Uma fonte. 400 jornalistas


Edição e tradução: Marcos Romão

Parece suspeito mas não é suspeito- Gunnlaugsson

Parece suspeito mas não é suspeito- Gunnlaugsson


Vídeo transmitido pela ARD.de

As investigações dos Panama´ Papers começaram com um telefonema para o jornal alemão Suddeutshe Zeitung.

John Doe- Alô.
John Doe- Aqui fala John Doe.
John Doe- Interessados em dados? Compartilho com prazer.

Resumo das falas do vídeo:
A fonte anônima envia ao jornalista cada vez mais 11,5 milhões
de dados internos do Escritório de Advocacia Mossak&Fonseca no Panamá.
São emails, extratos bancários e contratos através de Firmas Caixas Postais.
Eles tornam públicos os nomes de políticos.
Infelizmente já faz tempo, que uma estrutura paralela se estabeleceu
No mundo por assim dizer. Em que os poderosos se movimentam…
Que muitas figuras se movimentam, que têm muita coisa para esconderem
O Suddeutsche Zeitung entregou os dados à rede de jornalistas investigativo ICIJ
E a seus parceiros especializado em checagem de fontes.
São negócios globais que atinge cada país.
Fala de uma jornalista: Os dados são um grande desafio para todos nós. Nenhum jornalista, nenhuma
mídia por mais forte que seja pode fazer esta história sozinho. Vimos que precisamos uns dos outros
Ao todo os jornalistas investigam quase um ano todo o Panama´Papers.
Hoje à noite publicaram ao mesmo tempo em 100 mídias em 88 países.

Para o Jornalista Helio Gurovitz, trata-se de um dos maiores furos jornalísticos dos últimos tempos:
“O trabalho levou um ano. O resultado, além de ser o maior furo jornalístico internacional dos últimos tempos, revela a extensão da corrupção e da lavagem de dinheiro em escala planetária. Estão na lista de atingidos 12 líderes globais, entre eles os atuais presidentes da Rússia, Vladimir Putin, da Argentina,Maurício Macri, e da Ucrânia, Petro Poroshenko; o rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz al Saud; o emir de Abu Dhabi, os ex-premiês da Geórgia, do Iraque, da Jordânia, do Qatar e da Ucrânia, o ex-presidente do Sudão e o agora ex-premiê islandês Sigmundur Gunnlaugsson – cuja imagem em vídeo, ao ser supreendido por repórteres com perguntas sobre seu dinheiro oculto, entrará para a história como o símbolo do Panama Papers (Gunnlaugsson renunciou ao cargo ontem mesmo).”

Para nós da Mamapress, o jornalismo compartilhado é o jornalismo do futuro. Para se ter um jornalismo investigativo é necessário que os jornalistas sejam financiados com transparência para manterem a sua independência.

Com a investigação compartilhada ficou comprovada que se pode fazer diferente, quando um telefonema fonte chega em alguma redação. O jornalismo do futuro não deverá ficar na dicotomia entre, profissionais em empresas de mídias, e profissionais independentes, como se houvessem jornalistas das verdades e jornalistas das inverdades. Com a gama de informações que temos hoje, precisamos atuar de forma solidária e compartilhada e que todos ganhem o seu pão profissional. Assim será que possível que outros 11 milhões de dados, não fiquem apenas arquivados nas memórias dos computadores, sem uma análise jornalística, que contribua para sua compreensão.

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