Esconde-Esconde


Esconde esconde!Este vídeo realizado pelo Quadro Negro e Lubo Produções Artísticas na cidade do Rio de Janeiro, foi publicado em 7 de maio de 2016
Reproduzimos na Rede Radio Mamaterra, TV da RUA e Sos Racismo Brasil, para demonstrar nosso sentimento de pesar pelas 56 mil mães que perdem seus filhos todos os anos, vítimas da atrocidade de um sistema racista, que mata não só idéias, mata também pessoas e principalmente jovens negros.

Curta brasileiro realizado por Quadro Negro TV e Lubo Produções Artísticas na cidade do Rio de Janeiro.

No Brasil 56 mil pessoas são assassinadas por ano. 30 mil são jovens. Destes, 77% são negros.
Baseando- se nessa estatística, este filme propõe uma reflexão sobre o extermínio do jovem negro.

Ficha Técnica

Direção
Luciana Bollina
e Luiz Felipe Mendes (Don)

Texto e Roteiro
Luiz Felipe Mendes (Don)

Direção de Fotografia
e edição
Luciana Bollina

Trilha Sonora e Composições
Henrique Band

Músicos
Mafram do Maracanã – percussões
Carlos César – percussões e bateria
Luciana Bollina – vocalize

Fonte da estatística
Anistia Internacional
(anistia.org.br)

Agradecimento
Claudiah Mendes
Comunidade do Morro da Caixa D’água
(Penha)

Produção
Quadro Negro TV

Mais um a menos: compositor da Vila Isabel é assassinado no Rio de Janeiro. Vítima foi alvejada na porta de casa em um dos acessos ao Morro dos Macacos


por marcos romão

“Com sentimentos de consternação, indignação e revolta o Sos Racismo Brasil, lamenta o assassinato nesta manhã de véspera do natal, dia 24 de dezembro, o compositor Leonel. O sambista é um dos maiores vencedores de sambas-enredos da história da agremiação, incluindo a deste carnaval, em que assina o hino da escola”.

O Sos Racismo Brasil e a coletividade negra do Estado do Rio consideram.  que só um levante da cidadania e uma tomada de consciência de toda a sociedade, poderá estancar o sangue que diariamente escorre nas periferias de nossas cidades.

Na última segunda-feira, o Conselho do Negro do Estado do Rio de Janeiro que representa a coletividade negra do RJ, esteve com o governador do estado Luiz Fernando Pezão. A representação das entidades negras do estado do Rio alertou o governador, que a questão de segurança dos cidadãos que vivem nas favelas, comunidades e bairros mais pobres atingiu um grau insuportável de calamidade pública, onde os moradores já não tem mais nenhuma proteção do estado, seja nas ruas, seja nas portas ou dentro de suas casas.

Reiteraram principalmente que segurança da cidadania é ” Coisa de Chefe”, que não pode mais ficar só nas mãos de chefes de polícia, que estão em um beco sem saída e não conseguem mais sair do modus operandis da “política de confronto” permanente, que já se revela inócua.

Como chefe de estado, o governador precisa convocar toda a sociedade civil, para começar a  mudar a mentalidade geradora de violência em nosso estado.

A morte do compositor Leonel, se inclui na lista de mortos compilada esta manhã natalina, em que mais duas crianças foram mortas em tiroteio entre polícia e bandidos na Cidade de Deus no Rio de Janeiro.

Está na hora dos compositores, artistas, religiosos, jornalistas, advogados, donas de casas, trabalhadores e toda a sociedade civil, arregaçar as mangas e sem as luvas das paixões partidárias se juntar para estancar esta ferida sangrenta e aberta em nosso Estado do Rio de Janeiro.

Na letra do Samba da Vila 2016, Leonel previa a necessidade de artistas e intelectuais para as curas das dores.

CARINHOSAMENTE… PAI ARRAIA
NO LUGAR ONDE ARRECIFES DESENHAM A PRAIA
ACOLHI UM MOVIMENTO, REAL SOLUÇÃO
MAIS DO QUE ALENTO, A CURA DOS AIS
LIBERDADE SE CONQUISTA COM EDUCAÇÃO
JUNTANDO ARTISTAS E INTELECTUAIS

Vítima foi alvejada na porta de casa  em um dos acessos ao Morro dos Macacos

fonte: O Dia

RAPHAEL AZEVEDO

Rio – O compositor Leonel, da escola de samba Unidos de Vila Isabel, foi morto a tiros na manhã desta quinta-feira, em Vila Isabel, Zona Norte do Rio. De acordo com as primeiras informações, ele foi alvejado na Rua Petrocochino, em um dos acessos ao Morro dos Macacos. Segundo testemunhas, dois homens em uma moto efetuaram os disparos.

