Roubo e não faço. A linha do dinheiro e a “caguetagem” como regra


A linha do dinheiro.

por marcos romão
dedo duroO enredo é mais ou menos o seguinte:
Ladrões profissionais deduraram os aprendizes de ladrões, que por inocência, falta de experiência administrativa, falsos argumentos ideológicos e sobretudo falta de trato com as mumunhas da corrupção entre as elites, foram com muita sede ao pote beber o leite da Bezerra de Ouro, que somos nós o povo, ou se quiserem, as famosas massas.
Acontece, que deduragem, que hoje chamam de delação, é como fogo no palheiro, depois que começa é difícil de parar.

Os que nas sombras deduraram com fins eleitoreiros, estão entrando também no cerol da justiça empurrada pela opinião pública. Até os donos das grandes imprensas, especializados em “deduragem seletiva”, estão sendo apontados no “Dedão Giratório”.
Existe no momento um pingo, digamos pinguinho de vontade popular, em mudarmos a nossa cultura do jeitinho, que perpetuou a safadeza e nos fez sempre votarmos naqueles que desconfiávamos que roubavam, mas faziam.
Era um acordo do povo com as elites, em que em troca de alguma coisa material, ou um simples prestígio nas nossas rodas de amigos, votávamos nos que achávamos que roubassem menos.
Nossa mudança cultural  está indo pro caminho em que cada dia mais gente chega à conclusão, que roubo é roubo e só. E que no final é a maior roubada ter sido conivente algum momento. Fica complicado ir no banheiro e olhar-se no espelho.
Gentes nas Defensorias Públicas, Ministérios Públicos, Departamentos de Polícias, no SUS, no MEC, nos Departamentos Universitários, nas Instituições Públicas e até gente nos Tribunais Superiores e Inferiores, estão percebendo que é preciso dar um tranco nesta cultura, de que “é ladrão, mas é meu amigo”.
O processo político que vivemos tem que ir até o fim, não pode parar. Pior não vai ficar. As máscaras que todos carregamos estão incomodando muito.

Como alcaguetes fazem parte do jogo cultural do jeitinho brasileiro em que quem vê um malfeito ou torna-se um cúmplice ou um chantagista, só a transparência democrática e republicana, poderá diminuir o número deles, pois caguetagem só prolifera e é necessária quando a lei do silêncio faz de toda a classe política uma máfia só, com uma cultura de aceitação e incentivo ao roubo como regra. Cultura do roubo que é aceita pela sociedade civil, que torna um corrupto passivo, cada cidadão que aceita esta cultura brasileira do jeitinho a todo custo. Estamos pagando um preço muito, muito alto!

Moreira da Silva é quem tinha razão.

Racismo contra aluna negra e bolsista na faculdade de arquitetura da PUC-Campinas


Única mulher, negra e bolsista da PUC-Campinas no curso de Arquitetura e Urbanismo entre 200 alunos, narra sina de perseguições e ofensas racistas dentro da universidade de Campinas

Prezada Sthefanie, nossa solidariedade do Sos-Racismo aqui do Rio de Janeiro.
Você está no caminho certo em tornar público o seu caso, que demonstra o poder do racismo institucional.
Este caminho longo de sofrimento que você passou e passa deve ser reverberado para todos os cantos do país e do mundo.
Muita gente já passou por isto calada, e até hoje paga psicanalistas, para descobrir onde errou para ser massacrada sistematicamente em sua humanidade por racistas dentro da universidade.
Alunos, professores, administradores e direção desta faculdade são agentes e cúmplices deste crime de racismo continuado e inafiançável contra você e toda pessoa negra do Brasil.
Você deve continuar nesta faculdade, pois é a sua vontade e direito.
Este lugar é seu e temos que fazer piquetes presenciais e virtuais para lhe garantir a sua integridade pessoal. O corpo e a alma das pessoas são intocáveis. Além dos ataques racistas você está sendo vítima de tortura psicológica e mental!#marcosromaoreflexoes

