Jornalista mostra seu ranço senhorial masculino ao xingar de “Anta” a ministra da Igualdade Racial.


por marcos romão comentando denúncia publicada pelas Blogueiras Negras e a Mamapress agradece o alerta!

snipado do jornal metro

esnipado do jornal metro 17.01.2014 pag.04

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Já havíamos constatado em outras publicações da Mamapress, que o racismo e as discriminações  estão aumentando de forma cavalar no Brasil.

Assumimos posicionamento  de que não adianta só denunciar o racismo, a xenofobia, o sexismo, o machismo e as mais variadas discriminações, se não forem tomadas medidas socioeducativas em todos os níveis da sociedade, que contribuam para transformar a mentalidade racista com a qual todos nós sem exceção fomos educados.

Por este motivo, em cada denúncia que fazemos sobre os racismos e discriminações, não nos preocupamos só em exigir punições, mas em descobrirmos o fundo que permite e estimula a perpetuação do racismo.

Mas o que fazer e recomendar aos ideólogos do racismo, que estão furibundos desde que foram derrotados no STF com a aprovação constitucional da lei das cotas raciais e sociais?

Não dá mais para não reparar a existência destes ideólogos de um novo racismo, que criam novas barreiras nas universidades, nos espaços públicos sociais, nas redações de jornais e televisões, em todos os espaços enfim, conquistados a duras penas pelos negros brasileiros. Eles existem e são poderosos.

O que fazer com os racistas e sexistas de caneta?

Este senhor Claudio Humberto é a primeira vez que é citado na Mamapress, preferiríamos não fazer propaganda de suas idéias racistas e sexistas. Este jornalista é um dos professores da nova escola racista que diz: “Falemos nossas besteiras, xinguemos as mulheres e negros de antas e macacos, que dá IBOPE!

Está na hora de darmos nomes aos bois, darmos nomes aos racistas e a todos os redatores e especialistas em defender o anacronismo do racismo. Eles estão sentados e bem pagos nas redações de muitos jornais online e impressos pelo  Brasil afora. Fazem a cabeça da maioria silenciosa e incitam ao ódio racial. Usam suas escrivaninhas para ferirem e agredirem mulheres e negros.

Mas estes sacripantas criminosos da caneta estilo Goebbels estão tendo resposta.

Lembramos a todas nossas leitoras e leitores, que nós da Mamapress consideramos racismo  e racismo na sua forma intelectual mais pura, todas as formas recorrentes que utilizam para nos criticar  a partir de nossas aparências físicas. Consideramos racismo atacarem através de nossas expressões físicas, todas e quaisquer pessoas, principalmente mulheres e/ou negros que se projetem na sociedade. Como nos reeducamos e somos antirracistas, já não usamos mais as expressões racistas infantis de chamarmo alguém de “porco branco encardido de cabelo esticado”, pois sabemos que ao não fazermos isto, estamos contribuindo para a paz e lutando contra o ódio que esses escribas incitam de suas redações.

E avisamos aos racistas, que podem nos criticar e nos chamar do que quiserem. Podem até nos elogiar como inteligentes e competentes, mas não insistam em nos chamar de antas e macacos competentes e inteligentes. Sabemos como vencê-lo pois temos só no Brasil 514 anos de fôlego. (marcos romão)

As escritoras negras que formam o coletivo Blogueiras Negras já publicaram a seguinte matéria em solidariedade à pessoa da Ministra Luiza Bairros:

Cécile Kyenge, Christiane Taubira e agora Luiza Bairros. Ministras de estado atacadas em sua humanidade pela comunhão estreita entre o racismo, o sexismo e a sensação de impunidade. Mulheres que se recusaram a permanecer no lugar que lhes é destinado pela branquitude abjeta que, atônita, reage por meio de xingamentos. A primeira e a segunda foram chamadas de macacas. Por aqui o xingamento foi outro, dessa vez somos comparadas a uma anta porque a ministra expressou a opinião de que os jovens do rolezinho também são vítimas de racismo.

