Ainda sobre o fuzilamento dos meninos de Costa Barros.


por Júnia Silva da Costa

“Não é humanamente possível que esses policiais assassinos retornem para suas famílias e comunidades debaixo de aplausos,depois destas  mortes de inocentes que promoveram e executaram.”

Assassinos de Costa Barros, Morro da Lagartixa

Assassinos de Costa Barros, Morro da Lagartixa

E não retornarão.

De fato, na sua insanidade, ao apertarem os gatilhos desferindo tanto ódio, também, assinaram a sua própria sentença de morte.

Exonerações, expulsões, réus na justiça militar e na comum… abandonados à própria sorte, estes homens também negros ou quase, sentirão agora na própria carne o desprezo do Estado. Estado este promotor do apartheid não formal, mas mortalmente efetivo nas práticas cotidianas desta PM.

Os PMs, sendo ouvidos pelos deputados no novo BEP Foto: reprodução

Os PMs, sendo ouvidos pelos deputados no novo BEP Foto: reprodução

Quanto ao agente de alta patente, sr. Marcos Netto, comandante do 41º batalhão, lamentável.

A minha reflexão é de que a ascensão social/conquista de cargos socialmente estratégicos, para alguns de nós, não garante posicionamento político de enfrentamento da realidade racial da nossa sociedade. Muitos se perdem e são apropriados pela ideologia de poder e se tornam seus instrumentos.

A particularidade da ideologia racista, à brasileira, é que ela é perversamente sedutora, as mensagens subliminares estão sendo emitidas o tempo todo, mas poucos conseguem identificá-las. É preciso estarmos atentos a isso.

Acho que vale a leitura das reflexões do Mamaterra, do companheiro Marcos Romao.

A Pm que quero extinta não é a sua, é a minha, companheiropezão e tenente coronel

Nota da Mamapress:

Tenente Coronel Marcos Netto

Tenente Coronel Marcos Netto

Tens razão Júnia Silva da Costa, existe mesmo nos estados mais totalitários da história do mundo, a opção individual e humana de não sermos coniventes com as ideologias da morte e desumanização do outro e de si mesmo.

É mais uma marca que o racismo faz a ferro e fogo nas costas do Tenente Coronel Marcos Netto. Carregar esta marca da morte diante dos filhos e parentes é em si uma condenação eterna, que só ele saberá como se livrar.

 

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