CONFIDENCIAL: Grupos de Jovens negros com nível intelectual acima da média planejavam sequestrar filhos de brancos ricos


CONFIDENCIAL!!!

Centro de Informações do Exército (CIE), para o Serviço Nacional de Informações (SNI) e para o DOPS/GB em 1975

Centro de Informações do Exército (CIE), para o Serviço Nacional de Informações (SNI) e para o DOPS/GB em 1975

por MarcosRomão

Asfilófio De Oliveira Filho, ativista do movimento negro desde a década de 70. publicou no Facebook para todos nós, que nos consideramos midia-ativistas negros e público em geral que tem acesso às rede sociais, um documento engendrado nos porões da ditadura militar, que mostram a ponta do iceberg, da monstruosa repressão invisível que se abateu sobre a população negra no Brasil, notadmente sobre os jovem negros e negras que se reuniam para dançar “soul music” nos subúrbios do Rio e São Paulo e de várias outras cidades do Brasil, no que podemos chamar como a era do “Black Power” no Brasil.

Para para falarmos de início, o que vivemos aqui no Estado do Rio de Janeiro e esperamos estender estas lembranças terríveis aos relatos de ativistas negros e negra na década de 70 em todo o país, é claro que o aparato e repressão buscava encontrar nestes “movimentos dançantes”, os cabeças subversivos e as ligações com as organizações negras, como CEBA de São Gonçalo, o Instituto André Rebouças com estudantes negros na UFF, e as reuniões de negros, no Teatro Opinião, no Instituto Alemão Goethe e no Centro de Estudos Afro-Asiáticos da Universidade Cândido Mendes.

É preciso que se lembre que a década de 70, aconteceui o auge dos esquadrões da morte. O nome ” Mão Branca” dado a um desses primeiros pelotões da morte, demonstram objetivamente o público alvo das execuções sistemáticas e exemplares nas periferias: “Morte aos negros que levantem a cabeça nas periferias!”
Se não tinham informações precisas, era preciso inventar e inventavam documentos, que ao serem secretamente espalhados pelas agências de informações( SNI, CIex, Cenimar e etc) nas delegacias e dops locais, justificavam a prisão, escracho, tortura e morte de muitos que não sabiam nem porque estava sendo levados em correntes. O medo da “onda negra” estava na alma dos milicos da inteligência e suas fantasias não tinham limites, como podemos ler no documento garimpado por Asfilófio, quando diziam em janeiro de 1975, em documento confidencial que planejávamos em nossos bailes e reuniões, sequestrar filhos de brancos ricos e outros absurdos.

Tudo era possível para justificarem os sequestros, torturas, assassinatos e desaparecimentos de negros e negras na periferia. ” Não temos provas, mas alguma coisa eles fizeram” era o mantra da repressão contra negras e negros que perduram até hoje no Rio e o Brasil.

A intenção desta matéria da Mamapress, é espalhar esta conversa. Começamos com a publicação do Don Filó, como é conhecido o homem de sete instrumentos e midia-ativista Asfilófio Filho. Acrescentamos alguns comentários escolhidos.
Mas o que queremos é que cada um de nós negras e negros conte um pedacinho de sua história debaixo das botas da milicada da ditadura civil militar

Asfilófio Filho inicia:

A seguir um breve relato e um documento “exclusivo” que demonstra toda a truculência dos órgãos de segurança da época da ditadura em nosso país contra o movimento black soul:

O documento é um informe confidencial do Iº Exército enviado para o DOPS solicitava o monitoramento dos bailes black e das equipes de som. Graças ao excelente trabalho da Comissão da Verdade do Rio grandes revelações estão sendo expostas ao público.
Ao longo de suas atividades, de maio de 2013 até dezembro de 2015, a Comissão da Verdade do Rio trouxe a tona o conhecimento das barbáries da ditadura vivida nos anos 70 no Rio de janeiro. Eu lá estive sofrendo todo o tipo de repressão por parte do poder vigente. Sobrevivi e não recuei nenhum passo, reafirmando até hoje minhas convicções.

Também na década de 1970, outro âmbito de articulação negra foi o chamado Movimento black. A partir de influências da música soul norteamericana, mas também de lideranças políticas da luta por direitos civis naquele país, surgiram diversas equipes de som que organizavam eventos para milhares de jovens nos clubes dos subúrbios do Rio de Janeiro. Com todo o potencial de aglutinar multidões e de formar consciência racial na juventude negra, os bailes black estiveram na mira da repressão de diversas formas e em vários momentos.

