Terror de Estado: O 28 de abril de 2017 começou em 20 de junho de 2013


pelo amor de deus.jpgpor Rosane Romão

a cidade vrou favela

agressão contra mulheres

 

Estávamos prontas pra ir à manifestação da Greve Geral, quando minha amiga me liga e diz que não poderíamos mais, pois acabara de ver televisionada a agressão gratuita (na realidade caríssima, pois excessivamente municiada com os salários não pagos dos servidores, etc) do Estado à população. Ela ficou aterrorizada com o que viu. Doeu. E a mim remeteu a tudo que passei com minha família, amigos e a população do RJ, na manifestação de 20.06.2013, a mesma em que o Rafael Braga Vieira foi preso e assim continua.

A ação tão assustadora e aterradora do Estado em 2013, se repetindo agora em 2017.

Talvez 2013 tenha sido o treinamento para as demais. O diferente é que na ocasião foi à noite e, talvez, a primeira em área urbana privilegiada. Verdadeiro filme de terror ao vivo, como foi a de ontem, sendo que a de ontem foi televisionada no momento em que se inicia a agressão do Estado. Fato.

Depois, todo o desvirtuamento da realidade pela mídia a serviço das forças corruptas. Mostram massivamente a reação agressiva de alguns como se fosse o motivo, a causa, o início e intenção da manifestação. E não foi. Sabemos que não foi. No entanto há quem queira acreditar que foi. O poder da indução midiática nociva é grande. Acredito mesmo que eles tenham feito intencionalmente, para mostrar o poder que tem. Que podem desvirtuar os fatos, mesmo você vendo/vivendo o fato!

Em 2013, quando possível, gritávamos por socorro pela rede, pois estávamos sendo caçados pela força repressora do Estado. Verdadeiro terror! E o terror foi até às quatro da manhã, pois na casa amiga em que nos abrigáramos, vinham notícias da caçada que continuava, até em hospitais, bem como escutávamos ainda as bombas…  E nesse horário, ouvimos fogos de artifício que sentíamos vindo do Palácio das Laranjeiras, como que festejando a operação bem sucedida.

Como ficar íntegro e lúcido após passar por uma situação dessas? Buscamos forças na  voz/vivência da população periférica, que passa por isso 24 horas do dia e sobrevivem.  Sobreviveríamos para também sermos voz.

 

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