Leonel, Arlindo Cruz, Tunico da Vila e André Diniz comemoram conquista do samba

Foto: Diego Mendes / Divulgação

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do crime. Leonel é um dos compositores do samba-enredo da Vila Isabel de 2013, quando a escola conquistou seu último título, numa parceria com Martinho da Vila, Tonico da Vila, Arlindo Cruz e André Diniz e integrava a direção de Carnaval da escola. Neste ano, ele também fez parte do grupo que venceu a disputa para o samba de 2016. Ao todo, Leonel venceu a competição da Vila 13 vezes. Ele também venceu a disputa de samba no Salgueiro em três ocasições (2002, 2003 e 2004)

Em nota, a Unidos de Vila Isabel comentou o episódio:

Com muito pesar e consternação profunda, a Unidos de Vila Isabel confirma que foi assassinado nesta manhã do dia 24 de dezembro o compositor Leonel. O sambista é um dos maiores vencedores de sambas-enredos da história da agremiação, com 13 vitórias, incluindo a deste carnaval, em que assina o hino da escola, junto com André Diniz, Martinho da Vila, Mart´nália e Arlindo Cruz. Leonel também integrava a Comissão de Carnaval para o carnaval 2016. O enredo da Vila Isabel para o próximo desfile é “Memórias do Pai Arraia – um sonho pernambucano, um legado brasileiro”, que aborda a cultura pernambucana e o sonho de transformar o Brasil através da educação. Ainda hoje emitiremos nova nota com outras informações

O assassino na sala de jantar. A situação degradante da PM Brasileira


por Jose Ricardo D´Almeida

Os PMs, sendo ouvidos pelos deputados no novo BEP Foto: reprodução

Os PMs, sendo ouvidos pelos deputados no novo BEP Foto: reprodução

A situação da polícia militar no Brasil é tão degradante e desesperadora que além de nos aterrorizar, ela nos envergonha como cidadãos.
E não só a nós, mas também, a seus familiares e amigos que vivem constrangidos sob essa mácula de uma polícia assassina de pretos e pobres.
Sabemos que existem muitos policiais também mortos covardemente como fazem seus colegas de farda.
Como também sabemos que uma possível maioria de policiais vivem sob a opressão de uma minoria violenta e corrupta que se mantém ativa sob o terror que promovem junto aos seus.
Não é humanamente possível que esses policiais assassinos retornem para suas familias e comunidades sob aplauso com essas mortes de inocentes que promovem.
Não e possível que possam levar uma vida civil sem contaminar seu ambiente social com sua loucura e seu racismo.
Entretanto, esse conflito entre loucura e sanidade que ajuda a explicar esse comportamento assassino é instrumental do poder que o tolera e promove, já que os governantes pouco ou nada fazem para mudar esse cenário.
Por outro lado, atentemos que os políticos que aplaudem e estimulam essa praticas tem sido eleitos com os votos das comunidades que sofrem mais diretamente com esse horror.
Essa é a eficácia do racismo e da violência que ele legítima, as próprias vítimas provém seus algozes.
Isso precisa mudar, essa festa dos horrores da PM precisa acabar.
Só depende de nós deixarmos de ser tolerantes com a violência e o racismo.
‪#‎nospornos‬

Policial que mata negro fica impune. Assim decide o “sistema”.


por marcos romão

Morte de um homem negro é assunto todos os dias na “seções criminais ‘ de nossa grande imprensa. O Brasil parece que já se acostumou ao “sistema” que elimina por “autos de resistência”, milhares de negros  por ano. Policiais e militares do exército postam anúncios em seus Facebooks, anunciando que irão matar e entregar suas vítimas às suas famílias. Vivemos a barbárie genocida e racista. Veja o vídeo

Em Nova Iorque,um policial branco, ao aplicar o golpe “mata-leão”, enforca até a morte Eric Garner, um negro pai de família , e novamente um grande juri dos EUA não indicia os policiais.
Eric Garner

Milhares demonstram em todo o país, muitos com raiva, alguns com resignação.

