Presidente pode passar natal na prisão. Quilombo do Sacopã proibido de ter aulas de Jongo


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Carta da festa do reconhecimento federal do Título de Posse do Quilombo do Sacopã em 2014

por marcos romão

“Pô, amigo, estou aqui na cama me recuperando de uma operação e ameaçado de ser preso neste final de semana ou nos próximos dias”.

Este foi o início da conversa, ontem a noite com Luis Sacopã, 70 anos, presidente da Associação Cultural Quilombo do Sacopã, localizado na Lagoa – Ipanema, em um terreno super valorizado e que é cobiçado fazem mais de 40 anos pelo desembargador de justiça Antonio Eduardo Duarte, que usando de seu poder nos meandros da justiça fluminense, tudo tem feito para expulsar as últimas famílias quilombolas, que vivem numa região paradisíaca, que resistiram às remoções das favelas/quilombos da região, que expulsou de Ipanema, Botafogo e Leblon quase 70 mil negros nas década de 70, deste território que possuem um dos m2 mais caros do país.

Luiz Sacopã nos disse:

Avisaram que vão mandar um oficial de justiça prá cá, conosco eles vem até nos finais de semana, como aconteceu quando eles puseram correntes nas entrada de nosso terreno, nos impedindo de entrar ou sair de nossas casas.

O Sos Racismo Brasil junto com seu advogado Tito Mineiro e  Mamapress, está correndo para lá e fará uma vigília;

Luiz Sacopã está decidido até a ser preso, por resistência civil. Disse que não vai retirar da frente do quilombo, como ordenado pela justiça, a faixa convidando estudantes a aprenderem as tradições quilombolas. “Jongo e Samba são patrimônio cultural, nosso Quilombo está protegido pela lei”,  ele afirma ao telefone.

A cobiça em tomar dos quilombolas dos Quilombo do Sacopã, os quase 8 alqueires de terras, de propriedade das famílias quilombolas,  é a razão principal, do inferno em que as famílias quilombolas vivem, diante das ameaças e violências que este desembargador e latifundiário urbano tem organizados contra eles nas últimas décadas. Uma decisão de uma juíza local, a pedido deste desembargador, tem mantido a proibição de toda e qualquer manifestação cultural no Quilombo do Sacopã. saiba mais

O Quilombo do Sacopã já tem reconhecidas sua posse e existência pelos governos municipal, estadual e federal. Direitos que implicam em poderem expressar suas tradições culturais seculares. saiba mais

O principal acusador do Quilombo do Sacopã, é um vizinho, que ocupa um prédio em área de litígio com o Quilombo, este vizinho, por coincidências que só acontecem contra pobres e negros, chama-se  Antônio Eduardo Duarte.  já aposentado e ele foi o 3º vice-presidente do Tribunal de Justiça e Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro desde 19 de dezembro de 1995.  É uma coincidência que impede  os moradores do Quilombo do Sacopã, de comemorarem como quaisquer cidadãos brasileiros, garantidos pela Constituição.

Azar dos Sacopãs terem justamente como vizinho um desembargador que embarga suas vidas, como nos tempos das capitanias hereditárias. saiba mais

As “picuinhas judiciais” levaram à proibição   permanente de atividades culturais do Quilombo do Sacopã pelo TJ-RJ, como vocês podem ler no link abaixo.

QUILOMBO NO SACOPÃ QUE É “ZONA NOBRE” NÃO PODE! DESEMBARGADORA EMBARGA CULTURA NEGRA.

 

 

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