Única mulher, negra e bolsista da PUC-Campinas no curso de Arquitetura e Urbanismo entre 200 alunos narra sina de perseguições e ofensas racistas dentro da universidade

Por Stephanie Ribeiro

fonte Blogueiras Negras

Não é de hoje que discutimos o papel do negro nas universidades, erram os que pensam que o assunto é cotas, mas sim a forma como as universidades se preparam pra receber alunos negros, porque independente da que estamos falando, quando o assunto são as grandes universidades brasileiras, públicas ou particulares o acesso de negros é restrito, umas nem aderir a cotas raciais tiveram coragem de fazer, porém não assumem também que são um ambiente branco e elitizado. Por trás de toda uma película acadêmica de local “universal” se esconde o racismo da Casa de Engenho, e parece que ninguém tem muita vontade de quebrar essas barreiras. Mas se engana quem pensa que não vamos resistir, invadir e ocupar esses espaços que são nossos também. Se o Brasil existe, ele deve muito a nós, ao nosso trabalho não valorizado, a nossa luta que a mídia não mostra, e a nossa inteligência também, que não é aproveitada porque nos segregam e excluem.  Porém o problema só aumenta quando se é MULHER e NEGRA, a luta é duas vezes maior e as agressões tem mais do que uma motivação.

Eu sou estudante e bolsista de Arquitetura e Urbanismo, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, aonde eu sofro perseguição por conta das minhas ideias, defesas e focos. Não achei que seria assim, não acreditei que além de elitizado e branco, o ambiente também seria conformado e moralista, alguns assuntos só podem ser ditos baixinho e com determinados alunos, porque outros vivem numa bolha de ignorância que é praticamente impossível de ser estourada e o racismo é evidente, não é à toa que negros só são maioria na faxina e não na sala de aula.

O que acontece é que eu represento algo provocativo naquele local, e junto com as ideias que eu tenho a situação é maior, mesmo que eu só queira ir lá e ser uma Arquiteta e Urbanista, eu incomodo, e isso começou a dar indícios quando o meu Facebook começou a se tornar assunto, eu não podia postar nada que ia contra a “moral e bons costumes” que virava assunto de corredor, até ai eu aceitei, o problema é que isso começou a resultar em agressões ainda mais quando eu expus que era feminista, ao ponto de pixarem meu armário da faculdade com a frase “Não ligamos para as bostas que você posta no Facebook”, sendo que essa rede social tem ferramentas que permitem não só excluir como bloquear usuários que te incomodam. Ou seja, é muito fácil não me ter nessa rede, mas parece que não é essa opção que resolveram tomar, preferiram mensagens anônimas e vário in box como os a seguir:

(Imagem: Reprodução/Facebook)

(Imagem: Reprodução/Facebook)

(Imagem: Reprodução/Facebook)

(Imagem: Reprodução/Facebook)

E assim foi 2012, quando procurei a secretária pra falar sobre meu armário disseram que não podiam fazer nada e que as câmeras não gravavam e que eu deveria dar nomes se quisesse que algo fosse feito, com o fim do ano nas férias eu ainda recebia algumas mensagens, me perguntando o porquê de não ir nas festas, o que me fez começar a ter receio de frequentar tais festas, porque se essas pessoas me zoavam no corredor, me mandavam esses in box, e pixavam meu armário, o que não poderiam fazer comigo se eu estivesse numa festa sozinha? Então não frequento e não pretendo ir nas festas da minha faculdade.

Início de 2013, eu estava no segundo ano da faculdade, e comecei a fazer alguns trabalhos em grupos, duplas e por ai vai, o que aconteceu é que no primeiro semestre uma pessoa que dizia ser minha amiga, no meio de um trabalho disse: “Não quero ser racista, mas já perceberam como negros normalmente fedem mais que brancos, tem um cheiro mais forte.” Ei fiquei em choque, as pessoas concordaram com aquilo, e eu ali, pra completar essa pessoa disse “Mas você Ste é diferente, é cheirosa.”