O sujeito da agressão é Cláudio Humberto, colunista do Jornal Metro, que se sentiu confortável o bastante para chamar uma ministra de estado de anta ao mesmo tempo que defende a tese de que não existiriam brancos no país. O que está subjacente a essa mensagem é a de que se não existem brancos, não é possível existir racismo. Obviamente o tiro saiu pela culatra pois a publicação do texto em si e o xingamento são expressões de uma branquitude acrítica e despreparada para lidar com as questões raciais e que ainda se fia na impunidade para expressar suas contradições e excrecências.

É assim que o tratamento desigual dispensado a negras e negros funciona, à vontade e à luz do dia e da escrita. É por isso que trabalhamos para que ele seja denunciado e portanto combatido. Nós, um coletivo de mulheres negras de pena e teclado, repudiamos o tratamento dispensado à face negra e feminina da política. Toda vez que uma de nós chega ao poder, chegamos todas. Toda vez que uma de nós é atacada e desumanizada, somos todas. Não iremos nos calar diante desse impropério que expõe ainda mais o fato de o racismo ser uma questão estrutural de nossa sociedade, ainda afeita a comportamentos escravocratas.

O respeito à liberdade de pensamento e a imunidade de crítica não devem ser usados para defender a ideia de que o racismo é apenas uma opinião. A herança racista de um país que se diz democrático está posta, nós a sentimos na pele todos os dias quando não acessamos a universidade, quando recebemos tratamento conveniente em função do racismo institucional e quando fazemos sua denúncia, assim como o fez a ministra Luíza Bairros. Estamos falando de uma realidade muito palpável, inclusive estatisticamente.

Assim, acreditamos que o autor da fala e os jornais que publicaram e republicaram o texto devem ser devidamente responsabilizados pela declaração, se não judicialmente, que sejam rechaçados publicamente. Independente da tipificação legal de crime, ética e moralmente, comete-se um delito ao desqualificar a fala de uma chefe de estado a partir da percepção de uma suposta e erroneamente presumida incapacidade apenas pelo fato de ser mulher e negra. Será que o articulista teria chamado de “anta” um político homem e branco que tivesse a mesma opinião?

ONLINE

A fala de Claudio Humberto também está disponível online no Metro Brasília, no Diário do Poder e na Tribuna do Norte.

Uma guerra particular da marinha com os quilombolas de Rio dos Macacos: “hoje estou com farda, mas amanhã vou estar sem farda, onde encontrar vocês, vou estourar suas cabeças”.


por marcos romão

Rosemeire dos Santos- Quilombola de Rio dos Macacos-BA

Rosemeire dos Santos- Quilombola de Rio dos Macacos-BA

Em vídeo postado no Youtube pelo grupo  “Território Africano TV”, nós da Mamapress mais uma vez tomamos conhecimento de violações dos direitos humanos cometidos por graduados da Marinha Brasileira da da 2ª Base Naval de Aratu.

Pelos relatos de Ednei dos Santos que foi preso e amarrado com fios, levou socos e chutes, e segundo suas palavras foi jogado como porco na caminhonete, pelos sentinelas da marinha que montam guarda na única entrada para o Quilombo de Rio dos Macacos. Estamos diante de uma situação que vai além de um episódio isolado de violência.

Evidencia-se pela sistemática com que acontecem as arbitrariedades, ameaças e violências contra os quilombolas de Rio dos Macacos, a existência de uma ordem silenciosa de vencê-los pelo cansaço e ao arrepio das leis e completamente em contradição com as reuniões oficiais a Marinha com os governos da Bahia e de Brasília. Segundo Rosemeire, “fazem reuniões onde tomam cafezinhos e falam sobre nós, mas não cuidam de dar proteção às nossas vidas e à nossa segurança”

A quilombola Rosemeire dos Santos, de Rio dos Macacos, amarrada e jogada na boleia da caminhonete do Marinha, denuncia: “apanhei o tempo todo da guarida até a base da marinha, um sentou-se meu pescoço com as partes dele em meu rosto e outro sentou-se entre as minhas partes. E aí eu fui tomando tapa daqui até lá, né? Teve um momento em que eu num vi mais nada”.

