A invisibilidade da “voz” negra na crise brasileira.


marcha negra de 1988

marcha negra de 1988

por Marcos Romão

Fecham hospitais?

A maioria atingida é a população negra.

Fecham escolas?

A maioria atingida são as escolas de maioria negra.

Fecham as fábricas e empresas?

A primeira parte atingida nas demissões é a parte negra da classe trabalhadora.

Tem protestos?

O que se vê nas fotos é a população negra sindicalizada, estudantil, marginalizada e sem receber salários e tratamento de saúde adequados, levando bombas de gás e balas de borracha e de aço.

E quem nos representa a nós populações negras nestes protestos? Quem aparece na imprensa defendendo a luta negra em todas as frentes?
Quem é que fala para a sociedade em nosso nome, e explica  que “questões de segurança” para nós, são questões de acessos à saúde, educação e principalmente aos meios de comunicação, para dizermos que as soluções de segurança apresentadas tem um perspectiva branca, colonial e opressora, que mantém toda a população negra sob um regime de insegurança, em que o terror de estado representados por suas polícias, recai diretamente sobre os bairros de maioria de população negra? Quem é que fala por nós negras e negros?

De negras e negros ninguém.

Apesar de nós negras e negros, estarmos em todas as frentes de luta contra os males causados por más políticas, que levaram o estado â falência econômica, moral e ética, as negras e os negros que lá estão no meio do burburinho, não tem onde assinar o “ponto negro” de presença. Estamos invisíveis e guetizados de representatividade até nos movimentos sociais.

Por cegueira ou oportunismo dos brancos e muita omissão nossa, viramos apenas azeitonas pretas nos pastéis da lideranças do movimentos sociais, que se promovem e se elegem com os votos de nossos mortos. Sim porque preto morto é bom e dá voto tanto para a direita quanto para a esquerda, mesmo que defendam interesses diferentes e não os coloco no mesmo saco.

Está na hora também de falarmos enquanto coletividade negra para as lideranças dos movimentos sociais que estamos aqui, sabemos o que queremos e que nos respeitem.

Cansei de ouvir relatos, de negras e negros que protestam nas ruas, que cada vez que vão para as ruas, aparecem logo ongs e “comandos” partidarizados brancos ou pretos, querendo assumir a direção da ação, botando suas bandeiras nas mãos e botons nos peitos dos negros e negras. além de quererem dar lições e determinar quem fala ao microfone.

Estou cansado de ouvir negras e negras que protestam e que tem que implorar espaço para que as famílias negras que tiveram seus filhos assassinados, possam falar por si mesmas nos palcos dedicados às lutas pelos direitos humanos.

Exigimos respeito, compadres!

Amarildo sumiu?

Cláudia Silva Ferreira foi executada através de tiro e arrastamento pelas ruas puxada por um camburão?

Roberto Silva de Souza, de 16 anos, Wilton Esteves Domingos Júnior, de 20 anos, Carlos Eduardo Silva de Souza, de 16 anos, Wesley Castro Rodrigues, de 25 anos e Cleiton Correa de Souza, 18 anos, foram executados pela PM com 111 tiros?

A sociedade brasileira e mundo se chocaram e se indignaram com estas mortes, que representam apenas a ponta do iceberg de um genocídio da população negra e principalmente de  jovens, que terá repercussão nos futuro dos índices demográficos da população negra brasileira, pois quem cuidará nas velhice das mães e pais que ficaram órfãos de seus filhos?

Mas quem falou nestas tragédias em nome de nós, as negras e  os negros do Rio de Janeiro?

Ninguém. Nenhuma negra ou negro falou em nosso nome, que tenha tido repercussão estadual,  nacional e internacional  e, que demonstrassem que nós podemos falar por nós mesmos.

Não é que nós negras e negros não estejamos protestando, não me entendam mal. Saiba quando abrimos a boca

Grupos e coletivos negros foram na Rocinha apoiar a família de Amarildo.

Grupos e coletivos negros e a velha guarda negra,subiram o morro da Congonhas em solidariedade à família de Cláudia da Silva Ferreira.

