Niterói a campeã do Apartheid no Brasil.


fonte: Mapa da Segregação Racial no Brasil

fonte: Mapa da Segregação Racial no Brasil

por marcos romão
Adoro minha cidade Niterói, mas me sinto ainda aos 62 anos de idade, como um estrangeiro, ao caminhar por determinados bairros e ambientes da cidade. Tem espaços então, em que pareço um pingo de cafe em um balde de de leite. saiba mais
É como diz meu amigo advogado da OAB, “Niterói a cidade segregada por interioranos que vieram para a província com suas mentalidades”.
São os interioranos descendentes de escravocratas, que criam muros e ainda dominam as mentes, que estabelecem o racismo geográfico e ambiental e o tratamento diferenciado das pessoas, em nossa cidade de sorriso cínico.
Niterói, a cidade em que o preto tem que saber o seu lugar, ou então ir fazer compras dos outro lado da avenida principal que dá para as Barcas na Praça Araribóia, chamada Amaral Peixoto( o almirante branco), onde pode se sentir mais à vontade e encontrar-se com os negros de São Gonçalo a caminho do trabalho na cidade do Rio de Janeiro.
Aliás, aproveito para perguntar aos meus conterrâneos papa-goiabas:
Alguém por aí conhece algum nome de rua de Niterói que tenha o nome de um negro ou uma negra. afinal o primeiro deputado federal negro do Brasil foi Claudino José da Silva do Morro do Estado? De índio eu sei que tem, mas isto não conta, pois todos já foram expulsos da cidade que os Temiminós fundaram.
Fonte: Mapa da Segregação Racial no Brasil

A Rabanada de Ipanema indicada para o “Guiness Records Books” como mais cara do mundo. 49,90 reais o quilo.


Rabanada de Pobre prá Rico na República de Ipanema

Rabanada de Pobre, feita  prá rico na República de Ipanema

por Marcos Romão

Vigília contra justiça corrupta

Vigília contra justiça corrupta

Depois de passar uma tarde no Quilombo do Sacopã na Fonte da Saudade, onde fui participar de uma vigília em defesa do território quilombolasempre ameaçados por picuinhas judiciais. No caminho de volta para Niterói, fui comprar um água na padaria Santa Marta que fica perto da parada de ônibus,próximo ao Quilombo em frente à Lagoa Rodrigo de Freitas. ( mapa da região do Quilombo do Sacopã)

Enquanto pegava a água vi uma bandeja exposta no balcão, com apetitosas rabanadas para atrair fregueses natalinos como eu e minha companheira Ortrun. Pedimos logo três pedacinhos para degustar na longe viagem de ônibus e barcas de volta ao Viradouro em Niterói.

Na hora de pagar, levei um susto ao ver a nota de compra dos três pedacinhos de rabanadas ao leite e da  garrafinha d´água mineral. Me senti vivendo em um verdadeiro espaço de apartheid digestivo financeiro natalino!

13,67 reais estavam ali estampados em letrinhas pequenas no recibo. Os 20 reais que dera para pagar a água com rabanadas, desapareceram com mágica.

A Mamapress já enviou para a sede do Guiness World Records Book, o pedido de inserção deste fenômeno gastronômico financeiro, que é ter na República de Ipanema, o “Pão Dormido Molhado” mais caro do mundo!

Rabanada da República de Ipanema

Rabanada da República de Ipanema

Minha mulher comentou que os pobres cavaleiros alemães, vão  morrer de fome neste natal em Ipanema.

A razão desta miséria que  os cavaleiros medievais europeus vão enfrentar nas padarias de Ipanema, é que lá na Alemanha como no Brasil nos antigamente, a rabanada feita de pão dormido era comida de pobre, que os camponeses davam como esmolas aos “Cavaleiros Andantes” empobrecidos em suas peregrinações para Jerusalém. “Arme Ritter” ou ” Cavaleiro Pobre”, ficou assim na Alemanha, como o nome popular dado à rabanada feita de restos de pães dormidos ou duros.

Aqui no Brasil, a rabanada era conhecida também como comida de pobre, até inventarem as padarias na República de Ipanema. Lá agora vigora a lei do olha quem quer e compra quem pode.

A Rabanada a preço de ouro em Ipanema. 40,90 reais o quilo na Panificação Santa Marta

A Rabanada a preço de ouro em Ipanema. 49,90 reais o quilo

Denúncia Anônima e Vazia leva trabalhador negro do Grajaú para a prisão em Bangu 10.


Gustavo Nunes Guedes e sua esposa, são os únicos camelôs negros na praça Edmundo Rego, no bairro do Grajaú. Rio de Janeiro.

Com sua barraca de venda de bolsas conseguiu criar sua filha, Caroline Guedes, que formada em história, hoje faz mestrado e já viajou por vários países.