O sargento Gonzaga falou que qualquer momento em que ele encontrasse a gente ele estourava nossas cabeças. Ele disse, “hoje estou sem farda, mas amanhã vou estar sem farda, onde encontrar vocês, vou estourar suas cabeças”. Tem uns 4 anos que a gente faz estas denúncias  até ao governo federal, e eles pedem provas, e eles continuam aí.

Ednei Messias dos Santos, irmão de Rosimeire, que também foi preso na operação arbitrária, informa que participaram da ação, o sargento Melquisedeque, o sargento Bueno, o sargento Gonzaga e mais o sargento Josué “que ficou ameaçando as crianças que foram lá para a base atrás da gente”.

No dia seguinte em reunião com o comando da base, ao ser tocado no assunto, o almirante se ofereceu para visitá-los e apertar a mão dos quilombolas. Constrangidos se recusaram.

O vídeo testemunho:

Publicado em 11/01/2014

No dia 06 de janeiro de 2014 oficiais da Marinha cometeram crimes de agressão, estupro e tentativa de homicídio contra membros da Comunidade Quilombola Rio dos Macacos. Acontecimentos que marcaram a prisão arbitrária e violenta de Rosemeire dos Santos e Ednei Messias dos Santos. As autoridades brasileiras são coniventes com os constantes atos de violência. Ao longo da história existem informações de outros estupros e assassinatos contra os quilombolas da comunidade.

saiba mais http://www.igualdaderacial.ba.gov.br/2014/01/sepromi-se-reune-com-marinha-e-orgaos-federais-para-discutir-situacao-em-rio-dos-macacos/

Marinha afasta militares envolvidos na prisão de quilombolas de Rio dos Macacos, BA


fonte: combate ao racismo ambiental

Recebemos a informação de que finalmente a Marinha Brasileira toma uma punição pré-punitiva em relação à militares da marinha que cometem violências contra quilombolas em todo o país em em especial contra os Quilombolas de Rio dos Macacos na Bahia.

A violência e arbitrariedade da Marinha Brasileira se repete também no Quilombo da Marambaia,RJ, e demonstra que a Marinha, pelo menos em relação às reivindicações negras e quilombolas, funciona como um “Estado dentro do Estado” com leis próprias e códigos de conduta que reportam ao período do império, em que o acesso de negros à marinha estava mil anos aquém da democratização racial do exército(veja em Memórias de um Soldado de Nelson Werneck Sodré).

As denúncias contra a Marinha já se repetem há muito tempo. https://mamapress.wordpress.com/2012/03/07/carta-do-quilombo-de-rio-dos-macacos-bahia/

O fato de até hoje as famílias dos Revoltados contra a Chibata não terem recebido indenização devida e somente duas famílias entraram com processo, demonstra a o caráter especial como a marinha é tratada pelos governos federais do Brasil.

quilombo dos macacos latuff

charge de Latuff

A Marinha precisa se ajustar e seguir a constituição democrática brasileira e obedecer ao Estatuto da Igualdade Racial. (marcos romão)

Nota: ontem, dezenas de entidades, organizações e movimentos repudiaram a agressão e cobraram atitudes imediatas em Manifesto: Prisão de lideranças da Comunidade Quilombola de Rio dos Macacos pela Marinha de Guerra do Brasil foram ilegais, violentas e arbitrárias. TP.

Rose Meire e Ednei: lideranças do Quilombo Rio dos Macacos foram espancadas e presas pela Marinha em Aratu, Salvador.  Foto: Margarida Neide – Ag. A Tarde

Rose Meire e Ednei: lideranças do Quilombo Rio dos Macacos foram espancadas e presas pela Marinha em Aratu, Salvador. Foto: Margarida Neide – Ag. A Tarde

A Tarde

A Marinha decidiu afastar os militares envolvidos no episódio da prisão de dois moradores da comunidade quilombola Rio dos Macacos na última segunda-feira, 6. O comando do 2º Distrito Naval informou, por meio de nota, que o afastamento acontece como medida preventiva.

Para apurar as circunstâncias a Marinha instaurou um Inquérito Policial Militar e afirmou que as demandas do Ministério Público Federal (MPF) também serão atendidas.

