Niterói a campeã do Apartheid no Brasil.


fonte: Mapa da Segregação Racial no Brasil

fonte: Mapa da Segregação Racial no Brasil

por marcos romão
Adoro minha cidade Niterói, mas me sinto ainda aos 62 anos de idade, como um estrangeiro, ao caminhar por determinados bairros e ambientes da cidade. Tem espaços então, em que pareço um pingo de cafe em um balde de de leite. saiba mais
É como diz meu amigo advogado da OAB, “Niterói a cidade segregada por interioranos que vieram para a província com suas mentalidades”.
São os interioranos descendentes de escravocratas, que criam muros e ainda dominam as mentes, que estabelecem o racismo geográfico e ambiental e o tratamento diferenciado das pessoas, em nossa cidade de sorriso cínico.
Niterói, a cidade em que o preto tem que saber o seu lugar, ou então ir fazer compras dos outro lado da avenida principal que dá para as Barcas na Praça Araribóia, chamada Amaral Peixoto( o almirante branco), onde pode se sentir mais à vontade e encontrar-se com os negros de São Gonçalo a caminho do trabalho na cidade do Rio de Janeiro.
Aliás, aproveito para perguntar aos meus conterrâneos papa-goiabas:
Alguém por aí conhece algum nome de rua de Niterói que tenha o nome de um negro ou uma negra. afinal o primeiro deputado federal negro do Brasil foi Claudino José da Silva do Morro do Estado? De índio eu sei que tem, mas isto não conta, pois todos já foram expulsos da cidade que os Temiminós fundaram.
Fonte: Mapa da Segregação Racial no Brasil

A Rabanada de Ipanema indicada para o “Guiness Records Books” como mais cara do mundo. 49,90 reais o quilo.


Rabanada de Pobre prá Rico na República de Ipanema

Rabanada de Pobre, feita  prá rico na República de Ipanema

por Marcos Romão

Vigília contra justiça corrupta

Vigília contra justiça corrupta

Depois de passar uma tarde no Quilombo do Sacopã na Fonte da Saudade, onde fui participar de uma vigília em defesa do território quilombolasempre ameaçados por picuinhas judiciais. No caminho de volta para Niterói, fui comprar um água na padaria Santa Marta que fica perto da parada de ônibus,próximo ao Quilombo em frente à Lagoa Rodrigo de Freitas. ( mapa da região do Quilombo do Sacopã)

Enquanto pegava a água vi uma bandeja exposta no balcão, com apetitosas rabanadas para atrair fregueses natalinos como eu e minha companheira Ortrun. Pedimos logo três pedacinhos para degustar na longe viagem de ônibus e barcas de volta ao Viradouro em Niterói.

Na hora de pagar, levei um susto ao ver a nota de compra dos três pedacinhos de rabanadas ao leite e da  garrafinha d´água mineral. Me senti vivendo em um verdadeiro espaço de apartheid digestivo financeiro natalino!

13,67 reais estavam ali estampados em letrinhas pequenas no recibo. Os 20 reais que dera para pagar a água com rabanadas, desapareceram com mágica.

A Mamapress já enviou para a sede do Guiness World Records Book, o pedido de inserção deste fenômeno gastronômico financeiro, que é ter na República de Ipanema, o “Pão Dormido Molhado” mais caro do mundo!

Rabanada da República de Ipanema

Rabanada da República de Ipanema

Minha mulher comentou que os pobres cavaleiros alemães, vão  morrer de fome neste natal em Ipanema.

A razão desta miséria que  os cavaleiros medievais europeus vão enfrentar nas padarias de Ipanema, é que lá na Alemanha como no Brasil nos antigamente, a rabanada feita de pão dormido era comida de pobre, que os camponeses davam como esmolas aos “Cavaleiros Andantes” empobrecidos em suas peregrinações para Jerusalém. “Arme Ritter” ou ” Cavaleiro Pobre”, ficou assim na Alemanha, como o nome popular dado à rabanada feita de restos de pães dormidos ou duros.

Aqui no Brasil, a rabanada era conhecida também como comida de pobre, até inventarem as padarias na República de Ipanema. Lá agora vigora a lei do olha quem quer e compra quem pode.

