13 de maio sinistro: Ativista negro demitido da OAB via Fake na Coluna do Ancelmo.


13-de-maio-sinistro-2

„DELAÇÃO SEM PRÊMIO“

DENÚNCIA „FAKE“ DERRUBA

PRESIDENTE DA COMISSÃO

DE IGUALDADE RACIAL.

MARCELO DIAS DANÇOU!

ATIVISTA NEGRO

É DEMITIDO DE TRABALHO

VOLUNTÁRIO NA OAB RJ

VIA COLUNA DO ANCELMO, ´

APÓS DELAÇÃO DE 5ª COLUNA.

13 DE MAIO DE 2017

TEMPOS SINISTROS

É PARA SE FICAR ARISCO!

NEGRO NUNCA NUNCA PODE TER CALMA!

Marcelo-coluna do Ancelmo

Coluna do Ancelmo 07/03/2017

Nota do chefe-redator da Mamapress

Por Marcos Romão

Desde os anos 70, que atuo como ativista da defesa dos direitos humanos e combate ao racismo no Brasil e no mundo.

É um trabalho que exige muita ponderação, sangue frio e discernimento, para defender até quem a gente pessoalmente não goste.

A dignidade de pessoa humana é intocável.

Este é o lema e raiz da ação de todas as pessoas, que se engajam na tarefa de realizar o que muitos julgam impossível:

Defender o direito à dignidade até do seu pior inimigo.

Não há neutralidade neste trabalho, estamos sempre do lado de todos os que caídos no chão depois de uma luta, os estão pisando, seja com retirada de seus direitos fundamentais, seja torturando-os ou lhes cuspindo.

Quando uma pessoa que defende os direitos humanos estiver em dúvidas se defende ou não uma pessoa anônima, basta apenas lembrar da regra nº 1 aprendida nas brigas de crianças:

“Ninguém chuta depois que alguém caiu no chão”.

Atuando no movimento negro desde 1970, junto com meus companheiros e companheiras, sempre tivemos parceria ativa com a OAB RJ.

Me lembro de quantas vezes acompanhei meu amigo Modesto da Silveira, em busca de sinais de desaparecidos e dos locais em que perseguidos estivessem mantidos sequestrados pelos esbirros da repressão.

Nós do Movimento Negro tínhamos redes invisíveis para a ditadura  civil-militar, pois tanto soldados, quanto contínuos do judiciário civil e militar eram em sua maioria negros que transportavam documentos.

Meu pai era um contínuo do RJ, que conseguiu viver clandestino de forma visível durante os 21 anos da sinistra.

Com a OAB de então, nós do Movimento Negro do Brasil, nunca fomos “mandantes” pedintes, fomos sempre parceiros de igual para igual.

A OAB sempre reconheceu e ouviu os movimentos sociais e, seus advogados tem agido como legítimos mandatários de suas reivindicações.

A OAB, seguindo os princípios de todas e todos advogados, não julga. A OAB defende a diginidade humana.

A OAB tem sido sempre a última tábua de salvação dos perseguidos, até nos regimes mais discricionários. Sou testemunha ativa desta nobre ação tradicional da OAB.

Longe de mim, me meter em assuntos internos da OAB-RJ, parceira do Sos Sacismo Brasil, que como criador ajudei a fundar na década de 80, contando com o apoio de Modesto da Silveira, Carlos Coimbra de Melo, Marcelo Cerqueira, Rosane Lavigne, Regina Coeli, Wilson Prudente, e tantos outros advogados e advogadas, que nunca mediram esforços, ao atenderem aos que necessitavam sair das garras dos que violavam a sua dignidade.

A voltar ao Brasil em 2012, depois de 23 anos de auto-exílio semi-forçado na Alemanha, para tratar de minha saúde e reativar o Sos Racismo no Brasil, uma das primeiras coisas que fiz, foi procurar a jovem CIR ( Comissão da Igualdade Racial da OAB-RJ).
De lá para cá, os casos de racismo e de violações dos direitos humanos no Estado do Rio, ganharam uma dimensão exponencial que ninguém mais dá conta.

Com a CIR-OAB-RJ, junto com outras organizações negras, nos sentimos sempre bem representados.

Particularmente, eu agora agora um velho Griot de 64 anos, que sempre priorizou a atuação em defesa dos direitos humanos e combate ao racismo como minha atuação política e profissional, que custou perdas de empregos e exílios, me senti sempre à vontade em contato com os membros da CIR-OAB-RJ, pois sabia que lá encontrava ações independentes de partidos, de religiões, de raças e culturas.

Isenção partidária em um momento de crise política no Brasil, em que os discursos de ódios e as denúncias vazias, minam as relações até entre as amigas e amigos e mais grave ainda, destroem relações familiares sólidas. É necessário ponderação e discernimento por parte de todos nós brasileiras e brasileiras, principalmente nós que lideramos organizações de defesa da dignidade humana das pessoas.

Não conheço pessoalmente o atual presidente da OAB Felipe Santa Cruz, só o vi até agora em mesas de debate, em que pude avaliar, que ele é uma pessoa humana que defende ideiais democráticos, como seu desaparecido pai Fernando Santa Cruz, colega de universidade que foi desaparecido por lutar por seus ideias.

Sem ingerir em assuntos internos da OAB-RJ, sinto a necessidade do Presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, buscar uma conversa aberta com o Movimento Negro RJ.

As relações de confiança entre nós estão abaladas. Mas a defesa dos direitos humanos e o combate ao racismo devem estar acima de tudo para o Movimento Negro. Não é o momento para acusações e indelicadezas entre todos nós.

Fakes e mentiras publicadas marcam a vida das pessoas para sempre. No caso é mais um negro e todo um movimento que sofre uma agressão racista institucional, sem direito à defesa.

Queremos todos ultrapassar este momento sinistro de trevas e violações da dignidade humana que se abate sobre o Estado do Rio de Janeiro.

Conversemos.

As pessoas que estão sendo violadas em seus direitos humanos e dignidade no momento, estão gritando para que fiquemos juntos e sejamos suprapartidários.

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