A misoginia e o racismo das ruas do Brasil chegaram ao poder no Senado.


Por Marcos Romao

Marcos Romao compartilhou uma lembrança há 42 min · Niterói

Esta foi a mensagem no Facebook, que me lembrava de uma postagem feita por mim em 2013,  sobre o assassinato em São Gonçalo do jovem homossexual Eliwelton da Silva Lessa, de 22 anos. atropelado 3 vezes por Hélio Galdino Vieira, de 37 anos, conhecido como Papai. Leia aqui a matéria

Me lembrei da época de 4 anos atrás e comparei com o que está acontecendo agora no Planalto Central do Brasil.

Eu estava recente no Brasil em 2013. Me apavorava ver a hidra do nazifascismo e do racismo “reacordando” nas redes sociais e nas esquinas.

Alertava meus amigos e amigas pois assistira o renascimento do nazifascismo de roupa nova cara de gente boa,  nos meus 25 anos nas Europas.

Diziam que eu tava vendo coisas, tinha virado alemão e, que tava excessivamente sensível.
Ontem, 03/05/2017, assisti ao debate no senado brasileiro sobre as reformas do “Temerfora do Esquadro”.

Vi um senador, um tal de Medeiros, debater com uma mulher senadora.

Seu tom de desprezo misógino, a violência embutida em seus olhos e a arrogância sexista e racista na sua “pequinês” cultural e mental, de homem branco defensor de suas ideias fundamentalistas contra a minorias majoritárias do Brasil, eram de uma naturalidade que me deixaram pasmo.
Sua fala e mímica, de alguém que se acha superior e dono da verdade, me demonstraram, que os pequenos cachorros-porcos, que coçam os sacos nas esquinas enquanto bolinam mentalmente as mulheres senhoras e crianças que passam, que esses porcos cachorros mentais chegaram ao poder.
Chegaram ao poder e suas falas são como ordens, para todos os cachorrinhos porcos de todas as nossas esquinas e casernas do Brasil, saírem espancando e matando homossexuais, mulheres, negros, índios e todas e as pessoas que até agora eles odiavam escondido. Que odiavam na calada, mas que desde a entrada do “Domador Financeiro” de mulheres chegou ao poder, não só pode como “se deve” ser escancarado, pois aos poucos mas aceleradamente, a  segregação e perseguição das minorias sexuais e raciais do Brasil se transformam em clara política discriminatória de Estado.
Pois o ódio ao homossexuais, às mulheres, aos índios e aos negros, já que aceito e estimulado pelo poder, até de um ministro da educação, este ódio, já pode ser escancarado e executado com violência, pois o racista misógeno agressor, será aplaudido oficialmente.
#marcosromãoreflexoes

O Caso do jovem homossexual Eliwelton da Silva Lessa, de 22 anos, atropelado 3 vezes por Hélio Galdino Vieira, de 37 anos, conhecido como Papai.

Eliwelton juntava dinheiro para seu aniversário. Pretendia se mudar para Copacabana.

Muitos homossexuais têm que mudar de cidade para sobreviverem no Brasil.
O crime hediondo de homofobia perpetrado contra Eliwelton, só ganha repercussão depois do caso dos neonazistas que atacaram um nordestino não branco em Niterói.
A maioria destes crimes cruéis acontecem pelo interior do país e nas cidades que não estão no foco da imprensa nacional, internacional.
Homofobia, racismo neonazismo são faces diferentes de uma mesma violência.

O noticiário da época sobre o brutal assassinato.

04/05/13 11:21 Atualizado em 04/05/13 13:58

Justiça decreta prisão de acusado de atropelar jovem homossexual três vezes em São Gonçalo

Eliwelton morreu depois de ser atropelado três vezes por uma van eli1Foto: Reprodução / Facebook

Por Ana Carolina Torres e Marina Navarro Lins

A Justiça decretou a prisão temporária do suspeito de matar o jovem Eliwelton da Silva Lessa, de 22 anos. Hélio Galdino Vieira, de 37 anos, conhecido como Papai, dirigia a van pirata que atropelou o rapaz três vezes na madrugada de segunda-feira e está foragido. O crime aconteceu na Estrada Raul Veiga, em Alcântara, São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Eliwelton chegou a ficar internado no Hospital Estadual Alberto Torres, no Colubandê, mas morreu nesta quinta. O jovem, que era homossexual, teve a coluna quebrada em três lugares, fraturou três costelas, quebrou a bacia e teve o pulmão perfurado.

Hélio Galdino, em foto divulgada pela polícia Foto:

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Foto Guilherme Pinto / Extra

Hélio costumava ficar num ponto na Raul Veiga. Segundo testeunhas ouvidas pela polícia, o homem tem um comportamento violento e já teria se envolvido em outras brigas. O acusado responde por homicídio qualificado, por motivo torpe. A pena varia entre 16 e 30 anos.

Amigo de Eliwelton que testemunhou o crime, o cabeleireiro Bruno Sales, de 26 anos, está satisfeito com o avanço da investigação. Mas continua com medo. Desde o dia do atropelamento, está na casa de uma amiga. Ele também não trabalhou na última semana. Volta ao salão neste sábado. Mas, para sair de casa, pretende mudar a aparência.

– Também não passou mais por Alcântara, onde ficam as vans. O suspeito está foragido, mas tem amigos. Nunca tinha sofrido uma agressão dessas. No máximo xingamentos. Mas sempre procurei não responder para evitar confusão – disse Bruno.

Ele espera um contato do coordenador do Rio Sem Homofobia, Cláudio Nascimento, para organizar um novo protesto contra o assassinato de Eliwelton.

A emoção dos parentes durante o enterro do jovem

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Foto: Guilherme Pinto / Extra

O crime

Na madrugada de segunda, por volta das 2h30m, Eliwelton, Bruno e um outro amigo, todos gays, passavam pela Estrada Raul Veiga quando Hélio Galdino começou a mandar beijinhos e os chamar de “viados”. Eliwelton e o acusado começaram a discutir. Logo Eliwelton e Hélio se atracaram, mas os amigos do jovem conseguiram apartar a briga. Hélio teria ido até a van para pegar uma barra de ferro, mas o grupo impediu e todos foram embora.

Eliwelton e os amigos andaram um quarteirão. Eles pararam para conversar na calçada. A van então sugiu. Segundo Bruno, o veículo estava em alta velocidade e o atropelou três vezes. O delegado Jorge Veloso, titular da 74ª DP, classificou o crime como hediondo.

O protesto depois do enterro de Eliwelton

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Foto Guilherme Pinto / Extra

Protesto

Eliwelton foi enterrado na tarde desta sexta-feira, no Cemitério de Pacheco, em São Gonçalo. Depois do sepultamento, amigos do rapaz fizeram um protesto na Estrada de Pacheco. Eles queimaram galhos de árvores e chegaram a interromper o trânsito pedindo justiça. A mãe do jovem, Zélia da Silva, que trabalhava com ele, também como faxineira, numa academia em Botafogo, na Zona Sul do Rio, foi embora amparada por parentes.

Eliwelton estava juntando dinheiro para fazer sua festa de aniversário no próximo dia 23 de junho. Ele tinha também o sonho de deixar São Gonçalo e se mudar para Copacabana, na Zona Sul do Rio.
Fonte: http://extra.globo.com/casos-de-policia/justica-decreta-prisao-de-acusado-de-atropelar-jovem-homossexual-tres-vezes-em-sao-goncalo-8291896.html#ixzz4g7DsrHQy

 

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