A Rabanada a preço de ouro em Ipanema. 40,90 reais o quilo na Panificação Santa Marta

A Rabanada a preço de ouro em Ipanema. 49,90 reais o quilo

Denúncia Anônima e Vazia leva trabalhador negro do Grajaú para a prisão em Bangu 10.


Gustavo Nunes Guedes e sua esposa, são os únicos camelôs negros na praça Edmundo Rego, no bairro do Grajaú. Rio de Janeiro.

Com sua barraca de venda de bolsas conseguiu criar sua filha, Caroline Guedes, que formada em história, hoje faz mestrado e já viajou por vários países.

Gustavo Nunes Guedes , negro ,camelô , marido e pai trabalha desde os 11 anos de idade. Gustavo foi preso dia 4/9/2014 acusado de roubar um carro em 2011.

Gustavo foi acusado por uma mulher que mora no mesmo bairro. Foi acordado as 5:30h da madrugada e teve anunciada pelos policiais a ordem de prisão. Gustavo, o negro ,camelô e pai de família foi levado à delegacia, onde foi encaminhado ao presídio de Bangu 10.

O jovem Vinícius Romão, que se tornou tristemente famoso ao ser vítima de policiais racistas, que o encarceram por 16 dias sob falsa acusação de assalto, é amigo de Caroline Guedes , filha de Gustavo, Caroline lhe relatou o ocorrido com o pai, ressaltando que por serem a única família negra a ter um stand de vendas na praça, não eram aceitos por certo vizinhos.

Vinícius entrou em contato com a Comissão de Igualdade Racial da OAB-RJ, que marcou uma reunião com Caroline Guedes para acertarem uma visita ao Sr. Gustavo Nune Guedes no Presídio Bangu 10.

Assim relatou à Mamapress o presidente  da CIR-OAB, Marcelo dias, o encontro ocorrido:

“após ouvirmos , eu e a nossa vice presidente Dra Sandra Machado , o relato emocionado da jovem Caroline , marcamos uma visita ao Sr Gustavo em Bangu 10.
Ao estarmos indo embora , chega uma mensagem no celular do Vinícius, informando que foi concedida a liberdade do pai de Caroline após cinco ou seis longos dias.
Caroline não aguentou a emoção , desmaiando na sala de reunião.

 Marcelo Dias acrescenta:

 ” O racismo não dá trégua, nos cabe reagir à violência racial. A comunidade negra e seus aliados , aqueles que não são negros , mas lutam contra o Racismo precisam cada vez mais se levantar e dizer basta ao racismo e ao extermínio da população negra.
Alguns acham que a punição ao Grêmio foi desproporcional ao ato repugnante de parte da sua torcida.
Não foi.
A justiça precisa agir para deter o ódio racial que cresce em nosso país.
Como prender por seis dias um ser humano , um trabalhador que tem residência fixa , trabalho fixo em razão de uma simples denúncia ?
Racismo é Crime.
Reaja à Violência Racial.”

OPINIÃO DA MAMAPRESS

A rapidez da resposta ajuda sempre.
A Comissão de Igualdade Racial da-OAB Rj tem sido uma prancha de salvação para as vítimas de racismo em todo o Estado do Rio. Mas sei que são poucos e que fazem das tripas coração para atenderem os casos de racismo.
Tá na hora da turma da reclamação no facebook arregaçar as mangas e fazer trabalho voluntário junto a CIR-OAB e também criar grupos de voluntários para combater o racismo em todos os municípios.
Não são só advogados que se precisa para estes casos, mas de psicólogos, assistentes sociais e principalmente ativistas contra o racismo. para irem com as vítimas nas delegacias e acompanharem os casos.
Todos podem aprender a entrar com um pedido de Habeas Corpus. A RedeSOS Racismo Brasil propõe à CIR-OAB-RJ, desde já um encontro de treinamento para agir em casos emergenciais, para todas e todos que desejem mais do que reclamar contra o racismo.
O amigo Vinícius Romão é um bom exemplo de como uma vítima bem defendida, acompanhada e orientada, pode se transformar em um ativista solidário com outras vítimas do racismo.
Caros Marcelo Dias, Sandra Machado e Da Silva Tito Da Silva, vocês devem estar tão cansados feito eu, de ouvirem no facebook a frase—Cadê o Movimento Negro?— num chororô constante da turma das arquibancadas online.
Sempre respondo, Movimento Negro é e está onde um negro ou um antirracista se levanta.
Movimento negro contra o racismo é quando uma pessoa de qualquer cor se levanta e não aceita mais a violência racista que vitima alguém ao seu lado.
Movimento Negro não é um departamento do estado com sala e água gelada, Movimento Negro é você, sou eu, somos nós que andam de cabeça erguidas nas ruas do racismo brasileiro!