Em um informe expedido pelo Iº Exército e encaminhado para o Centro de Informações do Exército (CIE), para o Serviço Nacional de Informações (SNI) e para o DOPS/GB em 1975, foram difundidas informações sobre a suposta formação de um grupo
no Rio de Janeiro, “liderado por jovens negros de nível intelectual acima da média, com pretensões de criar no Brasil um clima de luta racial entre brancos e pretos”15. Segundo o documento, haveria indícios de que o grupo seria liderado por um negro norte americano e financiado por dinheiro que parecia chegar de fora, possivelmente dos Estados Unidos.

Os jovens teriam como metas:

“Sequestrar filhos de industriais brancos;

Criar um bairro só de negros;

Criar um ambiente de aversão a brancos, entre os negros”.

A partir de sua difusão foram solicitadas sindicâncias “dado a importância do Informe e suas circunstâncias de possíveis explorações”. 17 Agentes do DOPS/GB passaram a acompanhar de perto bailes e ações de pessoas ligadas ao movimento black. As idas de agentes aos bailes geraram Relatórios com uma minuciosa descrição dos gestos, das roupas,do tipo de música e das discussões feitas naqueles espaços.

Saiba mais: CEV-Rio-Relatorio-Final

Comemoração com Charme, nos anos 80 produzida por dom Filó

Comemoração com Charme, nos anos 80 produzida por dom Filó

Comentários:
Lia Vieira: Eita …gravíssimo. Anos de chumbo. Vade retro.

Durval Arantes: Que nojo.

Ana Flávia Magalhães Pinto: Esses caras seriam cômicos se não tivessem produzido tanta tragédia!

Sergio Do Espirito Santo: não tenho dúvidas eles não podiam ver mais de um juntos, que ja achavam que estavam tramando algo

Jaime França: Foi um período repressivo da ditadura militar …. Éramos notoriamente perseguidos, mesmo não fazendo nada para nos distinguirmos dos que tinham pele clara … Apenas nos identificávamos com a cultura black americana, e por isto além de curtirmos suas musicas, nos trajávamos igual a moda deles ….

Eduardo Vagner:Sinistro

Marcelo Reis: e alguns falam na volta , não sabem da história

Eduardo Vagner: A galera só queria curtir dançar e namorar os caras viajando pensando em monte de besteira. Que loucura..

Sandra Martins: A lógica, evidentemente guardadas as necessárias ressalvas, parece vigir em determinados territórios.

 

Rosiane Rodrigues: O mais interessante é que a repressão tomou outras formas.

 

Sandra Martins: Igual s moda: novas combinações de cores, troca de acessórios, mas a modelagem…

 

Asfilofio De Oliveira Filho: Continua a mesma coisa Sandra Martins e Rosiane Rodrigues..

Douglas Eugene Taylor: GuiTaylor, meu filho, preste atenção na hístoria recente do negro no Brasil. Tenha que conhecer e ser ciente e consciente sempre para “nunca mais” repetir.

Aldemar Matias Silva: É Filó e ainda vejo pessoas nas rua e aqui nesta bosta de facebook alardeando que a Ditadura deve voltar para salvar o País. Quantos irmãos sumiram, morreram ou foram torturados e nós nem sabemos.
Jussara Ferreira: O brasileiro realmente não tem noção do que se passava nessa época. Eu nasci em 1960 e fui crescendo e vivenciando as atrocidades que eram cometidas com os militares no comando.
Orlando Pereira: Verdade, ainda tem gente que quer o retorno desse regime. Por mais que o atual sistema esteja envolto nesse mar de lama, nada me faria desejar o retorno daqueles dias de torturas.

Gilson Amancio: Como já disse em comentário anterior. Eu por ser o líder do Grupo Black, composto por : Gilson, Dangio, Baiano, Ari e Kimbonje, fui procurado no dia do baile do Portelão, por um jovem branco, com mais ou menos 30/35 anos, que tinha um perfil diferente dos frequentadores de bailes blacks. Ele me fez uma série de perguntas, que não eram pertinentes com o momento nem com o baile. Mas devido a falta de experiência, tínhamos 20/25 anos, não tive maldade, nem tão pouco desconfiei de nada. Na época eu morava no Meier, por alguma vezes quando saia para o trabalho, tinha uma pessoa que não era morador do local que ficava me observando. Só bem mais tarde pude entender o que estava ocorrendo. Hoje, ainda tem um bando de idiotas e mal informados que pedem a volta da ditadura.