Gustavo Nunes Guedes , negro ,camelô , marido e pai trabalha desde os 11 anos de idade. Gustavo foi preso dia 4/9/2014 acusado de roubar um carro em 2011.

Gustavo foi acusado por uma mulher que mora no mesmo bairro. Foi acordado as 5:30h da madrugada e teve anunciada pelos policiais a ordem de prisão. Gustavo, o negro ,camelô e pai de família foi levado à delegacia, onde foi encaminhado ao presídio de Bangu 10.

O jovem Vinícius Romão, que se tornou tristemente famoso ao ser vítima de policiais racistas, que o encarceram por 16 dias sob falsa acusação de assalto, é amigo de Caroline Guedes , filha de Gustavo, Caroline lhe relatou o ocorrido com o pai, ressaltando que por serem a única família negra a ter um stand de vendas na praça, não eram aceitos por certo vizinhos.

Vinícius entrou em contato com a Comissão de Igualdade Racial da OAB-RJ, que marcou uma reunião com Caroline Guedes para acertarem uma visita ao Sr. Gustavo Nune Guedes no Presídio Bangu 10.

Assim relatou à Mamapress o presidente  da CIR-OAB, Marcelo dias, o encontro ocorrido:

“após ouvirmos , eu e a nossa vice presidente Dra Sandra Machado , o relato emocionado da jovem Caroline , marcamos uma visita ao Sr Gustavo em Bangu 10.
Ao estarmos indo embora , chega uma mensagem no celular do Vinícius, informando que foi concedida a liberdade do pai de Caroline após cinco ou seis longos dias.
Caroline não aguentou a emoção , desmaiando na sala de reunião.

 Marcelo Dias acrescenta:

 ” O racismo não dá trégua, nos cabe reagir à violência racial. A comunidade negra e seus aliados , aqueles que não são negros , mas lutam contra o Racismo precisam cada vez mais se levantar e dizer basta ao racismo e ao extermínio da população negra.
Alguns acham que a punição ao Grêmio foi desproporcional ao ato repugnante de parte da sua torcida.
Não foi.
A justiça precisa agir para deter o ódio racial que cresce em nosso país.
Como prender por seis dias um ser humano , um trabalhador que tem residência fixa , trabalho fixo em razão de uma simples denúncia ?
Racismo é Crime.
Reaja à Violência Racial.”

OPINIÃO DA MAMAPRESS

A rapidez da resposta ajuda sempre.
A Comissão de Igualdade Racial da-OAB Rj tem sido uma prancha de salvação para as vítimas de racismo em todo o Estado do Rio. Mas sei que são poucos e que fazem das tripas coração para atenderem os casos de racismo.
Tá na hora da turma da reclamação no facebook arregaçar as mangas e fazer trabalho voluntário junto a CIR-OAB e também criar grupos de voluntários para combater o racismo em todos os municípios.
Não são só advogados que se precisa para estes casos, mas de psicólogos, assistentes sociais e principalmente ativistas contra o racismo. para irem com as vítimas nas delegacias e acompanharem os casos.
Todos podem aprender a entrar com um pedido de Habeas Corpus. A RedeSOS Racismo Brasil propõe à CIR-OAB-RJ, desde já um encontro de treinamento para agir em casos emergenciais, para todas e todos que desejem mais do que reclamar contra o racismo.
O amigo Vinícius Romão é um bom exemplo de como uma vítima bem defendida, acompanhada e orientada, pode se transformar em um ativista solidário com outras vítimas do racismo.
Caros Marcelo Dias, Sandra Machado e Da Silva Tito Da Silva, vocês devem estar tão cansados feito eu, de ouvirem no facebook a frase—Cadê o Movimento Negro?— num chororô constante da turma das arquibancadas online.
Sempre respondo, Movimento Negro é e está onde um negro ou um antirracista se levanta.
Movimento negro contra o racismo é quando uma pessoa de qualquer cor se levanta e não aceita mais a violência racista que vitima alguém ao seu lado.
Movimento Negro não é um departamento do estado com sala e água gelada, Movimento Negro é você, sou eu, somos nós que andam de cabeça erguidas nas ruas do racismo brasileiro!

Jogador vítima de racismo pisa na bola. Negou-se a dar queixa do crime. A racista que o chamou de macaco, tem nome e sobrenome.


por Cosme Rimoli do original R7

Aranha não quis formular uma queixa no Jecrim (Juizado Especial Criminal) do estadio gremista. Não quis registrar formalizar a acusação das ofensas racistas que sofreu. Não quis comprar briga com a torcida de um clube. E por acreditar que não ‘levava a nada’.

instagram

Patricia Moreira acompanhado do boneco que imita macaco

 

Não foi a primeira vez que Patricia Moreira comparou um jogador negro a um macaco. Tinha experiência e se orgulhava e racista comparação. No seu Instagram mostrava para amigos, e quem quisesse ver, um macaco de pelúcia com a camisa do Internacional. Fazia cara de asco olhando o que segurava nas mãos. Colocava a língua para fora da boca como se fosse repelente o boneco.