Com algumas e alguns militantes negras e negros da velha guarda, centenas de jovens de coletivos negros do Hip Hop, do samba e das artes negras, encheram as ruas de Madureira e também foram ao Palácio Guanabara protestar contra o morticínio.

Manifestação de protesto no Palácio Guanabara contra a execução de 5 jovens negros em Costa Barros-foto Jose Andrade

Manifestação de protesto no Palácio Guanabara contra a execução de 5 jovens negros em Costa Barros-foto Jose Andrade

Mas o que aparece na imprensa?

O que aparece são setores de partidos e Ongs brancas nacionais e internacionais, que prestam sua solidariedade para a população negra, mas que vão além do que lhes diz respeito e literalmente abusam ao falar por nós, pois ainda não estamos presos!

Não nos consultam até porque ou não nos acham, ou não nos dão importância, ou por que acham que estamos órfãos de representatividade, ou que  nós mesmos nos fazemos de bobos e nos permitimos ser massa de manobra. Inocentes prá lá de inuteis.

A iniciativa do Conselho de Defesa do Negro, Cedine, em conversar diretamente com o “Chefe de Estado” do RJ, na última segunda-feira, 21 de dezembro,  é ainda consultiva, vamos tateando e nos afirmando para nos fazermos respeitados tanto pelo governo, como também pelo movimento social, que pensa que está na casa do Pai João. Saiba mais

O Conselho de Defesa do Negro do Estado do Rio de Janeiro-Cedine- ao fazer 15 anos de existência, só terá visibilidade e força própria e independente se a coletividade negra lhe der sustentação, assim como também se os organismos de representação, formados por negros e negras no governo, tomarem consciência que estão ai para darem apoio à coletividade negra e não para calá-las por interesses partidários.

Uma ação coletiva só acontecerá quando cada um tiver consciência do seu papel e agir de forma democrática, transparente, sinergética e compartilhada para barrar o racismo e estancar o sangramento de nosso povo negro.

 

O assassino na sala de jantar. A situação degradante da PM Brasileira


por Jose Ricardo D´Almeida

Os PMs, sendo ouvidos pelos deputados no novo BEP Foto: reprodução

Os PMs, sendo ouvidos pelos deputados no novo BEP Foto: reprodução

A situação da polícia militar no Brasil é tão degradante e desesperadora que além de nos aterrorizar, ela nos envergonha como cidadãos.
E não só a nós, mas também, a seus familiares e amigos que vivem constrangidos sob essa mácula de uma polícia assassina de pretos e pobres.
Sabemos que existem muitos policiais também mortos covardemente como fazem seus colegas de farda.
Como também sabemos que uma possível maioria de policiais vivem sob a opressão de uma minoria violenta e corrupta que se mantém ativa sob o terror que promovem junto aos seus.
Não é humanamente possível que esses policiais assassinos retornem para suas familias e comunidades sob aplauso com essas mortes de inocentes que promovem.
Não e possível que possam levar uma vida civil sem contaminar seu ambiente social com sua loucura e seu racismo.
Entretanto, esse conflito entre loucura e sanidade que ajuda a explicar esse comportamento assassino é instrumental do poder que o tolera e promove, já que os governantes pouco ou nada fazem para mudar esse cenário.
Por outro lado, atentemos que os políticos que aplaudem e estimulam essa praticas tem sido eleitos com os votos das comunidades que sofrem mais diretamente com esse horror.
Essa é a eficácia do racismo e da violência que ele legítima, as próprias vítimas provém seus algozes.
Isso precisa mudar, essa festa dos horrores da PM precisa acabar.
Só depende de nós deixarmos de ser tolerantes com a violência e o racismo.
‪#‎nospornos‬

#somostodosxuxa no dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares: a Globo e a consciência do poder branco:


foto ripada por José Ricardo de Almeida

foto ripada por José Ricardo de Almeida

por marcos romão– rede rádio mamaterramamapress

A Globo e seu sistema,  desde a sua instalação no Brasil, tem declaradamente, um projeto ideológico de análise da questão racial brasileira.

Seus mentores intelectuais interpretam o mundo, como aquele mundo de 1930, em que acreditava-se numa tal “mistura de sangue” como a solução para o racismo no Brasil e no mundo.

