Zoológico no MAR. A macabra peça que reproduz Zoológico Humano no Rio de Janeiro


Manistação contra Ex-Hibit-B em Paris

Manifestação contra Exhibit-B em Paris

por marcos romão

Jovens de coletivos negros do Grande Rio, da baixada fluminense e de São Paulo, me procuraram para denunciar um fato grave que está para acontecer no Rio de Janeiro.

O Museu de Arte Rio, o MAR, através de sua curadoria, assumiu a responsabilidade em trazer para ser apresentada na cidade, a peça Exhibit- B, que reproduz os zoológicos humanos que foram moda na Europa no final do século 19 e durou até metade do século XX, com suas apresentações macabras.

Tribos inteiras de africanos e de índios das Américas eram expostas como animais, nos zoológicos de Hamburgo, Paris, Bruxelas e várias cidades europeias.
O autor branco sul-africano Brett Baley, quer apresentar no Brasil a reprodução desses zoológicos humanos.

São 12 quadros em que artistas negros e negras e seminus, são expostos como estátuas vivas, em posições degradantes e humilhantes que lembrariam o período cruel do colonialismo europeu.

A intenção do autor é despertar a compaixão do público de maioria branca, ao confrontá-lo com cenas degradantes em que negros que não reagem, são submetidos à torturas, segregação e prisão.

Para financiar as perfomances itinerantes deste zoológico humano,  o produtor sul-africano que nasceu durante o Apartheid e vive na Europa, precisa verba dos governos do Rio de Janeiro, de São Paulo, Minas Gerais e Ceará.  Além de empresas privadas do Brasil.
Pode ser um grande negócio para ele.

O autor Brett Baley chegou ao Brasil para vender seu peixe que pode estar podre. O autor diz que a peça é polêmica, pois discutir o racismo é polêmico. O Autor diz que o movimento negro parisiense aprovou a peça. O Autor mente.

A polêmica que aconteceu até agora em Berlim, Paris e Londres é sobre a acusação dos movimentos negros de que o autor fez uma peça racista. Esta é a polêmica. Até que ponto o autor é ele mesmo racista?

O movimento negro de Paris nos enviou a mensagem de que não concordaram com a peça e os que assistiram recomendaram o boicote.

Paris e Londres cancelaram as apresentações em nome da paz pública.

No Rio de Janeiro o autor foi convidado pelo MAR, Museu de Arte do Rio. O cineasta Joel Zito Araújo diz que foi uma pisada na bola.

Estamos desde janeiro na década do Afrodescendente proclamada pela Unesco.

O Rio e o Brasil assumiram o compromisso de incentivarem uma agenda positiva de combate ao Racismo.
Não estamos aqui para censurar ninguém. Cada um faça a peça que quiser. Questionamos sim, o financiamento público com dinheiro de nossos impostos, de ações culturais que possam aumentar a discriminação para nós negros na cidade do Rio e no Brasil.

Nossa juventude está com os nervos à flor da pele, com as medidas segregacionistas que impedem a circulação pelos bairros e pelo aumento assustador de mortes de jovens negros, sob o manto dos “autos de resistência”, em todo o grande Rio e Baixada Fluminense.

Recomendamos que o governo municipal, estadual e federal não financiem este tipo de ação duvidosa, que se apresenta como antirracista.

Recomendamos que as empresas brasileiras, se orientem em seus patrocínios de peças, que denotem agressões a grupos raciais, religiosos e nacionais. Em um mundo globalizado, queixas crimes por discriminações, podem ser feitas em qualquer pais.

Ao autor e sua equipe nacional e internacional, aos curadores do MAR, e todas a autoridades do Rio de Janeiro envolvidas nesta empreitada. Reiteramos que reflitam e pensem duas vezes se a querem levar adiante.
Que saibam que em um mundo globalizado, os negros do Grande Rio e do Brasil, estão muito bem informados e já em São Paulo, demonstraram pessoalmente ao autor Brett Baley a nossa repulsa. Ele se demonstrou arrogante e acima de críticas, e agora quer entrar no Rio pelas portas dos fundo do MAR.

Tem um ditado muito popular no Brasil, que é sempre bom lembrar. “Não se oferece corda para comprar, em casa de enforcado”.
Dia 13 de outubro às 19 horas, vamos estar lá no Museu de Arte Rio, para repetir mais uma vez, que não queremos esta peça no Brasil.

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