Loira, cabelo liso, aparelho nos dentes, 22 anos. Patricia é filha da classe média gaúcha. No Sul é muito comum mulheres frequentarem estádios. Mas infelizmente, essa torcedora levou para as cadeiras da arena gremista o pior. O ranço de preconceito que ainda domina uma parcela infelizmente significante deste país.

E o futebol acabou sendo o palco escolhido por Patricia e vários outros torcedores gremistas para expor o pior de seu caráter. Mostrar que para ela as pessoas são diferenciadas pela cor da pele. E que faz questão de revelar ao mundo o que pensa em um estádio de futebol. Acolhida por outros racistas, seus gritos de ‘macaco, macaco, macaco’,flagrados pelas câmeras da ESPN, são normais.

Os gritos da nobre torcedora loira foram dirigidos ao mineiro Mário Lúcio Duarte Costa. Seu pecado não era ser o goleiro Aranha do Santos. Mas ser negro. A cada defesa, na vitória santista por 2 a 0 diante do Grêmio, novas ofensas. Ao final da partida, o desabafo.

“Da outra vez que a gente veio jogar, estava passando campanha contra o racismo no telão, não é por acaso. Eu estava no gol, xingar, pegar no pé, normal. Me chamaram de preto fedido, cambada de preto.

“Começou aquele corinho de macaco. Eu pedi para o cinegrafista filmar, mas ele não filmou. Quando decidiu, já tinham xingado. Eu fico puto, desculpe o palavrão. Dói, dói. Quando me chamaram de preto, eu não me ofendi porque sou preto sim, sou negão sim. Sempre tem alguns racistas aqui no meio.”

A partir daí, Aranha também errou. Ele não quis formular uma queixa no Jecrim (Juizado Especial Criminal) do estadio gremista. Não quis registrar formalizar a acusação das ofensas racistas que sofreu. Não quis comprar briga com a torcida de um clube. E por acreditar que não ‘levava a nada’.

 

Nota da Mamapres: Não sabemos o que nos ofende mais, se o ato racista de Patricia Moreira, ou se a covardia e medo de dar queixa ,do jogador Mário Lúcio Duarte Costa, mais conhecido como  goleiro Aranha, apelido que ganhou pela sua eficiência em defender as bolas em direção ao gol.

Aranha ainda tem tempo de pensar, voltar atrás e registrar queixa. Caso não fizer, que o MP o faça, pois Patrícia Moreira realizou um ato público de ofensa a todo um grupo da sociedade.

Caso Aranha enfie como avestruz a cabeça debaixo da terra racista, será um mal exemplo a todos os negros do Brasil que lutam para que ninguém mais seja vítima de racismo.

Acorda Aranha ou vai levar de 7 a 1 dos racistas de plantão. Racistas que estimulados pela sua omissão da próxima vez vão cuspir na sua ou na cara do próximo que encontrarem pela frente.

Esta mulher racista carrega uma fera dentro dela. Cuidado!

EU NÃO VOU ROUBÁ-LO


Bem arrumado e elegante, cheiroso e todo style, desço do metrô, e pego a escada rolante que da acesso a praça Cinelândia. Alguns degraus acima, vai uma moça de tés clara, perfil de estudante universitária. Ao olhar pra trás e me ver, ela logo sentiu-se desconfortável, e segurou a bolsa.Fiz de conta que não percebi. Assim que a escada aproximou-se do seu objetivo final e, mal o degrau recolheu-se – ; a menina se antecipou e acelerou o passo. Foi-se a direita, na mesma direção da calçada do consulado; aonde eu estava indo buscar o visto. Ao me ver novamente, ela entrou em pânico -, e começou a correr desesperada pela calçada e pediu socorro a um homem que vinha do lado contrário.O homenzarrão a abraçou prontamente, no intuito de protege-la. Fechou a cara e veio ao meu encontro. Como na verdade ele viu que eu estava arrumado, pensou duas vezes. Foi o tempo de eu gritar, – que eu não ia roubá-lo, e não precisava rouba-la. Atônitos, passaram correndo os dois por mim. E logo foram socorridos por outros transeuntes.

Quanto a mim, só coube desabafar com um senhor que varria a frente de um comércio. E o medo que dali criassem uma turba e viessem os “justiceiros”. Talvez seja o momento de eu estampar uma camiseta para dar segurança as pessoas de bem com o slogan, ” EU NÃO VOU ROUBÁ-LO “.

Para Frei David com a saída do Ministro Barbosa, os protestos, as revoltas irão crescer mais. Os políticos e os magistrados precisam refundar o Brasil.


por Frei davida

Joaquim-BarbosaA Família EDUCAFRO agradece ao Ministro Joaquim Barbosa pelos excelentes serviços prestados à nação.

