campinho viajou 4 horas de carro para prestar solidariedade.

Nota daMamapress: Publicamos erroneamente em matería da Mamapress que o desembargadorde causa própria, ANTONIO EDUARDO F.DUARTE, estaria aposentado. Infelizmente. graças à Lei da Bengala, o povo do RJ terá que aguentá-lo até 2021, muito tempo depois do Cunha ter saído do mapa político.

 

Quilombolas se encontram no Rio de Janeiro. 12 anos e só 112 quilombos titulados: O que fazer?


convocação
Um grupo de quilombolas da Frente Quilombola, convocou para a próxima sexta-feira, 23 de janeiro uma reunião nacional, na OAB-RJ, para discutirem a atual situação dos quilombos e quilombolas no Brasil.

OAB/RJ – Av. Marechal Câmara, 150 – Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20020-080 – Fones: (21) 2730-6525 / (21) 2272-6150

Segundo relatório do Governo Federal de maio, 2014, apenas 207 das 2197 comunidades foram reconhecidas até então. O que dificulta em muito o atendimento aos benefícios sociais.

No Brasil 75% dos Quilombolas vivem em extrema pobreza:

Das 80 mil famílias quilombolas do Cadastro Único, a base de dados para programas sociais, 74,73% ainda viviam em situação de extrema pobreza em janeiro desde ano, segundo o estudo do programa Brasil Quilombola, lançado ontem (6) pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Entre cadastrados ou não, os quilombolas  somam oficialmente , 1,17 milhões de pessoas e 214 mil famílias. Saiba mais à respeito
“A questão básica para nós é a titulação da terra, sem ela não somos ninguém, não somos nada”, afirma José Antônio Ventura, quilombola da Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas e um dos puxadores da reunião que irá acontecer. Segundo os quilombola até agora só 112 quilombos receberam o título que legalizam as suas terras

Ao contrário dos Povos Indígenas, que mal ou bem tem a Funai para centralizar suas demandas, e contam com visibilidade e apoio nacional e internacional em suas demandas. Os quilombolas precisam percorrer um tortuoso caminho, por no mínimo 11 ministérios, secretarias e fundações à nível de ministérios, governos estaduais e municipais, além dos donos de terra no parlamento, para conseguirem o “PAPEL DE DONOS DE SUAS TERRAS”.

Os latifundiários e os fazendeiros do agronegócio, contam com a força do dinheiro representados na CNA ( Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil). Quilombolas dependem do favor de Ongs e apoiadores individuais, e principalmente do movimento negro, do qual eles fazem parte, para conseguir um mínimo para a sua sobrevivência.

Ação  de Inconstitucionalidade de 2004 (Adin 3239/2004),  impetrada pelo DEM , comandado à época pelo senador corrupto e associado à máfia Demóstenes Torres, praticamente paralisou a titulação dos quilombos no Brasil desde então. O ex-senador corrupto, com sua iniciativa, colocou em dúvida a própria existência dos quilombos.
A ascensão da ex-presidente do CNA, Kátia Abreu para o posto de ministra da agricultura no novo governo Dilma, acendeu as luzes de alarme no meio quilombola. Apesar das várias organizações de defesa dos quilomboala já existentes, sentem a necessidade de criarem uma organização que tenha juntos ao governo brasileiro, à OIT e outros organismos internacionais o mesmo peso que tem as organizações dos grandes donos de terra.

O encontro promete ter discussões políticas acirradas, sobre os pró e os contra de tal iniciativa. Veja documento contra a iniciativa Manifesto da Frente Nacional Quilombola

Nós da Rede Radio Mamaterra e da Quigeral, desejamos que este encontro ajude aos quilombolas a saírem da invisibilidade que os mantém na extrema miséria e sem serem ouvidos pelos governos Federal, Estaduais e Municipais.

Torcemos para os quilombolas consolidem o protagonismo de suas lutas e que junto com seus apoiadores, cheguem a um consenso de como levar adiante a luta pelos títulos de suas terra,  valorização e reconhecimento de suas culturas ancestrais.

Movimento Negro ocupa área em frente ao Quilombo Rio dos Macacos em protesto


Do Correio Nagô

URGENTE!!!! OCUPAÇÃO NO QUILOMBO RIO DOS MACACOS

Movimento Negro ocupa área em frente ao Quilombo Rio dos Macacos em protesto a Marinha de Guerra do Brasil. Confira o depoimento da representante do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra, Vilma Reis que está lá nesse momento e falou com o Portal Correio Nagô.

Vilma Reis

Vilma Reis


Contato telefônico com Vilma Reis
http://www.vojo.co/pt-br/historias/brasil/movimento-negro-ocupa-rea-em-frente-ao-quilombo-rio-dos-macacos-em-protesto

Quilombolas feridos em conflito em Verdelândia continuam internados


Um dos atingidos está em Montes Claros e o outro continua em Janaúba.
Homens encapuzados e armados disseram que eram policiais.