Jogador vítima de racismo pisa na bola. Negou-se a dar queixa do crime. A racista que o chamou de macaco, tem nome e sobrenome.


por Cosme Rimoli do original R7

Aranha não quis formular uma queixa no Jecrim (Juizado Especial Criminal) do estadio gremista. Não quis registrar formalizar a acusação das ofensas racistas que sofreu. Não quis comprar briga com a torcida de um clube. E por acreditar que não ‘levava a nada’.

instagram

Patricia Moreira acompanhado do boneco que imita macaco

 

Não foi a primeira vez que Patricia Moreira comparou um jogador negro a um macaco. Tinha experiência e se orgulhava e racista comparação. No seu Instagram mostrava para amigos, e quem quisesse ver, um macaco de pelúcia com a camisa do Internacional. Fazia cara de asco olhando o que segurava nas mãos. Colocava a língua para fora da boca como se fosse repelente o boneco.

Loira, cabelo liso, aparelho nos dentes, 22 anos. Patricia é filha da classe média gaúcha. No Sul é muito comum mulheres frequentarem estádios. Mas infelizmente, essa torcedora levou para as cadeiras da arena gremista o pior. O ranço de preconceito que ainda domina uma parcela infelizmente significante deste país.

E o futebol acabou sendo o palco escolhido por Patricia e vários outros torcedores gremistas para expor o pior de seu caráter. Mostrar que para ela as pessoas são diferenciadas pela cor da pele. E que faz questão de revelar ao mundo o que pensa em um estádio de futebol. Acolhida por outros racistas, seus gritos de ‘macaco, macaco, macaco’,flagrados pelas câmeras da ESPN, são normais.

Os gritos da nobre torcedora loira foram dirigidos ao mineiro Mário Lúcio Duarte Costa. Seu pecado não era ser o goleiro Aranha do Santos. Mas ser negro. A cada defesa, na vitória santista por 2 a 0 diante do Grêmio, novas ofensas. Ao final da partida, o desabafo.

“Da outra vez que a gente veio jogar, estava passando campanha contra o racismo no telão, não é por acaso. Eu estava no gol, xingar, pegar no pé, normal. Me chamaram de preto fedido, cambada de preto.

“Começou aquele corinho de macaco. Eu pedi para o cinegrafista filmar, mas ele não filmou. Quando decidiu, já tinham xingado. Eu fico puto, desculpe o palavrão. Dói, dói. Quando me chamaram de preto, eu não me ofendi porque sou preto sim, sou negão sim. Sempre tem alguns racistas aqui no meio.”

A partir daí, Aranha também errou. Ele não quis formular uma queixa no Jecrim (Juizado Especial Criminal) do estadio gremista. Não quis registrar formalizar a acusação das ofensas racistas que sofreu. Não quis comprar briga com a torcida de um clube. E por acreditar que não ‘levava a nada’.

 

Nota da Mamapres: Não sabemos o que nos ofende mais, se o ato racista de Patricia Moreira, ou se a covardia e medo de dar queixa ,do jogador Mário Lúcio Duarte Costa, mais conhecido como  goleiro Aranha, apelido que ganhou pela sua eficiência em defender as bolas em direção ao gol.

Aranha ainda tem tempo de pensar, voltar atrás e registrar queixa. Caso não fizer, que o MP o faça, pois Patrícia Moreira realizou um ato público de ofensa a todo um grupo da sociedade.