 

Ser autoridade do Judiciário e ter postura isenta custa caro a qualquer cidadão corajoso e o nosso irmão NEGRO, Joaquim Barbosa, não quis continuar pagando este alto preço, prejudicando sua vida e sua saúde.

 

Ele foi ao limite de doação pela ética na Política e na Justiça! Cabe a nós sociedade dar continuidade!

 

Com a saída do Ministro, os protestos, as revoltas irão crescer mais ainda, especialmente se os políticos e os Magistrados não refundarem urgentemente o BRASIL. Temos que sair de uma nação afundada em corrupção e favores. O povo brasileiro acreditou muito em mudanças e não merece ser decepcionado. Queremos urgente reforma politica e na justiça!

 

Joaquim foi uma das poucas autoridades que o povo sentia nos seus olhos o desejo de mudança sincera, sem estar preocupado em agradar à direita ou à esquerda.

Barbosa revelou que sempre votou no PT para a Presidência. A perseguição que o PT fez às Instituições, combatendo e dando outras interpretações às corajosas posições dele, enfraqueceu as Instituições, especialmente o STF.

Um país só será forte quando suas Instituições são respeitadas e por isto, fortes.

O massacre de Sharpeville é a memória do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial


por marcos romão

Mulheres lembram massacre de Sharpeville

O Massacre de Sharpeville foi perpetrado  em 21 de março de 1960, pelas forças racistas do regime durante a era Apartheid na África do Sul .

5 a 7 mil pessoas marchavam contra a obrigatoriedade das crianças falarem o língua “Afrikander”nas escolas e a lei do passe, algo como a nossa carteira de trabalho no Brasil, que nossa polícia e justiça sempre pede aos negros que abordam.

Neste período na África do Sul, as pessoas só podiam circular nos bairros que lhes eram permitidos segunda sua cor. Frequentar somente as escolas que lhe eram abertas. Além de só poderem ir nas igrejas, supermercados e banheiros segundo a cor que constasse nos seus “passaporte individuais de utilização dentro do país”.

Durante os protesto de jovens escolares, 69 crianças foram mortas à bala de fuzil, a maioria com tiros dados pelas costas, no que ficou conhecido como o Massacre de Sharpeville. 180 ficaram gravemente feridas. Era a segregação total.

Temos vivido nas cidades brasileiras o aumento da segregação racial, provocada por um desenvolvimento urbano voltado para as elites. As populações pobres e negras têm sido empurradas para as periferias. Os serviços públicos para estas áreas tem se resumido a paliativas incursões e ocupações repressivas por forças policiais.
Os mesmos fuzis de Sharpeville tem sido os principais meios de conter a população jovem que não se comporta neste quadro. Nesta semana no mês da mulher, a forças repressivas e racistas, ultrapassaram a fronteira de todos os código morais, mesmo entre os racistas: Passaram a matar mães que cuidam e protegem seus filhos para que não sejam vítimas do racismo e da violência que a segregação racial e isolamento em territórios provocam.

Claudia Silva FerreiraO tiro no peito dado em Cláudia Ferreira Soares e o linchamento feito através do “arrastão” por um camburão à 60 Km/h, de seu corpo ferido, pelo asfalto fervente da cidade do Rio de Janeiro, quebrou todos os tabus morais do Estado Racista Brasileiro e arrisca a jogar por terra, décadas de ações educacionais antirracistas que temos feito com nossas crianças negras.

Pela primeira vez na minha vida não tenho como explicar para um jovem como isto pode acontecer e porque a reação governamental é tão tímida, quando não cínica, mas principalmente porque o povo brasileiro aceita e não se levanta contra esta barbárie racista perpetrada contra o povo negro brasileiro e, incentivada pelos meios de comunicação que aplaudem linchamentos e, estimulam a violência policial cometida todos os dias, e que por sorte ou azar agora foi filmada e, a morta tem um corpo e um nome, ao contrário de Amarildo, do qual só sabemos o nome de um corpo desaparecido..

No Brasil temos escolas públicas e privadas. Se nas escolas privadas de excelência a segregação racial é evidente para qualquer observador, seria através da melhora do sistema de ensino público que os governos municipais, estaduais e federal do Brasil, poderiam dar um exemplo de transformação, para que nossas crianças saiam de um  sistema tácito de segregação racial e social que ocorre no Brasil, que define as possibilidades ou impossibilidades futuras de empregos e convivência multirracial para todas as nossas crianças brasileiras.

Caminhando pelas ruas das cidades do Brasil, no horário de entrada e saída das escolas, é escandaloso se ver, que nas escolas particulares mais privilegiadas só transitam crianças brancas. Já nas saídas das escolas públicas a maioria são crianças negras.

Temos a LEI No 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003. que não está sendo aplicada nem pelo ensino público tanto menos pelo ensino privado. A recusa de se aplicar o ensino dos sistemas de visões de mundo indígenas e africanas que formam o povo brasileiro, é uma das grandes barreiras a serem superadas para se melhor combater o racismo no Brasil.

