“No Brasil, está povo contra povo”, afirma a ativista Yvonne Bezerra de Mello


Depoimento de Yvonne Bezerra de Mello sobre a sua ação durante a libertação do jovem negro violentado, seviciado, torturado e largado acorrentado a um poste por um bando de 30 marmanjos no Bairro do Flamengo, Rio de Janeiro.

“No episódio do menor acorrentado no Rio de Janeiro, a porção intolerante do Brasil tentou ganhar no grito. Alguns poucos ainda resistem.”

13 de maio:Bombeiros e Animadores Culturais esperam o cumprimento da Lei de Libertação


Passeata em Copacabana


13 de Maio no Rio Janeiro, dia que eu conhecia como criança como o dia da Redentora. Meu pequeno irmão Paulinho, trocando letras, chamava de dia da Rebentora.
Logo depois da Abolição inventaram a Lei da Vadiagem, negro se promoveu de escravo à “chave-de-cadeia”.
Dois dias depois desta filmagem por acaso, quando eu vinha de Niterói, foi todo mundo em cana. Parece que nada mudou desde 1888
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Alemães dão banho de samba no Rio Elba 170 bateristas festejam 25 anos da “VIRADA”



O grupo de samba “Virada” festeja 25 anos. Tocam como mestres da vida.
Mais de 20 grupos de samba de hamburgo e outras cidades vão festejar hoje 25 de junho de 2011, na praia do Rio Elba na altura de Olvegonne. Durma-se com um barulho maravilhos destes. Hamburgo vai virar Rio de Janeiro sem balas, só samba e amor”

Es ist soweit, unsere Sambagruppe Virada (www.virada.de) feiert 25. Jahre bestehen und aus diesem Grunde gibt es am nächsten Wochenende eine Megabateria am Elbstrand von Övelgönne (wenn es nicht gerade Bindfäden rechnet). Es haben sich bis zu 170 Sambistas aus allen Teilen Hamburg und dem Umland angemeldet uns ein Ständchen zu bringen.

O Brasil, Dilma e Cabral precisam de bombeiros.


A presidente Dilma ainda em campanha em Hamburgo 2009

Conversei em Hamburgo semana passada, com um amigo ativista como eu, do movimento negro há mais de 40 anos. Sua filha de 23 anos, mãe de uma criança de 5 anos, foi executada com um tiro na cabeça em Salvador.
Aconteceu em plena luz do dia, 11 horas da manhã, 3 homens foram buscá-la em casa. Sairam sorridentes, disse uma testemunha.
O carro féretro percorreu 300 metros e parou em um terreno baldio, disse uma segunda testemunha, que reparou apenas que conversavam amigavelmente e seguiu adiante. Minutos depois viu o carro passar com apenas tres ocupantes. Desconfiado foi até o terreno e encontrou a menina já morta com uma bala na cabeça.
As infomações é de que ela andava com más companhias, traficantes talvez. Assunto encerrado para as autoridades.
Seu pai estivera um mes ante no Brasil, comprara um passagem para que ela viesse para a Europa. Pressentia o pior para sua filha.
Andou em más companhias, fez isto, fez aquilo é o que cada pai e cada mãe, de cada um dos 50 mil adolescentes e quase adultos mortos violentamentamente no Brasil, ouvem das autoridades.
O que era o chicote corretivo antes do Brasil correto, é hoje bala de super trezoitão no Brasil democrático. O tratamento social de nossos jovens mudou de ruim para pior. Para todos os problemas a resposta é bala. O Estado só conhece uma lei: “Para cada ação uma reação e grito de passarinho se cala com tiro de canhão”.
O pai da menina ainda não chorou. Ouvi pessoalmente relatos de vítimas do holocausto, que o absurdo da situação de extermínio era tão grande, que as lágrimas não estavam preparadas para responder com o choro.
Sei que ele talvez leve muito tempo para reaprender a chorar, para chorar a morte estúpida de sua filha. Eu chorei por ele.
Aprendi a chorar depois de velho, o choro indignado com a ignomía e injustiça. Que bom poder me sentir vivo e não anestesiado pelo terror das milícias e corrupção generalizada, que nos atinge enquanto brasileiros a 12 mil Km de distãncia, como se eu estivesee andando em uma rua de Salvador.
Os conselheiros da presidente e dos governadores e autoridades de meu país precisam reaprender a chorar. Chorando talvez aconselhem melhor e parem com as truculências e as balas, e deem exemplo aos nossos jovens, que é possível comportar-se de outra forma que não seja através da violência.
Em um ato talvez mal aconselhado o governador do Rio de janeiro reprimiu brutalmente os bombeiros de meu estado natal. Infelizmente ele não está sózinho em sua ação. Representou apenas os desmandos coronelistas que persistem e voltam a crescer em nossas cidades e no campo.
Precisamos de bombeiros em todas as instâncias de nosso país. Das escolas a alta magistratura, dos lares aos quartéis. Gente que converse e salve e que não mate.
A filha do meu amigo, meus filhos, os filhos e filhas de cada um vão nos cobrar um dia a nossa ignorãncia. Vão cobrar a nossa falta de sensibilidade para conversamos e darmos um basta na violação do mais intimo de nossas vidas, que é a nossa dignidade de ser humano.
Ainda é tempo. Não é mais momento para trocarmos acusações, é momento para agirmos.
Marcos Romão

