Mãe negra! Não deixe seu filho e seu marido sairem de casa de quarta à sexta-feira!


Nota da Mamapres

Enquanto durar esta matança é a única recomendação que temos a dar às mães e pais negros de nosso Estado do Rio de Janeiro. O que as autoridades chamam de despreparo, nós chamamos de “intencionalidade por omissão” governamental.

Sos Globo Extra
Quatro a cada cinco suspeitos mortos em confronto com a polícia no Rio são negros ou pardos. Além disso, dois terços das vítimas de autos de resistência no estado têm menos de 25 anos — dessas, uma a cada três é menor de idade. O levantamento foi feito pelo EXTRA com base em um conteúdo exclusivo obtido via Lei de Acesso à Informação junto ao Instituto de Segurança Pública (ISP) e abrange o período entre janeiro de 2007 e o dia 12 de junho deste ano (pouco mais de uma década, portanto).

Ao longo desses dez anos, cinco meses e 12 dias, aconteceram, ao todo, 7.939 homicídios decorrentes de intervenção policial em território fluminense, o equivalente, em média, a pouco mais de dois casos por dia. As vítimas são hegemonicamente homens, com somente 41 mulheres surgindo na análise.

Cerca de 27% das mortes, segundo o informado nos registros de ocorrência da Polícia Civil, se deram em “morros ou favelas”. O percentual de óbitos em comunidades, porém, pode ser ainda mais alto, já que a enorme maioria dos registros descreve o local do fato apenas como “via pública”.

Na lista dos bairros com mais autos de resistência no período, todos os dez primeiros colocados ficam nas zonas Norte e Oeste da capital. Despontam regiões com favelas que aparecem entre as mais conflagradas do Rio — Bangu, com a Vila Aliança e a Vila Kennedy; Santa Cruz, com a Favela do Rola; Bonsucesso, com o Complexo da Maré; Costa Barros e Pavuna, com o Chapadão, entre outras.

As mortes em confronto ocorrem 33% mais no primeiro semestre do ano do que no segundo. Do mesmo modo, o período da semana entre quarta e sexta-feira concentra o maior número de autos de resistência. A faixa horária é mais bem dividida: apenas a madrugada, entre 0h01 e 6h, quando há menos operações policiais, apresenta uma queda considerável — veja mais no infográfico abaixo.

‘Reflexo do despreparo’

Coronel da reserva da PM e ex-corregedor da corporação, o coronel Paulo Cesar Lopes vê o elevado número de autos de resistência no estado como “reflexo do despreparo policial nas abordagens”. Para o oficial, grande parte dos agentes não age de acordo com os protocolos.

— O policial só pode atirar numa única hipótese: repelir a injusta agressão contra si ou contra terceiros, de maneira proporcional e progressiva. A inobservância do que é ministrado nos cursos de formação é determinante para o alto número de mortes em confronto — analisa o coronel.

Já a cientista social Silvia Ramos, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, vinculado à Universidade Cândido Mendes, vê relação entre as estatísticas e indicadores socioeconômicos.

— A ação policial é orientada por mais tiros e menos zelo com a vida nas áreas mais pobres e negras, sobretudo as favelas — diz a professora.

Veja, abaixo, a íntegra da nota enviada pela Secretaria estadual de Segurança (Seseg)

“A Secretaria de Estado de Segurança tem como principais diretrizes a preservação da vida e dignidade humana, o controle dos índices de criminalidade e a atuação qualificada e integrada das polícias. Tais princípios deixam evidente que a orientação do secretário Roberto Sá não está voltada para uma política de confronto.

Para tanto, o secretário Roberto Sá mantém interlocução permanente com os comandos das polícias Militar e Civil, orientando-os na busca incessante de medidas que impactem na redução dos indicadores de violência, principalmente o de letalidade violenta, inclusive a decorrente de intervenção policial. A partir de 2011, a Seseg passou a inserir no Sistema de Metas a letalidade policial como um os indicadores que compõe a letalidade violenta, estabelecendo metas para a sua redução, com monitoramento mensal.

Mesmo em um cenário econômico antagônico, sem custos aos cofres públicos, a Seseg criou medidas estruturantes como o Grupo Integrado de Operações de Segurança Pública (GIOSP), no Centro Integrado de Segurança Pública (CICC), e a delegacia especializada para o combate ao tráfico de armas, a Desarme, para atacar as causas da letalidade violenta.”

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Um pensamento sobre “Mãe negra! Não deixe seu filho e seu marido sairem de casa de quarta à sexta-feira!

  1. É muito estranho, entretanto, sabemos bem o que são as nossas demandas, relacionadas a formação. Mais as demandas sociais, mais a história de patrocínios, mais as considerações legalistas e hoje nem tanto. Chegamos ao Século XXI, onde no início do século vinte, nossa Negritude, Niger amplamente defenestrada em um senário, pactuado pela familiarização do pertencimento, donde nossas vitórias de inclusão urbanas e rurais intensificam está pegada “Participativa”, divida economicamente relatada em qualquer ação dos coringas, em detrimento da ações público-privadas das pessoas envolvidas com a inserção e a inclusão, das semelhanças o que é ser social. Florestan Fernandes, já atribuía que necessidade é esta de se usar as sementes sem dar dignidade as arvores. A Guanabara de todos os pioneirismos, os únicos coringas são bem nascidos ou da classe media alta e dividirão o direito civil e o político dando e lesionando a todos com uma gestão acidentária e egocêntrica sem exceção, pois o “senso é comum” é “fazer eleições” e o melhor e dar honra.

    Graças a Deus que podemos dar uma finalidade “há livre iniciativa”, se tudo é permitido se não está proibido, mais sempre foi proibido ter qualquer solidariedade. Desta forma precisamos nos rever se queremos uma torcida vencedora, ou a formação de uma maior identidade Cultural, onde uma profissão irregular formada pela informação se familiariza pela formação e o respeito através da identidades.

    Fazer o meu melhor em uma Função sempre me isolou pois ninguém queria aprender ou se aproximar das pessoas, nas mesmas condições das escravas de ganho do século retrasado e que a escravidão e as traições sempre foram comuns em povos distantes e por si, só aniquilados em suas prepotências e massificação.

    Hoje a paz conquistada por personagens menos batman, mais homens e mulheres sendo nacionais merecem dar aos espaços de desgovernos mais auxílios as suas próprias reflexões. Onde a função social possa ser a solidariedade, verdade (parte de entre, e, em, comuns), a liberdade parte de uma cultura de se em si, responsável, atencioso por si.

    Como as pessoas podem dizer que sem nós existe qualquer princípio de semelhança. Presença, cuidado e sonhos… Turismo e recursos naturais… Somos Naturais, exemplares e pacíficos, precisamos de mais caminhadas nos arredores e menos comerciais de carros… Como é ser você, que me escreve, que me procura, que me vê…

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