Caso Aranha enfie como avestruz a cabeça debaixo da terra racista, será um mal exemplo a todos os negros do Brasil que lutam para que ninguém mais seja vítima de racismo.

Acorda Aranha ou vai levar de 7 a 1 dos racistas de plantão. Racistas que estimulados pela sua omissão da próxima vez vão cuspir na sua ou na cara do próximo que encontrarem pela frente.

Esta mulher racista carrega uma fera dentro dela. Cuidado!

EU NÃO VOU ROUBÁ-LO


Bem arrumado e elegante, cheiroso e todo style, desço do metrô, e pego a escada rolante que da acesso a praça Cinelândia. Alguns degraus acima, vai uma moça de tés clara, perfil de estudante universitária. Ao olhar pra trás e me ver, ela logo sentiu-se desconfortável, e segurou a bolsa.Fiz de conta que não percebi. Assim que a escada aproximou-se do seu objetivo final e, mal o degrau recolheu-se – ; a menina se antecipou e acelerou o passo. Foi-se a direita, na mesma direção da calçada do consulado; aonde eu estava indo buscar o visto. Ao me ver novamente, ela entrou em pânico -, e começou a correr desesperada pela calçada e pediu socorro a um homem que vinha do lado contrário.O homenzarrão a abraçou prontamente, no intuito de protege-la. Fechou a cara e veio ao meu encontro. Como na verdade ele viu que eu estava arrumado, pensou duas vezes. Foi o tempo de eu gritar, – que eu não ia roubá-lo, e não precisava rouba-la. Atônitos, passaram correndo os dois por mim. E logo foram socorridos por outros transeuntes.

Quanto a mim, só coube desabafar com um senhor que varria a frente de um comércio. E o medo que dali criassem uma turba e viessem os “justiceiros”. Talvez seja o momento de eu estampar uma camiseta para dar segurança as pessoas de bem com o slogan, ” EU NÃO VOU ROUBÁ-LO “.

Para Frei David com a saída do Ministro Barbosa, os protestos, as revoltas irão crescer mais. Os políticos e os magistrados precisam refundar o Brasil.


por Frei davida

Joaquim-BarbosaA Família EDUCAFRO agradece ao Ministro Joaquim Barbosa pelos excelentes serviços prestados à nação.

 

Ser autoridade do Judiciário e ter postura isenta custa caro a qualquer cidadão corajoso e o nosso irmão NEGRO, Joaquim Barbosa, não quis continuar pagando este alto preço, prejudicando sua vida e sua saúde.

 

Ele foi ao limite de doação pela ética na Política e na Justiça! Cabe a nós sociedade dar continuidade!

 

Com a saída do Ministro, os protestos, as revoltas irão crescer mais ainda, especialmente se os políticos e os Magistrados não refundarem urgentemente o BRASIL. Temos que sair de uma nação afundada em corrupção e favores. O povo brasileiro acreditou muito em mudanças e não merece ser decepcionado. Queremos urgente reforma politica e na justiça!

 

Joaquim foi uma das poucas autoridades que o povo sentia nos seus olhos o desejo de mudança sincera, sem estar preocupado em agradar à direita ou à esquerda.

Barbosa revelou que sempre votou no PT para a Presidência. A perseguição que o PT fez às Instituições, combatendo e dando outras interpretações às corajosas posições dele, enfraqueceu as Instituições, especialmente o STF.

Um país só será forte quando suas Instituições são respeitadas e por isto, fortes.

O massacre de Sharpeville é a memória do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial


por marcos romão

Mulheres lembram massacre de Sharpeville

O Massacre de Sharpeville foi perpetrado  em 21 de março de 1960, pelas forças racistas do regime durante a era Apartheid na África do Sul .

5 a 7 mil pessoas marchavam contra a obrigatoriedade das crianças falarem o língua “Afrikander”nas escolas e a lei do passe, algo como a nossa carteira de trabalho no Brasil, que nossa polícia e justiça sempre pede aos negros que abordam.

Neste período na África do Sul, as pessoas só podiam circular nos bairros que lhes eram permitidos segunda sua cor. Frequentar somente as escolas que lhe eram abertas. Além de só poderem ir nas igrejas, supermercados e banheiros segundo a cor que constasse nos seus “passaporte individuais de utilização dentro do país”.