Faltam palavras para Darnell Moore, ativista afroamericano ativista, que escreve: “ Sinceramente gostaria de dizer algumas palavras poéticas de pesar. Eu estou arrasado. Falando sinceramente, o sistema fala mais alto”

Estas foram as palavras que o autor e ensaista dos EUA postou no seu Facebook nesta última quantra-feira.

Ele falou não só para os negros do fundo de seu coração..

Mais uma vez um homem negro é vítima de um policial branco. Mais uma vez o grande juri se reune para aconselhamento e decide não acusar o policial branco.
América oscila ente a resignação e a revolta. Os casos de violência policial contra os negros não têm fim, e mais uma vez o sistema que deveria protegê-los, transmite o mesmo sinal: quem mata afroamericanos, fica impune. ”

Eric Garner morre após levar o golpe "Mata-Leão" Método proibido pela polícia de Nova Iork

Eric Garner morre após levar o golpe “Mata-Leão” Método proibido pela polícia de Nova Iork

Ao relatar estes fatos  que acontecem nos EUA, tenho a impressão que falo das minhas esquinas no Brasil. Creio que o sistema é o mesmo.

fonte:gmx.de

Campanha alerta para mortes ‘invisíveis’ de jovens negros


Na faixa etária de 15 a 29 anos, 77% das vítimas são pretos ou pardosdados da tragédia do genocidio de negros jovens

por Fernanda Escossia fonte o globo

“Os dados ainda são escandalosos, mas o problema não entra na agenda política nacional. O objetivo da campanha é tirar esse tema do armário” Átila Roque Diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil

Um jovem negro sai de casa. Na rua, no baile, na quadra, no ônibus, encontra amigos invisíveis. As roupas, a pipa, os fones e a bola se movem sem que se veja quem está ali. Correria, gritaria, um tiro. O jovem cai. Assim o vídeo de lançamento da campanha “Jovem Negro Vivo”, da Anistia Internacional, que será lançada hoje no Aterro do Flamengo, alerta para um problema antigo, mas ainda invisível para a maioria da sociedade: os homicídios de jovens negros no Brasil.

Em todo o país, sete jovens são mortos a cada duas horas — o tempo de uma sessão de cinema. São 82 jovens mortos por dia, 30 mil por ano, todos com idades de 15 a 29 anos. E, entre os jovens assassinados, 77% são negros (somando aqui os pretos e pardos, pelos critérios do IBGE).

Os números são do Mapa da Violência, estudo realizado desde 1998 pelo sociólogo Julio Jacobo Weiselfisz com base em dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde. A versão 2014 do trabalho traz as últimas informações disponíveis, referentes ao ano de 2012, e foi realizada em conjunto com a Secretaria Nacional de Juventude da SecretariaGeral da Presidência da República e a Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

A campanha da Anistia usa os números do Mapa da Violência. Hoje, no Aterro, esculturas de arame lembrando jovens mortos, os tais invisíveis, e um desafio entre grupos de passinho, a dança frenética que virou mania entre adolescentes e crianças, vão tentar atrair a atenção da população para o problema.

— Os dados ainda são escandalosos, mas o problema não entra na agenda política nacional. O objetivo da campanha é tirar esse tema do armário. Hoje, tudo leva a crer que a sociedade não se importa com isso — afirma o sociólogo Átila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil e um dos coordenadores da campanha Jovem Negro Vivo.

Para quem vai ao Aterro passear ou perder calorias extras, o duelo de grupos de passinho pode parecer só diversão. Mas a alegria da dança é uma das apostas da campanha para chamar a atenção para a vida de jovens da periferia que, como os acrobatas do passinho, são mais pobres, estão mais longe da escola e mais perto de situações de risco.

De 2002 a 2012, os homicídios de jovens negros cresceram 32,4%; os de jovens brancos, 32,3%. Considerando a relação com a população, entre jovens negros a taxa de homicídios por cem mil habitantes cresceu 6,5%; entre jovens brancos caiu 28,6%.