Confira na íntegra a nota da Marinha

A Marinha do Brasil (MB), por intermédio do Comando do 2º Distrito Naval, esclarece que, em decorrência do episódio envolvendo a detenção de dois moradores da chamada “comunidade Rio dos Macacos”, no último dia 6 de janeiro, instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar os fatos, as circunstâncias e as responsabilidades pelo ocorrido.

O procedimento investigativo contará com a assistência do Ministério Público Militar e será conduzido com transparência e imparcialidade.

Como medida preventiva, os militares envolvidos no episódio foram afastados dos postos de serviço na Vila Naval da Barragem.

Registra-se que as demandas do Ministério Público Federal sobre o tema serão atendidas tempestivamente.

Cabe ressaltar que a MB é uma Instituição secular, com longa tradição no cumprimento de tarefas em apoio às necessidades da população, estando permanentemente comprometida com o Estado Democrático de Direito e com o respeito à dignidade humana, repudiando, portanto, quaisquer atos de violência.

Identificado autor oferta de negros-com-diversas-utilidades para a venda na página Mercado Livre


por marcos romão

A postagem no último final de semana no site Mercado Livre que colocava ao lado de fotos jovens negras e negros à venda na página “Mercado Livre”, gerou uma grande revolta nas redes sociais e foi denunciada na madrugada do dia 6.01, aqui na Mamapress com dados e exigências para que a polícia retirasse a página do ar, já que mesmo com as reclamações dos usuários da página, a administração do “Mercado Livre” não tomara providências para encerrar o anúncio. O anúncio que terminou conforme anunciara autor, ao longo do dia 6.01,  foi realizado de forma automática  e nada tem a ver com medidas da administração da página, que até então se limitara a apagar várias reclamações dos usuários.

Segundo a Folha de São Paulo, após denúncia, a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do governo federal, e o site conseguiram identificar o autor da publicação.negros com mil e uma utilidades 06

Em nota a SEPPIR informa que o autor pode ter como pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa, para quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Ainda segundo a nota da SEPPIR publicada na Folha:

“É inconcebível e inaceitável a tentativa de desumanização da população negra, enquadrando seus indivíduos como mercadoria e remetendo os mesmos de volta à escravidão”, diz Carlos Alberto de Souza e Silva Junior, ouvidor da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Segundo a secretaria, não haverá punições ao Mercado Livre. Em nota, o site de vendas afirmou que repudia o anúncio. “O Mercado Livre informa que entregou, após notificação oficial, os dados cadastrais e de acesso do usuário anunciante às autoridades competentes para que o autor seja investigado. O anúncio foi retirado do ar na segunda-feira, dia 6, assim que denunciado pelos próprios usuários do site”, diz o site.

A Mamapress parabeniza a ação rápida da Ouvidoria da SEPPIR e alerta para que na pressa, não se isente a página Mercado Livre de toda a culpa. Que a página faça um pedido de desculpas públicas em seu sítio principal  e crie mecanismos para que  usuário possa denunciar de pronto anúncios discriminatórios de quaisquer matizes. Seria uma punição mínima, por ter relaxado de forma continuada nas suas obrigações com o consumidor, pois o anúncio só foi retirado do ar na data em que o próprio anunciante racista marcara.

Por triste ironia ao acessar o link da página original encontramos os arquivo ou direcionamentos, já sem o anúncio no final, mas que me causa espécie ao ler http://lista.mercadolivre.com.br/negros-com-diversas-utilidades, é claro que estão anunciando produtos de cores pretas, revela entretanto um mau gosto profundo por parte dos administradores e donos da página Mercado Livre, em relação a um um assunto que gerou tantos protestos. Seria uma falha de construção linguística típica de  paginador, ou seria um chamariz  para atrair  racistas de plantão , ávidos por plataformas para difundirem suas ideologias?

Aliás a Mamapress considera que a página Mercado Livre para manter a sua fama e não se confundir com racistas, já deveria ter tomados a medidas antirracistas e anti-discriminatórias necessárias, sem a necessidade de protestos dos usuários, da SEPPIR e da sociedade civil. Seria um posicionamento no mínimo gentil para com todos nós.

negro-com-diversas-utilidad

Sai Cabral entra a “Paes Militar”. Morador não é gente. Tudo pela Copa no Metrô-Mangueira!