Durante os protesto de jovens escolares, 69 crianças foram mortas à bala de fuzil, a maioria com tiros dados pelas costas, no que ficou conhecido como o Massacre de Sharpeville. 180 ficaram gravemente feridas. Era a segregação total.

Temos vivido nas cidades brasileiras o aumento da segregação racial, provocada por um desenvolvimento urbano voltado para as elites. As populações pobres e negras têm sido empurradas para as periferias. Os serviços públicos para estas áreas tem se resumido a paliativas incursões e ocupações repressivas por forças policiais.
Os mesmos fuzis de Sharpeville tem sido os principais meios de conter a população jovem que não se comporta neste quadro. Nesta semana no mês da mulher, a forças repressivas e racistas, ultrapassaram a fronteira de todos os código morais, mesmo entre os racistas: Passaram a matar mães que cuidam e protegem seus filhos para que não sejam vítimas do racismo e da violência que a segregação racial e isolamento em territórios provocam.

Claudia Silva FerreiraO tiro no peito dado em Cláudia Ferreira Soares e o linchamento feito através do “arrastão” por um camburão à 60 Km/h, de seu corpo ferido, pelo asfalto fervente da cidade do Rio de Janeiro, quebrou todos os tabus morais do Estado Racista Brasileiro e arrisca a jogar por terra, décadas de ações educacionais antirracistas que temos feito com nossas crianças negras.

Pela primeira vez na minha vida não tenho como explicar para um jovem como isto pode acontecer e porque a reação governamental é tão tímida, quando não cínica, mas principalmente porque o povo brasileiro aceita e não se levanta contra esta barbárie racista perpetrada contra o povo negro brasileiro e, incentivada pelos meios de comunicação que aplaudem linchamentos e, estimulam a violência policial cometida todos os dias, e que por sorte ou azar agora foi filmada e, a morta tem um corpo e um nome, ao contrário de Amarildo, do qual só sabemos o nome de um corpo desaparecido..

No Brasil temos escolas públicas e privadas. Se nas escolas privadas de excelência a segregação racial é evidente para qualquer observador, seria através da melhora do sistema de ensino público que os governos municipais, estaduais e federal do Brasil, poderiam dar um exemplo de transformação, para que nossas crianças saiam de um  sistema tácito de segregação racial e social que ocorre no Brasil, que define as possibilidades ou impossibilidades futuras de empregos e convivência multirracial para todas as nossas crianças brasileiras.

Caminhando pelas ruas das cidades do Brasil, no horário de entrada e saída das escolas, é escandaloso se ver, que nas escolas particulares mais privilegiadas só transitam crianças brancas. Já nas saídas das escolas públicas a maioria são crianças negras.

Temos a LEI No 10.639, DE 9 DE JANEIRO DE 2003. que não está sendo aplicada nem pelo ensino público tanto menos pelo ensino privado. A recusa de se aplicar o ensino dos sistemas de visões de mundo indígenas e africanas que formam o povo brasileiro, é uma das grandes barreiras a serem superadas para se melhor combater o racismo no Brasil.

Melhorar o ensino das escolas públicas, pagar melhor os professores é um dos principais caminhos para que nossas crianças brancas e negras se juntem e vivam juntas enquanto ainda podem. Do contrário teremos em 20 anos um Brasil como era a África do Sul em 1960, quando aconteceu o massacre de Sharpeville.

Mas qualquer mudança no sistema educacional para eliminar a discriminação racial, por mais positiva que seja, será enxugar gelo, enquanto os governos estaduais e a justiça brasileira continuarem a aplicar políticas de segurança e de justiça segregacionistas.

Não dá para falar para um jovem aluno que temos igualdade constitucional, quando ele chega na sala de aula completamente estressado, devido ao baculejo e tapa na cara que ele ou sua mãe acabaram de levar  do representante fardado do governador. Governador que antes dele nascer, já o considerava um inimigo.

Massacre de Sharpeville-13 de março 1960

Massacre de Sharpeville-13 de março 1960