#somostodosxuxa no dia Nacional da Consciência Negra e de Zumbi dos Palmares: a Globo e a consciência do poder branco:


foto ripada por José Ricardo de Almeida

foto ripada por José Ricardo de Almeida

por marcos romão– rede rádio mamaterramamapress

A Globo e seu sistema,  desde a sua instalação no Brasil, tem declaradamente, um projeto ideológico de análise da questão racial brasileira.

Seus mentores intelectuais interpretam o mundo, como aquele mundo de 1930, em que acreditava-se numa tal “mistura de sangue” como a solução para o racismo no Brasil e no mundo.

Em 1930 esta visão de que no “sangue” estaria o caráter e, com sua mistura formaria-se o “homem novo”, era até progressista e revolucionária de certa forma, em relação às idéias eugênicas européias  que predominavam na época, que afirmavam que a “mistura de sangue” degenerava o homem e vis a vis a humanidade.

As duas premissas estão erradas pois, sangue não tem “caráter” , nem ideologia e é todo da mesma cor, o vermelho. Pele sim tem cor e faz a diferença e, que diferenças trágicas para os povos não brancos.

Acontece que a Globo com suas novelas, programas infantis e jornais nacionais, é a maior difusora da ideologia, que afirma que a tal “mistura de sangue” acaba com racismo. O sistema Globo é o maior difusor desta ideologia do ” Racismo à Brasileira”,  mas não é seu produtor principal.

A produção desta visão e interpretação racista de uma tal de “mistura de sangue”, como solução para a violência e genocídio cordial do negro brasileiro, está instalada e enlatada nos ministérios de educação e cultura e nas universidades e escolas, dos anos 30 para cá sem exceção.

Todos os ministros da cultura e da educação, até os que se dizem negros, batem no peito diante dos microfones e, dizem que são o fruto deste tal de “sangue misturado” do negro, do índio e do branco. Este é um dos mais poderosos mecanismos, que o “poder branco” de produção do pensamento encontrou, para esconder debaixo do tapete e tornar palatável, o genocídio continuado do negro e do índio brasileiro.

Esta máquina colonial negadora do negro e do índio, está instalada no âmago dos ministérios de produção da “visão ideológica” do Brasil baseada no “Mito das 3 Raças” e, incluo neste rol,  os ministérios de progaganda, informação e comunicação, desde o DIP do Getúlio até a Secom de hoje em dia, uma das maiores financiadoras da máquina de produção de pesadêlos platinados para os povos negros e indígenas brasileiros.

A Globo como boa empresa produtora de sonhos, com o faro para descobrir onde está o dinheiro para os financiamentos de suas máquinas de ilusões, transformou-se assim de 1864** para cá,  com invenção de suas “xuxas”, “pica-paus amarelos” e outras produções esbranquiçadas, no grande departamento de propaganda, informação e formação de cabeças racistas e neoracistas, diluidoras e escamoteadoras do enfrentamento, mais que necessário e, combate ao racismo que destrói a mente de todos nós brasileiros.
Quando ouço cabecinhas inteligentes a dizer,  #somostodosmisturados, #temostodoscumpénacazinha e #somostodoshumanos, só tenho a dizer:

Lavaram legal as nosssas cabeças e #somostodosxuxa

Nota da Redação:

Este artigo-líbelo foi inspirado no atiçamento, das perguntas trazidas pelo meu amigo professor da Rede Pública do Rio de Janeiro Eduardo Papa

** Correção: A data é 1964, ano de instalação da ditadura militar. Acontece que eu estava incorporado entre outros pelo Luiz Gama, na hora em que baixou o artigo. Descobri a falha, graças a um dos Cambonos e Zeladores da Mamapress, Luiz Augusto Gollo.(MR)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s