Marcos Romao: É don Asfilofio De Oliveira Filho, em 73 e 74, eu saia de Niterói, para os bailes black de São Gonçalo e da zona norte do Rio.
Eram uma maravilha!Mas com minha experiência de estudante universitário de sociologia e participante do grupo André Rebouças de Niterói, já sentia o cheiro de X9 no ar. Não vi nem um branco, eram negros, até parecidos, relevando o tempo com os jovens P2, que tem aparecido nas manifestações de agora contra o genocídio da juventude negra. O x9 brancos que nos seguiam tavam mais nas universidades.
Foi um momento extremamente perigoso para todos nós que estavam dançando, pois a fantasia e o medo que o pessoal da repressão tinha de nós era muito grande. O ” Mão Branca” estava no seu auge.
No final de 74, atiraram em mim. quando saia de tarde do MAM, no aterro. Tirei meu passaporte e saí batido do Brasil
Eduardo Machado: A questão não era somente relacionada a jovens negros, pois os bailes eram também cheios de jovens brancos. A coisa toda estava mais para a situação com o preconceito entre as classes sociais, pois eram poucos, ou talvez nenhum de origem mais aquinhoada. Até hoje essa realidade se faz presente. Na época a maioria da moçada só queria mesmo é dançar e ser feliz. Os bailes serviam para extravasar as tensões que vivíamos durante a semana. A gente, catava ferro-velho, vendia picolé, fazia carreto na feira, guardava a lenha que chegava nas padarias, capinava terrenos, ajudava descarregando caminhões, vendia amendoim, enfim, fazíamos qualquer coisa para ganhar um dinheirinho para garantir os ingressos nos bailes. Alguns davam mais sorte, pois conseguiam emprego fixo. O sonho da rapaziada mesmo era ter grana para comprar um pisante do Pinheiro ou do Souza. A grande preocupação para as forças de segurança na época eram justamente com a quantidade de jovens humildes que se reuniam nos fins de semana. O perigo era latente, uma vez que se alguma liderança com tendências próximas da esquerda se sobressaísse, com certeza seria de extremo perigo ao establishment. Haviam alguns com destaque no nosso meio, como o próprio Asfilofio De Oliveira Filho, porém não me lembro de haver campanha que pretendesse “derrubar governo”, e sim, de esclarecimento e de reivindicações de afirmação e cidadania, racial e social. A preocupação das autoridades era de certa forma legítima, pois se aquela rapaziada toda se unisse em torno de ações radicais teriam incendiado o País. Como o Aldemar Matias Silva falou acima, muitos, de fato, foram torturados e até morreram, mas não foi exclusivamente por serem “revolucionários”, e sim por serem pobres com mínima instrução e com pouquíssimas perspectivas de uma vida mais decente. Como o Filó também escreveu acima, não mudou muita coisa, mas inegavelmente, algumas portas se abriram após o fim da ditadura. As conquistas e avanços na situação dos mais humildes, negros ou brancos, ainda são ínfimas, porém nos últimos anos se tornaram mais comuns. Lamento profundamente o momento que o País atravessa com as ações dos grupos de direita, principalmente, com os que se beneficiaram com as melhoras nos últimos tempos, mas tudo isso ainda é reflexo da desvalorização da educação no Brasil ao longo dos anos. A pobreza ainda é a grande praga a ser combatida, cuja qual, tem sua maioria de indivíduos negros ou de origem negra. Imaginem se a “pelegada” conseguir a volta dos militares ou eleger gente do nível do Bolsonaro em quantidade? Com certeza será um retrocesso sem tamanho para os mais humildes desse País. Agora sim, com mais estudo e conhecimento por boa parte das classes inferiores, há razões para um governo de força, caso venha a se instalar, se preocupar profundamente com sua estabilidade. A luta ainda não terminou!

Junior Pavarotti Hoje ainda sofremos repressão e espionagem, mas nada comparado com o q nossos irmãos e mentores passaram na ditadura, e continuam dizendo sobre essa falsa democracia racial e social, francamente. Parabéns a comissão da verdade e a todos q lutaram e continuam lutando e vamos continuar, até q toda verdade e reparações sejam feitas, não estamos pedindo favor nem ajuda é nosso direito merecemos!

Francisco Coutinho Chiquinho Coutinho Eu fecho os olhos e me vejo de costas para o paredão sendo revistado com violência por nada na minha visão , ja na deles ! Eu estava saindo de um baile Black . Nem adianta choro se a laranja não passar na boca da calça a gente vai dar um passeio.O pior é que o Soul não era irreverênte era um movimento pacífico. A grande verdade ao meu ver é que aki no Brasil a partir do Soul o negro encontra a sua idêntidade. Isso assustou as autoridades que tinham medo de uma espécie de motim. Tipo porra ! Daki a pouco esses crioulos vão querer sentar nas nossas cadeiras. Porrada neles !

