CESE Advoga: ADI 3239 – Assine a petição (enquanto entidade) e ajude a garantir o direito das Comunidades Quilombolas no Brasil « Evolução Hip Hop


CESE Advoga: ADI 3239 – Assine a petição (enquanto entidade) e ajude a garantir o direito das Comunidades Quilombolas no Brasil « Evolução Hip Hop.

O Brasil precisa do sol, não do Belo Monstro.


Rio de Janeiro recebe 500 Quilombolas de todo o Brasil para o VI Encontro Nacional


Rio de Janeiro-conaq-mamapress

Organizado pela  Coordenação Nacional de Articulações das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) começou hoje  o 4º Encontro Nacional das Comunidades Quilombolas, no Palácio Pedro Ernesto da Cãmara Municipal do Rio de Janeiro.

Chegaram mais de 500 pessoas  quilombolas de todos os estados do Brasil para o encontro que acontecerá a partir de amanhã cidade do Rio de Janeiro, prosseguindo até o dia 7 de agosto, reunindo comunidades de todo o Brasil e fortalecendo a luta pelo direito à terra, ao desenvolvimento sustentável, à igualdade e dignidade.

PROGRAMAÇÃO

Dia 03 de agosto de 2011 – quarta feira
·12h00min – Chegada das delegações
·13h00min – Credenciamento
·18h00min – Solenidade de abertura do IV Encontro Nacional
·19h30min – Coquetel com Café da Roça
·21h00min – Noite Cultural com Roda de Jongo
Dia 04 de agosto de 2011 – quinta feira
  • 08h00min – Leitura e aprovação do regimento interno do IV ENCONTRO NACIONAL.
  • 09h45min – Intervalo
  • 10h00min – Analise de Conjuntura: O ESTADO BRASILEIRO E O TRATAMENTO DAS QUESTÕES ETNO RACIAIS. Expositor: Carlos Lopes – Sub Secretário geral das Nações Unidas.
Mediador: Ivo Fonseca da Silva – Coordenador Executivo da CONAQ
  • 11h30min – Debate
  • 13h00min – Almoço
  • 14h30min – POLÍTICAS PÚBLICAS PARA AS COMUNIDADES QUILOMBOLAS. Convidados: Ministério da Saúde, Fundação Cultural Palmares, INCRA, SEPPIR e Prof. Dr. José Jairo Vieira – Universidade Federal do Rio de Janeiro-UFRJ. Mediador: Ronaldo dos Santos – Coordenador Executivo da CONAQ).
  • 16h00min – Intervalo
  • 16h15min – Debate
  • 18h00min – Encerramento
  • 19h00min – Jantar
Dia 05 de agosto de 2011 – sexta-feira
  • 08h00min – MOVIMENTOS SOCIAIS: ORGANICIDADE DA CONAQ
Prof. Dr. Alfredo Wagner (Universidade Federal da Amazônia) Coordenador do Projeto Nova Cartografia Social da Amazônia
  • 09h30min – Intervalo
  • 09h45min – Grupo de Trabalho: Organicidade da CONAQ
  • 09h45min – Grupo Trabalho: Rede de apoio ao Movimento Quilombola
  • 13h00min – Almoço
  • 14h30min – Grupo de Trabalho: Organicidade da CONAQ
  • 14h00min – Grupo Trabalho: Rede de apoio ao Movimento Quilombola
  • 16h30min – Intervalo
  • 16h45min – Apresentação do Grupo de Trabalho Rede de apoio ao Movimento Quilombola
  • 19h00min – Jantar
Dia 06 de agosto de 2011 – sábado
  • 08h00min – Apresentação do Grupo de Trabalho Organicidade da CONAQ
  • 10h00min – Intervalo
  • 10h15min – Apresentação do Grupo de Trabalho Organicidade da CONAQ
  • 12h30min – Almoço
  • 14h00min – Debate
  • 16h00min – Intervalo
  • 16h15min – Encaminhamentos
  • 20h00min – Noite de encerramento do IV Encontro Nacional e
Pré – lançamento da Campanha em Defesa dos Direitos Quilombolas
REALIZAÇÃO:
CONAQ
ONG ESPADS
APOIO:
ACQUILERJ
SINDICATO DOS METALÚRGICOS DO ABC
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS METALURGICOS
GOVERNO DO ESTADO DO PARANÁ
GOVERNO DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
CAMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
INSTITUTO TERRAGUÁ
CEPPIR – COORDENADORIA ESPECIAL DA PROMOMOÇÃO DE POLÍTICAS DA IGUALDADE RACIAL /RJ
PREFEITURA DO RIO DE JANEIRO
GOVERNO DO RIO DE JANEIRO
PATROCÍNIO:
PETROBRAS
FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES
INCRA
MINISTÉRIO DA SAÚDE
SECRETARIA ESPECIAL DA PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO
GOVERNO FEDERAL: PAÍS RICO É PAÍS SEM POBREZA

Sem dinheiro não há Quilombo. Viva a cultura do Sacopã!