Melhorar o ensino das escolas públicas, pagar melhor os professores é um dos principais caminhos para que nossas crianças brancas e negras se juntem e vivam juntas enquanto ainda podem. Do contrário teremos em 20 anos um Brasil como era a África do Sul em 1960, quando aconteceu o massacre de Sharpeville.

Mas qualquer mudança no sistema educacional para eliminar a discriminação racial, por mais positiva que seja, será enxugar gelo, enquanto os governos estaduais e a justiça brasileira continuarem a aplicar políticas de segurança e de justiça segregacionistas.

Não dá para falar para um jovem aluno que temos igualdade constitucional, quando ele chega na sala de aula completamente estressado, devido ao baculejo e tapa na cara que ele ou sua mãe acabaram de levar  do representante fardado do governador. Governador que antes dele nascer, já o considerava um inimigo.

Massacre de Sharpeville-13 de março 1960

Massacre de Sharpeville-13 de março 1960

Pare de chorar negro! Reaja!


por marcos romão

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Marcos Romão
Sociólogo e ativista do movimento negro mundial desde 70

O neoliberalismo, os incentivos prometidos e a boa massagem da propaganda de que basta fazer o certo para chegar no lugar que se almeja.
Fez com que boa parte dos artistas, jogadores, intelectuais, jornalistas e tudo mais que é profissional negro e negra, até por bom tom junto aos novos patrões que “reconheciam” o seu valor, rejeitassem tudo que tivesse cheiro de organização antirracista, que cheirasse a nego reclamão e mau agradecido.
Afinal já tinham chegado no paraíso “por si mesmos.”
Formaram assim o que chamo de gerações de  “mulatos mentais”, sonho que nem o Gilberto Freire nem Monteiro Lobato teriam em seus sonhos de limpeza da raça.
Racismo era coisa do passado, era coisa de negro e negra dos 70.
A sociedade estava chegando no século XXI, já tinham seus notebooks e passagens aéreas à prestações, e os amigos brancos já tinham outra cabeça…eram todos não racistas, racismo era coisa do século XX.
As marolas da crises políticas, econômicas e sociais começaram a virar ondas no Brasil e para surpresa da garotada negra dos 10 aos 70 anos, voltamos ao Brasil do século XIX.

Da porta da delegacia ao STF negro leva cassete pela cor que carrega, é o fato.

A sociedade não racista era apenas um verniz, um santo de pau-oco a engabelar os “mulatos mentais”, enquanto a higienização e limpeza racial das cidades e dos campos aconteciam.
Milhares de jovens negros mortos à bala todos os anos, militarização dos bairros pobres que viraram guetos e discursos no parlamento, que repetem a velha cantilena que a culpa da crise são as migalhas dadas aos negros e aos índios.
O pau começou a cantar e não se sabe para onde correr. A organizações antirracistas desapareceram e a sociedade não sabe ou não quer lidar com o racismo do século XXI.
Minha esperança, lá venho eu de novo com minha impertinente esperança que não morre, é que esse verniz mental na cabeça dos negros seja apenas superficial e que despertem rapidamente a consciência, que não podem ser mais discriminados, presos ou eliminados como baratas.
Que reajam ao invés de só chorarem.
Temos direito às cidades e aos campos, chega de remoções e expulsões da maioria negra dos melhores pontos das cidades.

Temos direitos aos direitos. Temos direito a tudo!

Se não corrermos atrás ninguém irá fazê-lo por nós

Racismo nas altas esferas, quem tem medo de um negro que sabe? Professor Kabengele Munanga quebra o silêncio acadêmico.


por marcos romão

Professor Kabengele Mulanga

Professor Kabengele Munanga

O Professor  Kabengele Munanga foi preterido na seleção dos 59 estudiosos que foram beneficiados pela bolsa do programa “Professor Visitante Nacional Sênior ” da Capes.

Kabengele havia aceito a sondagem da Professora Georgina Gonçalves dos Santos, para atuar na jovem Universidade do Recôncavo Bahiano -UFRB-, através de uma posssível bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Kabengele foi preterido, foi desmeritado na alta esfera de decisão, na cúpula do poder que decide no Brasil, quem foi, é e será beneficiado por bolsas para aprender ou distribuir seus conhecimentos.

Segundo palavras do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio à Kabengele para reivindicar a bolsa:

“Com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição político-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, docência e pesquisa, talvez Kabengele fosse o único estudioso negro ou um dos pouquíssimos pesquisadores negros a concorrer a essa bolsa. Por coincidência, esse único negro foi o menos qualificado, por comparação. Estranha e triste coincidência!”