20/01/2014 20h25 – Atualizado em 20/01/2014 20h47(matéria extraida do G1 Minas)

Quilombolas feridos em conflito em Verdelândia continuam internados

Um dos atingidos está em Montes Claros e o outro continua em Janaúba.
Homens encapuzados e armados disseram que eram policiais.

Michelly OdaDo G1 Grande Minas

Sede da fazenda da Torta, em Verdelândia (Foto: Michelly Oda/G1)
Sede da fazenda da Torta, em Verdelândia (Foto: Michelly Oda/G1)

Dois quilombolas atingidos por tiros, no atentado na fazenda da Torta em Verdelândia (MG), neste domingo (19), ainda continuam internados. Um deles teve que ser transferido para Montes Claros (MG). O outro é Gustavo Santos que foi atingido por um disparo na barriga.

Gustavo foi atingido por um tiro na barriga e continua internado  (Foto: Michelly Oda/G1)
Gustavo foi atingido por um tiro na barriga e continua
internado (Foto: Michelly Oda/G1)

“Eles chegaram em dois carros, estavam encapuzados e armados e disseram que era da polícia. Eles atiraram em quem tentou correr, nos que deitaram no chão, bateram na cabeça”, conta uma moradora da fazenda.

Dinalva Prates, que também estava na fazenda, disse que a disputa pela terra é antiga. Os quilombolas ficaram por quatro anos no local e saíram, até que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) tomasse uma providência definitiva. No início de 2014, após reuniões com representantes da classe,  e no sábado,(18) as famílias retornaram para a propriedade.

“Quando nós saímos ele [o proprietário] colocou fogo nas nossas casas, queimou eletrodomésticos e acabou com as nossas plantações. Tenho medo de voltar, nem se o Incra demarcar, não sei se volto.”

Equipe da PM percorreu fazenda nesta segunda (Foto: Michelly Oda/G1)
Equipe da PM percorreu fazenda nesta segunda
(Foto: Michelly Oda/G1)

Uma equipe de policiais civis de Belo Horizonte esteve na fazenda Torta na manhã desta segunda (20). A Polícia Militar também percorreu a área. O major da PM, João Nascimento fala que a região tem um histórico de conflitos agrários, mas que as ocorrências já registradas são de assentados que agrediram funcionários das propriedades.

“Estamos reforçando o policiamento na tentativa de localizarmos os suspeitos e evitar novos conflitos. temos alguns suspeitos, mas estamos mantendo sigilo para que a Polícia Civil possa localizá-los e prendê-los.”

O proprietário da fazenda não foi localizado para comentar sobre o assunto.

fonte: http://g1.globo.com/mg/grande-minas/noticia/2014/01/quilombolas-feridos-em-atentado-em-verdelandia-continuam-internados.html

Vila Cruzeiro Zumbi Vive aqui!



19 de novembro de 2011

Como chegar lá últimas dicas da
Adriana Baptista
AÊ, PESSOAL!!!! INFORMAÇÕES DE COMO CHEGAR NA FESTA DA VILA CRUZEIRO:
LOCAL: Campo do Ordem
De Madureira :ônibus 721 ponto final na Vila Cruzeiro.
Do Centro: na Tiradentes, 313 saltar no Ponto final, na Vila Cruzeiro
na Presidente Vargas passa o 498 (que vem da zona sul) saltar na Penha e pegar Kombi na Igreja Bom Jesus.
na Lapa, o 497. Saltar tb na Penha e pegar a Kombi para a Vila Cruzeiro.
De Nova iguaçu: 551 (na rodoviária) e saltar no ponto final, na Penha. Depois pegar a Kombi
Meier Grotao ponto final . 622 e 623 Sans Pena ponto final.
NÃO TEM ERRO!!!! É SÓ CHEGAR!!! É TUDO NOSSOOOOOO!!!!!

A R15 da Palavra, III Encontro Quilombola do RJ


No III Encontro Quilombola do Estado do Rio de Janeiro, que rolou em maio de 2011 na Praia da Raza em Búzios, teve a presença de vários representantes de governos municipais, estaduais e nacionais. Foram 3 dias de intensas informações. Foram mostrados pelas autoridades, serviços e possibilidades legais para os que lutam pelos seus direitos possam alcançá-los.
Mas o que fazer quando não se chega a estas informações, o que fazer quando as pessoas que necessitam,  não conseguem ultrapassar as barreiras do emaranhado de informações acessíveis somente via internete?
Depois de uma elucidativa palestra da representante da SEPPIR do governo federal, Marcos Romão fez um comentário-pergunta sobre o que fazer para municiar os cidadãos, de ferramentas para ter acesso aos recursos que o estado lhes oferece.

Marcos Romão coordena a Mamapress em Hamburgo, Alemanha, um projeto de comunicação cidadã, que se propõe a fortalecer a comunicação local e entre as localidades do mundo, nosso princípio é que “nosso mundo é a nossa esquina”.