M. Romão e seu filho Jorge Samora na festa de lançamento da Rádio Mamaterra no Quilombo do Sacopã um dia depois do 13 de maio de 2011.

Amigas e amigos do Rio e do mundo.

Posso parecer chato, quando temos tantos casos, de discriminações em bancos e supermercados, brigas por cotas e bate-bocas no big-brother além de crises com artistas na globo.

Afinal são temas que a mídia dá certa atenção, pois descobrem aos poucos que também tem negro classe média com poder de compra, nem que seja no borrachudo.

No Quilombo do Sacopã está acontecendo um caso paradigmático para os negros no Brasil, que vivem na beira da bolsa-familia e em busca da  sobrevivência mínima.  Eles estão ameaçados.

Uma sentença de 94, resultado de um processo de 89, que não permitia aos então, às familias dos “posseiros há 122 anos” dos 23 alqueires no meio do paraíso dos cariocas abastados, venderem ou comercializarem qualquer coisa em suas moradas.

Esta duvidosa sentença de 94, que proibia qualquer uso çomercial do local, foi utilizada para justificar um novo ato judicial que põe em dúvidas a isenção e respeito à isonomia da justiça para com todos cidadãos, ao ser ordenado sumariamente, sem ouvir as partes, o lacramento do portal de entrada para as residências de 7 famílias quilombolas (32 pessoas ao todo).  O que caracteriza cárcere privado para as pessoas que não podem se locomover sem o auxílio de um carro.
Isto aconteceu, depois que ainda no governo de Benedita da Silva, eles foram reconhecidos como Quilombolas, lhes dando proteção estadual e pelo INCRA na área federal.
Sei que muitos poderão dizer que os cidadãos e cidadãs nascidos e criados e que vivem no Quilombo do Sacopã, destoam com suas festas e cultos, da harmonia local. Sei também que muitos poderão dizer que lá não se produz cultura e sim “comércio”.
Quantos condomínios no Rio de Janeiro não alugam vagas para terceiros em seus estacionamentos e seus salões de festas para pessoas de fora? Alguém já ouviu falar da “justiça” fechar um condomínio por estes motivos? E as lojinhas, bares, farmácias e boates debaixo dos prédios?
Dois pesos e duas medidas é o que acontece.
E o que é cultural para um quilombola?
A primeira coisa que um quilombola precisa fazer para manter sua cultura é se manter vivo, alimentar-se para sobreviver.
A ordem judicial da juíza da 8a Vara Civil do Rio de Janeiro, foi o primeiro passo para o estrangulamento da comunidade do Sacopã.
Muitos também poderão dizer que faltam projetos culturais no Quilombo do Sacopã. Mas o que foi feito pelos governos federal, estadual e municipal para melhora do local onde os quilombolas vivem e fazem seus negócios, entre os quais a  produção de cultura?
No dia 24 de junho de 2011, em Caraíva-BA, um líder quilombola foi morto por policiais em sua própria casa diante da família e depois teve o corpo levado até uma boca-de-fumo em um outro município, onde após uma suposta troca de tiros entre a polícia e um cadáver, foi levado para um hospital para constatarem a morte.
Qual foi o suposto crime dele? Era carvoeiro e a empresa plantadora de eucaliptos, suspeitava que ele roubava madeira nas terras que foram tomadas de sua comunidade ancestral.
Muito vão dizer que eles não produziam cultura, não eram quilombolas. Não mereciam a solidariedade do movimento negro.
Em muitos quilombos do Brasil, a única ajuda que recebem é a cruz dos missionários e uma merreca em alimentos. Param de dançar jongo e realizarem outras manifestações não cristãs e falecem de suas culturas. Mais uma vez está justificada a inação do movimento negro, da sociedade, do estado brasileiro.

Os novos “antronegropólogos” que adoram estátuas e culturas empalhadas, podem descansar. Quilombola vivo, nem pensar. Eles suam e não são profissionais em lidar com o poder branco. São objetos em extinção mesmo…

Mas feito os quilombolas não escrevo aqui para chororô. Há muito o que fazer. O Rio tem o privilégio de ter negros no governo municipal e estadual, além de contarem com o apoio do governo federal.
Está na hora de fazer uma ação (projeto não) de resgate econômico desta comunidade. Os quilombolas do Sacopã tem orgulho suficiente para olharem de igual para igual seus vizinhos abastados, mas sem dinheiro no bolso, um dia a casa cai.
Mas não só nossos negros e negras nos governos tem que fazer alguma coisa. Todos nós que queremos os quilombolas vivos, temos que transformar nossa solidariedade em ação. O que fazer? Perguntem, conversem com eles, eles sabem as soluções para os seus problemas, só falta incentivo financeiro que lhes garantam a sustentabilidade.