No Rio, a taxa de homicídios no conjunto da população do estado caiu 50%, uma queda consistente, de 2002 a 2012. Com isso, as taxas de homicídios entre jovens também caíram 51,7%. E as mortes de jovens negros tiveram redução maior ainda, de 65,4%. Mas ainda foram 1.680 jovens negros assassinados em 2012 no estado. Nos últimos dois anos, segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), os homicídios voltaram a cair em agosto e setembro, após 20 meses de altas seguidas.

— Mesmo assim, o Rio ainda precisa intensificar suas políticas. Muita criatividade está surgindo nesses territórios mais pobres, e queremos aproveitar isso, dar ênfase à juventude da periferia. São várias vidas interrompidas. É como se o jovem negro pobre estivesse destinado a morrer — diz o sociólogo Átila Roque, diretor executivo da Anistia Internacional no Brasil e um dos coordenadores da campanha Jovem Negro Vivo.

CASO DG NÃO FOI ESCLARECIDO

O lema da campanha é “Mais chocante que a realidade, só a indiferença. Você se importa?” Quem se importa com tantas mortes, pede a campanha, pode assinar um manifesto reivindicando políticas públicas mais efetivas no combate à violência e à mortalidade de jovens negros. Voluntários estarão no Aterro colhendo assinaturas.

Das mortes invisíveis de jovens negros no Rio, uma das que tiveram maior visibilidade foi a de Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, dançarino do programa “Esquenta!”, da TV Globo. Em abril deste ano, Douglas foi morto com um tiro nas costas durante um confronto entre PMs e traficantes no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana.

A autoria do crime até agora não foi esclarecida. Em julho, O GLOBO mostrou que o tiro que matou DG partiu de uma pistola calibre .40, arma de uso exclusivo das polícias e que supostamente foi disparada por um soldado da PM durante a troca de tiros.

O caso provocou protestos e apresentou à cidade a técnica de enfermagem Maria de Fátima da Silva, mãe do dançarino, que se transformou em mais um dos símbolos de mães que cobram justiça para as mortes de seus filhos. Ela organizou passeatas cobrando providências e alimenta o site do filho. Virou personagem do documentário “Mater dolorosa”, de Tamur Aimara e Daniel Caetano, sobre os protestos que se seguiram à morte de DG.

500 executados no mês de maio em São Paulo. Nesta quinta-feira, “1” policial militar suspeito de participação do genocídio de 2006, vai à Tribunal de Juri


IMPORTANTÍSSIMO: NESTA QUINTA-FEIRA (10/07) – CRIMES DE MAIO NO BANCO DOS RÉUS!

“Na próxima quinta-feira, 10 de julho, a partir das 9h30 da manhã, acontecerá um fato histórico, que é o julgamento em Plenário (Júri de Santana, Av. Engenheiro Caetano Alvares, 594, SP,SP, Plenário “3” ) de um Policial Militar acusado de participar do homicídio de três jovens em Maio de 2006: Murilo de Moraes Ferreira (na foto), Felipe Vasti Santos de Oliveira e Marcelo Heyd Meres.

Como é de conhecimento público, em maio de 2006 muitos jovens, cerca de 500, em poucos dias, foram assassinados por grupos de extermínio com forte suspeita de participação de Policiais Militares. Dentre vários documentos, há um relatório importante da Harvard University sobre esse triste período (genocidio em são paulo 2006), que revela que quase todas as mortes não foram esclarecidas, nem geraram processo criminal. Ou seja, o Júri do dia 10 de julho próximo é exceção à regra da indiferença estatal.

A Defensoria Pública acompanha o caso e atuará como assistente de acusação a pedido da mãe de uma das três vítimas.

O acesso ao julgamento é franqueado ao público. É de crucial importância a divulgação desse acontecimento e a presença cidadã dos movimentos sociais.

Divulguem e compareçam!

Abraços,

Defensora Daniela Skromov
Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo ”

Mais informações sobre esta chacina no Jardim Brasil, aqui:http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,crimes-da-1-onda-de-ataques-em-sp-foram-alem-do-pcc,20070323p17385

Mais informações sobre o júri de Quinta-feira (10/07) aqui:http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/Conteudos/Noticias/NoticiaMostra.aspx?idItem=51325&idPagina=3260

Um Policial Militar acusado de participar de três homicídios dos “Crimes de Maio” de 2006 será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta, 10 de julho.