Eu entendi a gravidade dessa frase só depois de um tempo e foi agressivo pra mim, as pessoas que diziam ser minhas “amigas” não entenderam a minha reação, nem a minha indignação, sendo que no segundo semestre em outro trabalho, em determinado momento alguém disse “somos todos iguais” e a mesma pessoa da frase acima esfregou a mão da própria pele e disse “menos a Stephanie.” Olha isso foi visto como brincadeira de mau gosto pelos demais, por mim foi visto como Racismo, e sim isso é racismo.

O que posso deixar claro é que dessas pessoas, eu resolvi me afastar foi um processo complicado, porque era gente que eu via como amigo, mas acho que não posso ser próxima de quem acha que é piada racismo. Além do mais, ouve uma briga na faculdade, onde um namorado de uma aluna, invadiu o local e agrediu um aluno. Diante desse fato, um dos seguranças de PUC, se manifestou com a seguinte frase “Quem devia ter apanhado era essa menina.” O fato é que independente do porquê da briga, independente de quem fez algo ou não, agressão é intolerável a agressão a mulher num país com números como o nosso, e isso não devia nem ter sido cogitado por quem devia zelar pela nossa segurança.  Quando eu manifestei minha opinião sobre a fala do tal segurança. Meu Facebook foi novamente invadido pelos alunos da Faculdade de Arquitetura da Pontifícia Universidade Católica, dessa vez defendendo agressão a mulher. Sim, eles defenderam que dependendo da justificativa uma mulher poderia ser agredida.

Meu post foi esse:

(Imagem: Reprodução/Facebook)

Que resultaram nos seguintes comentários dos alunos, destacados em preto:

SR 8

SR 6SR 7

Esses foram os comentários dos alunos diante o machismo, da fala do segurança, eles não só colocaram que havia um contexto, como deram a entender que bater em mulher é uma “solução” viável as vezes. Para piorar novamente invadiram meu facebook, mesmo alguns que já estava bloqueados, usavam o facebook de amigos para manifestar ódio, inclusive me ameaçar de agressão caso não ficasse quieta:

(Imagem: Reprodução/Facebook)

Enfim, essa história passou e eu vi até pessoas que se diziam minhas “amigas” ficando do lado desses determinados alunos que estavam não só defendendo agressão como me ameaçando.

Finalmente 2013 acabou, eu comecei a dar indícios de tristeza e ficar muito deprimida. Às vezes eu preferia me trancar na minha casa e chorar a ir a aula, ninguém entendia e nem eu.

Começou 2014, agora estou no terceiro ano, me afastei dos “amigos” citados, me afastei de várias coisas que me faziam mal, sim, cada vez mais sozinha. Me sentindo estranha naquele lugar, eu escuto que sou a maior racista comigo mesma, que deveria trocar de curso, pois levo tudo pro social, então deveria fazer ciências sociais. E assim fui levando esse começo de semestre, até que um professor numa determinada aula disse:

“Até você que tem a pele mais escurinha, consegue perceber diferentes cores de luz na sua pele.”

Enfim, eu desmoronei.

Eu não tenho vontade de ir na aula, não tenho vontade de conversar com as pessoas, eu quero ficar em casa chorando. Eu me encontro triste, comecei terapia, e a psicóloga só conseguiu dizer que eu era racista comigo mesma e que eu estava no curso errado, porque a universidade não vai mudar por mim.

E mais uma vez essa semana mostraram como o mundo é estranho, primeiro ironia lidando com o assunto sério que são vagas com definição de gênero.