Kabengele quebra o silêncio em uma área extremamente delicada que é área de financiamento da produção intelectual do conhecimento no Brasil. Poucos ou nenhum negro ou negra brasileira, pode se arriscar ou se arriscou na área acadêmica, à questionar o possível racismo que nós da Mamapress, consideramos estar entranhado no meio acadêmico brasileiro, racismo que se tornaria visível, diante de qualquer pesquisa séria feita por qualquer aprendiz de Ciências Sociais. O endocolonialismo ou sub-colonialismo interno consegue no Brasil ser mais branco e europeu do que os europeus desejaram na década de 30, e hoje, graças as deuses africanos, esqueceram e mudaram.

Ao contrário da falácia que o negro precisa estudar para ter o seu lugar na sociedade, nós da Mamapress afirmamos, quanto mais o negro souber, em qualquer área, mais ele será uma ameaça e mais ele será discriminado.

Tomamos a liberdade de publicar a Carta Aberta do Professor Kabengele Munanga:

CARTA ABERTA DO PROFESSOR KABENGELE MUNANGA

Permitam-me, primeiramente, quebrar meu silêncio, começando por desejar-lhes um feliz 2014, repleto de sucessos e realizações.
Agradeço a solidariedade e o pronto recurso feito por vocês junto à CAPES através da Reitoria da UFRB diante da omissão do meu nome entre os 59 estudiosos beneficiados pela bolsa do programa “Professor Visitante Nacional Sênior (cfr. Edital 28 de 2013)”.
Geralmente, levo tempo para me manifestar em situações aparentemente urgentes como essa que acabamos de viver. Isto é uma das minhas características que, acredito, se não for uma qualidade, é um defeito incorrigível, pois faz parte da minha pequena natureza humana. Creio, agora, que já tive bastante tempo para refletir sobre o acontecido.
Relembrando como todo começou, estava eu na véspera da minha aposentadoria compulsória na USP que aconteceu em novembro de 2012, quando a colega e amiga Professora Georgina Gonçalves dos Santos, me sondou sobre a possibilidade de ser convidado da UFRB através da bolsa de pesquisador visitante nacional sênior da CAPES. Sem hesitação, aceitei imediatamente e desde então comecei a recusar outros convites que me foram dirigidos depois. Tinha e tenho a convicção de que poderia ser mais útil para uma nova universidade como UFRB do que para as universidades mais velhas que possuem um quadro de pesquisadores e docentes mais estruturado.
Elaborei então uma proposta do programa de atividades a serem desenvolvidas, de acordo com as instruções contidas no Edital 28 do PVNS, proposta esta que foi enriquecida e consolidada pelas sugestões dos colegas Osmundo Pinho e Georgina Gonçalves dos Santos e em última instância pela própria Pró-Reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UFRB, a Professora Ana Cristina Firmino Soares.
Acreditávamos que essa proposta era exequível, de acordo com a demanda do CAHL da UFRB e da minha experiência acumulada durante 43 anos como pesquisador e docente. Uma experiência começada em 1969, na então Universidade Nacional do Zaire, onde fui o primeiro antropólogo formado, passando pela Universidade Católica de Louvain (Bélgica) e pelo Museu real da África Central em Tervuren (Bruxelas), Universidade Cândido Mendes, Rio de Janeiro (visitante), Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Universidade de São Paulo (1980-2012), Universidade Eduardo Mondlane, Maputo, Moçambique (visitante) e Universidade de Montreal, Canadá, como Professor associado convidado para orientação de teses (2005-2010). Sem deixar de lado os cargos de direção na USP, como Diretor do Museu de Arqueologia e Etnologia (1983-1989), Vice-Diretor do Museu de Arte Contemporânea (2000-2004), Diretor do Centro de Estudos Africanos (2006-2010) e participação em diversos conselhos, como o Conselho Universitário da USP etc. Orientei dezenas de teses e dissertações, entre as quais algumas premiadas como a tese de José Luís Cabaço, que ganhou Prêmio da ANPOCS, e recentemente a tese de Pedro Jaime Coelho Jr., que ganhou prêmio de melhor tese em Ciências Humanas, destaque USP 2013.
