Coleção História Geral da África em português para baixar todos os santos e não santos online


“A África que o mundo necessita é um continente capaz de ficar de pé, de andar em seus próprios pés. É uma África consciente do seu próprio passado e capaz de continuar reinvestindo este passado em seu presente e futuro.” – Joseph Ki-Zerbo

Mamapress incorpora  a ideia de GIlza Marques

A proposta é a seguinte:

Ler a coleção “História geral da África” todinha até dezembro de 2020, começando a partir de julho. Vocês topam?

Não há desculpa: os 8 volumes estão disponíveis online.

São 8 livros de 900 páginas em média, o que dá 7.200 páginas.

De julho de 2016 até dezembro de 2020 são 1.643 dias. O que dá uma média de 5 páginas por dia. 5 páginas por dia não matam ninguém.

Até julho, a gente tem tempo de ir se habituando e já pagando possíveis dias até 2020 que não poderemos ler.

A gente vai deixar um não-preto saber mais da história do nosso povo que nós?

E aí?

Cês topam o desafio além, claro, de manter a leitura de 1 livro preto por semana?

Em 4 anos e meio, teremos lido a maior e melhor coleção já produzida sobre Afrika. Bora?

Publicada em oito volumes, a coleção História Geral da África está agora também disponível em português, seu editor é o pan-africanista Joseph Ki-Zerbo***

A edição completa da coleção já foi publicada em árabe, inglês e francês; e sua versão condensada está editada em inglês, francês e em várias outras línguas, incluindo hausa, peul e swahili.

Um dos projetos editoriais mais importantes da UNESCO nos últimos trinta anos, a coleção História Geral da África é um grande marco no processo de reconhecimento do patrimônio cultural da África, pois ela permite compreender o desenvolvimento histórico dos povos africanos e sua relação com outras civilizações a partir de uma visão panorâmica, diacrônica e objetiva, obtida de dentro do continente.

A coleção foi produzida por mais de 350 especialistas das mais variadas áreas do conhecimento, sob a direção de um Comitê Científico Internacional formado por 39 intelectuais, dos quais dois terços eram africanos.

Brasília: UNESCO, Secad/MEC, UFSCar, 2010.

Download gratuito (somente na versão em português):

Informações Adicionais:

  • Coleção História Geral da África
  • Programa Brasil-África: Histórias Cruzadas

Quem foi Joseph Ki-Zerbo? ( fonte wikipédia)

***Joseph Ki-Zerbo (21 de junho de 1922 — 4 de dezembro de 2006) foi um político e historiador de Burkina Faso.

Foi educado na Universidade de Sorbonne, em Paris, graduando-se com um grau de honra em História pelo Institut d’Études Politiques em Paris no ano de 1955. Retornou a África, primeiramente a Conakry (Guiné) e então a sua cidade natal Burkina Faso onde foi politicamente ativo desde 1958. Até sua morte, foi um dos líderes do partido de oposição pelo Parti pour la Democratie et le Progrès (PDP).

Paralelo a sua vida política foi um grande estudioso, historiador e escritor. Em 1972 publicou L’Histoire de l’Afrique Noire, o trabalho padrão no assunto que atualizou repetidamente. De 1972-78 foi membro do Conselho Executivo da UNESCO e professor na Université d´Ouagadougou. Foi membro do Comitê Científico para a elaboração da História Geral da África pela UNESCO em oito volumes e diretor do primeiro volume, Méthodologie et préhistoire africaine lançado em 1981.

Ki-Zerbo retornou a Burkina Faso em 1992 e decidiu reconstituir o CEDA (CEDA conduz a pesquisa que é enraizada atualmente em nossa terra com a finalidade de determinar uma ou mais hipóteses globais de compreensão, responsável por inspirar a ação de Africanos e capaz de integrar a preservação ecológica, a práxis social e a identidade cultural, setores chaves que são tratados quase invariávelmente como secundários em projetos do desenvolvimento.” lá. Todos os seus antigos equipamentos, e sua biblioteca de 11.000 volumes, tinham sido destruídos ou dispersados. Ki-Zerbo descreveu os alvos do novo CEDA da seguinte forma:

“Nós devemos retornar a imaginação institucional das sociedades africanas à sua tradição de criatividade através da mais larga escala possível da ciência e da tecnologia, e nestas bases rearticular uma teoria e uma práxis que são apropriadas às suas situações. Nós devemos reconstruir a identidade da qual os povos africanos se tornaram alienados pelas vicissitudes da história e de sua própria amnésia.”

CEDA é a base da qual Ki-Zerbo conduz seu cruzada intelectual para uma re-fundação dos objetivos de desenvolvimento africano e métodos.

As três faces da vida e trabalho de Ki-Zerbo – historiador, investigador e advogado para o desenvolvimento endógeno, e político – estão bem ligadas: sua compreensão profunda do passado da África é base para uma filosofia política que procure estabelecer a estrutura para um diferente e genuinamente africano trajeto de desenvolvimento.

“A África que o mundo necessita é um continente capaz de ficar de pé, de andar em seus próprios pés. É uma África consciente do seu próprio passado e capaz de continuar reinvestindo este passado em seu presente e futuro.” – Joseph Ki-Zerbo

Conhecido por sua retórica inconfundível, transbordante em metáforas e alegorias, Ki-Zerbo lutou pelo pan-africanismo até sua morte.

 

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