(Imagem: Reprodução/Facebook)

Claro que ninguém achou isso idiota, só “uma piada”, claro que quando eu falei que é desnecessário, que eu não gostei, quando eu falo tudo que eu acho desse mundo branco/elitista/reaça, surge um moço pra dizer “Relaxa e Goza”, ai o cara da frase, me manda “Calar a boca.” e sim, o outro me zoa falando “faz print” e pra finalizar uma menina branca diz ” Stephanie, calma, eu sempre leio seus posts e tento entender seu ponto de vista, mas não tem um pouco de vitimismo de sua parte tbm?… Não me xinga, não me chame de “branca” e que eu não sei pelo q vc passa, eu já sofri MUITO preconceito tbm, mas de outras formas….Enfim, se quiser podemos conversar, mas pra ja, vamos com calma que ninguém está te atacando!”

Isso que eu estou passando é o que acontece quando uma mulher NEGRA E FEMINISTA, entra na universidade, num curso elitizado. Eu conquistei esse espaço eu não posso abandonar uma coisa que as pessoas como eu não tem acesso. Arquitetura e Urbanismo e pra gente como eu, não só pra ficarem falando em palestras como objeto de estudo, não só pros alunos usarem nós como temas de iniciação cientifica, Arquitetura e Urbanismo é pra ser cursada por gente como eu, Arquitetura e Urbanismo tem que chegar nas pessoas como eu, tem que atingir, tem que mudar a vida delas.

Pode ser Universidade pública ou privada elas devem conscientizar alunos, que tragam o Movimento Negro e o Movimento Feminista pra dentro de seus campus. Porque desde quando passamos a ter alunos medíocres e não formadores de opinião dentro dos jovens de 20 e poucos anos? Desde quando a Universidade se tornou um local de oprimir e não de lutar?

Enquanto tiver aluno bolsista passando fome pra fazer faculdade. Não me calarão.

Enquanto tiver aluno sem ter onde dormir pra fazer faculdade. Não me calarão.

Enquanto nos mulheres estivermos ganhando menos que homens. Não me calarão.

Enquanto nos mulheres estivermos sujeitas a agressão e estupros. Não me calarão.

Enquanto o meu canteiro de obras for mais negro que minha sala de aula. Não me calarão.

Enquanto o Brasil não superar os quase 400 anos de escravidão. Não me calarão.

Enquanto eu for a única mulher, negra e bolsista da Pontifícia Universidade Católica no curso de Arquitetura e Urbanismo do meu ano que tem mais de 200 alunos. Não me calarão.

Dione Mariano o homem negro morador de rua é o réu da vez. Como no caso Vinícius Romão, primeiro prendem depois investigam.


por marcos romão e sandra martins

Design feito Gá

Design feito Gá

Inocente ou culpado, o procedimento da polícia para prender o homem negro, Dione Mariano, foi igual ao do Vinícius Romão, primeiro prendem depois investigam.
O que está acontecendo com este rapaz, está sendo acompanhado? Está sendo torturado e mal tratado? Está sendo acompanhado pela defensoria pública?
Acho melhor que para ajudar à polícia do Meyer e Todos os Santos, todos nós negros do Rio de Janeiro façamos uma fila em frente à delegacia. Quem sabe assim eles acham um milhão de negros culpados por viverem nesta cidade do Apartheid?

“E o erro continua. A policia “investigou” e encontrou este suspeito – usuário de cocaína e morador de rua – que levou os agentes de segurança publica até seus objetos de uso pessoal.
Lá, os policiais “acharam” uma arma dentro de um tênis. O rapaz assumido usuário de drogas afirmou que a arma não era dele e que os policiais a plantaram.
Estes apresentaram o rapaz como o bandido-facínora-ladrão negro como o réu.
Só que um detalhe: sem reconhecimento da vítima e sem investigações apuradas sobre possíveis denúncias de pequenos furtos praticadas por ele na região, mas sem que houvesse registros infracionais sobre o rapaz.
A policia aposta que não haverá comoção por ser “mais um negro sem ‘pedigree’. Assim todos viveriam felizes para o todo sempre.
Fim”

