Acabou o amor


Por Marcos Romão

Com vitória de Trump, muda não só a linguagem, mas principalmente o peso do voto do homem comum, precarizado no trabalho, ressentido nas relações com  os vizinhos diferentes e, descrente dos sistemas de representação política de cada país ocidental, que põe em cheque e destrói os princípios de equilíbrio, dos atuais sistemas de representações políticas nas democracias ocidentais.

A brutalidade e o ódio na linguagem, sai das redes sociais e assume o poder no país com maior poder de fogo no mundo.

Como será a nova arrumação política no mundo?
Que tipo de ação e de linguagem restará para os grupos e povos ameaçados por este ódio virtual, que agora poderá se transformar em violência real e escancarada?

Na Rússia já é proibido ser diferente. Agora as duas nações mais poderosas do mundo, têm dois políticos no comando, que sabem mobilizar o espírito de porco que cada um carrega em si, que aflora e se expressa, quando encontra espelho em líderes machos com linguagem nacionalista e discriminatória, que apontam em seus países um inimigo imaginário para guerrear. Nos EUA, os migrantes ilegais, na Rússia, os imaginários depravados, que querem destruir a família tradicional russa.

São 4 horas da madrugada, o martelo do fim da votação nos EUA, ainda não bateu. Mas as sombras do abismo já se anunciam para o mundo.
Vai imperar a linguagem do escárnio de desprezo contra o outro?

O Zé ninguém existe, já dizia Willian Reich. O Zé Ninguém do mundo, o desprezado pelas políticas e discursos das democracias ocidentais desde 1945, encontrou um porta-voz e, por paradoxal que pareça, o poderoso e esquecido Zé Ninguém disse um não à democracia pluralista através do voto.

Como será no Brasil em 2018?

O amor acabou.

Vai imperar o ódio?

 

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Um pensamento sobre “Acabou o amor

  1. A violência persecutória já acontece no Brasil com os negros ou quase. Nos Eua a reação mais provável é a aproximação, tática apenas, entre negros e latinos e com os “imigrantes”. Queiramos ou não, estamos na pós-modernidade e não iremos, espero, acabar numa catástrofe nuclear…

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