Em 1930 esta visão de que no “sangue” estaria o caráter e, com sua mistura formaria-se o “homem novo”, era até progressista e revolucionária de certa forma, em relação às idéias eugênicas européias  que predominavam na época, que afirmavam que a “mistura de sangue” degenerava o homem e vis a vis a humanidade.

As duas premissas estão erradas pois, sangue não tem “caráter” , nem ideologia e é todo da mesma cor, o vermelho. Pele sim tem cor e faz a diferença e, que diferenças trágicas para os povos não brancos.

Acontece que a Globo com suas novelas, programas infantis e jornais nacionais, é a maior difusora da ideologia, que afirma que a tal “mistura de sangue” acaba com racismo. O sistema Globo é o maior difusor desta ideologia do ” Racismo à Brasileira”,  mas não é seu produtor principal.

A produção desta visão e interpretação racista de uma tal de “mistura de sangue”, como solução para a violência e genocídio cordial do negro brasileiro, está instalada e enlatada nos ministérios de educação e cultura e nas universidades e escolas, dos anos 30 para cá sem exceção.

Todos os ministros da cultura e da educação, até os que se dizem negros, batem no peito diante dos microfones e, dizem que são o fruto deste tal de “sangue misturado” do negro, do índio e do branco. Este é um dos mais poderosos mecanismos, que o “poder branco” de produção do pensamento encontrou, para esconder debaixo do tapete e tornar palatável, o genocídio continuado do negro e do índio brasileiro.

Esta máquina colonial negadora do negro e do índio, está instalada no âmago dos ministérios de produção da “visão ideológica” do Brasil baseada no “Mito das 3 Raças” e, incluo neste rol,  os ministérios de progaganda, informação e comunicação, desde o DIP do Getúlio até a Secom de hoje em dia, uma das maiores financiadoras da máquina de produção de pesadêlos platinados para os povos negros e indígenas brasileiros.

A Globo como boa empresa produtora de sonhos, com o faro para descobrir onde está o dinheiro para os financiamentos de suas máquinas de ilusões, transformou-se assim de 1864** para cá,  com invenção de suas “xuxas”, “pica-paus amarelos” e outras produções esbranquiçadas, no grande departamento de propaganda, informação e formação de cabeças racistas e neoracistas, diluidoras e escamoteadoras do enfrentamento, mais que necessário e, combate ao racismo que destrói a mente de todos nós brasileiros.
Quando ouço cabecinhas inteligentes a dizer,  #somostodosmisturados, #temostodoscumpénacazinha e #somostodoshumanos, só tenho a dizer:

Lavaram legal as nosssas cabeças e #somostodosxuxa

Nota da Redação:

Este artigo-líbelo foi inspirado no atiçamento, das perguntas trazidas pelo meu amigo professor da Rede Pública do Rio de Janeiro Eduardo Papa

** Correção: A data é 1964, ano de instalação da ditadura militar. Acontece que eu estava incorporado entre outros pelo Luiz Gama, na hora em que baixou o artigo. Descobri a falha, graças a um dos Cambonos e Zeladores da Mamapress, Luiz Augusto Gollo.(MR)

Operação Black Machine III da Polícia Civil mata garoto de 12 anos em subúrbio do Rio


Esta é a matéria que acaba de sair nos jornais do Rio de Janeiro

Garoto de 12 anos é um dos mortos em ação da Polícia Civil na Zona Norte do Rio A operação chama-se “Black Machine III”

Pura ironia do genocídio dos jovens negros no Brasil

Veja osvídeos: http://extra.globo.com/casos-de-policia/garoto-de-12-anos-um-dos-mortos-em-acao-da-policia-civil-na-zona-norte-do-rio-16202724.html#ixzz3adz67OXv

Marcos Nunes

Um garoto de 12 anos foi um dos mortos numa operação da Polícia Civil no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio, nesta terça-feira. Gilson Costa era estudante e estava no 6º ano da Escola Municipal Dunshee Abranches, também na Ilha. O menino estava com o carregador Wanderson Jesus Martins, de 22 anos, outro morto na ação. Segundo relatos de testemunhas, ambos iam comprar pão numa padaria quando ouviram tiros. Eles então correram e acabaram sendo baleados. Ainda de acordo com as testemunhas, as balas teriam partido de policiais.