Propaganda de escravidão no Brasil: Ministério Público Federal admoesta Mercado Livre para tomar medidas que coíbam práticas discriminatórias.


por marcos romão

Segundo a TV Justiça o Ministério Público de Brasilia recomendou à página Mercado Livre, que retire imediatamente todo e qualquer anúncio de caráter preconceituoso e discriminatório e informe aos usuários que este tipo de prática é crime e que aprimore o aplicativo DENÚNCIA, o aplicativo de proteção do site. De forma que ao acolher uma denúncia, seja registrado no site e informado ao usuário as providências adotadas.

negro a venda

Nós da Mamapress estamos batendo nesta tecla já faz tempo, ao dizermos que é enxugar com o gelo perseguir práticas racistas se as instituições públicas e privadas, não as coíbem nem tem mecanismos de controle e educacionais para impedir que aconteçam.

Um jovem, já descoberto e apreendido pela polícia colocou um anúncio na página oficial do Mercado Livre, ofertando negros para a venda.

Usuários d página alertaram a Mamapress que espalhou na rede este crime. No país vários grupos tiveram a iniciativa de acionar a justiça para que tomasse providências.

A ouvidoria da Seppir-Presidência, entrou em contato com os responsáveis da página Mercado Livre, que forneceu os dados necessários para que fosse localizado e iniciado um processo de punição do criminoso, além de publicar um nota de repúdio ao ato racista. Em resposta, a página Mercado Livre, publicou uma nota dizendo que cumpriu o pedido judicial e só:

A nota da Seppir-Pr-

“É inconcebível e inaceitável a tentativa de desumanização da população negra, enquadrando seus indivíduos como mercadoria e remetendo os mesmos de volta à escravidão”, diz Carlos Alberto de Souza e Silva Junior, ouvidor da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

Segundo a secretaria, não haverá punições ao Mercado Livre. Em nota, o site de vendas afirmou que repudia o anúncio.

A nota do Mercado Livre

“O Mercado Livre informa que entregou, após notificação oficial, os dados cadastrais e de acesso do usuário anunciante às autoridades competentes para que o autor seja investigado. O anúncio foi retirado do ar na segunda-feira, dia 6, assim que denunciado pelos próprios usuários do site”, diz o site.”

A Mamapress não se conformou com o fato da página Mercado Livre tirar o corpo fora de suas responsabilidades e apesar de parabenizar a rápida ação da Seppir-Pr, lembrou que a página Mercado Livre também tinha suas responsabilidades nas manifestações racistas que ocorrem em suas página:

A Mamapress parabeniza a ação rápida da Ouvidoria da SEPPIR e alerta para que na pressa, não se isente a página Mercado Livre de toda a culpa. Que a página faça um pedido de desculpas públicas em seu sítio principal  e crie mecanismos para que  usuário possa denunciar de pronto anúncios discriminatórios de quaisquer matizes. Seria uma punição mínima, por ter relaxado de forma continuada nas suas obrigações com o consumidor, pois o anúncio só foi retirado do ar na data em que o próprio anunciante racista marcara. Nós considerávamos enganosa a nota da página Mercado Livre ao afirmar que possuía um aplicativo de denúncia.

“O anúncio foi retirado do ar assim que denunciado pelos próprios usuários do site, conforme nossas regras e, também, pela inadequação completa aos Termos e Condições de Uso do Mercado Livre. Todos os anúncios publicados no site possuem um botão de Denúncia para que qualquer pessoa possa apontar práticas irregulares ou que causem algum dano aparente”.

A Mamapress lembra que em nenhum de seus botões de reclamação é oferecida a possibilidade de se reclamar do conteúdo ofensivo e discriminatório das ofertas. Limitando-se a oferecer possibilidades de reclamações sobre problemas comerciais, e nada que fale de produtos ou textos discriminatórios e ou racistas.

