Professor racista é preso em Teresina após voltar de fuga para a Holanda


caso professor racista de teresina 0Nota do Sos Racismo e da Mamapress:

As agressões verbais de Fabrizio Cunha nas Redes Sociais, caracterizam racismo contra todos os negros e indígenas do Brasil e do mundo.

São atos racista contra o país, é assim devem ser considerados e julgados pela sociedade, que cada vez mais pressionam os juízes, a não interpretarem estas ações como bagatela ou “delito de cavaleiros”.

Racismo se combate com pressão social e ação diligente das autoridades encarregadas de protegerem todos o cidadãos no Brasil, contra todo tipo de discriminação, racismo e ódio às pessoas diferentes.

O racista Fabrizio Cunha, ex-professor e estudante de história, imaginou que fugindo para a Holanda escaparia das acusações e queixas de propagação racismo e ódio nas redes sociais, que mais de 120 pessoas  fizeram juntos às autoridades em fevereiro deste ano.

Ao botar os pés no Brasil, foi preso imediatamente, graças ao acompanhamento do caso feito pela Delegacia de Direitos Humanos e Repressão às Condutas Discriminatórias de Teresina, que o localizou na cidade após sua volta ao Brasil no dia 4 deste mês.

Está aumentando consciência nacional, que o racismo e a propagação do ódio não devem ser tolerados.

Quando um crime  desta natureza ocorre, não pode ser esquecido e os criminosos devem sofrer a punição devida.

Punições como estas aumentam a coragem e confiança de todas a pessoas agredidas racialmente, assim como incentivam a todas as pessoas antirracistas do Brasil, a continuarem com suas ações e denúncias para mudarem a estrutura racista brasileira, que impede que o nosso país possa  libertar-se dos tempos colonias e desenvolver-se no mundo, por não garantir a cidadania para todos e todas as pessoas que aqui vivem.

Professor preso em Teresina por racismo e disseminação do ódio na internet

caso professor racista de teresina 01Por Maria Romero e Yala Sena
redacao@cidadeverde.com

Publicação original Mundo Verde

Foi preso na manhã desta sexta-feira (10) o ex-professor e estudante de História da Universidade Federal do Piauí, Fabrizio Cunha, investigado por mensagens racistas contra negros e índios nas redes sociais. Sua prisão foi pedida em fevereiro deste ano, pelo delegado Emir Maia, então titular da Delegacia de Direitos Humanos e Repressão às Condutas Discriminatórias. O professor havia fugido para a Holanda e estava em Teresina desde o último sábado (4). Ele foi preso pelo delegado João Paulo de Lima, agora à frente da especializada.

De acordo com o delegado Emir Maia, o ex-professor – que chegou a ministrar aulas de História no colégio Dom Barreto – foi preso em sua casa, no bairro Planalto Ininga, zona Leste de Teresina, por volta das 9h de hoje. O delegado João Paulo deu cumprimento ao mandado de prisão preventiva.

“Ele pregava mensagens de ódio e de preconceito, incitando extermínio dos negros, prática essa odiosa e que não só a sociedade como a polícia civil não tolera e estará sempre atenta. O indiciado achava que fugindo para a Holanda iria ficar imune de seus delitos cometidos no Brasil. Nós continuamos monitorando seus passos e quando ele entrou sábado no Brasil eu, pessoalmente, comuniquei ao meu chefe superior para que ele determinasse a prisão desse rapaz”, relatou.

Após a prisão, o jovem foi levado à delegacia geral, onde prestará depoimento. O delegado geral, Riedel Batista, destacou que a prisão serve como exemplo para casos de crimes nas redes sociais, em que muitas vezes os autores acreditam que ficarão impunes.

“E internet não é mais um território sem lei. As pessoas acham que não estão comentendo crimes, que não serão responsabilizados por seus atos, mas há os crimes de racismo, injúria e difamação, que são bastante comuns. Hoje Dercat, que funciona no Greco, que com alta tecnologia consegue indentificar e punir esses criminosos”, declarou.

Racismo

caso professor racista de teresina 0As mensagens de Fabrizio foram publicadas e começaram a ser denunciadas no início de fevereiro deste ano. Ao todo, pelo menos 120 vítimas procuraram a polícia para denunciar suas publicações. Nas postagens, ele afirmava que negros pertencem a uma “raça inferior”. Além disso, dizia que índios são “animais que vivem na natureza como os irracionais”.

caso professor racista de teresina 2“Esse psicopata prega o extermínio dos negros no Brasil e de todo o continente americano. Ele é um psicopata que merece estar encarcerado,  e por isso hoje a policia civil e a sociedade, que nos ajudou, fizeram a captura dele. Ele agora está no IML, fazendo exame de corpo de delito”, comentou o delegado Emir Maia.

caso professor racista de teresina 1A legislação brasileira separa racismo de injúria racial. Enquanto a injúria racial consiste em ofender a honra de alguém valendo-se de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem, o crime de racismo atinge uma coletividade indeterminada de indivíduos, discriminando toda a integralidade de uma raça. Ao contrário da injúria racial, o crime de racismo é inafiançável e imprescritível.

 

 

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