Nova direção do Shopping Itaquera vê Rolezinho como chance para mudar. Alckmim confirma presença.


por marcos romão

Depois de reunir-se com a Consultoria Internacional para a Globalizão- CIG, com sede nos EUA, o  novo diretor-chefe do Shopping Center de Itaquera José da Silva,39, um pernabucano de Garanhuns, já pode ver com bons olhos o Rolezinho anunciado pra o próximo dia 29 de fevereiro, que irá acontecer no mesmo Shopping Center que provocou tantas  manchetes negativas nos últimos dias.

O que o convenceu, disse  José da Silva, foi a possibilidade de quadriplicar as vendas no final de semana e já perguntou aos Roladores se podem repetir a ação pelo menos a cada 15 dias.

Anunciada no Facebook antes de ontem, já são 53351 pessoas que confirmaram presença.  José da Silva demonstrou segurança ao atender o telefonema da Secretaria de Segurança paulista, preocupada com o desenrolar do rolezinho:

Disse José da Silva para o secretário: “Tem problema não, mandar polícia só se for para vir com a família fazer compras e que venham de civil, vestimentas adequadas eles podem pedir emprestado aos filhos. Vai ser tudo uma maravilha”.

José da Silva, disse que estava bastante cético com esta tal de “Política de Desescalação e Inclusão do Consumidor Unido”- PEDICU- para os iniciados em gestão empresarial moderna, mas que se convenceu como migrante que também foi, quando os consultores explicaram o que Obama fez para acabar om o problema dos migrantes: “Vejam vocês, repetiu José, eles explicaram que os “Roladores Periféricos” são iguais aos migrantes na América, eles gostam da gente e juntam todo o dinheirinho que tem para viverem e consumirem entre nós, porque não aproveitá-los para que consumam e nos tragam lucros? Foi o que o tal de Obama fez, legalizou os caras e tá chovendo dinheiro na economia americana com este sangue novo”.

“Estamos é claro organizando um plano de emergência para atendermos tanta gente ao mesmo tempo”, repete José com entusiasmo, “vamos instalar caixas de som no entorno, com Funk da Periferia entrecortada de Música Charme, para manter calmo os ânimos. Teremos mostruários de todas as lojas no estacionamento para quem não conseguir entrar ou preferir ficar dando seu rolezinho do lado de fora.

Conversei com a Cruz Vermelha e eles vão instalar banheiros e um hospital de campanha para atenderem as necessidade de nossos clientes roladores. As lojas de alimentação também terão barracas do lado de fora e oferecerão “menús-rolés” a preços módicos. Todos os lojistas entraram em acordo e vamos aceitar todas as formas de pagamento, tiquetes-alimentação, crédito consignado para filhos de professores e funcionários da prefeitura, vale-transporte, cartão bolsa-família e até de cartão de bolsistas da CAPPES, afinal dinheiro não tem cor nem instrução, chegamos todos à conclusão”.

Hiato

Hiato

Olhando diretamente para mim José da Silva, que antes havia trocado olhares cúmplices comigo e depois se revelou um leitor assíduo da Mamapress e, por isto sabia que eu gostava de boas idéias, falou na coletiva em primeira mão:” Pois é, acabei de ter uma reunião com o Alckmim, é o Geraldo, que eu acho um nome mais popular tipo Maracanã dos tempos antigos, ele abriu aqueles olhos quando falei do Obama e dos migrantes nos EUA, e sobre a caixa de impostos que aumentaria para o estado de São Paulo.

Claro que ele cheirou votos também, afinal é a moeda dos políticos. Pediu-me então que organizasse a ida dele pessoalmente ao rolezinho. É. sem palanques, ele iria com os parentes, caminharia como o mais comum dos mortais e cortaria com alguns funqueiros a fita simbólica dos novos tempos”.

Me despedi e prometi voltar dia 30 de fevereiro, não sem antes garantir uma entrevista exclusiva com José da Silva. Falei com ele em “off”, “cara se o negócio que você está planejando der certo, já estou vendo você e o Geraldo serem indicado para o Prêmio Nobel da Paz, pela contribuição dada ao fim do Apartheid no Brasil.”

Rolezinho termina com lacrimogêneo e balas de borracha no Itaquera


da folha de são paulo

A Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral, além de balas de borracha, contra um grupo de jovens que participava de um encontro conhecido como “rolezinho” em São Paulo. O confronto ocorreu no início da noite deste sábado (11), em frente ao shopping Itaquera, na zona leste da cidade.

Segundo a Polícia Militar, cerca de mil pessoas participaram do encontro marcado por meio de redes sociais, enquanto o shopping estima que 3.000 jovens estavam no encontro. Uma funcionária de um restaurante do local desmaiou e foi retirada de maca. Não há informações sobre o estado de saúde dela.

Duas pessoas foram detidas e encaminhadas a uma delegacia da região. A PM informou que eles participaram de depredações a lojas do terminal de ônibus Itaquera.

A assessoria de imprensa do centro comercial informou que não houve ocorrência de furtos ou roubos. Os lojistas, porém, tiveram que abaixar as portas durante cerca de uma hora.

Bruno Poletti/Folhapress
Policial militar usa cassetete para intimidar jovem durante "rolezinho" no shopping Itaquera, na zona leste de SP
Policial militar usa cassetete para intimidar jovem durante “rolezinho” no shopping Itaquera, na zona leste de SP

Ao menos seis shoppings de São Paulo conseguiram uma liminar na Justiça para impedir os encontros de jovens conhecidos como “rolezinhos”. Em São Paulo, os shoppings JK Iguatemi, Itaquera e Campo Limpo foram beneficiados pela decisão temporária.

Mesmo assim, os jovens entraram no shopping e começaram a cantar e andar em grupos. Policiais militares aplicaram golpes de cassetete em alguns deles e retirou os jovens do local. Na rampa que liga o centro de compras ao metrô, os policiais usaram bombas e balas de borracha para dispersar o grupo.

O shopping foi fechado e apenas a entrada de pessoas identificadas como não participantes do “rolezinho” foi permitida pela polícia.

No terminal de ônibus que fica embaixo da rampa de acesso ao shopping, os policiais voltaram a usar balas de borracha e bombas contra os jovens.

Às 19h45, a Polícia Militar informou que a situação era “crítica na estação Itaquera” e que “todo o policiamento está apoiado” para atender a ocorrência. Assim, só terá mais informações “com um pouco mais de tempo.”

A polícia disse ainda que, durante o confronto no terminal, “diversas lojas foram danificadas.”

Já há um novo encontro marcado para a próxima semana no mesmo local. Ao menos 600 pessoas já foram convidadas para se encontrar no shopping Itaquera no sábado (18), às 16h30.