Nós da Mamapress, um portal antirracista que acredita na defesa da cidadania, nos sentimos contemplados pelas recomendações legais do MPF à página Mercado Livre. Já na em nossa edição de 7 de janeiro, um dia depois do anúncio de venda de negros sair do ar ,alertávamos sobres sobre as responsabilidades da página Mercado Livre, que se cúmplice não o foi, pelo menos facilitou o crime de racismo por parte do jovem.

Nós acreditamos nas transformações de nossa sociedade e das instituições. Consideramos o racismo um mal impregnado em nossa sociedade e que cada cidadão   e cada instituição contribui para que o racismo se perpetue. Esta máquina de perpetuação do racismo precisa ser abolida e banida através da consciência de cada um e ações exemplares de instituições judiciárias, e todas as instituições governamentais e privadas.

Ao admoestar a Página Mercado Livre, o MPF deu um exemplo de nova visão de como se combate o racismo, os preconceitos e as discriminações. Não são só os porteiros dos prédios ou  os atendentes de lojas e bancos que devem ser punidos quando acontece um caso de discriminação, mas os responsáveis por estes espaços. Não é só um soldado que mata um jovem negro como se matasse um cachorro com raiva que deve ser punido, mas todo o comando que o formou e adestrou para ser racista.

Histórico dos alerta da Mamapress recomendando ações institucionais educativas para coibir mais este caso de racismo:

6 de janeiro 2014: https://mamapress.wordpress.com/2014/01/06/mercado-livre-vai-para-o-index-do-boicote-popular-faz-propaganda-racista-continuada-e-anuncia-venda-de-meninas-e-meninos-negros-por-1-real/

7 janeiro 2014: https://mamapress.wordpress.com/2014/01/07/negros-seres-humanos-um-pouco-da-historia-mundial-recente-dos-mercados-livres-para-escravizar/

16 de janeiro 2014: https://mamapress.wordpress.com/2014/01/11/identificado-autor-oferta-de-negros-com-diversas-utilidades-para-a-venda-na-pagina-mercado-livre/

Hoje 15 horas em Berlim: demonstração de solidariedade ao povo de despejado de Pinheirinhos


Berlin

Hoje dia 25 de janeiro às 15 horas em  frente a embaixada do Brasil de Berlim.
Demonstraremos nossa solidariedade com Pinheirnhos . Vamos reafirmar a necessidade urgente de uma política de moradia para todos .
Não às as terras ociosas para fins especulativos.
Traga uma flor branca  e/ou vermelhal!!!! Demom solidariedade , respeito e a internalizacao da Luta!!!!!
É uma vergonha !!!! As pessoas terem seus bens arrastados por tratores …de uma hora prá outra estarem desestabilizadas ,  dormindo no chão, em tendas …
Tudo isso pra proteger a propriedade ociosa !!!!tanta veemência assim, tanta rapidez. Porque essa mesma rapidez não é usada para fixar o ser ao solo com moradias dignas !!!!!!!!Uma vergonha !!!!!!!!
Mostre sua indgnação . Venha dia 25 às 15 horas em frente a embaixada .
Não podemos nos omitir
Sandra Bello
hoje estivemos demonstrando lá no portão de Brandeburgo , um grupo pequeno , mas cada um é um e cada indivíduo se transformou nesse pequeno grupo com uma vontade ENORME.  Com uma indignação GIGANTESCA. Essa vontade estamos desdobrando nesse convite !!!!!!!!!!!
Até lá !!!!!

O Cinismo quebra a espinha da cidadania: Saudosa Maloca de Pinheirinhos


Adoniran Barbosa

O exemplo dado pelo governador de São Paulo encheu de tristeza a nação. Não foram 8 nem 80, nem 800. Foram 8000 cidadãos brasileiros vilependiados e despejados  na calada da madrugada.

Que a juventude emergente brasileira, que não sabia o que é “Quarto de Despejo”, não tome a mentira nem o cinismo, como exemplos em suas vidas políticas. Amém!

Grupo “Em nome do Samba”.