O Centralismo democrático e a cenoura da tal de união das esquerdas.


Não se conserta árvore que nasce torta.

Por Marcos Romão

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Marcos Romão sociólogo-jornalista

O grande problema desta culpabilização do PT, partindo do Psol e de setores mais à esquerda, é que não existem críticas ao modus operandis “centralista democrático” nem do PT, nem tampouco desses partidos que se consideram mais puros que o PT.

Dança quem não crítica o método errado utilizado desde o início pelo PT, e diz que era o PT puro, antes que ele, o PT, se desviasse do bom caminho e abraçasse a tal da “burguesia” e o tal do “capital”.
Ora bolas, o erro está no método autoritário e centralista, que nada de democrático têm, dos partidos de esquerda do Brasil.

Este método de discussão de base, é uma mentira, e está comprovado na história que é um método com verniz democrático, em que as bases são empulpitadas apenas para dizerem amém.

Líbia, Nicarágua, Angola, Alemanha Oriental antes do muro, são belos exemplos de comportamentos infantis de uma esquerda filha das viúvas de Stalin, que usam o conceito de hegemonia para agirem como máfias de perpetuação dos bonzos partidários no poder, e fomentam a corrupção, os progroms internos, e as estatísticas “arroubáticas”, que se desmancham como castelos de areia ou bolhas de sabão ao primeiro peteleco.

A direita mundial já percebeu isto e já não dá mais golpes, apenas assopra na casa de palha dos três porquinhos.

Este método “centralista democrático” que se repete, feito piolho em escola, a cada novo “grupo puro” de esquerda que aparece, não passa de um método usado, por máfias e seitas religiosas no mundo inteiro, com uma só diferença. Estas seitas e máfias não enganam sobre suas intenções autoritárias, com o discurso vazio da discussão de base com resultados pré-programados, que tem uns Chomskys, que hoje, chamam centralismo democrático, de “decisões horizontais”, mas que tem sempre um grande irmão por trás que puxa as cordinhas das marionetes pré-digitalizadas.

O comum entre todos estes sistemas ou métodos centralistas é a sonegação de informações aos soldados de cristo, dos capos, ou dos libertadores.

Esta conversa de “união das esquerdas” é uma cenoura amarrada na frente de uma visão purista e monocromática de mundo.
Não dá mais para falar no século XXI de algo que nunca aconteceu no século XX.

Na era digital (aliás como sempre aconteceu os donos dos partidos procuram impedir o acesso individual à informação), porém, o acesso à informação política, é mais democrático para quem quiser saber e,  o indivíduo pode tomar decisões mais bem informado do que em qualquer era anterior.

É uma windows aberta momentaneamente.

Mas já existem movimentos para fechá-la. Aproveitem enquanto é tempo.

#marcosromaoreflexoes

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