Sandra Martins: Interessante que a literatura sobre este período ditatorial não aborda a repressão que vivemos. Mão branca. Chacinas. Remoções. Perseguições as religiões de matriz africana e ao samba. Os carros da Polícia ou “os caras que pareciam cana” nos bailes no clube perto do Canecao. No clube Botafogo. Eram momentos que nos sentíamos inteiros, bonitos, fortes. Mas dentro do clube, pois sabíamos que até chegar la ou sair de la muita coisa podia acontecer. Amigos e famílias foram removidas das favelas de Botafogo e divididas na zona Oeste onde nos apartamentos apertados tentavam manter a amizade e parceria para não enlouquecerem. A separação foi muito traumática como é até hoje. Vi amigos tendo sido jogados com seus pertences em caminhões de lixo com escolta do exército para que não voltassem para recuperar nada dos escombros das casas onde viveram gerações.

Francisco Coutinho Chiquinho Coutinho: Pois é Sandra Martins ! Eu era filho de policial morava num conjunto residêncial construido para policiais ao lado da invernada de Olaria que era a mão forte deles aki no Rio de Janeiro.Quando a Invernada chegava era pra sumir com o sujeito. A gente só podia ficar na rua até 10 hs tocava recolher acredita isso ? Depois de meia noite começava a sessão tortura nas celas subterrâneas do que hoje é o !6 BPM. Era muito difícil dormir. A gente ouvia os gritos e os pedidos de clemência das pessoas torturadas. Muitos nem eram bandidos apenas ousaram, começaram a pensar e espor as suas opiniões isso era proibido. Quantas noites eu botei o travesseiro na cabeça pra tentar dormir chorando. Imaginando o que estava acontecendo lá no que na época era chamado de Pau de Arara .

negro vítima de tortura

negro vítima de tortura

Sandra Martins Certa vez, inicio dos anos 90, Indo para Campo Grande trem, escutei duas senhoras conversando comentando o quanto sofreram quando souberam que faziam faxina em “aparelhos”. Eles sabiam que elas não tinham nada a ver com aquilo, mas enquanto as torturavam diziam que aqui li era para aprenderem que elas não eram gente só pobres negras que não tinham que estar naquela casa. Uma era solteira e a outra ja tinha um filho adolescente que foi preso com falsa acusacao de roubo e morto. Fiquei estarrecida com as microhistorias que são soterradas . Uma história que desaparece e quem ousa falar sobre é tido como desinformado.

Emílio Domingos: Obrigado, Virna. Filó havia me marcado. Parabéns pelo trabalho!

Baiano Do Sampaio Não mudou nada ainda.Est~sao muito piores quê fardados.

Glaucus Linx: Eu também tomei uns bons tapas, sob a frase: “vou te ensinar a respeitar a polícia, seu macaco !” E o cara era da minha cor !!!…rs… Entendem a gravidade da situação ?

Ras Adauto Filó, lembro-me de uma vez em que o cineasta Glauber Rocha, em uma de suas entrevistas, falou que o Movimento Black Soul no Rio de Janeiro era coisa criado pela CIA para alienar a juventude brasileira.

Marcos Romao: Gostaria que observassem como “nós falamos” em nossa defesa sobre nosso comportamento na época,. “só” queríamos dançar e não estávamos fazendo nada”. E veja como é similar com a “nossa defesa” hoje quando somos assassinados, “nós não estávamos fazendo nada, só estávamos nos divertindo no shopping”. Somos inocentes, apolíticos. Que coisa né? Como internalizamos a repressão racista e neocolonial. Quem sabe agora tenhamos a chance de mudar este discurso, ser negro vivo é um ato de rebeldia. Somos todos culpados por não aceitarmos nosso lugar!

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3 pensamentos sobre “CONFIDENCIAL: Grupos de Jovens negros com nível intelectual acima da média planejavam sequestrar filhos de brancos ricos

  1. Meu caro Romão Romão, a coisa continua. Há dois dias, no Estúdio i, na Globo News, o MV Bill foi convidado a mostrar o seu novo trabalho. A Leilane Neubart, que está substituindo a Maria Beltrão, começou a entrevista, e o Bill falando, aí, ele começou a cantar e não acabou. Entrou o comercial. Até aí a gente entende que um minuto é ouro em tv. Mas o pior estava por vir. O Bill começa a a segunda música, o programa foi cortado, a apresentadora nem se despediu e entrou outra programação. O circo estava feito. As letras não podem ser ouvidas pela audiência da Vênus Platinada. O conteúdo do disco foi C E N S U R A D O, em pleno século 21, Ano da Graça do Senhor de 2015. Acreditem, se quiser! Eu assisti.

  2. Não foi só o Glauber, ouvi muito esse comentário entre o pessoal da esquerda. Ainda hoje a esquerda lê a cultura negra pelas lentes do senhor, nós escravos no portal da humanidade/civilização. Sueli Caneiro lapidar: “Entre a direita e a esquerda continuo preta.”

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