Marcos Romão

Bahia, Caravelas: “A guerra do Eucalipto”. Policiais matam lider Quilombola dentro de casa e alegam terem encontrado o corpo em outro munícipio. numa zona de tráfico de drogas.


Bahia,Berlim Hamburgo.

Recebemos esta notícia via Berlim, Ras Adauto,  sobre a morte do líder quilombola Diogo de Oliveira Flozina. A regiao que conheci em 2009 sobre constantes ameças dos  grandes plantadores de eucalipto, que avançam por todo o sul da Bahia.

Que os fatos sejam apurados e que o governo federal garanta a vida e a integridade da comunidade Quilombola de Volta Miúda, Caravelas na Bahia. Diogo foi morto provavelmente, por fazer carvão para a subsistência de sua familia. Mais uma vida que custa barato para a grande industria de papel higiênico brasileiro para a Europa, uma vida é igual a um saco de carvão.

marcos romao

Quilombola é morto por policial dentro de casa no Quilombo de Volta Miúda – Caravelas BA

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Mais uma denúncia de racismo, violacão dos direitos humanos e extermínio do povo negro: Quilombola é morto por policial dentro de casa no Quilombo de Volta Miúda – Caravelas BA

Em pleno São João, dia 24 de junho, quando o nordeste voltava sua atenção para as festas juninas, um fato grave não ocupou nossa mídia: o quilombola Diogo de Oliveira Flozina, 27 anos, pai de 2 filhos, teve sua casa invadida por 3 policiais a paisana que chegaram na comunidade de carro comum em pleno meio dia. Testemunhas da comunidade que não desejam se identificar, pela gravidade das ameaças que sofrem, disseram que os policiais mataram Diogo por volta de 12:30h e que ficaram na casa com ele até 14h, quando uma viatura chegou para levar o corpo. Nessas horas que a polícia estava na comunidade, um menor de 15 anos foi espancado e ameaçado de morte por se aproximar do local, que os policiais mantiveram isolado de outras pessoas.

A viatura então seguiu para o município de Nova Viçosa, para um bairro onde já existem ocorrências de tráfico de drogas; depois seguiram para o hospital de Teixeira de Freitas, lá e na delegacia o corpo foi apresentado como de um traficante. O boletim de ocorrência consta que o rapaz foi morto depois de uma batida policial com trocas de tiro numa boca de fumo em Nova Viçosa.

O Quilombo de Volta Miúda, assim como outros da região, vive conflitos permanentes com polícia e empresas de eucalipto e carvão. A comunidade acredita que Diogo foi morto por estar extraindo carvão e incomodando os interesses das empresas do ramo.

“Aqui os quilombolas vivem aterrorizados, trancados em suas casas, silenciados pela opressão, eu coloco minha boca no mundo, mas sei que posso morrer a qualquer momento por isso, precisamos de ajuda!” relata um quilombola que não deseja se identificar.

O quilombo de Volta Miúda é certificado pela Palmares, tem 120 famílias em estado de preocupante pobreza e sobrevivem com muito sacrifício por conta da dominação das empresas de eucalipto. Na região, vive em conflito com polícia e empresários, além da Volta Míúda, cerca demais 7 comunidades que se sentem isoladas, sem apoio e cobertura nenhuma dos poderes públicos.

O Quilombo de Volta Miúda pede socorro, antes que outras tragédias aconteçam!

A Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia tem obrigação de por fim ao racismo policial que extermina nosso povo, prender os assassinos de Diogo e exonerar seus superiores!

Os organismos de Direitos Humanos e de Igualdade Racial devem obrigatoriamente nos assegurar cobertura, proteção e reparação em caráter emergencial para além de suas justificativas burocráticas e de gabinetes!

Hoje dizemos: Aqui estamos! Resistimos!

´Nós somos os vingadores da morte.
A nossa estirpe não se extinguirá enquanto
houver luz no amanhecer´

Irmãos e irmãs.

Não é nossa a casa da dor e da miséria. Assim a pintou aquele que nos rouba e engana.
Não é nossa a terra da morte e da angústia.
Não é nosso o caminho da guerra.
Não é nossa a traição nem tem cabimento no nosso caminho o esquecimento.
Não são nossos o solo vazio e o céu oco.

Nossa é a casa da luz e da alegria. Assim a geramos, assim lutamos por ela, assim a faremos crescer.
Nossa é a terra da vida e da esperança.
Nosso é o caminho da paz que se semeia com dignidade e se colhe com justiça e liberdade.
(mensagem zapatista)

Saudações Mocambólicas!

http://casadoboneco.blogspot.com/2011/07/quilombola-e-morto-por-policial-dentro.html