A mãe do estudante se desespera ao saber da morte do filho
A mãe do estudante se desespera ao saber da morte do filho Foto: Rafael Moraes / Extra

Por causa das mortes, moradores fizeram um protesto na Estrada da Cacuia. O comércio fechou as portas. A mãe de um garoto que estuda na mesma sala que Gilson conversou com o EXTRA e disse estar indignada com o que aconteceu durante a operação da Polícia Civil. De acordo com ela, que pediu para não ser identificada por medo de represálias, o garoto era muito tranquilo:

– A mãe dele é empregada doméstica e vive para trabalhar. Está arrasada, coitada. Esse menino era muito bom e calmo.

A mãe de Gilson é amparada
A mãe de Gilson é amparada Foto: Rafael Moraes / Extra

A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou que a investigação sobre as mortes ficará a cargo da Divisão de Homicídios (DH). Equipe da especializada já fez uma perícia no local onde os dois foram baleados. Caso haja necessidade, ainda de acordo com a assessoria, uma reprodução simulada do fato poderá ser feita.

Sobre a operação, a assessoria informou que se tratou de uma ação para cumprir mandados de busca e apreensão: “Policiais da Corregedoria Interna da Polícia Civil (COINPOL) realizam, na manhã desta terça-feira, a operação Black Machine III, que visa cumprir mandados de busca e apreensão em várias comunidades da Ilha do Governador. A ação acontece nas comunidades do Dendê, Barbante, Bancários, Boogie Woogie, entre outras localidades da região. Nas duas operações anteriores foram apreendidas cerca de 650 máquinas de jogos de azar. Quatrocentos policiais participam da ação, que tem apoio de agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) e de unidades do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), além de policiais militares”.

Um morador mostra a foto de Wanderson
Um morador mostra a foto de Wanderson Foto: Rafael Moraes / Extra
A carteira de trabalho do carregador
A carteira de trabalho do carregador Foto: Rafael Moraes / Extra

operação Black Machine III

Sou mãe de filho morto, dona!


por Arísia Barros

Monumento da Mãe Preta Foto: Diadorim Ideias/Isabela Kassow

Monumento da Mãe Preta
Foto: Diadorim Ideias/Isabela Kassow

Ela senta do meu lado, no banco do ponto de ônibus, e pergunta:

– Não é a senhora aquela dona que apareceu no jornal da televisão falando sobre  a morte de negros?

Sim- respondi- sou eu. E fico matutando sobre o poder massificador da mídia.

Ela vai falando sem reticências:- Eu sei do que a senhora fala, mataram meu filho e quase ninguém chorou pela morte dele. Eu que sou a mãe, sei a falta que ele vai fazer na minha vida. Era o meu único filho homem, dona. A polícia diz que ele era traficante, mas, eu disse e continuo dizendo que isso é mentira.

Meu menino era trabalhador, me ajudava com os irmãos e estudava a noite e quando aescola não estava em greve, não perdia uma aula. Precisava ver que letra bonita ele tinha.

Era cheio de sonhos, o meu menino, queria ser advogado. Dizia que ia defender-de graça- todos os pobres da grota que  a gente mora.

Lá na grota falta tudo, Dona, água, muitas vezes  falta comida e quase sempre falta sossego, quando a gente fica sem as coisas para dar os filhos  o juízo queima e dá uma  agonia… Aí quando meu filho me via aperreada arrumava uns bicos, além do trabalho de entregador: limpava chão,  recolhia lixo só para arrumar uns trocados e  me vê feliz.

Toda vizinhança conhecia meu filho e  pode falar a mesma coisa dele.

Era um menino de ouro, o homem da casa, e agora sou mãe de um filho morto.

Mataram meu filho, Dona, porque ele era preto e morava na Grota, até tapa na cara levou e depois  encherem de tiro.

Interrompo o desabafo-relâmpago e pergunto-lhe: Quantos anos tinha seu filho?

– Ia fazer 14 agora em maio- responde.

As lágrimas secas transbordavam no tremor da voz daquela senhora, que  após o desabafo, apressou-se- enxugando as lágrimas com as costas das mãos- para apanhar o  coletivo que a levaria à casa. Deu-me  um ligeiro   aceno e partiu.