Não desmatarás. Bloqueata em Ipanema.


O Rio de Janeiro parece acordar. Devem ser os sinais de fumaça que vem do Chile. Estamos em um continente só. Estamos em uma terra só. E não estamos sós. Traga seu bloco, mesmo o do eu sózinho, aí você vai ver como é bom protestar ao sol.
A vida não é só computador. Passear com mais gente é passeata. Cheirar o mar, cheirar o cheiro de suor das gentes, ver que tem vida na gente e não só protestinho no facebook.
Tem vida lá fora. Levante as nádegas, erga a cabeça, dê um requebro prá direita e rapidamente outro para a esquerda. Você vai gostar. E ainda por cima vai ajudar a tirar essa gente de cinza do poder!
De minha parte vou com minha camisa verde pra “minha praia” aqui no rio Elba mandar meu asé pro pessoal que se levanta no Brasil contra o assassinato de nossas florestas.


Marcos Romão

Rio faz procissão-político-dançante contra novo código florestal


Floresta da Tijuca por Amarildo Schemes Bitencourt


Mamapress recebeu esta convocação lá do Rio de Janeiro e manifesta sua solidariedade.

Meus caros,
No próximo domingo, 19 de junho, com concentração às 10:00h, no posto 6 de Copacabana, os Blocos e Bandas de carnaval do Rio farão, juntos, uma manifestação contra o Código Florestal aprovado na Câmara dos Deputados.
Será uma espécie de carnaval-político, onde as baterias dos Blocos e os metais das Bandas tocarão juntos, embalando um desfile em direção ao Leme.
Além dos mais de 20 Blocos e Bandas que aderiram ao movimento, há também instituições como OAB-RJ, Associação de Moradores, alunos de universidades e ONGs.
Escrevemos um manifesto, em anexo, que será a base de um abaixo-assinado, a ser encaminhado para a presidente da República e para os presidentes da Câmara e do Senado. manifesto blocos
É o Rio em bloco em defesa das florestas e contra os assassinatos impunes cometidos pelos expropriadores de terra.
Esperamos vocês lá, com faixas, galhardetes, fantasias e o que mais a
criatividade levar.

Abraços

A.M

Milagre: Cabral realiza velho sonho da esquerda brasileira.


Recebi de um velho amigo meu, dos tempos de clandestinidade, a seguinte notícia, além de fotos para que eu acreditasse:
Carissimi Armatta,
O gênio do nosso governador conseguiu com a sua diatribe fazer uma coisa que nunca a esquerda conseguiu. Avermelhou o Rio de Janeiro.
Aí vao as fotos que tirei dos representantes da Armatta na passeata
Silas
-General de pijama, que as vezes se levanta.-

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Fotos Silas Ayres

NR: o perigo é o governador delirar e acreditar que tem o dedo de Moscou nesta simples reivindicação por melhores salários.