Macron, a surpresa das eleições na França. Para onde vai o operariado?


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Emmanuel Macron ganhou claramente a eleição-foto spiegel

De Macron, o “Liberal Moderno”?

Enviado por ppaberlin ***

Macron foi uma surpresa na paisagem nas políticas desgastadas do “café com leite” da política francesa, que anos se revesavam no poder.

Carismático e decidido, com um currículo interessante no seu vite, Macron vai governar uma França em crise, sendo a 3ª economia da Europa, um lance que ele entende muito bem, pois foi Ministro da Economia do governo Hollande.

Entre as propostas do jovem presidente está um plano de 50 bilhões de euros para treinamento profissional, principalmente de altas especializações de jovens, incentivo a energias renováveis, infraestrutura e modernização.

French presidential election candidate Emmanuel Macron greets supporters as leaves a polling station during the the second round of 2017 French presidential election, in Le Touquet

Foto Spiegel

Promete reduzir o desemprego dos atuais 9,7% para 7%, proibir o uso de celulares na escola por menores de 15 anos e dar um vale-cultura de 500 euros para jovens de 18 anos. – fonte bbc

Mas o bicho começa a pegar, quando Macron, um neoliberal de carteirinha e que já vinha atuando com propostas de flexibilidades na questão da economia e flexibilidades abertas nas politicas trabalhistas da França, que provocaram manifestações ruidosas e agressivas em greve geral e protestos de ruas, com choques com a polícia e a classe trabalhadora francesa.

French CRS riot police face off with demonstrators after the announcement of results in the election of Emmanuel Macron as French President, in Paris

As manifestações contra a flexibilização do mercado de trabalho já começou no 20º “arrodissement”- operariado pobre votou em Le Pen @spiegel

Grande parte da esquerda, como a maioria dos sindicatos, se opõem fortemente à flexibilização do mercado de trabalho e à ampliação da carga horária dos trabalhadores.

Macron não teve boa penetração entre operários e trabalhadores de baixa renda, forçando essa corrente trabalhadora na Franç a despejar seus votos em Le Pen, que teve boa votação entre esse setor do eleitorado. Um fiasco e já uma dica, do que pode vir por aí, de conflitos com essa parte da classe trabalhadora.

Um ex-colega de Partido Socialista, o veterano Martine Aubry, comenta que o programa econômico de Macron se inspira “na agenda liberal inglesa e americana dos anos 1980”. “É sobre reduzir serviços públicos, cortar déficits e fazer os trabalhadores ganharem menos e trabalharem mais.” Igualité? Babau!

Outro assunto ainda escondido e ainda não colocado em pauta por Macron abertamente é:

Quais são os seus planos e programas na questão melindrosa da migração e de refugiados? Que estão interligados com as questões do terrorismo e do fortalecimento da extrema direita patriota, xenófoba, anti-islâmica e racista dentro da França e na Europa.

Defensor de uma “modernidade liberal” , Macron, a surpresa na paisagem francesa, funda uma partido do nada, o En Marche, é casado com a sua professora de teatro quando menino de escola, uma senhora de 60 anos, que deixa marido e 3 filhos para juntar seus trapos a um jovem 24 anos mais novo, é profundo defensor das políticas da União Européia, enquanto sua antagonista nas eleições presidenciais, Le Pen, bradava a separação e saída da Franca do grande mercado econômico e geopolítico europeu.

Macron com a bola cheia e mil problemas pela frente. Quer dizer: está enrolado.

negra panther
ppaberlin é parceira da Rede rádio Mamaterra/Mamapress

 

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