Modéstia à parte, sem “me achar” e sem exibição, pensava que com toda essa experiência poderia servir para uma nova universidade em construção como a UFRB. Lamento que o sonho não deu certo!
Pelo parecer da Comissão Julgadora (Edital 28- 2013), nosso programa foi deferido e recomendado à bolsa com certo elogio, classificando-me na Categoria I dos pesquisadores do CNPQ. Foi, se entendi bem, na última instância que fomos preteridos, em comparação com os demais deferidos. Em outros termos, tenhamos a coragem de aceitá-lo, nosso programa e meu CV foram considerados inferiores para sermos incluídos entre os 59 bolsistas aprovados.
Por que então tantas lamentações, pois não somos os primeiros, nem os últimos a serem preteridos? Os recursos perpetrados junto à CAPES por outras universidades mostram que outros e outras colegas não contemplado/as pela bolsa não são menos qualificado/as que Kabengele. No entanto, vale a pena, apesar da consciência, divagar um pouco sobre os critérios de comparação, pois foi por ela que fomos eliminados. Pois bem, é possível comparar propostas diferentes sem antes estabelecer entre elas um denominador comum? Qual foi esse denominador? As regras do jogo de comparação não parecem claramente definidas; a subjetividade e a objetividade dos julgadores parecem se misturar. Claro, não há nenhum demérito aos colegas cujos projetos foram beneficiados pelas 59 bolsas atribuídas. Os especialistas da Física Quântica não têm dúvida sobre a subjetividade do observador pesquisador no momento em que ele começa a interpretar cientificamente os fenômenos da natureza por ele obsevados.
Na esteira do raciocínio do Professor José Jorge de Carvalho, Coordenador do INCTI, em seu documento em apoio a mim para reivindicar a bolsa, com toda sua clareza do intelectual militante e engajado e sua posição políico-ideológica a respeito da inclusão dos negros e indígenas no ensino superior, docência e pesquisa, talvez eu fosse o único estudioso negro ou um dos pouquíssimos pesquisadores negros a concorrer a essa bolsa. Por coincidência, esse único negro foi o menos qualificado, por comparação. Estranha e triste coincidência!
Minha consideração especulativa poderia ser enquadrada no chamado discurso da vitimização, o que pouco me importa, pois já estamos acostumados. No entanto, os que detêm o poder de nomear os outros, ou seja, de nos nomear, são os mesmos que nos julgam, pois fazem parte do binômio saber/poder muito bem caracterizada na visão foucaultiana (Ver Michel Foucault). Neste sentido, os argumentos aparentemente científicos escondem uma relação de poder e autoridade difícil de transformar. Por isso, eu nutri certo sentimento de pessimismo que me faz acreditar que o recurso da UFRB e o apoio dos colegas não surtirão efeito de reversão da decisão da CAPES, no sentido de dar outra bolsa além das 59 concedidas. Ou seja, o recurso da UFRB e o documento de apoio do Professor José Jorge de Carvalho, coordenador do INCTI, assinado por demais colegas têm menos probabilidade de ser atendida positivamente.
Por isso, sem esperar o fechamento esperado, sinto-me no momento na simples obrigação moral de agradecer o recurso da UFRB e o apoio de vários colegas encabeçado pelo amigo e companheiro de luta, o Professor José Jorge de Carvalho. Estarei sempre disposto a colaborar com a UFRB, através de convite para participar dos seminários, proferir conferência e palestras, participar de comissões julgadoras de mestrado etc., como já o venho fazendo.
Meu muito obrigado,
Kabengele Munanga