Extráido do Jornal A Nova Democracia Publicado em 07/01/2014

mãe principal

foto chiquito chaves

Durante a tarde e a noite do dia 7 de janeiro, moradores da favela Metrô-Mangueira, na zona norte do Rio, protestaram contra o despejo de cerca de 40 famílias que vivem no local. A prefeitura teria chegado à favela às 7h da manhã agredindo e expulsando moradores de suas casas. A Favela do Metrô fica a menos de 500 metros do palco da final da Copa de 2014, o Maracanã. Desde 2010, moradores sofrem com as investidas do Estado reacionário, empenhado em varrer qualquer sinal de pobreza dos locais onde acontecerão os jogos da Copa.

Revoltadas, cerca de 100 pessoas interditaram a Avenida Radial Oeste e enfrentaram a PM e a tropa de choque. A mando do prefeito Eduardo Paes e do gerente estadual, Sergio Cabral, policiais promoveram o caos atirando gás lacrimogêneo, spray de pimenta e bombas de efeito moral contra a população, que não se calou e respondeu com pedras e garrafas sustentando a combativa resistência até a meia-noite.

Nós da Rede Mamaterra estamos profundamente preocupados com as desocupações, motivadas pela Copa 2014, mas que está claro só tem a ver com a especulação imobiliária e os grandes interesses da Oderbrcht e outras consorciadas.

A Anistia Internacional nos relata que já são 100 mil os removidos para a Copa 2014.

A brutalidade com que a polícia está investindo contra mulheres, crianças e velhos lembra as remoções da décadas de 60/7o,  quando 60 mil pessoas foram removidas da área da Lagoa Rodrigo de Freitas, onde hoje moram os amigos e parentes do prefeito e do governador.

No reinado Paes-Cabral já estão garantindo espaço para seus netos, na cidade sem pretos e sem pobres como é a Lagoa atualmente.

Liderança Indígena Marcos Terena fala: Queremos apoio e não agressão.


por marcos terena

CENTRO DE REFERENCIA DAS CULTURAS INDÍGENAS – Sede Antigo do Museu do Indio – RJ

Fala da Lideranças Indígenas

Fala da Lideranças Indígenas

Finalmente conhecemos o grupo chamado de resistência que foi expulso do prédio do antigo Museu do Índio em frente ao Estádio do Maracanã…

Nenhum deles era Índio, apenas um grupo de jovens pintados de Índio como mostra essa foto quando Alvaro Tukano, Pirakiman Yawalapiti e Tabata Kuikuro assumiram as negociações antes de uma reação indígena contra essa agressão.

Poderíamos recebê-los e conversar para agradecer o apoio mas eles invadiram o Hotel Novo Mundo onde estávamos e para nossa surpresa, também a reunião indígena que tinha a presença de Autoridades como os Chefes Indígenas Aniceto Xavante, Maria Helena Pareci e Andila Kaingang…

Ninguém sabia o que eles queriam naquele momento e nem eles…

O apoio da sociedade não indígena e da solidariedade é importante como uma aliança para objetivos comuns. Para nós é importante reconstruir o cenário histórico e arquitetônico por onde passaram Rondon e antigos Chefes Indígenas, principalmente agora que o Governo do Estado se dispôs a apoiar essa iniciativa. Não será apenas mais um Museu de exposições, mas local da diversidade e da grandeza da cultura indígena, ambiente para um parlamento indígena e até universidade, mas isso tem que ficar pronto antes da abertura da Copa de Futebol em 2014…

Para isso, não aceitamos esse tipo de apoio, ou melhor, agressão a qualquer custo e agora em diante os indígenas do Brasil se farão presentes nessa articulação com o Governo do Estado, sem intermediários como afirma o documento entregue a Secretaria de Cultura do Estado do Rio.