A máquina genocida em Alagoas continua moendo os corpos invisíveis dos pretos, preferencialmente nas senzalas urbanas!

O racismo aprisiona. O racismo fere. O racismo mata.

Sou mãe de filho morto, dona!

fonte:Raízes da África

Foi Genocídio, afirma presidente alemão, Gauck, ao falar do Massacre do Povo Armênio em 1915.


stambul / Berlin / Yerevan (AP) –

fonte DPA- Tradução Marcos Romão

Gauck dpa Britta Petersen

Gauck dpa Britta Petersen

Os comentários do presidente Joachim Gauck Federal sobre o “genocídio” contra os armênios desencadeou uma crise diplomática com a Turquia. “O povo turco não esquecerá nem perdoará as declarações do presidente alemão Gauck”, afirmou em nota o Ministério das Relações Exteriores, em Ancara,nesta noite de sexta-feira.

Turquia reagiu fortemente contra as palavras de Gauck: Ele não tem nenhum poder, de culpar a nação turca, por um fato que os fatos históricos e jurídicos desmentem, continua oi comunicado do Ministério do Esxterior. O governo alertou para o “impacto negativo a longo prazo” nas relações turco-alemãs.

Gauck fala de genocídio

Volkermord=genocído

                                                                            Volkermord=genocído

“A Alemanha foi co-responsável pelo massacre dos  Armênios de 100 anos atrás.

Disse Gauck, ao referir-se pela primeira vez clara e literalmente, sobre o massacre de cerca de 1,5 milhão de armênios durante a Primeira Guerra Mundial, como genocídio na quinta-feira à noite.
O chefe de Estado deixou de lado as preocupações sobre o fato de que a classificação dos antigos acontecimentos como o genocídio, poderia prejudicar as relações com a Turquia.

Na sexta-feira, o Parlamento Alemão (Bundestag) ratificou o comentário do presidente.

“O que aconteceu no meio da Primeira Guerra Mundial no Império Otomano, sob os olhos do mundo, foi um genocídio”, disse Norbert Lammert Bundestag Presidente (CDU). Porta-vozes de todos as frações políticas corroboraram esta afirmação. A chanceler Angela Merkel (CDU) e ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier (SPD)não deram declarações..

A República Sul Caucasiana da Armenia relembrou juntamente com chefe do Kremlin Vladimir Putin e o presidente francês, François Hollande as atrocidades. Em Jerusalém, Beirute e Istambul, houve cerimônias de solidariedade.

O governo federal apelou no 100º aniversário da expulsão e massacre dos armênios pelo Império Otomano, para a reconcialiação entre a Turquia e Armênia. O porta-voz do governo Steffen Seibert disse que a Alemanha iria apoiar ambos os lados para uma aproximação;

Os massacres no Império Otomano começaram em 24 de abril de 1915, com a prisão de centenas de intelectuais em Constantinopla (Istambul), que pouco depois foram executados.

Na luta contra a Rússia Christã, o governo otomano acusou os armênios em terem feito um acordo com o inimigo.
De acordo com estimativas,  morreram entre de 200 mil 1,5 milhão de pessoas. A Turquia como o Estado sucessor do Império Otomano rejeita o termo genocídio.

Com o debate, a política alemã se despediu da adotada pela prática uual, em evitar o temo “genocídio” para não atrapalhar suas relações com a Turquia. Merkel e Steinmeier seguiram o debate no Bundestag sentados nas bancadas do governo. Ainda antes do recesso de verão.o Parlamento deseja aprovar uma declaração sobres as atrocidades cometidas.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan expressou suas condolência aos descendentes das vítimas. “Neste dia, que tem um significado especial para os nossos cidadãos armênios, eu penso em todos os armênios otomanos com respeito, que perderam suas vidas nas condições da Primeira Guerra Mundial”, explicou.

“Eu expresso meus pêsames para os seus filhos e netos.” No contexto dos massacres ele falou de “tristes acontecimentos”

Fugitivos armênios na Síria 1915

Fugitivos armênios na Síria 1915 dpa Library of Congress