Histórico da situação explicada em carta de solidariedade do historiador Jacques Depelchin:

O Professor Kabengele Munanga FOI EXCLUÍDO de uma seleção para professor visitante da UFRB( Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).
Por que tanto medo do Professor Kabengele Munanga? Por que tanta raiva contra alguém que contribuiu tanto na partilha dos seus saberes? Para as pessoas pouco informadas, o Professor Kabengele Munanga se destacou na sua carreira acadêmica na USP.

Em fins de 2013 se aposentou e aceitou o convite para lecionar como Prof. Visitante Sênior na jovem universidade federal do Recôncavo da Bahia(UFRB) Baiano -UFRB. Para isso, se candidatou para uma bolsa da CAPES, Edital 28 de 2013, na Categoria de PVNS Apesar de um parecer favorável e elogioso recomendando a outorga da Bolsa pleiteada, a sua candidatura foi rejeitada, levando a um protesto de vários acadêmicos, incluindo professores da UFRB. Numa carta aberta, agradecendo este ato de solidariedade, o Professor Kabengele Munanga explica historiando o processo em que se deu o que lhe aconteceu (veja anexo em baixo)
Aqui, gostaria de levantar uma pergunta: alguém teria medo do Professor Kabengele Munanga e de onde viria? A necessidade de refletir sobre isso é urgente, não só para os Afro-Brasileiros, mas também para todos os Brasileiros que entendem e agem como membros duma só humanidade, pois o contexto global em que vivemos hoje, exige, com urgência, essa afirmação.
No seu livro Pele Negra, mascaras brancas, Frantz Fanon discute esta questão do medo (pp. 125-6, Edufba, Salvador 2008), focando sobre aspetos bem conhecidos pelos sobreviventes dos legados acumulados da escravidão atlântica e da colonização. Infelizmente, o próprio Fanon não entra na discussão sobre como ele superou o medo.
O medo dos adversários do Prof Kabengele Munanga é o produto, indireto, da serenidade e da franqueza com que ele tem abordado assuntos incomodantes da sociedade Brasileira, em volta das raízes do racismo, das sugestões sobre como solucionar as injustiças cumulativas herdadas dessas violências contra as partes discriminadas da humanidade.
Esse medo, quer da vitima, quer de quem tem medo da resistência das vitimas, nunca é de bom conselho. O medo dos gerentes dum sistema prisional tem uma explicação, mas, como é sobretudo visceral, a explicação a partir da razão não se aplica. Porque, como sempre aconteceu em outros casos históricos, os administradores do sistema não são preparados para enfrentar quem deveria se submeter à suas ordens, mas que, em vez, se levanta e argumenta a partir da sua consciência e com eloqüência e sabedoria uma saída honrosa para todos. Para os gerentes dum sistema injusto, as vitimas tem que se calar. Ir na contra mão dessa ordem informal é geralmente caracterizado de “impertinência” e, por isso, tem que ser punido.
Os administradores/gerentes dum legado histórico profundamente injusto tem dificuldades em parabenizar o Professor Kabengele Munanga decidir, no fim da sua careira, na pratica, dar uma lição de como corrigir as conseqüências, no nível do ensino superior, duma injustiça sistêmica contra as descendentes e os descendentes da escravidão.
Não é difícil imaginar o que se passa na mente dos adversários do Professor Kabengele Munanga. Na peça de teatro Et les chiens se taisaient, Aimé Césaire ilustrou como o rebelde escravo enfrentou o dono, no próprio quarto dele. O que aconteceu ao Professor Kabengele Munanga pode ser lido como a continuação do comportamento típico dos dominantes quando enfrentam um caso de rebeldia contra injustiça: o rebelde tem que ser punido, na medida do possível, duma maneira exemplar (leia severamente) para que outros rebeldes potenciais não sejam encorajados em imitá-lo. Historicamente, os exemplos individuais e coletivos abundam: Kimpa Vita, Zumbi, Geronimo, Abdias Nascimento, Toussaint-l’Ouverture, Cuba, Haiti, Patrice Lumumba, Amilcar Cabral, Salvador Allende, Cheikh Anta Diop, Nelson Mandela, Samora Machel, Thomas Sankara, Steve Biko, Chris Hani, Aristide, para não mencionar mais.
O Professor Kabengele Munanga, de origem Congolesa, nação de Kimpa Vita, Patrice Lumumba e outras e outros, na mente dos seus adversários, por definição, não tem direito à palavra, muito menos quando a sua fala/escrita acaba dando uma lição contundente de como superar legados históricos seculares, no Nordeste Brasileiro, para que qualquer Brasileir@ possa pensar, sonhar, e conseguir ser uma estrela, um craque intelectual.
Desde já, agradecemos a coragem do Professor Kabengele Munanga por ter continuado trilhando os caminhos das benzedeiras e dos benzedeiros sobre os quais o grande autor Ghaneense, Ayi Kwei Armah escreveu com tanta eloquencia no seu livro de ficção The Healers.

Em solidariedade,
Jacques Depelchin
Historiador
Salvador-Bahia

A Copa do Apartheid até na música


por marcos romão

fonte: Bhaz

Até na música sem sabor feita em máquina de quermesse européia, esta copa tá pisando na bola.

“Representantes da Fifa e da Sony Music confirmaram, nesta quinta-feira (23), que a música oficial da Copa do Mundo de 2014 será uma parceria entre a cantora Claudia Leitte e os norte-americanos Jennifer Lopez e Pitbull. Após o anúncio, uma versão em baixa qualidade da faixa intitulada “We Are One (Ole Ola)”, gravada no início do mês, se transformou em um dos assuntos mais comentados por internautas de diferentes regiões do país.

Cláudia Leitte e Pitbull posaram com representantes da Fifa e da Sony durante entrevista coletiva. Foto: Divulgação/Fifa

Cláudia Leitte e Pitbull posaram com representantes da Fifa e da Sony durante entrevista coletiva.
Foto: Divulgação/Fifa

Entre elogios e críticas, a canção repercute principalmente devido à letra, que apresenta poucos versos cantados em português. O ritmo é outro motivo de queixa por parte dos usuários das redes sociais.

Alguns deles afirmam que faltaram aspectos mais tradicionais da cultura brasileira na música. Já outros comentam que “Waka Waka”, tema da Copa da África, cantado por Shakira em 2010, é bem melhor pelo fato de possuir elementos próprios do país, como tambores e outros instrumentos.”

Nas redes sociais tá rolando a maior disputa, pois o som da Turma do Passinho tem muito mais a ver segundo os internautas:

“Bem a cara do Brasil colocar a música da Copa com maior parte da letra em inglês”, ironizou um internauta. “Aguentar as falcatruas já é complicado, mas aguentar a música da Copa é o fim da picada”, escreveu outra jovem.

A Copa do Povo das Ruas

(Cortado por excesso de Pixaim)

A copa do Apartheid e do Endocolonialismo. Um verdadeiro balde de leite sem nenhum pingo de café!

fonte: Bhaz