Seminário no BNDES destaca oportunidades de investimento e cooperação no continente africano


Fonte: BNDES 03/05/2012

Seminário no BNDES destaca oportunidades de investimento e cooperação no continente africano

Mamapress acompanhará os desdobramentos destas ações de fomento às relações Brasil-África e deseja que sejam aproveitados quadros profissionais brasileiros que demonstrem finalmente aos países africanos, a diversidade cultural e étnica do Brasil. Marcos Romão

O BNDES recebeu nesta quinta-feira, 3, o seminário “Investindo na África: oportunidades, desafios e instrumentos para cooperação econômica”. O evento faz parte das comemorações pelos 60 anos do Banco, e contou com a presença do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, de representantes do Governo Federal, de instituições africanas e de empresários.

Em seu discurso, Lula considerou que discutir as relações entre o Brasil e a África é especialmente importante “neste momento em que o mundo enfrenta uma crise econômica de grande magnitude, que afeta a todos nós e é respondida pelos países ricos sempre do mesmo modo: com austeridade”. “Pedem austeridade aos países mais pobres, aos trabalhadores, mas aprovam pacotes de apoio ao sistema financeiro. Ou seja: punem as vitimas e premiam os algozes”, afirmou o ex-presidente.

Ele destacou o Programa para o Desenvolvimento da Infraestrutura na África (PIDA, da sigla em inglês), que os 54 países do continente aprovaram em janeiro. “O momento é de ousadia, não de passividade. O tempo é de solidariedade entre as nações, não de opressão dos mais fortes sobre os mais fracos”, disse.

O secretário-geral adjunto da ONU Carlos Lopes concordou que, quando se fala de África, “o peso do desconhecimento é muito grande” e aproveitou para apresentar algumas “boas notícias” sobre o continente. “Em várias zonas da África, já há unidade monetária e integração aduaneira. Isso, que está causando problemas agora na Europa, não acontece na África. Os bancos africanos não quebraram na crise financeira”, disse.

Lopes lembrou que, diferentemente do que pensa a maioria das pessoas, as commodities representam apenas 30% do PIB africano, notando também que o continente quadruplicou suas reservas nos últimos quatro anos. Segundo ele, países como Argélia, Nigéria, Líbia, Angola e Botsuana tem uma relação entre dívida e PIB menor, inclusive, que o Brasil.

Lopes destacou também um contexto macropolítico que considera favorável, como a situação de relativa paz, “diferente de quando tínhamos muitas guerras civis em curso”, e os avanços em relação à estabilidade política na maioria dos países, embora ainda haja alguns conflitos.

O economista-chefe do Banco Africano de Desenvolvimento, Shem Simuyemba, apresentou números do PIDA. As obras de infraestrutura energética do programa têm custo estimado de US$ 40 bilhões, e o programa de transporte, de US$ 25 bilhões. Ele ressaltou, porém, que os 36 projetos previstos no programa ainda não têm funding e representam, portanto, grandes oportunidades de investimento.

Nesse sentido, o decano do corpo diplomático da Embaixada do Zimbábue, Thomas Sukutai Bvuma, destacou a necessidade de maior flexibilidade na aceitação de garantias e da utilização dos próprios projetos como garantia (project finance).

Encerrando o evento, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, destacou a importância da cooperação na área financeira, entre os bancos públicos, privados, multilaterais e o mercado de capitais. Ele adiantou que BNDES e o Banco Africano de Desenvolvimento estão trabalhando na elaboração de um fundo de estruturação de projetos. Makhtar Diop, vice-presidente para a África do Banco Mundial, afirmou que a instituição está disposta a colaborar com a iniciativa.

Para Coutinho, a integração do Brasil com a África traz oportunidades não apenas para as grandes empresas, mas também para companhias de médio porte. Segundo ele, alguns setores atrativos nesse sentido são açúcar e álcool, telecomunicações, energia, energias renováveis, petroquímica, siderurgia, industria automotiva, bens de capital, varejo, transportes, serviços bancários e fármacos.

Coutinho foi o mediador de um debate que reuniu Diop, Lopes, a presidente da Petrobras, Graça Foster, o presidente da Vale, Murilo Ferreira, e André Esteves, CEO do BTG Pactual, em torno do tema “O Brasil e a África Hoje”.