O julgamento é aberto ao público e começa às 9h30, no Plenário 3 do Tribunal do Júri, no Fórum de Santana, que fica na Av. Engenheiro Caetano Alvares, nº 594, em São Paulo/SP.

A Defensoria Pública acompanha o caso e participa como assistente de acusação a pedido da mãe de uma das vítimas.

O Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria nos pediu para convidar os movimentos sociais que puderem apoiar esse momento.

Gostaríamos de fazer um convite muito especial às Mães de Maio e a todxs companheirxs que puderem prestar solidariedade às/aos familiares e guerreirxs!

‪#‎doLUTOaLUTA‬

Um grande abraço,

Equipe da Ouvidoria Externa da Defensoria Pública do Estado de São Paulo

‪#‎MãesDeMaio‬
‪#‎CrimesDeMaio‬
‪#‎ContraOGenocídio‬
‪#‎SemJustiçaNãoHáPaz‬
‪#‎MemóriaVerdadeJustiça‬

IMPORTANTÍSSIMO: NESTA QUINTA-FEIRA (10/07) - CRIMES DE MAIO NO BANCO DOS RÉUS!</p><br />
<p>"Na próxima quinta-feira, 10 de julho, a partir das 9h30 da manhã, acontecerá um fato histórico, que é o julgamento em Plenário (Júri de Santana, Av. Engenheiro Caetano Alvares, 594, SP,SP, Plenário "3" ) de um Policial Militar acusado de participar do homicídio de três jovens em Maio de 2006: Murilo de Moraes Ferreira (na foto), Felipe Vasti Santos de Oliveira e Marcelo Heyd Meres. </p><br />
<p>Como é de conhecimento público, em maio de 2006 muitos jovens, cerca de 500, em poucos dias, foram assassinados por grupos de extermínio com forte suspeita de participação de Policiais Militares. Dentre vários documentos, há um relatório importante da Harvard University sobre esse triste período (http://hrp.law.harvard.edu/wp-content/uploads/2011/05/full-with-cover.pdf ), que revela que quase todas as mortes não foram esclarecidas, nem geraram processo criminal. Ou seja, o Júri do dia 10 de julho próximo é exceção à regra da indiferença estatal.</p><br />
<p>A Defensoria Pública acompanha o caso e atuará como assistente de acusação a pedido da mãe de uma das três vítimas.</p><br />
<p>O acesso ao julgamento é franqueado ao público. É de crucial importância a divulgação desse acontecimento e a presença cidadã dos movimentos sociais.</p><br />
<p>Divulguem e compareçam!</p><br />
<p>Abraços,</p><br />
<p>Defensora Daniela Skromov<br /><br />
Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública de São Paulo "</p><br />
<p>Mais informações sobre esta chacina no Jardim Brasil, aqui: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,crimes-da-1-onda-de-ataques-em-sp-foram-alem-do-pcc,20070323p17385 </p><br />
<p>Mais informações sobre o júri de Quinta-feira (10/07) aqui: http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/Conteudos/Noticias/NoticiaMostra.aspx?idItem=51325&idPagina=3260 </p><br />
<p>Um Policial Militar acusado de participar de três homicídios dos “Crimes de Maio” de 2006 será julgado pelo Tribunal do Júri nesta quinta, 10 de julho. </p><br />
<p>O julgamento é aberto ao público e começa às 9h30, no Plenário 3 do Tribunal do Júri, no Fórum de Santana, que fica na Av. Engenheiro Caetano Alvares, nº 594, em São Paulo/SP.</p><br />
<p>A Defensoria Pública acompanha o caso e participa como assistente de acusação a pedido da mãe de uma das vítimas.</p><br />
<p>O Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria nos pediu para convidar os movimentos sociais que puderem apoiar esse momento.</p><br />
<p>Gostaríamos de fazer um convite muito especial às Mães de Maio e a todxs companheirxs que puderem prestar solidariedade às/aos familiares e guerreirxs!</p><br />
<p>#doLUTOaLUTA</p><br />
<p>Um grande abraço,</p><br />
<p>Equipe da Ouvidoria Externa da Defensoria Pública do Estado de São Paulo</p><br />
<p>#MãesDeMaio<br /><br />
#CrimesDeMaio<br /><br />
#ContraOGenocídio<br /><br />
#SemJustiçaNãoHáPaz<br /><br />
#MemóriaVerdadeJustiça