CASAL GAY DE 60 E 62 ANOS É ESPANCADO NA TIJUCA, ZONA NORTE DO RIO


Nota da Mamapress:

Recebemos através do Sos Racismo Brasil, já no dia 21 de abril, o pedido de socorro de um casal gay que estava sofrendo violências, por parte de vizinhos, em um condomínio no bairro da Tijuca.
A informação nos fora repassada pelo ativista do Movimento Negro de Salvador, o babalawo Márcio Alexandre, que recebera a informação de ativistas do Movimento Gay do Rio e da Bahia.
A pronta ação interestadual de ativistas dos dois grupos de defesa da integridade, cidadania e dignidade de duas pessoas humanas,  ameaçadas em suas incolumidades física e espiritual,  salvou a vida do casal.
A reportagem a seguir descreve os fatos,  o casal mudou de residência, mas por ser no mesmo bairro, se sentem ainda ameaçados pelo bando de vizinhos , que tentaram assassiná-los.
casalagredidoPor  FELIPE MARTINS   em  Revista Forum

O engenheiro civil Flavio Micellis, 60 anos, deu entrada no início da tarde desta sexta-feira (28) na emergência do Hospital Grajaú, na Zona Norte do Rio, reclamando de fortes dores na cabeça. Ele e o marido, o servidor público aposentado Eduardo Michels (62) foram espancados por vizinhos que promoviam uma festa na noite do último feriado de Tiradentes (21). Ao conversar com a reportagem dos Entendidos, na noite desta quinta-feira, o casal contou que enfrentava a homofobia de parte dos demais moradores do condomínio onde moram, no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio. Nesta sexta, Flávio sentiu dores mais fortes e precisou ser levado a uma unidade particular de saúde.

Eduardo afirma que pelo menos 20 pessoas participaram do espancamento.O marido foi derrubado no chão e atingido com chutes na cabeça e no órgão genital enquanto ele foi jogado contra a parede e teve o pescoço apertado pelos agressores. “O que houve foi uma tentativa de homicídio. Não fomos mortos porque algumas senhoras que estavam no local impediram o pior, pedindo para eles pararem”, lembrou o servidor aposentado.

A dificuldade de relacionamento com os vizinhos se arrastava há pelo menos dois anos. À imobiliária que administra o edifício, eles reclamavam da perturbação do sossego causada por constantes festas com som alto aos finais de semana. A relação com os demais vizinhos que já era crítica por segundo o casal, não terem a orientação sexual respeitada, ficou ainda pior depois que eles passaram a levar as queixas pelo barulho à imobiliária.casalagredido2hematomas
Na segunda-feira, 24, os problemas continuaram, contou Eduardo. O aposentado afirma que as chaves da portaria foram trocadas propositalmente “Nos tornamos reféns, ficamos em cárcere privado. Achamos que iriam nos matar”. Ele e o marido pediram socorro por telefone ao Grupo Gay da Bahia (GGB), ONG que Eduardo é colaborador. “O LUiz Mott entrou em contato com o Rio Sem Homofobia, que mandou uma viatura da PM para nos libertar. Saímos de lá só com a roupa do corpo e alguns documentos”.

Vídeo mostra ameaças e início do ataque contra o casal

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